quinta-feira, 22 de maio de 2008

“A graça me comprou. A graça me ensinou. A graça me prendeu. Agora a graça me possuiu.”


"Graça Preveniente"


A salvação passa a existir quando o homem nasce espiritualmente, desperta para realidades não observadas anteriormente e acorda para sua iniqüidade e estado desamparado. Esta revelação interior é executada pelo Espírito Santo como uma dádiva divina para salvação de todos aqueles que crêem em Jesus como Senhor e Salvador.


Porém este convencimento do pecado não foi o início do trabalho do Espírito Santo em suas vidas. A doutrina que vamos estudar é chamada como graça preliminar ou preventiva de Deus, pois é aquela que o Espírito Santo providencia antes mesmo do arrependimento da pessoa, um intenso desejo por Deus e Sua justiça.


Este preceito bíblico que é um ensinamento iniciado pelo teólogo Tiago Armínio e depois aperfeiçoado por John Wesley, tem contribuído fortemente para visualização do agir de Deus em Seu povo. Podemos observar muitas mudanças na história de um pecador antes que ele receba a graça salvadora e o novo nascimento; transformações estas às vezes afetuosas, às vezes de forma vigorosa, segundo ele (pecador) seja capaz de percebê-la. O dicionário teológico (CPAD) define também graça preveniente como: “Doutrina sustentada por Armínio, segundo a qual, ainda que todos nós tenhamos degradado em conseqüência do pecado, Deus nos restaura a capacidade de crer nas verdades do evangelho”.


Nesta visão entende-se que o homem não tem totalmente sua personalidade depravada, e que o Espírito de Deus concede direito à liberdade de escolha ao pecador. O mover do Espírito Santo sobre o coração antes do novo nascimento é uma verdade confortante e encorajadora quando propriamente entendida; assim apreendemos que a prolongação da vida é tanto graça comum como preveniente, aumentando a possibilidade de salvação.


“Alguém pode sentir a presença de Deus; Deus pode dar um amanhecer de luz aos que estão na escuridão... e mostrar que Ele é um Deus que ouve orações. Tudo isso e, todavia não ter experimentado o novo nascimento”.

(Wesley's 52 Standard Sermons, p. 89).


Exemplos Bíblicos da Graça Preveniente


Em Atos dos apóstolos encontramos vários exemplos vejam:


(At 8) o eunuco etíope foi movido pelo Espírito para ler Isaías e Filipe foi levado para se unir a ele no estudo da Bíblia.


(At 9) Saulo é atingido pelo Espírito Santo (sem o apelo do altar), três dias antes de ser dito para levantar, ser batizado, lavar seus pecados e receber o Espírito Santo (assim tornando-se um cristão do Novo Testamento).


(At 10) vemos o Espírito Santo trabalhando com o devoto Cornélio e levando Pedro a ir até ele. Cornélio não era um cristão do Novo Testamento nesta época.


(At 13.48) vemos muitos gentios “ordenados” glorificando a Deus. Eles estavam sob a misericórdia da graça preveniente de Deus esperando pela Palavra da Verdade.


A graça sempre denota que Deus é quem toma a iniciativa. Essa é a razão de ser graça: não se inicia conosco, começa com Deus. Mas isso não isenta nossa responsabilidade de decidir e de crer. Porém nós O amamos. Só podemos amar ao Senhor porque Ele nos amou primeiro, previamente.


“A essência da doutrina da graça é que Deus é por nós.” (T. H. L. Parker)


Concluímos que a graça preveniente começa antes da manifestação da graça salvadora. Porém, não podemos descansar e pensar que os pecadores serão salvos sem evangelização e missões, pois como crerão Naquele de quem nunca ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue?


“Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?” Rm 2.4


Eduardo Neves - Autor dos blogs "Entendes tu o que lês" (http://eduneves.blogspot.com) & "Alimento da fé" (http://panoramateologico.blogspot.com).

terça-feira, 13 de maio de 2008

Um clássico indispensável!!!


