quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Os tambores de Nietzsche


Recentemente, através do Youtube, deparei-me com uma cena, no mínimo, inusitada: uma famosa cantora gospel brasileira, em um show (que insistem em chamar de “ministração”) começou a afirmar que, ao som dos tambores que seriam tocados pelos seus músicos, as potestades do mal seriam destronadas em nosso país, Satanás e seus asseclas seriam eternamente envergonhados, e o nome do Senhor seria exaltado. Infelizmente, não sei se isso ocorreu antes do recrudescimento da violência no Rio pré-PAN ou antes da avalanche de escândalos morais no Congresso Nacional. Porém, vi que, ao serem tocados os tambores, houve um frenesi, tanto na platéia como no palco: a cantora, sem muita intimidade com instrumentos de percussão, começou a “surrar” um gongo chinês, atravessando todo o ritmo, repetindo a todo tempo os mantras “o Brasil é de Jesus” e “diabo, você está derrotado”.


Sinto-me meio sem rumo. Em minha conversão, há 19 anos, nunca esperaria ver um ritual de macumba gospel palatável à burguesia divulgado pela internet. Ao formar-me no seminário e assumir uma igreja como pastor, há dez anos, não pensava em concordar tão prontamente com a banda de hip hop “Apocalipse 16”, na música “Meus inimigos estão no poder”, uma citação da composição “Ideologia”, de Cazuza.


É triste pensar no cristianismo evangélico atual no Brasil. Tornamo-nos pastiche de uma religiosidade irrelevante — e, o que é pior, tornou-se prato cheio para uma mídia com má vontade e sedenta de escândalos. Afinal, em dois dos mais recentes escândalos no país, evangélicos estão envolvidos de forma negativa: a recente acusação contra um deputado federal, líder de uma denominação, que pagou para um pistoleiro matar outro deputado, também pertencente à sua denominação; e, no caso do senador Renan Calheiros, Mônica Veloso, a repórter que não sabe fazer planejamento familiar e engravidou de um poderoso senador meio sem querer, afirmou ser, de acordo com entrevista à “Folha de S. Paulo”, “evangélica, batista, do Vale do Amanhecer”.


Friedrich Nietzche é um nome que causa arrepios entre nós, nem tanto por sua colaboração filosófica vital ao nazismo, mas mais por sua virulência contra o cristianismo protestante, atacando sem dó nem piedade a moral e os valores cristãos. Para ele, a figura de Jesus é o retrato mais bem acabado do fracasso e da derrota. Esta moral deveria ser suplantada por uma outra. Para tanto, ele propunha a nova moral, a nova ética, a partir do super-homem. Mas, para que tal intento tivesse sucesso, era necessário ter a consciência de que Deus, a fonte da moralidade cristã, morreu. Ele mesmo escreveu, em um de seus textos: “Deus morreu e nós o matamos! Sinta o cheiro da putrefação divina!”


Será que Nietzche está, afinal, certo? Será que Deus realmente morreu? Afinal, qual a relevância de Deus para o movimento evangélico de hoje? Qual a relevância dos valores do Evangelho do Reino, reduzidos a um mero exorcismo com tambores em um “show gospel” mal tocado? Aquilo que aprendemos nos domingos, em nossas comunidades, é praticado no dia-a-dia? Aquilo que aprendemos é mesmo aquilo que está na sua Palavra? Deus é relevante, ou se torna figura de retórica, pedra de toque, fetiche religioso para manipulação mágica do mundo espiritual, como o temos reduzido ultimamente?


Se não retornarmos (ou melhor, nos convertermos) ao Evangelho do Reino, abandonando o falso evangelho da macumba gospel, infelizmente, seremos obrigados a imaginar Nietzche, com aquele bigodão de vassoura, dando folgadas gargalhadas no inferno e gritando em alemão: “Eu venci!”. Que sejamos sal em um mundo apodrecido e luz no meio das trevas religiosas. Que o Senhor tenha misericórdia de nós.


