<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380</id><updated>2011-07-28T14:58:09.125-07:00</updated><title type='text'>**************Alimento da Fé**************</title><subtitle type='html'>***********************MAIS DO QUE UMA MERA QUESTÃO TEOLÓGICA!****************</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://panoramateologico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-6423749541490009320</id><published>2009-06-20T14:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T14:47:00.302-07:00</updated><title type='text'>A Doutrina Bíblica da Santa Trindade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Sj1YwkjW4aI/AAAAAAAAAYs/cRkpAaJEGlk/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo+rr.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349529523854959010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Sj1YwkjW4aI/AAAAAAAAAYs/cRkpAaJEGlk/s320/sem+t%C3%ADtulo+rr.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a id="umdeus" name="umdeus"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Só há um Deus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina bíblica da Santa Trindade repousa sobre este fundamento: “o SENHOR é Deus; nenhum outro há, senão ele” (Deuteronômio 4.35). “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus” (Isaías 45.5). O Novo Testamento não é menos explícito quando o Senhor Jesus cita, a partir de Deuteronômio: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único Senhor” (Marcos 12.29). Paulo fala aos coríntios: “sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só” (1 Coríntios 8.4). Ele afirma a mesma coisa a Timóteo: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2.5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="unicodeus" name="unicodeus"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O único Deus é “verdade e vivo”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são exatamente as palavras da Santa Escritura. Jeremias diz: “Mas o SENHOR Deus é a verdade; ele mesmo é o Deus vivo” (Jeremias 10.10). Paulo lembra aos tessalonicenses que eles haviam se convertido dos ídolos “para servir o Deus vivo e verdadeiro” (1 Tessalonicenses 1.9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="deuseterno" name="deuseterno"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deus é eterno&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expressões “perpétuo” e “eterno”, que significam a mesma coisa quando relacionadas a Deus, são constantemente usadas pelos escritores sagrados quando falam do Todo-Poderoso. Moisés disse: “O Deus eterno é a tua habitação” (Deuteronômio 33.27). “...de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Salmo 90.2). Isaías fala do “eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra” (Isaías 40.28). Paulo fala também do “Deus eterno” e do “Rei dos séculos, imortal...” (Romanos 16.26 e 1 Timóteo 1.17). Muitas outras passagens poderiam ser acrescentadas, mas estas já atestam a verdade completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="deusnaopossui" name="deusnaopossui"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deus não possui corpo, divisões ou paixões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor Jesus Cristo disse à mulher de Samaria: “Deus é Espírito” e, depois da ressurreição, disse aos discípulos: “um espírito não tem carne nem ossos” (João 4.24; Lucas 24.39). Deus é revelado na Bíblia como um Ser espiritual puro, presente em todo lugar, a todo e qualquer instante. “Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR” (Jeremias 23.24). Reconhecidamente, as Escrituras falam das mãos, dos ouvidos e dos olhos de Deus, e de Seu prazer, de Sua ira, de Seu amor, e de Sua aversão, mas esta é a linguagem condescendente a nosso conhecimento imperfeito. A fim de que entendamos alguma coisa de Seu ser e de Sua obra, Ele permite que os homens apliquem suas palavras humanas às coisas divinas. Assim, revela Seu ser divino ao nosso entendimento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="infinito" name="infinito"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O poder de Deus é infinito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra” (1 Crônicas 29.11). O Salvador divino diz: “a Deus tudo é possível”; e o anjo assegurou a Maria que “para Deus nada é impossível” (Mateus 19.26; Lucas 1.37). Esses e outros versículos revelam que Ele tem infinito poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="sabedoria" name="sabedoria"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A sabedoria de Deus é infinita&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito” (Salmo 147.5). A perfeição de Sua sabedoria é vista na obra da criação: “todas com sabedoria as fizeste” (Salmo 104.24). Seu conhecimento alcança tudo no passado e tudo que está por vir: “Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras (Atos 15.18). “Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hebreus 4.13). “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11.33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="bondade" name="bondade"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A bondade de Deus é infinita&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar para o que havia criado, Ele viu que tudo “era muito bom” (Gênesis 1.31). “A terra está cheia da bondade do SENHOR” (Salmo 33.5). “... porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre” (Salmo 136.1). Os cristãos não precisam de provas quanto à bondade do Senhor além do conhecimento de Seu gracioso presente ao dar Seu eterno Filho para redimir seu povo e salvá-lo dos pecados. Esta é a bondade divina, verdadeiramente infinita e além de nossa compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="preserva" name="preserva"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deus fez e preserva todas as coisas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há” (Êxodo 20.11). “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis” (Colossenses 1.16). Ele preserva: “... tu fizeste o céu... a terra e tudo quanto nela há... e tu os guardas com vida a todos” (Neemias 9.6). Todas essas declarações derivam da infalível Palavra de Deus, e sobre elas se firma a doutrina da Santa Trindade. Elas revelam a majestade e a glória do DEUS ÚNICO. As Escrituras mostram com igual clareza que o Filho é Deus e que o Espírito Santo é Deus, e que há uma Trindade de Pessoas na Unidade da Divindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="verdadeiradivindade" name="verdadeiradivindade"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A verdadeira Divindade do Senhor Jesus Cristo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os enganos relacionados à Pessoa do Filho, há a noção de que Ele é Deus somente num sentido inferior, um ser criado, não o Deus “verdadeiro” e “real”, não co-igual e da mesma substância que o Pai. Alguns negam a divindade do Filho completamente, alguns negam que Ele tenha tido “duas naturezas perfeitas e completas: a divina e a humana”. Alguns declaram que na terra Ele era somente homem, e que após Sua ressurreição Ele era Deus somente. Alguns negam Sua humanidade perfeita e alguns, a Sua divindade perfeita. Entretanto, o Senhor Jesus Cristo é “Deus verdadeiro e eterno”. O Antigo Testamento fala do Messias nestes termos: “Cinge a espada no teu flanco, herói” (Salmo 45.3); “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo” (Salmo 45.6); “ele é teu Senhor; adora-o” (Salmo 45.11); “e se chamará o seu nome... Deus Forte” (Isaías 9.6); “este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA” (Jeremias 23.6); e Zacarias declara que Ele é “companheiro” (ou igual) do “SENHOR dos Exércitos” (Zacarias 13.7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="exercepoder" name="exercepoder"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ele exerce o poder e a sabedoria de Deus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Messias prometido estava na terra Ele mostrou, por Suas obras e pela Sua Palavra, que era verdadeiramente “Deus conosco” (Isaías 7.14; Mateus 1.23). Aquelas obras poderosas, que somente poderiam Ter sido feitas pelo “SENHOR Deus... que só ele faz maravilhas” (Salmo 72.18), Cristo realizou por Seu próprio poder e por Sua própria palavra. Ele curou o leproso, deu visão ao cego, levantou o que estava morto, acalmou a tempestade, tudo por Seu próprio poder. Se é alegado que os Apóstolos fizeram milagres, embora fossem somente homens, deve ser lembrado que seu poder derivava dEle, e eles sabiam disso.