Esta obra se consagrou como um clássico indispensável para todos que se interessam pelo estudo da história do cristianismo, por ser uma obra magistral. Porém, desde a sua primeira publicação, muitas coisas aconteceram. O mundo mudou e com isso surgiram novos desafios para o cristianismo nos dias de hoje. Por esse motivo, decidiu-se trazer às mãos do público brasileiro uma nova edição da obra, totalmente atualizada, revista e ampliada.
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Nela, o leitor encontrará:
• Temas novos e relevantes como o declínio das teologias liberal, neo-ortodoxa e radical; o surgimento do evangelicalismo, especialmente nos países do Terceiro Mundo; os desafios que as organizações paraeclesiásticas e as megaigrejas apresentam às denominações; o movimento pentecostal-carismático; o papel das mulheres na igreja atual, entre outros;
• Capítulos ampliados e reescritos;
• Novos mapas, quadros e diagramas para ajudar a compreender os movimentos históricos;
• Bibliografia ampliada e atualizada para colocar à disposição do leitor as mais atuais e relevantes pesquisas na área de história do cristianismo.
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Sobre o autor: Earle E. Cairns é professor emérito do Wheaton College, onde atuou por trinta e cinco anos, como professor e chefe do departamento de história da igreja. Hoje é membro da Academia Americana de História da Igreja, da Associação Americana de História e da Conferência sobre Fé e História.
*Você encontra esta obra no site: http://www.vidanova.com.br/index1.html

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Meditação

“Antes de seguir a qualquer homem, é necessário que procuremos pela unção em sua testa. Não temos obrigação espiritual de ajudar homem algum em atividade alguma que não possua as marcas da cruz.” (A.W. Tozer)

“A ansiedade é o resultado natural de centralizarmos as nossas esperanças em qualquer coisa menor que Deus e sua vontade para nós.” (Billy Graham)

“As promessas de Deus são como as estrelas; quanto mais escura a noite, mais intenso é o seu brilho.” (David Nicholas)

“Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilha, a harmonia e a organização do universo só pode ter se efetuado conforme um plano de um ser todo-poderoso e onisciente.” (Isaac Newton)

“Crença é uma verdade aceita por sua mente. Fé é o fogo mantido em seu coração.” (Joseph Newton)

“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” (Louis Pasteur)

“Nunca oro suplicando cargas mais leves, mas ombros mais fortes.” (Phillips Brooks)

“Um grama de testemunho vale mais que uma tonelada de propaganda.” (William W. Ayer)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

"Procurando o Deus desconhecido"


Nietzsche foi o mais inteligente e contudente dos ateus, sendo considerado o mais herético dos intelectuais.

Sobre os alicerces do seu ateísmo, Nietzsche indaga com contundência: "Como? O homem é só um equívoco de Deus? Ou Deus é apenas um equívoco do homem?" (Nietzsche, 1888.)


Se esse arguto filósofo tivesse estudado os segredos fascinantes da oração do Pai-Nosso, entenderia que Deus e o ser humano são cúmplices um do outro, frutos do mais excelente equívoco, o equívoco do amor. Um amor nascido nas tramas sublimes da solidão.

Nietzsche era de fato um ateu? Queria destruir a idéia de Cristo do seu imaginário? Achava uma estupidez psicológica o ser humano procurar por Deus nessa curtíssima trajetória existencial? Considerava um desperdício ocupar a mente com as idéias sobre Deus? Não!

Nietzsche procurava preparar os solos da sua psique para conhecer os mistérios que cercam a vida. Era alguém inconformado com o superficialismo. Nele havia um desespero intelectual em busca do Autor da existência.

Sua anciosa procura foi um dos exemplos mais espetaculares da inquietação de um ser humano imerso nos pântanos da solidão. Para discutir esse assunto, quero transcrever e depois comentar uma "oração filosófica" feita pelo próprio Nietzsche, e que é muito pouco conhecida. Esta oração foi traduzida pelo ilustre Leonardo Boff diretamente do alemão (Boff,2000):

Oração ao Deus desconhecido

Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para frente, uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo.

A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar.

Sobre esses altares estão gravadas estas palavras:

"Ao Deus desconhecido."

Teu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos.

Teu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.

Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servir-Te.

Eu quero Te conhecer, desconhecido.

Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.

Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer, quero servir só a Ti.

(Friedrich Nietzsche)

Nessa oração, os pensamentos de Nietzsche fluem como um rio que jorra do manacial das suas dúvidas. Esse rio flui não apenas na direção do Deus que está além dos limites do tempo e do espaço, mas do Deus que ele procura nos recônditos do próprio ser.

Nietzsche se debate tentando fugir de Deus para seguir sua história e traçar seus próprios caminhos. Mas não consegue fugir de si mesmo. Os caminhos se cruzam. Só, num mergulho introspectivo e solidário, o filósofo se aproxima do Autor da existência.