Autoria:Rodrigo de Lima Ferreira.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A sedução da teocracia


Recentemente participei de um encontro chamado “Sounds of Hope” (Sons de Esperança), que reuniu líderes cristãos de países predominantemente muçulmanos, como Egito, Líbano e Jordânia. Ouvindo seus relatos de vida como minorias sitiadas numa região turbulenta, vi-me pensando sobre a relação entre o cristianismo e o islamismo.

Há alguns anos, um muçulmano me disse: “Não encontro orientação no Corão sobre como os muçulmanos devem viver como minoria numa sociedade e não encontro orientação no Novo Testamento sobre como os cristãos devem viver como maioria”. Ele pôs o dedo na principal diferença entre as duas religiões. Um, nascido no Pentecostes, tende a florescer transculturalmente e mesmo contraculturalmente, em geral coexistindo com governos opressores. O outro, geograficamente ancorado em Meca, foi fundado, ao mesmo tempo, como religião e Estado.

Em conseqüência, nos países claramente muçulmanos, religião, cultura e política são unificadas. Enquanto nos Estados Unidos as direções das escolas debatem a legalidade de orações não sectárias de um minuto nos jogos de futebol, nos países muçulmanos o comércio e o transporte param tudo para orações cinco vezes por dia. Muitos muçulmanos querem que a lei do Shari’ah seja retirada de escritos sagrados similares ao abrangente código do Pentateuco.

Animado pelo zelo teocrático, o islamismo conquistou três quartos de todo o território cristão durante a Idade Média. Em resposta, os cristãos, que tinham pouca tradição em guerra santa, desencadearam as Cruzadas. Depois, o Ocidente cristão separou Igreja e Estado e promoveu a liberdade religiosa. Ultimamente, a Europa ficou identificada como uma cultura “pós-cristã”. Sem dúvida, não há sociedades “pós-muçulmanas” nas regiões em que o islamismo foi expulso pela força.

A cultura teocrática potencializa a coerção moral, como os cristãos sabem por sua própria história. Na Argélia, islamitas radicais cortam lábios e narizes de muçulmanos que fumam e bebem álcool. Em alguns países muçulmanos, a polícia moral bate publicamente em mulheres que ousam tomar um táxi desacompanhadas de seus maridos ou dirigir sozinhas seus carros. O adultério ou a conversão ao cristianismo pode redundar em pena de morte.

Os cristãos no Oriente Médio não se opõem a todos os rigores morais do islamismo. Um egípcio me disse que um homem não se hospeda num hotel com a mulher enquanto não provar que é sua esposa – uma prática que ele apóia –, e o mesmo pensa sua esposa. Muitos cristãos com quem conversei prefeririam criar seus filhos numa sociedade islâmica bem guardada do que nos Estados Unidos, onde a liberdade geralmente leva à decadência.

O sentimento de uma cultura unificada pervade todos os níveis da sociedade islâmica, a começar pela família. Um bom muçulmano coloca o grupo acima do indivíduo. Compreender isto – diz um americano que vive no Egito – pode ajudar a explicar o ultraje e a violência que eclodiram por causa das charges dinamarquesas sobre o profeta Maomé.

O fundamento da sociedade árabe não é o indivíduo, mas a comunidade; primeiro, a família, depois a família ampliada ou o clã, depois a comunidade religiosa e, de vez em quando, a nação.
Segundo essa visão, se os chargistas da Dinamarca (a “comunidade dinamarquesa”) insultaram o Islã e seu profeta e se os líderes não repudiaram a atitude, então os muçulmanos interpretam que o líder e os dinamarqueses apóiam os cartões e os insultos. Embora o primeiro-ministro dinamarquês tenha publicamente manifestado sua desaprovação às charges, também lembrou que isto não era ilegal na Dinamarca por se tratar de liberdade de expressão e imprensa para os indivíduos. Ironicamente, esta declaração foi interpretada pela comunidade islâmica como uma defesa e um apoio às charges.