&lt;br /&gt;Outra prova da divindade do Salvador é vista pelo Seu conhecimento dos corações dos homens. Salomão orou ao Deus Todo-Poderoso: “... porque só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens” (1 Reis 8.39), e ainda lemos que Jesus percebeu os pensamentos dos corações dos homens (Lucas 9.47), que “... a todos conhecia e,,, bem sabia o que havia no homem” (João 2.24, 25). Nestas coisas, Jesus exerceu um poder que pertencia somente a Deus. Mais uma vez, quem pode perdoar pecados, senão Deus? Ele diz: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões” (Isaías 43.25), e o Senhor Jesus disse: “o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” (Mateus 9.6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="adoradocomodeus" name="adoradocomodeus"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ele é adorado como Deus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Salvador disse: “está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus 4.10), e ainda sem repreensão, permitiu que essa adoração fosse prestada a Si mesmo, ao declarar: “Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (João 5.23). Lemos sobre um leproso, sobre um legislador, sobre os discípulos num barco, sobre uma mulher de Canaã e sobre um homem cego de nascença, todos eles vieram e adoraram Cristo. Após Sua ressurreição, Maria Madalena e outras mulheres “E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram” (Mateus 28.9). Tomé não foi censurado quando dirigiu-se a Ele como “Senhor meu, e Deus meu!” (João 20.28). Ele, que apropriadamente recebeu a adoração devida somente ao Senhor nosso Deus, devia ser verdadeiramente o Senhor nosso Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="declaradodeus" name="declaradodeus"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ele é declarado Deus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os discípulos se referiram ao Senhor ressurreto e elevado aos céus quando Ele enviou o Espírito da Verdade para guiá-los infalivelmente à verdade? João diz: “... o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (João 1.1, 14). Em outra passagem, ele escreve: “... seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5.20). Paulo fala aos romanos que Cristo “é sobre todos, Deus bendito eternamente” (Romanos 9.5). Aos Colossenses, ele declara que “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9). Para Timóteo, ele afirma que “Deus se manifestou em carne” (1 Timóteo 3.16). Na epístola para Tito, Paulo ainda escreve sobre Jesus como sendo o “grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo” (Tito 2.13). Pedro também fala dEle como “Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1.1).&lt;br /&gt;Na visão de Cristo em glória mostrada em Apocalipse, Cristo anuncia Sua presença ao apóstolo amado: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1.8, 17; 21.6; 22.13). “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra” (Filipenses 2.10). Todas as criaturas devem levantar uma única voz de adoração ao nosso Deus Salvador, dizendo: “Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre” (Apocalipse 5.13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="filhoededeus" name="filhoededeus"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Filho é Deus, e da mesma substância que o Pai&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Senhor Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10.30). Ele é o “unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). “Ele é antes de todas as coisas” (Colossenses 1.17). Suas “saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5.2). Ele era o Verbo que estava “no princípio com Deus” e que “era Deus” (João 1.1, 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="tomousobresi" name="tomousobresi"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ele tomou sobre Si a natureza humana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus nasceu no mundo e cresceu “em sabedoria, e em estatura” (Lucas 2.52). Ele teve fome e sede, comeu e bebeu, sentiu fraqueza e fadiga, dor e tristeza, moveu-se de compaixão e lamentou a aflição daqueles a quem amava e a visão da ruína de Jerusalém. Ele era “em tudo... semelhante aos irmãos” (Hebreus 2.17) e, como eles “participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas” (Hebreus 2.14). Ele tomou “a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo” (Filipenses 2.7, 8). A esse respeito, Ele é descrito como “homem aprovado por Deus” (Atos 2.22); “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2.5).&lt;br /&gt;Em Sua natureza humana, Ele era completamente homem, nascido de uma mulher quando, no milagre da encarnação, Maria “deu à luz a seu filho primogênito” (Lucas 2.7). É igualmente verdade que Ele era enviado de Deus: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gálatas 4.4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="divindadeehumanidade" name="divindadeehumanidade"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A divindade e a humanidade estavam inseparavelmente unidas em uma única Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos entender essa misteriosa união, nem mesmo tentar explicá-la, mas sustentamos sua veracidade porque ela é claramente revelada na infalível Palavra de Deus. Como Deus, Ele podia dizer: “antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8.58).; como homem, Ele era a semente de Abraão. Como Deus, era o Senhor de Davi; como homem, era filho de Davi (Mateus 22.43-45). Como Deus, pertenciam-Lhe todo poder e honra, tanto na terra como no céu; como homem, “ele mesmo está rodeado de fraqueza” (Hebreus 5.2). Como Deus, Ele era Senhor de todas as coisas pelo direito da criação, pois “sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1.3); como homem, foi destituído de todos os bens terrenos e não tinha “onde reclinar a cabeça” (Mateus 8.20). Como Deus, tinha em Suas mãos as saídas da vida e da morte, e tinha poder para sacrificar Sua vida e poder para tomá-la de volta (João 10.18); como homem, “Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca” (Atos 8.32).&lt;br /&gt;As naturezas divina e humana nunca se separaram. Mesmo depois de Sua ascensão, Ele Se mostra como o Único Mediador – “Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2.5). Paulo fala do Senhor assunto ao céu como futuro Juiz – “por meio do homem que [Deus] destinou” (Atos 17.31). As Escrituras, portanto, deixam claro que o Senhor Jesus Cristo, como quando na Terra, é e sempre será ambos: Deus e homem. Nele, embora sentado em Seu trono de glória, a natureza humana está, de maneira misteriosa, unida com a divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="oespiritosanto" name="oespiritosanto"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Espírito Santo é manifestado como uma Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É indispensável, primeiramente, estabelecer este aspecto verdadeiro, de maneira que, depois, possa ser mostrado que essa Pessoa é divina e da mesma substância que o Pai e o Filho. Aqueles que negam a divindade do Espírito Santo, invariavelmente, negam Sua existência pessoal distinta.&lt;br /&gt;Quando o Senhor estava prestes a deixar Seus discípulos, Ele lhes prometeu: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade” (João 14.16-17). O “Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26). “Ele testificará de mim” (João 15.26). “Eu vo-lo enviarei” (João 16.7). “Ele vos guiará em toda a verdade... e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar” (João 16.13-14).&lt;br /&gt;O próprio Senhor Jesus Cristo era uma Pessoa, e é claro que o “outro Consolador” também seria uma. As coisas que Jesus fala a respeito desse Consolador seria um tanto ininteligíveis se Este não fosse uma Pessoa. Ele deve ser uma Pessoa, pois é enviado, pois ensina, pois traz coisas à nossa lembrança e nos mostra as coisas relativas a Jesus. Estas são descrições das ações de uma Pessoa – ouvindo, recebendo, testificando, falando, reprovando, instruindo e guiando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="testemunhos" name="testemunhos"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Testemunhos das epístolas de Paulo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo nos fala que “... o Espírito ajuda as nossas fraquezas... [e] intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26). Isto só é verdadeiro quando se fala de uma Pessoa que ajuda e intercede. “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência... Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Coríntios 12.8-11). É inaceitável que um escritor inspirado usasse esse caráter de linguagem, atribuindo todas essas operações ao Espírito, se tal Espírito não fosse uma pessoa. Mais uma vez, o apóstolo admoesta-nos que não entristeçamos o Espírito de Deus. Tristeza não é um sentimento que possa ser atribuído a alguma coisa além de a uma pessoa. Portanto, o Espírito Santo é uma Pessoa, e isso é claramente definido pelas Santas Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consideração daquelas Escrituras que nomeiam o Espírito Santo conjuntamente com o Pai e o Filho conduzem à mesma conclusão. O mandamento é dado para que se batize no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O Pai e o Filho são Pessoas e o mesmo é verdade para o Espírito Santo. O Senhor Jesus não ordenou a Seus discípulos que batizassem no nome de duas Pessoas e de uma influência abstrata. A bênção inspirada – “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós” (2 Coríntios 13.14) – torna igualmente claro que tanto o Pai é uma Pessoa como o são o Filho e o Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Espírito Santo é igual ao Pai e ao Filho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor aos hebreus expressivamente chama o Espírito Santo de “Espírito eterno” (Hebreus 9.14). Se alguma outra confirmação fosse necessária, poderia ser obtida das palavras a respeito do batismo no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Como poderia o nome do Espírito Santo ser colocado ao lado dos nomes do Pai e do Filho, a menos que Ele, em verdade, fosse o “verdadeiro e eterno Deus”? Na administração da ordenança do batismo é concebível que o nome de um ser inferior seja colocado em igualidade perfeita com o do Pai Todo-Poderoso? As Escrituras revelam que não há outro Deus além dEle; Ele mesmo diz: “a minha glória, pois, a outrem não darei” (Isaías 42.8). A Pessoa cujo nome se mantém com o do Pai e do Filho é, Ela mesma, Deus, o Espírito Santo. A mesma coisa pode ser dita a respeito da bênção na qual Paulo invoca a graça e a bênção de Deus sobre os cristãos de Corinto: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós” ( 2 Coríntios 13.14). Seria uma blasfêmia introduzir em tal bênção o nome de alguém que não fosse das mesmas substância, majestade e glória que o Pai e o Filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="reveladanoat" name="reveladanoat"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A doutrina revelada no Antigo Testamento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revelação dessa verdade é parte das mais primitivas revelações de Deus à humanidade. A palavra hebraica que traduz “Deus” é “Elohim” – um substantivo plural, sempre relacionado a adjetivos plurais e verbos que claramente denotam a pluralidade de Pessoas na Divindade (p.ex., Gênesis 20.13 – “fazendo-me Deus sair errante”, onde “Deus” e “fazendo-me” são plural; Josué 24.19 – “porquanto é Deus santo”, onde “Deus” e “santo” são plural). Para mostrar que a Divindade é contudo Única, o plural “Elohim” é sempre combinado a substantivos e pronomes singulares: “No princípio criou Deus...” – aqui, “Deus” é plural, enquanto “criou” é singular. O título pelo qual o Todo-Poderoso é designado, “o Senhor teu Deus” é, no hebraico, Jehovah Elohim, onde Jehovah é singular, indicando a unicidade da Divindade; e, Elohim, é plural, indicando a pluralidade das Pessoas nessa unidade. Deve-se lembrar que essas revelações foram feitas a um povo constantemente advertido contra o politeísmo das nações circundantes. É inconcebível que Moisés, escrevendo sob a inspiração do Espírito Santo, usasse palavras indicando uma pluralidade de Pessoas no Único Deus Eterno, sem que ele mesmo tivesse ficado irresistivelmente impressionado por essa misteriosa verdade e desejasse comunicá-la como parte essencial da revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="imutavelverdade" name="imutavelverdade"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O Pai, o Filho e o Espírito Santo no livro de Isaías&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns testemunhos muito claros em Isaías. “... vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do SENHOR arvorará contra ele a sua bandeira. E virá um Redentor a Sião... diz o SENHOR” (Isaías 59.19-20). Quem é esse “Redentor”? “eu sou o SENHOR, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Poderoso de Jacó” (Isaías 60.16). Aqui fala-se de três Pessoas Divinas: o Espírito do SENHOR, o Redentor – o Eterno Filho, que viria para Sião – e o SENHOR, que fala através do profeta. Em outro lugar, lemos: “e agora o Senhor DEUS me enviou a mim, e o seu Espírito” (Isaías 48.16). Um estudo do contexto mostra que o orador é o Messias, o Filho de Deus, e as três pessoas da Santa Trindade são claramente indicadas: o Senhor Deus (o Pai), o Santo Espírito e o Filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Trinitarian Bible Society&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-6423749541490009320?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6423749541490009320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6423749541490009320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/06/doutrina-biblica-da-santa-trindade.html' title='A Doutrina Bíblica da Santa Trindade'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Sj1YwkjW4aI/AAAAAAAAAYs/cRkpAaJEGlk/s72-c/sem+t%C3%ADtulo+rr.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-7498236592990271555</id><published>2009-05-24T09:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T09:29:36.906-07:00</updated><title type='text'>Somos todos devedores</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Shl14-QvucI/AAAAAAAAAYk/Y83kfS7v7ec/s1600-h/devedores.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339428454870792642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Shl14-QvucI/AAAAAAAAAYk/Y83kfS7v7ec/s320/devedores.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As estatísticas revelam o fato de que uma alta porcentagem da população brasileira tem dívidas contratadas para adquirir algum bem material. A maioria das pessoas paga parcelas da dívida sem falhar. As penalidades impostas convencem aos devedores de que é melhor pagar as prestações em dia do que sofrer as conseqüências da irresponsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas há dívidas que não pesam porque os devedores não assinaram qualquer contrato ou compromisso com os credores. Será que Filemom reconheceu que ele devia sua própria vida a Paulo (Fm 19)? Será que o sacerdote e o levita acharam que eram devedores quando passaram ao largo do viajante ferido que caíra nas mãos de assaltantes (Lc 10.30,31)? Será que o rico sentiu algum peso por dever algo para o mendigo Lázaro, que aguardava alguma migalha jogada da mesa? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“&lt;em&gt;Podemos lembrar múltiplos débitos&lt;/em&gt;”, diz Charles Gore. “&lt;em&gt;O solitário a quem poderíamos visitar, o mal compreendido com quem poderíamos ser solidários, o ignorante a quem poderíamos ensinar. Não é desconcertante tentar imaginar nossas dívidas? E, contudo, deixe um homem tomar a iniciativa e tudo ficará bem. Deixe-o calmamente decidir agir em relação àqueles que ele emprega, ou àqueles que o empregam, em direção ao porteiro da estrada de ferro e aos assistentes de lojas e outros que ajudam em sua comodidade, como homens e mulheres com o mesmo direito de receber tratamento cortês&lt;/em&gt;...” (Refrigério para a Alma, Shedd Publicações). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É fácil se equivocar ao lembrar a dívida de Paulo para com os gregos, sábios, bárbaros e ignorantes (Rm 1.14), imaginando que receber o presente da salvação nos faz devedores de Cristo, que pagou o preço de valor infinito na cruz para cancelar nossa dívida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porém, não é bem assim. A salvação pela graça não é dívida devida a Deus! Se fosse assim, não seria fruto da graça. Graça não cria dívidas nas pessoas que se beneficiam da oferta de escapar do castigo do inferno e gozar do imerecido privilégio de gozar da herança celestial. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, Paulo reconhecia uma dívida pesada. Todos nós temos esta dívida também. Somos devedores dos que perambulam no lado de fora das nossas igrejas, dos que não têm filiação na família de Deus por ignorarem o direito que lhes cabe de participar do banquete do Rei na história de Jesus. O Rei disse aos seus servos: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;“O banquete está pronto... vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (Mt 22.8,9). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os que sem qualquer mérito ou direito foram agraciados pelo convite para prestigiar o banquete do paraíso têm uma dívida que pode ser saldada pelo convite insistente aos que ignoram a grandiosa oportunidade de participar na festa gloriosa da vida eterna. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;CONCLUSÃO&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A exortação &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Não devam nada a ninguém, a não ser o amor uns pelos outros”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; não desmente as outras declarações de Paulo sobre dívidas. O amor que devemos aos cristãos e não cristãos se torna prático e visível tanto no testemunho como em ações abençoadoras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O propósito que Deus revelou em sua Palavra para o seu povo na frase que nos constrange a fazer boas obras (Ef 2.10) cabe aqui. Mas ações são boas somente quando motivadas pelo amor. O privilégio de participar da nova criação implica no pagamento desta dívida através do servir aos irmãos em amor e aos amigos como se devêssemos a eles trato carinhoso. Assim saldamos nossa dívida com ambos. Obedecer ao segundo grande mandamento cumpre este dever para com a família de Deus e a sociedade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Paulo declara que o peso da dívida que sentia para com os de fora poderia ser saldada com a pregação das Boas Novas de Cristo. Para pagar sua dívida, não importava sofrer, receber açoites, passar por todo tipo de perigo, prisões e finalmente ser decapitado em Roma. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Acredito que ele foi um excelente pagador. E nós? Será que Deus não ama os ribeirinhos, os marginalizados, os presidiários, os famintos, tanto quanto ama a cada um de nós? O que estamos fazendo para sermos imitadores do excelente pagador que Paulo era? Temos levado as Boas Novas de Cristo a todos de forma indiscriminada? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;*&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Russel Shedd&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; / Atualmente, Shedd é Presidente Emeríto da Vida Nova e consultor da Shedd Publicações e viaja pelo Brasil e exterior ministrando em conferências, igrejas, seminários e faculdades de Teologia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-7498236592990271555?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7498236592990271555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7498236592990271555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/05/somos-todos-devedores.html' title='Somos todos devedores'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Shl14-QvucI/AAAAAAAAAYk/Y83kfS7v7ec/s72-c/devedores.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-7340034554667627432</id><published>2009-04-26T11:18:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T11:33:13.826-07:00</updated><title type='text'>Viajando com Wesley</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SfSn-sCDBhI/AAAAAAAAAYc/SVFm-axzp4w/s1600-h/huhu.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329068954499614226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SfSn-sCDBhI/AAAAAAAAAYc/SVFm-axzp4w/s320/huhu.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiz uma viagem de dez dias pela Grã-Bretanha para promover um livro recente. Para minhas leituras matinais, levei comigo o “&lt;strong&gt;Diário&lt;/strong&gt;”, de John Wesley, do incansável evangelista. Em algumas manhãs, eu li a jornada de Wesley a uma cidade como Bristol ou Dudley, que eu iria visitar naquela mesma tarde. Nossa, que diferença!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu viajava em um carro confortável e falava para uma audiência amigável em eventos pagos. John Wesley viajava a cavalo, debaixo de chuva e neve, falava quatro ou cinco vezes por dia para grandes audiências em locais abertos e enfrentava oponentes que freqüentemente o recebiam com palavras profanas e pedras. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Terminei de ler o diário de Wesley, impressionado com sua resistência física, seu estilo de vida austero e sua dedicação absoluta aos grupos de crentes espalhados por toda a Grã-Bretanha. Mas não pude deixar de perceber a falta de apreciação que Wesley tinha pelas belezas e riquezas culturais que abundam nessa nação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao notar um lindo jardim de flores, ele rapidamente falou:&lt;strong&gt; “O que pode encantar sempre, senão o conhecimento e o amor de Deus?”&lt;/strong&gt; Visitando uma das grandes casas históricas da Inglaterra, notou: &lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;“Não demorará muito para que esta casa, sim, e toda a terra sejam queimados!” &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;E depois de se maravilhar com os talentos de um organista cego, acrescentou: &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;“Mas de que adianta ser melhor em tudo isso, se ainda estiver ‘sem o Deus do mundo?’” &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo o British Museum deixou nele uma boa impressão. Diante de uma coleção extraordinária, Wesley escreveu:&lt;strong&gt; “Mas que explicação um homem dará ao juiz dos vivos e dos mortos por uma vida gasta colecionando todas essas coisas?”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Resumindo, Wesley via a graça comum da beleza e da cultura com uma atitude que se aproximava do desdém. Mais de uma vez escrevi nas margens do livro:&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; “Relaxa, John”!&lt;/span&gt; (Só que pelos padrões dos ascetas que viviam em cima de postes e comiam apenas pão e água, John Wesley era um esteta [um apreciador das coisas belas da vida].) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes, eu tinha lido a penetrante parábola de Anthony de Mello sobre um grupo de pessoas viajando por um glorioso interior em um ônibus com cortinas cobrindo todas as janelas. Focadas no destino, perderam todas as maravilhas do lado de fora e ficaram brigando pelos melhores bancos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um dos maiores desafios como cristãos é organizar nossos desejos, de modo a manter equilíbrio apropriado entre nossos interesses por este mundo e pelo próximo. Como gostar desta vida com as dádivas da arte, da beleza, da música e do amor e, ao mesmo tempo, servir os pobres e guardar tesouros para o reino que virá? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Igreja não está sozinha nessa luta para encontrar um equilíbrio. Em outros lugares, o hinduísmo, o islamismo e o budismo, como todas as religiões, têm seitas que matam de fome e torturam os corpos para alcançar mérito. Entretanto, aqueles que não têm nenhum interesse pela vida futura não são bons em organizar seus desejos (como o demonstram os milhões que lutam contra os vícios). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De maneira alguma quero depreciar John Wesley, que demonstrou o compromisso radical necessário para mudar o mundo. Ele viajou 650 quilômetros em transporte precário e pregou uns 40 mil sermões, acendendo o fogo do reavivamento na Europa e nos Estados Unidos, fogo que queimou por séculos. Ele literalmente pegou a ordem de Jesus de “não guardar para si os tesouros da terra”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Wesley, certa vez, falou sobre o perigo da riqueza: &lt;span style="color:#000066;"&gt;“Temo que onde a riqueza aumentar, a essência da religião cairá na mesma proporção. Assim, de forma natural, não vejo como um reavivamento da religião possa continuar por muito tempo. Porque a religião deve produzir, ao mesmo tempo, esforço e frugalidade, que não produzem riqueza. Ao mesmo tempo em que a riqueza aumenta, aumentam também o orgulho, a raiva e o amor pelas coisas do mundo”.