Como terra árida que clama por chuva, qual sedento que sonha em refrigerar sua alma, ele tem a ousadia de dizer que ergue altares festivos para Ele. Na esperança de ouvir o inaudível, de perscrutar a Sua voz.

Nesses altares estão escritas em fogo as palavras dirigidas ao mais comentado dos seres e menos conhecido da história: o Deus desconhecido. Aquele que pertubou a mente de intelectuais e deixou em suspense a inteligência dos filósofos. Aquele que é especialista em se esconder, mas inscreve sutilmente sua assinatura através das gotas de orvalho, do sorriso de uma criança, da brisa que toca o rosto.

Nietzsche não sabe como defini-Lo, mas sabe que não pode deixar de pensar Nele. Embora tenha criticado a religiosidade com virulência ímpar e fosse contra a submissão cega, para nosso espanto declara "Teu, sou eu", apesar de que até aquele momento ter criticado as idéias ligadas a Deus. Quem pode explorar as vielas da mente desse filósofo?

Quando todos pensavam que Nietzsche fosse o mais radical dos ateus, na realidade era um filósofo desesperado em busca de uma experiência radical com um Deus vivo, e não com o deus construído pelos seres humanos.

Nietzsche era um anti-religioso que, com uma coragem única, anunciou a morte de Deus. Mas não é a morte do Deus do Pai-Nosso, mas do deus criado pelo ser humano, o deus construído à imagem e semelhança do seu individualismo, arrogância e autoritarismo. O deus que é um joguete nas mãos humanas, que faz guerras, que subjuga e exclui.

Em sua oração, o filósofo tenta separar o deus humano que o decepcionou, do Deus concreto que alicerça a existência. Tentou fugir de ambos, mas agora se sente compelido a procurar o Deus real. Não vê sentido se não encontrá-Lo. Inquieto com suas próprias conclusões, Nietzsche se lança como um raio em direção a explicações mais profundas.

Com uma humildade raramente vista entre os mais célebres pensadores, ele reconhece sua pequenez e clama em alta voz e sem medo: "Eu quero Te conhecer, desconhecido!"

Ele clama de forma imperativa, como se tivesse em sintonia com o tempo verbal usado na oração do Pai-Nosso.Ele não está no alto da montanha, mas no cume dos questionamentos. Nesse cume, deixa-se refrescar pela brisa da serenidade. Não perdeu sua capacidade de aprender.

Para mim, é como se Nietzsche estivesse recitando a oração do Pai-Nosso à sua maneira. Como se dissesse: "Deus desconhecido que estás nos céus, quero elogiar Teu nome, mas não sei quem Tu és. Sai do Teu reino e penetra no meu ser. Ansiosamente espero ouvir a Tua voz. Deixa-me conhecer Teu projeto e saber onde eu me insiro nele. Sulca os solos da minha alma. Não me deixes sucumbir nos áridos vales das dúvidas. A Ti pertenço. Teu sou, embora, até o presente, eu tenha Te negado. Dá-me o pão diário que nutre a inteligência. Eu quero Te conhecer, desconhecido."

Ateus e não-ateus, independentemente de uma religião, sempre tiveram Deus como um tema central em suas inteligências. Disseram palavras que, embora nunca pronunciadas, expressaram estas idéias:"Deus quem és Tu? E quem sou eu? Penetra o meu pensamento. Invade meu orgulho, irriga meu radicalismo com o orvalho da humildade antes que se dissipe meu tempo e eu me torne uma terra seca e estéril. Ensina-me a ouvir no silêncio e a enxergar na ausência da luz. Eu quero Te conhecer."

Há uma busca insaciável em todo ser humano. Parafraseando Jesus, o Mestre dos Mestres: "Bem-aventurados os que se esvaziam em seu espírito e se tornam garimpeiros em busca de suas origens, porque, ainda que se percam num mar de dúvidas, deles é o reino da sabedoria."

Afinal, a grande conclusão do texto mais recitado e menos compreendido da história é:

Deus e o ser humano são dois seres solitários que vivem no teatro da existência procurando anciosamente um ao outro no pequeno parêntese do tempo...

*Augusto Cury em "Os segredos do Pai-Nosso"- Rio de Janeiro:Sexante,2006.

domingo, 27 de abril de 2008

Meditação

"Quer saber o resultado final de uma sociedade que é educada a desprezar a Bíblia e cultuar a teoria da evolução, destronando Deus e seus valores e entronizando Karl Marx, Hitler, Darwin ou outros homens e seus valores?
Olhe para o que aconteceu com a Alemanha nazista e a extinta União Soviética: quando os seres humanos param de respeitar a Deus e passam a crer que vieram do macaco, eles se tornam piores do que os animais selvagens."