As duas cosmovisões culturais não conseguem uma compreensão mútua. Ouvir sobre a cultura islâmica em primeira mão aumentou minha compreensão, mas, ao mesmo tempo, me deixou preocupado com minha própria sociedade. Será que teremos que criar nossa própria versão de fundamentalismo severo a exemplo do islamismo contemporâneo?


Autoria:Philip Yancey -(Tradução de Israel Belo de Azevedo)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

A Bíblia contra “idéia dos crentes”


Um dos grandes identificadores dos evangélicos, ou do “povo crente”, como dizem alguns, é a sua apreciação pela Bíblia. Houve até mesmo época quando os conhecidos crentes eram chamados de “bíblias”. No entanto, apesar da tradição que vincula os evangélicos à Bíblia, será que essa realidade é verificável? Surpreendentemente, parece que grande parte da tradição evangélica nada tem a ver com o estudo sério das Escrituras.

Muitas idéias e práticas sagradas e supostamente bíblicas têm outras origens: a cultura norte-americana, brasileira, européia, africana etc. Certa ocasião, fiquei atônito quando tentei compartilhar o Evangelho com um homem numa viagem de ônibus. Ele, ao perceber minha linha de pensamento, perguntou: “Você é crente?”. E prosseguiu: “Mas é crente mesmo?”. Confuso, respondi: “Sim”. E, mais do que depressa, ele disse, com firmeza: “Você bebe café?”. Sem entender, respondi afirmativamente, e, então, esboçando largo sorriso, o homem reverberou: “Então não é! Porque o crente que é crente mesmo, nem café bebe!” Perplexo, fiquei a pensar que tipo de Evangelho se divulga em nossos dias! O cristianismo de alguém é avaliado pelo café ingerido?!

Durante muito tempo envolvido com a área da literatura, principalmente a teológica e acadêmica, posso atestar que o tipo de livro menos procurado pelo mercado evangélico chama-se “comentário bíblico”. Apesar de termos cerca de meio milhão de pastores e líderes no Brasil, parece que a maioria deles não entende que o estudo aprofundado da Bíblia é tarefa urgente e indispensável.

Esse distanciamento das Escrituras, presente no meio evangélico, tem facilitado o surgimento de outras tradições, marcadas por idéias e costumes que levam a comunidade para uma outra direção, para longe de uma teologia fundamentada na Bíblia.

Infelizmente – é verdade –, há muita “idéia de crente” que é contra a Palavra de Deus. Não faz tanto tempo assim, numa comunidade cristã ouvi uma multidão aplaudir a seguinte frase enfatizada por um de seus líderes: “Deus precisa de você”. O discurso prosseguiu sugerindo que Deus nada poderia fazer sem a atuação humana. Que tipo de Deus é esse? Pode ser de algum grupo evangélico! Mas não é bíblico! Afinal, como lemos em Atos 10.25 e 26, Deus, por definição, não precisa de nada: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor dos céus e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas”.

Em muitos cultos evangélicos é comum ouvir o povo agradecer a Deus por estar reunido na “casa do Senhor”. A idéia particular dos crentes até existe nas Escrituras, só que não no cristianismo do Novo Testamento. Havia um tabernáculo e um templo no Antigo Testamento.


Mas Jesus mudou o enfoque, afirmando que Deus não está restrito a templos. A verdade é que Deus não habita no prédio da igreja! Em João 4, a mulher samaritana queria saber se Deus dava prioridade a Jerusalém ou a Samaria como “casa de Deus”. Jesus deixa claro que a adoração deve ser em espírito e em verdade (Jo 4.23). O Novo Testamento, ao contrário dos crentes, ensina que a casa de Deus somos nós, onde o Espírito Santo habita. Em 1 Pedro 2.5 descobrimos que somos “as pedras vivas” e “a casa espiritual”.