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Bebericando um chá, certa tarde, com um próspero líder cristão em uma amável igreja inglesa, aprendi que, se a tendência atual continuar, não haverá mais metodistas na Inglaterra em 30 anos. Meus pensamentos se voltaram para meu próprio país, o mais rico do mundo, e, ainda, pelo menos até agora, um dos mais religiosos. O que os historiadores aprenderão sobre a Igreja americana atual daqui a 200 anos? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma citação de G. K. Chesterton veio à minha mente: &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;“É sempre simples cair: há uma infinidade de ângulos para se cair, mas apenas um para se levantar”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Philip Yancey&lt;/strong&gt; / é um escritor e jornalista cristão americano. Seus livros venderam mais de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;14 milhões de cópias&lt;/span&gt;, desde a sua estréia em 1977 e são lidos em 25 idiomas pelo mundo todo, fazendo dele um dos mais vendidos autores cristãos. Premiado duas vezes com o &lt;strong&gt;"Melhor livro do ano"&lt;/strong&gt; pela ECPA, além de outros prêmios, Yancey colabora com a revista Christianity Today, como editor associado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-7340034554667627432?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7340034554667627432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7340034554667627432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/04/viajando-com-wesley.html' title='Viajando com Wesley'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SfSn-sCDBhI/AAAAAAAAAYc/SVFm-axzp4w/s72-c/huhu.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-4625586415502042744</id><published>2009-04-12T15:59:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T16:09:42.052-07:00</updated><title type='text'>Igreja local</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SeJzGb3Jt3I/AAAAAAAAAYM/ml_z1Z7Nzbs/s1600-h/Igreja+Local.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323944263900837746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SeJzGb3Jt3I/AAAAAAAAAYM/ml_z1Z7Nzbs/s320/Igreja+Local.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos últimos três anos, tenho repetido que creio que Deus está preparando a igreja para outra reforma. A primeira reforma pôs o foco no que a igreja cria; agora o foco estará no que ela faz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Temos separado por muito tempo a Palavra de Deus da obra de Deus. Como igreja, somos chamados para ser o corpo de Cristo – o corpo todo. Não somos chamados para ser apenas a boca de Cristo, mas os pés e as mãos também. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que acontece uma reforma, seis renovações a antecedem. O despertamento e a reforma da igreja global começarão com igrejas como as nossas. Os seis passos listados abaixo precederão este movimento em nossas igrejas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Renovação pessoal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;: Ela começa com o coração. Se Deus for renovar sua igreja, ele começará com a sua e depois continuará com o resto da igreja. Desafie sua igreja à renovação da sua vida e a estar cheia do Espírito. Eis o divisor de águas: você precisa amar a Jesus novamente. Sua vida não tem nada a ver com religião e rituais, mas com um relacionamento com Jesus. Você sabe que Jesus não apenas ama você, ele gosta de você. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Renovação relacional&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;: Depois que você fica legal com Deus, você precisa se acertar com os outros. Foi Jesus quem nos disse isso. Ele nos convidou a amar a Deus de todo o nosso coração e também amar os outros como a nós mesmos. Quando você tem uma renovação relacional na igreja, a fofoca desaparece e a alegria se levanta. Como saber que a igreja está experimentando uma renovação relacional? As pessoas não saem correndo do culto. Querem passar tempo juntas. Se as pessoas não querem sair voando do culto, você tem um show, não uma igreja. A igreja é mais que diversão: é uma comunidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Renovação missiológica&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;: Isso acontece quando uma igreja descobre o que Deus quer dela. Temos um compromisso com o reino. Não estamos aqui apenas para abençoar uns aos outros. Deus quer abençoar o mundo por nosso intermédio. Deus deu à igreja cinco propósitos: adoração, comunhão, discipulado, ministério e evangelização. A renovação missiológica acontece quando centramos a igreja nesses propósitos. Quando sua igreja conseguir uma renovação pessoal, relacional e missiológica, ela vai crescer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Renovação cultural&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;: Nesse estágio, Deus renova a cultura da igreja. Conheço pastores que têm tentado mudar a cultura da igreja sem passar pelas três renovações anteriores. Há uma palavra para isto: martírio. Você não pode mudar a cultura da igreja. Só Deus. No entanto, uma vez terem acontecido as três renovações anteriores, Deus agirá na questão cultural de sua igreja. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Renovação estrutural&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;: Depois que sua igreja passou pelas quatro primeiras renovações, começa a renovação da estrutura. É líquido e certo. Aconteceu em nossa igreja. A estrutura que funciona para uma igreja de 100 membros não funciona para uma de 250 e assim por diante. Não há estrutura perfeita na Bíblia. Por quê? Cada situação é diferente. Precisamos estruturar nossas igrejas em função das circunstâncias. Mudamos as estruturas todo ano em nossa igreja. Você não pode pôr vinho novo em odres velhos. Tão logo sua igreja começa a ficar saudável, sua estrutura tem que mudar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6&lt;/strong&gt;. Há uma sexta renovação, mas ela não acontece na igreja local. A renovação institucional acontece quando as instituições cristãs mudam. Instituições como seminários e denominações são as últimas a mudar; elas nunca começam o processo de mudança. A mudança sempre acontece primeiro na igreja local. As instituições existem para preservar a mudança para a próxima geração. Olhe para uma árvore. Seu crescimento nunca acontece no tronco. É sempre nos galhos. As instituições são como troncos. Elas garantem a estabilidade, não a inovação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Há um grande despertamento espiritual no horizonte. Sua igreja será parte dele? Conscientize-se desses seis estágios da renovação. Como pastor, Deus o chamou como um catalisador da mudança em sua igreja. Você não pode fazer isto sem que sua igreja esteja nesta jornada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*&lt;strong&gt;Rick Warren&lt;/strong&gt; / Pastor e fundador da Saddle Back Church na Califórnia e autor do best-seller &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Uma Vida com Propósitos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que pré-vendeu 500 mil cópias antes de ser lançado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-4625586415502042744?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4625586415502042744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4625586415502042744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/04/igreja-local.html' title='Igreja local'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SeJzGb3Jt3I/AAAAAAAAAYM/ml_z1Z7Nzbs/s72-c/Igreja+Local.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-4878528829720550541</id><published>2009-03-28T06:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T06:25:57.427-07:00</updated><title type='text'>Bíblia antiga, teologia liberal?