Júlio Severo

sexta-feira, 18 de abril de 2008

domingo, 30 de março de 2008

Religião verdadeira


A palavra “religião”, segundo a maioria, significa o que se faz para entrar em contato com Deus. Por intermédio de cerimônias e liturgia, os homens crêem conseguir uma ligação com o Criador e Mantenedor de tudo que existe. Mas, como acontece em todas as áreas e atividades humanas, há religião verdadeira e falsa. Sem a revelação bíblica seria impossível saber se as nossas atividades religiosas são de fato válidas ou espúrias aos olhos de Deus.

Tiago escreve em sua carta: “a religião que Deus, nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tg 1.27). Não parece estranho que Tiago defina a religião de maneira tão prática e “social”! Ele diz, em outras palavras: “para se ligar a Deus é necessário que se desligue do mundo e fique solidário com as pessoas menos favorecidas da comunidade”. Vulnerabilidade frente às dificuldades e carências que a vida impõe, abrem uma porta especial para os que desejam chegar até Deus. Como podemos entender melhor esta maneira incomum de pensar sobre religião verdadeira?.
Jesus pintou no quadro do Juízo Final em Mateus 25 uma realidade semelhante a de Tiago. O critério da separação dos cabritos e ovelhas será fundamentado na “religião”. Os benditos do Pai receberão a herança do Reino preparada desde a criação do mundo. Jesus ficou de tal maneira identificado com os seus “menores irmãos” que todos os atos de misericórdia foram direcionados, em último lugar, ao próprio Filho de Deus. Dando comida a um destes necessitados se compartilha com Jesus!

Os “malditos” não viram o Senhor invisível nos “pequeninos”. Não lhes deram de comer quando estavam famintos, nem roupas para vestir quando as necessitavam. Faltou o amor necessário para se sacrificar, fazendo visitas aos encarcerados ou oferecendo hospedagem aos estrangeiros. Nem os bodes e nem as ovelhas tiveram alguma noção acerca da solidariedade que existe entre Jesus Cristo e seus vulneráveis irmãos. Porém o amor das “ovelhas” para os irmãos de Jesus não deixou de se expressar, mesmo que elas não soubessem o que faziam. A religião verdadeira operava inconscientemente nos que, na verdade, estavam ligados a Deus. Os desligados ficaram igualmente ignorantes das implicações de uma conexão verdadeira com Deus.

A preocupação de Paulo com os cristãos necessitados da Judéia, conforme notamos em Romanos 15.26-29, o forçou a pôr de lado seu trabalho de implantar igrejas para por em prática esta religião que Deus valoriza.

Os evangélicos do Brasil têm uma oportunidade dourada para demonstrar um compromisso com os mais necessitados. As riquezas materiais que os privilegiados da sociedade têm foram concedidas para estes compartilharem com os que nada têm. Foi a atitude dos macedônios que, “no meio da mais severa tribulação e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade” (2 Co 8.2). Sentiram prazer em contribuir, não de sua abundância, mas de sua gritante pobreza.

EVITAR A CORRUPÇÃO DO MUNDO

A segunda marca dos que são realmente religiosos torna-se patente na atitude deles perante o mundo.

O mundo corrupto pode ser identificado com a atitude dos que estão desligados de Deus. Tiago mostra em sua Carta que os egoístas cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Até suas orações são dominadas pelo egoísmo. Estes “adúlteros” não sabem que “a amizade com o mundo é inimizade com Deus” (Tg 4.4). A palavra de Jesus afirma que no Juízo Final os “malditos” irão para o castigo eterno (Mt 25.46).
O amor de Deus não ocupa os corações dos que amam o mundo (1 Jo 2.15).

CONCLUSÃO

Ligar-se a Deus por uma fé genuína e transformadora em Cristo, não deixa de se evidenciar na prática. Jesus ensinou especificamente que toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. Impossível é para uma árvore boa produzir fruto ruim. A verdadeira religião deve ser interna e externa também. O Reino de Cristo é uma realidade que não se restringe às palavras apenas, mas a ações que têm uma única explicação razoável. Paulo explicou assim: “Cristo em vocês, esperança da glória”. Quando o amor de Deus é derramado nos corações dos seus servos, a evidência aparece em atos de misericórdia e de solidariedade.

*Russel Shedd