Outra tradição evangélica, que assusta até descrentes, é que para Deus “não há pecadinho nem pecadão”. Todos os pecados são iguais para Deus! É possível imaginar que um canibal e um pedófilo assassino sejam equiparados a quem não ora sem cessar (1Ts 5.17)? É absurdo! É provável que a má interpretação tenha surgido de Tiago 2.10, que afirma que “quem tropeça num só ponto da lei é culpado de todos”. Na verdade, o texto apenas nos mostra que apenas um pecado é suficiente para nos deixar numa condição de pecadores perante Deus. Como Deus é santo, um simples pecado nos classifica como condenáveis. No entanto, isso não quer dizer que todos os pecados são iguais. Em João 19.11, Jesus diz a Pilatos que aquele que o havia entregado a Pilatos tinha “maior pecado”. O texto é explícito! A própria Bíblia faz diferença entre pecado e abominação (algo detestável, repugnante), como vemos em Levítico 18.22.


ERROS “INOFENSIVOS”

No quadro de avisos de alguns templos evangélicos não é difícil encontrar a seguinte frase: “Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder”. Apesar do impacto do refrão, devemos perguntar: “Onde vemos isso na Bíblia”? Poderíamos fazer um gráfico estatístico e matemático da oração e estabelecer sua performance? É irônico. Jonas, o profeta que foi usado para trazer o despertamento de Nínive, aparentemente não fez nenhuma oração! Deus é soberano! Ele faz como quer. Certamente, muitos irão dizer que nosso padrão deve ser Elias. Jonas é exceção! Voltemos à Bíblia. Desde quando as orações de Elias funcionaram pela quantidade? Jesus criticou a repetição de orações (Mt 6.7), e em Tiago 5, onde Elias é mencionado, sua oração não é “muita”, mas fervorosa (v. 17). O texto enfatiza que a oração que funciona é a de um “justo” (v. 16), e isso não tem a ver com “quantidade”.

Estes são apenas alguns exemplos de tradições evangélicas não fundamentadas nas Escrituras. O problema é que esses erros “inofensivos” acabam nos afastando do que importa e nos levando a perder tempo com coisas desnecessárias e secundárias. Temos a doutrina do sábado, da gravata, do paletó, da unção etc. Corremos o risco de criarmos tradições humanas que tomam o lugar da Palavra de Deus (Mc 7.9). Hoje, quando se fala em cristão evangélico, imaginamos que se trata de uma pessoa sem vícios, que não bebe, não fuma, não dança, não joga etc. Ora, ninguém precisa ser cristão para viver assim. Há ateus que não fumam nem bebem. Isso não é questão de espiritualidade, mas sim de inteligência! Estamos criando uma caricatura do Evangelho. Ao contrário, Deus deseja pessoas salvas por Cristo, misericordiosas, justas, incorruptíveis, dispostas a perdoar e capazes de amar.

Parece que os profetas enfrentaram algo semelhante em sua época. Ainda hoje, as santas palavras de Miquéias ecoam bem alto: “Com que eu poderia comparecer diante do Senhor e curvar-me perante o Deus exaltado? Deveria oferecer holocaustos de bezerros de um ano? Ficaria o Senhor satisfeito com milhares de carneiros, com dez mil ribeiros de azeite? Devo oferecer o meu filho mais velho por causa da minha transgressão, o fruto do meu corpo por causa do pecado que eu cometi? Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (Mq 6.6-8–NVI).


Autoria:Luiz Sayão

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Atletas de Cristo

Atletas de Cristo existe oficialmente desde 04 de Fevereiro de 1984, e é uma entidade sem fins lucrativos que subsiste através de doações voluntárias.

Sua VISÃO é que o mundo todo pode ser alcançado para Cristo através da linguagem universal do esporte.


Sua MISSÃO é levar o atleta a Jesus Cristo a fim de levar o Evangelho ao mundo através do atleta.