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Sc4hgO01x6I/AAAAAAAAAYE/_ieC3xILYSk/s1600-h/biblia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318225047590389666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Sc4hgO01x6I/AAAAAAAAAYE/_ieC3xILYSk/s320/biblia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nas últimas décadas têm surgido diversas traduções contemporâneas da Bíblia em diversas línguas do mundo. A principal razão dessa empreitada mundial é a necessidade de comunicar as Escrituras de modo claro e inequívoco. Uma das versões estrangeiras que tem chamado a atenção pela qualidade de seu trabalho é The Message (A Mensagem), elaborada por Eugene Peterson. Em português, novas versões têm tido impacto na vida eclesiástica nacional. &lt;span style="color:#006600;"&gt;Almeida Atualizada 2ª Edição, Nova Tradução na Linguagem de Hoje, Nova Versão Internacional e Versão Almeida Século 21&lt;/span&gt; representam alguns dos principais esforços de tradução recentes das Escrituras. O impressionante é que até a Igreja Católica Romana, conhecida por sua resistência histórica de entregar ao povo comum a Bíblia no vernáculo, hoje tem publicado versões contemporâneas e técnicas: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nova Bíblia de Jerusalém, Bíblia do Peregrino, Bíblia Vozes, Bíblia Pastoral, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todavia, a produção de muitas versões novas e revisadas tem, às vezes, sido vista de maneira pouco simpática. Alguns por falta de conhecimento ou por má interpretação têm sugerido que esses esforços de tradução contemporâneos são negativos e rompem com a boa teologia histórica da Igreja Cristã. Essa resistência aparece em alguns círculos evangélicos que entendem que as versões bíblicas bem antigas são a única alternativa para as igrejas cristãs evangélicas. De certa forma, essa tendência é um reflexo menor do que acontece no ambiente norte-americano com a &lt;strong&gt;Versão King James&lt;/strong&gt;. Na verdade, trata-se de uma versão posterior à Reforma. Todos sabem que nem Lutero, nem Calvino usaram a &lt;span style="color:#990000;"&gt;King James Version&lt;/span&gt;, que só surgiu em 1611. A versão inglesa foi patrocinada pelo rei Jaime, cuja conduta pessoal foi muito questionada, e passou por muitas revisões e correções, mas mesmo assim tornou-se para muitos evangélicos americanos mais valiosa do que os próprios textos originais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Geralmente, quando se questiona a validade das novas versões, o critério apresentado pelos que defendem versões mais antigas é teológico. Muitos dizem que as novas versões excluíram textos inspirados, negando doutrinas fundamentais da fé. A idéia equivocada é que as novas versões têm o interesse de diluir a fé cristã ortodoxa histórica e fundamentada na autoridade da Palavra de Deus. A grande verdade é que as diferenças de tradução das versões bíblicas existem por causa da época em que foram elaboradas, do nível de linguagem que utilizam, dos manuscritos disponíveis para a consulta, dos instrumentos lingüísticos utilizados e da filosofia de tradução. As diferenças de manuscritos são motivo de maior debate para muitos defensores das versões mais antigas. Na verdade, essa diferença existe pelo fato de muitos manuscritos do Novo Testamento terem sido descobertos nos últimos séculos. Isso levou diversos estudiosos a fazerem uma avaliação destes manuscritos, o que trouxe algumas mudanças em alguns textos bíblicos. No fundo, tais mudanças não mudam em nada a fé cristã. A maior diferença entre o texto das versões antigas e das versões mais recentes é Cristo Jesus em vez de Jesus Cristo. A semelhança dos textos ultrapassa &lt;strong&gt;95%&lt;/strong&gt;. Todavia, para os leigos, a questão torna-se polêmica, pois o argumento contra as versões mais recentes é “&lt;span style="color:#000099;"&gt;teológico&lt;/span&gt;”. Afirma-se que elas mudaram textos fundamentais com a intenção de desacreditar doutrinas essenciais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste artigo vamos mostrar que se o mesmo argumento for usado contra as versões mais antigas, elas também poderão ser classificadas como “&lt;strong&gt;pervertedoras da fé&lt;/strong&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O primeiro texto que merece ser citado é Atos 4:25. As versões mais recentes acompanham a NVI: “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Tu falaste pelo Espírito Santo por boca do teu servo, nosso pai Davi&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.” Já a versão corrigida antiga “&lt;strong&gt;omite&lt;/strong&gt;” o Espírito Santo, e diz: “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Que disseste pela boca de Davi&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”. &lt;strong&gt;Por que isso acontece? Será que o tradutor não cria na inspiração da Bíblia? Ou talvez negasse a inspiração pela ação do Espírito Santo? Por que “excluir” o Espírito Santo num texto messiânico tão importante?&lt;/strong&gt; Como diz a linguagem popular: &lt;span style="color:#000066;"&gt;“Aí tem!”&lt;/span&gt; Na verdade, nem a versão bíblica antiga nem os tradutores negam as verdades bíblicas. O fato é que nesse versículo o texto dos manuscritos encontrados mais recentes traz a referência direta ao Espírito Santo. Em outros textos, as versões mais antigas vão confirmar que crêem na inspiração das Escrituras e no Espírito Santo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um outro exemplo interessante está em Judas 25. Compare as versões:&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; "Ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém!"&lt;/span&gt; Aqui está o texto da NVI, acompanhado por todas as versões, exceto pela versão corrigida, que traz:“&lt;span style="color:#000099;"&gt;25 Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém&lt;/span&gt;” (&lt;span style="color:#006600;"&gt;Corrigida Fiel&lt;/span&gt;). Como se pode ver, na versão corrigida “&lt;strong&gt;omite-se&lt;/strong&gt;” Jesus Cristo, nosso Senhor, e antes de todos os tempos. &lt;strong&gt;O que se poderia concluir disso? Será que eles têm outro Senhor que não é Jesus? Este Senhor não existe “antes de todos os tempos”? Seria uma versão herética e demoníaca? Podemos julgá-la plenamente por esse versículo? Conforme já demonstramos, &lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;é claro que não&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além dos problemas de manuscritos poderíamos citar inúmeros versículos que “&lt;strong&gt;provam&lt;/strong&gt;” a ilegitimidade doutrinária das versões mais antigas. Poderíamos dizer que elas talvez tivessem uma agenda homossexual, pois em Levítico 13:29 afirmam que “&lt;span style="color:#009900;"&gt;mulher tem barba&lt;/span&gt;”. Alguém poderia imaginar que elas induzem à prática do pecado, pois em Tiago 1:2, o texto diz: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações”&lt;/span&gt;. Poderíamos dizer que seus tradutores e revisores são deístas, pois em Romanos 8:28 traduzem &lt;span style="color:#000099;"&gt;“…todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus”, em vez de seguir manuscritos que afirmam que “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam&lt;/span&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como podemos observar, todas as versões bíblicas têm seus méritos e imperfeições. A questão deve ser tratada do ponto de vista &lt;strong&gt;técnico e objetivo&lt;/strong&gt;. Nenhuma versão pode ser classificada teologicamente a partir de um exame &lt;strong&gt;superficial e frágil&lt;/strong&gt;. É muito importante entender que devemos avaliar todas as versões a partir de vários critérios e escolher a que se mostrar mais &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;fiel&lt;/span&gt; e adequada para comunicar a mensagem de Deus. Todavia, devemos lidar com a questão com &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;prudência, respeito e bom senso&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal de contas, como diz a Bíblia: &lt;span style="color:#000099;"&gt;“36 Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa [frívola/inútil] que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. 37 Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado”&lt;/span&gt; (Mateus 12:36-37). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;*Luiz Sayão&lt;/strong&gt; / Teólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-4878528829720550541?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4878528829720550541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4878528829720550541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/03/biblia-antiga-teologia-liberal.html' title='Bíblia antiga, teologia liberal?'