Seu OBJETIVO é fazer isto nesta geração.


Suas ESTRATÉGIAS:


1. Promover por todos os meios, a proclamação do Evangelho através do esporte.


2. Equipar líderes e obreiros para a evangelização e o discipulado dos atletas.


3. Desafiar a igreja a se engajar neste projeto, fazendo uma tabelinha com os atletas no cumprimento da Grande Comissão.:::::

QUEM MANTÉM ESTE TRABALHO


Atletas de Cristo é uma entidade sem fins lucrativos e subsiste através de ofertas voluntárias. O lucro das vendas dos produtos com a marca "Atletas de Cristo" também reverte em benefício do seu trabalho. No caso dos Grupos Locais de Atletas de Cristo, este lucro é divido com o grupo, na forma de descontos especiais, gerando recursos para os trabalhos locais.


Se você compreende a importância desse trabalho e deseja mante-los atuantes nos campos, nas quadras e nas pistas do mundo, utilize uma das formas abaixo para fazer a sua doação:


# Depósito em Conta Corrente Banco Bradesco Ag. 0107-4Conta Nro. 242.077 - 5 Banco Itaú Ag. 0866Conta Nro. 06540-2#


#Cheque NominalEnvie cheque cruzado e nominal a ATLETAS DE CRISTO NO BRASIL, para o seguinte endereço:Caixa Postal 55011 - S. Paulo - SP - CEP 04733-970#


#Vale PostalEnvie um vale postal em nome de ATLETAS DE CRISTO NO BRASIL, para a Caixa Postal 55011 - S. Paulo - SP - CEP 04733-970#


#Carnê de ContribuiçãoSolicite um carnê de contribuição personalizado, por email - atletas@attglobal.net - por telefone (11) 5545-4415 ou por fax (11) 5686-6629 ou envie seu pedido por carta para Caixa Postal 55011 - S. Paulo - SP 04733-970, informando nome e endereço completo.#


domingo, 16 de setembro de 2007

Psicologia e fé cristã


Ataques ferrenhos contra o cristianismo bíblico têm sido lançados de múltiplas direções. Dos campos psicológico, filosófico, biológico, para não mencionar o religioso, aparecem razões para descrer do Evangelho.

Karl Marx tentou derrubar a fé cristã pelo determinismo materialista. Charles Darwin lançou sua teoria evolucionista há quase 150 anos, mas ela continua fazendo vítimas em nossas escolas e universidades. Para Darwin, as incríveis maravilhas da Criação nada mais são do que um processo natural que age por acaso durante bilhões de anos.

Sigmund Freud dirigiu seu ataque contra a própria existência de Deus. Postulou que o conceito de Deus é uma projeção da mente que cria um pai substituto, necessário para a estabilidade emocional de pessoas fracas e medrosas. Os historiadores atacam as raízes do cristianismo questionando a veracidade dos eventos centrais da fé. A mídia acrescenta seu apoio, publicando artigos e passando documentários que lançam dúvidas sobre fatos centrais, como o nascimento virginal de Jesus, sua ressurreição e ascensão. O que resta para a fé agarrar não passa de cascas e folhas. A substância é anulada e desacreditada.

Dr. C.G. Jung, um dos mais venerados psicólogos da última geração, escreveu um livro intitulado Modern Man in Search of a Soul(O Homem Moderno em Busca da Alma). A tese do seu livro é que um analista precisa fornecer para seu paciente, enfermo emocionalmente, uma fé que o ajude a vencer o temor da escuridão. Tem que ajudá-lo a vencer o desespero e a desilusão no mundo que domina sua vida. Precisa de alguma percepção (insight) que o permita alcançar saúde emocional.