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Sc4hgO01x6I/AAAAAAAAAYE/_ieC3xILYSk/s72-c/biblia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-8230241784633778887</id><published>2009-03-08T11:41:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T11:48:31.494-07:00</updated><title type='text'>Igrejas infectadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SbQSOxv7pHI/AAAAAAAAAX8/utU45Yy8-k0/s1600-h/igreja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310889905658504306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SbQSOxv7pHI/AAAAAAAAAX8/utU45Yy8-k0/s400/igreja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aos 25 anos de idade, depois de várias febres, muita rouquidão e um péssimo hálito, dei o braço a torcer e aceitei que o médico operasse as minhas amídalas. Resisti o quanto pude porque sabia que as amídalas existem para proteger as vias respiratórias. Contudo, o médico conseguiu me convencer de que as minhas estavam imprestáveis; tão infectadas que já não protegiam, mas contaminavam o resto do organismo. Só restava uma opção: arrancá-las fora. A partir daquele dia, aprendi que um órgão – qualquer um – pode perder a sua função original e passar a atacar o corpo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas relações humanas e sociais acontece o mesmo. Quando se perdem as finalidades originais, morrem casamentos, empresas, igrejas. Serve o exemplo da família: pai e mãe devem oferecer um ambiente em que os filhos aprendam a ter confiança, segurança, dignidade. Mas quando acontecem muitas brigas com ódio, quando falta paz, aquela família perde a função de fomentar auto-estima e segurança. Assim, deixa de ajudar e passa a desajustar as crianças. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As religiões também podem virar amídalas infectadas. Bastar ver na história. Inúmeras igrejas criaram ambientes doentios e desumanizadores, quando deviam ser espaços de humanização. Devido ao meu site (&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;www.ricardogondim.com.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;), recebo milhares de mensagens sobre assuntos variados; a grande maioria, entretanto, pede ajuda. Muitos não suportam os sermões vazios com promessas mirabolantes e ameaças de maldição. Entristeço, mas fica óbvio para mim que as lógicas e práticas da igreja evangélica não conseguem responder às complexidades do século 21. Os espaços evangélicos estão febris. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É preciso detectar, rapidamente, onde a infecção se tornou aguda para combatê-la com doses maciças de antibióticos espirituais e éticos; com um bom diagnóstico, não será preciso operar o foco da contaminação e ainda preservar o organismo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estão infectadas as igrejas que priorizam programas, e não relacionamentos. Jesus não tratou a “&lt;strong&gt;Igreja&lt;/strong&gt;” como uma instituição, mas como uma comunidade. Igreja são mulheres e homens com um estilo de vida nobre, verdadeiro, que inspiram os outros a glorificar a Deus. Portanto, para o seu eterno propósito dar certo, Jesus não precisa de eventos sofisticados, basta que seus seguidores amem-se uns aos outros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estão infectadas as igrejas que priorizam poder, e não serviço. Nas Escrituras, poder só tem sentido quando mobiliza para a solidariedade, compaixão, humildade. A busca do poder pelo poder é luciferiana em sua essência. Jesus criou o mundo, mas se esvaziou, encarnou e morreu numa cruz. Os cristãos não almejam tronos, mas bacia e toalha para lavar os pés alheios. Sem esperar aplausos, sentem-se privilegiados em servir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estão infectadas as igrejas que priorizam espetáculo e não discrição. Jesus ensinou que não se devem cobiçar os primeiros lugares; considerou que a autêntica piedade acontece num quarto de portas fechadas; falou que a mão esquerda não deve conhecer o que a direita oferece. Quando Jesus ressuscitou uma menina, respeitou a privacidade da família e não deixou que estranhos entrassem para testemunhar o milagre. Sobram exemplos de seu recato. Certamente, Jesus não se agrada de saber que alguns tentam transformar a fé num show. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estão infectadas as igrejas que priorizam milagre, e não coragem existencial. Paulo considerou tudo como esterco pela excelência do conhecimento de Cristo – esse, somente esse, deve ser o alvo da espiritualidade cristã. Não se cultua a Deus para descobrir um jeito certo de “&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;alcançar milagre&lt;/span&gt;” ou para ter uma fé mais “&lt;strong&gt;eficiente&lt;/strong&gt;”. No culto, celebra-se o amor gratuito e unilateral de Deus. O Evangelho é boa notícia porque todos são aceitos sem exigências. Deus quer bem sem fazer distinção; não se ganha o favor de Deus com obras. Graça é o chão onde todos podem alicerçar a vida com liberdade e sem culpa. O cristão não precisa que Deus conserte as dificuldades da vida, basta a sua companhia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Apocalipse foi taxativo com uma igreja infectada: “&lt;span style="color:#009900;"&gt;Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se... Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele&lt;/span&gt;”. Nunca os evangélicos precisaram ouvir tanto esta exortação como agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;*Ricardo Gondim&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-8230241784633778887?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/8230241784633778887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/8230241784633778887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/03/igrejas-infectadas.html' title='Igrejas infectadas'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SbQSOxv7pHI/AAAAAAAAAX8/utU45Yy8-k0/s72-c/igreja.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-7307461847724586791</id><published>2009-03-01T13:16:00.001-08:00</published><updated>2009-03-01T13:22:36.601-08:00</updated><title type='text'>Tome sua cruz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Sar7MEOQVTI/AAAAAAAAAX0/FlLb6aPvUAg/s1600-h/Cruz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308331295520085298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Sar7MEOQVTI/AAAAAAAAAX0/FlLb6aPvUAg/s320/Cruz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A conhecida frase “&lt;strong&gt;Tome sua cruz&lt;/strong&gt;” faz parte de um conjunto de normas que Jesus ensinou aos seus seguidores. Lucas relata que Jesus dizia a todos: “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” (9.23, NVI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser um amigo, seguidor de Jesus, há pelo menos quatro exigências. Primeira, querer acompanhá-lo. Deus não nos força a andar nos passos do seu Filho. Basta desejar ser um amigo chegado de Jesus. Segundo, negar a si mesmo. O “&lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt;” que se entronizou no centro de comando da minha vida, desde que tomei consciência de que sou uma pessoa distinta das outras, tem de ser decisivamente destituído desse domínio. Devo negar o “&lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt;” por meio de uma decisão definida e radical. Paulo podia dizer aos Gálatas, após essa negação definitiva de si mesmo: “&lt;strong&gt;Não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim&lt;/strong&gt;”. Não declara a impecabilidade do apóstolo, mas a entrega do comando sobre sua vida ao Senhor Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro passo requer a tomada diária da minha cruz. Incluem aqui aceitar de boa vontade todas as aflições e responsabilidades que em minha carne repudiaria. A cruz refere-se ao conjunto de circunstâncias que fazem parte da minha vida. Em si, não me agradam nem as escolheria, mas Deus soberanamente as impôs sobre mim. Posso aceitar esse peso ou procurar escapar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E.B. Pusey escreveu muitas décadas atrás: “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Falamos das cruzes da vida diária e esquecemos que nossa linguagem testemunha contra nós. É preciso muita mansidão. Devemos suportá-las nos passos abençoados do nosso santo Senhor, e não devemos apenas nos sujeitar em cada cruz e inquietação, mas pegá-las com alegria – não apenas com