Para este reconhecido psicólogo, todo ser humano, sem nenhuma exceção, precisa de, pelo menos, quatro coisas: 1) Amor; 2) Fé; 3) Esperança; 4) Compreensão. Jung confessa que o pensamento humano é incapaz de dar ao paciente o que ele necessita: fé, amor, esperança e percepção (Vernon Grounds, Psychology and the Gospel, Seminary Study Series, Denver, CO, s/d). Unicamente o Evangelho fornece estes elementos essenciais ao bem-estar do homem.O


EVANGELHO SUPRE O QUE O HOMEM PRECISA

O Evangelho mantém suas mais profundas raízes no amor de Deus pelo mundo que se autodestrói pelo seu egoísmo, inveja e orgulho. O Evangelho não somente exige fé em Deus, bem como no Senhor Jesus que, “embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo” (Fp 2.6,7). Ofereceu-se em sacrifício para expiar os pecados do mundo. A salvação do pecado e da culpa tem na cruz de Cristo um evento ímpar, pelo qual podemos confiar que nossos pecados foram pagos definitivamente.

Nas verdades centrais da Bíblia encontramos esperança da vida eterna. A morte seria aterrorizante se não fosse a esperança que abre a porta que conduz ao paraíso. A percepção é mais um presente valioso que os regenerados possuem. Pelo autoconhecimento que a Bíblia providencia, podemos tomar dois passos gigantes em direção à saúde emocional.

Primeiro, alcançamos a verdade segura do porquê de nossa existência. Nascemos para glorificar a Deus e alegrar-nos nEle para sempre. Segundo, uma vez sondados e examinados pelo Espírito de Deus (compare João 16.8,9), percebemos nossa pecaminosidade. Infectados com a doença mortal do pecado, não estamos em condições de comparecer diante do Deus que é absolutamente santo sem sermos condenados. Somente esta percepção nos levará a um arrependimento genuíno. Somente arrependimento real nos permite abraçar a fé que perdoa e salva. Experimentamos a graça libertadora e transformadora do Evangelho.


CONCLUSÃO

Não imagine, por um minuto sequer, caro leitor, que o cristianismo não tem nenhuma defesa eficaz contra os múltiplos ataques lançados pelos intelectuais secularizados. Convincentes argumentos, devidamente fundamentados na verdade histórica do Evangelho, respondem coerentemente aos desafios do passado e do presente. Saúde emocional e paz são as recompensas recebidas pelos que crêem.


Autoria:Russel Shedd

sábado, 15 de setembro de 2007

Cristo, as riquezas e os cristãos ocidentais


Acho que precisamos levar os ensinos de Jesus mais a sério.

Ele afirmou que ninguém deve pedir nada a Deus com a angústia dos idólatras, porém a maioria dos crentes sente que precisa rastejar quando faz suas orações.

Ele afirmou que ninguém deve pedir coisas materiais - sequer comida e vestido - pois Deus sabe das necessidades de seus filhos, porém as igrejas ensinam a “bombardear” o céu para conseguir uma ou outra bênção.

Ele afirmou que nenhum dos seus amigos pode acumular riquezas aqui onde a ferrugem corrói e o ladrão rouba, porém as pessoas se angustiam querendo armazenar o máximo que lhes garanta o futuro.

Ele afirmou que seus seguidores devem buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, mas os cristãos pós-modernos se ocupam em galgar as apertadas malhas sociais, por isso o culto fica espremido num tempinho que sobra nos fins de semana.

Ele afirmou que todos os que amam sua vida a perdem e que os dispostos a perderem sua vida por amor a Deus a ganham. Como os cristãos não gostam desse texto, ele jaz numa prateleira, esperando alguma interpretação mais amena.

Ele afirmou que as pessoas devem vender suas posses e dar esmolas, porém os cristãos fazem exatamente o oposto, acumulam e quando ofertam alguma coisa, dão sobejos – geralmente muito pouco.

Ele afirmou que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu, porém os cristãos preferem interpretar que Jesus exagerou em algumas de suas declarações.

Soli Deo Gloria


Autoria:Ricardo Gondim