alegria, mas com júbilo, sim, se elas até merecem o nome de tribulação; alegre-se em tribulação também, pois vemos nelas as mãos de nosso Pai, a cruz de nosso Salvador&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;” (&lt;em&gt;Refrigério para a Alma, Shedd Publicações, 2005, p. 218&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos o aroma de Cristo que se espalha por toda a parte, segundo Paulo, uma vez que somos conduzidos nEle em triunfo sempre (2 Co 2.14). Essa fragrância somente pode ser o cheiro do sacrifício de Cristo que emanou da sua cruz. Cristo se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus (Ef 5.2). Quem vive muito próximo dEle também ganha o cheiro daquEle que se entregou voluntariamente por nós à vergonha e à agonia da cruz do Calvário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta exigência é seguir a Jesus, andar nos seus passos. Uma vez que a cruz, firme e constantemente, se torna parte de minha pessoa (Paulo declarou sua crucificação com Cristo no tempo perfeito, corretamente traduzida – “&lt;strong&gt;estou crucificado com Cristo&lt;/strong&gt;”), não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim. O “estilo” de Jesus torna-se parte integral da pessoa do seu seguidor, Paulo. Este, por sua parte, não achou demais convidar seu filho na fé a imitá-lo, como ele imitava a Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que a maioria das conversões dos nossos dias é do tipo light! Omitem os passos que Jesus colocou em sua lista. Em vez de negarem-se a si mesmos, hoje é mais comum afirmarem-se a si mesmos. Em lugar de tomarem a cruz, freqüentemente encontramos “&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;crentes&lt;/span&gt;” que se afastam da cruz e tentam escapar das responsabilidades desagradáveis. Em vez de pisarem firmemente nos passos de Jesus, tomam um caminho tortuoso. Desviam-se do santo caminho que o Senhor trilhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jugo de Jesus tem pouco peso para os que querem abandonar o esforço da vontade humana para ser uma “&lt;span style="color:#000099;"&gt;encarnação&lt;/span&gt;” de Cristo. Para os cansados e sobrecarregados que desejam seguir ao Mestre com paixão, que em definitivo se negam a si mesmos, tomando suas cruzes diariamente com gratidão e alegria, descobrirão que esse fardo é realmente leve. Suas almas descansam na comunhão com seu Senhor. Suas vidas refletem a luz celestial dos que vivem mais próximos do seu Senhor, como Moisés na presença de Deus no cume do Monte Sinai. O bom perfume de Cristo os acompanha aonde quer que andem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Russel Shedd&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; / é um conceituado teólogo evangélico e missionário da &lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Missão Batista Conservadora no Sul do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Shedd é Presidente Emeríto da Vida Nova e consultor da Shedd Publicações e viaja pelo Brasil e exterior ministrando em conferências, igrejas, seminários e faculdades de Teologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-7307461847724586791?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7307461847724586791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7307461847724586791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/03/tome-sua-cruz.html' title='Tome sua cruz'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Sar7MEOQVTI/AAAAAAAAAX0/FlLb6aPvUAg/s72-c/Cruz.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-3441224878258227122</id><published>2009-02-07T07:04:00.001-08:00</published><updated>2009-02-07T07:14:06.237-08:00</updated><title type='text'>Liderança capacitadora</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SY2jExdQ1zI/AAAAAAAAAXc/kcZ8u2GJT5U/s1600-h/nova_p7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300071638875821874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SY2jExdQ1zI/AAAAAAAAAXc/kcZ8u2GJT5U/s320/nova_p7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não raramente, membros ativos e pastores querem saber qual seria o segredo do crescimento da igreja. Haveria uma vitamina, algum plano de ação, que estimule rápido crescimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respostas variam: use os métodos da igreja com propósitos, implante a rede ministerial, ore mais, evangelize mais, conheça melhor seu bairro, descubra as necessidades do povo para procurar supri-las. Há inúmeras propostas para se alcançar mais pessoas e aumentar o rol de membros. Todas as sugestões são valiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa feita sob a orientação de Christian Schwarz, há mais de uma década, em mil igrejas de várias denominações de 32 países, revelou que há pelo menos oito princípios ou marcas de qualidade que regulam o crescimento da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Liderança capacitadora&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Ministérios orientados pelos dons&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Espiritualidade contagiante&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Estruturas funcionais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Culto inspirador&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Grupos familiares&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; 7.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Evangelização orientada para as necessidades&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Relacionamentos marcados por amor fraternal&lt;/span&gt;. (Veja o livro &lt;strong&gt;"O Desenvolvimento Natural da Igreja"&lt;/strong&gt;, Editora Evangélica Esperança, 2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liderança capacitadora, sendo o primeiro item da lista, tem um significado especial. O Senhor Jesus prometeu a Pedro edificar sua igreja &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“sobre esta pedra e as portas do Hades não poderão vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus...”&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;. &lt;/span&gt;No dia de Pentecostes, Pedro pregou poderosamente, ungido pelo Espírito Santo. Milhares de pessoas se converteram, foram batizadas e incorporadas à igreja nascente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se explica a habilidade de Pedro, um simples pescador, em pregar poderosamente sem escolaridade ou curso especializado? Mesmo considerando que ele foi cheio do Espírito, não devemos descartar a liderança natural que possuía. Pedro mostrou, durante os anos passados na companhia de Jesus, que não era tímido ou retraído e tinha boa memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um líder é uma pessoa que consegue alcançar propósitos por meio de outras pessoas. Tem a habilidade de controlar, manejar e motivar outros indivíduos. Ainda que levemos em conta a herança genética de Pedro, o dado marcante foi que ele passou muitas horas com Jesus. Foi este fator que chamou a atenção das autoridades judaicas. Lucas relata que &lt;span style="color:#990000;"&gt;“percebendo&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; que [Pedro e João] eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus” &lt;/span&gt;(&lt;strong&gt;At 4.13&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O treinamento que Jesus transmitiu aos seus discípulos foi &lt;span style="color:#000066;"&gt;capacitador&lt;/span&gt; e incluía conhecimento cognitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sermão do Monte foi apenas um exemplo da maneira como ensinou, usando as interpretações típicas dos fariseus e escribas, lançando luz nova sobre Deus e sua revelação. A mentoria de Jesus foi visual. Os milagres mostraram claramente que Ele não era um mágico. Cada vez que trazia de volta um defunto, repreendia os ventos de uma tempestade ou recriava pão para uma multidão de famintos, mostrava sua filiação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Pedro passou a ministrar, não ficou intimidado pelas autoridades que o ameaçavam, mas curava doentes, repreendeu os pecados de Ananias e Safira, trouxe Dorcas de volta da morte, dormiu tranqüilamente na prisão na véspera de sua decretada decapitação. Ele escreveu para cristãos perseguidos da Ásia Menor: &lt;span style="color:#990000;"&gt;“Se vocês suportam o sofrimento por terem feito o bem, isso é louvável diante de Deus. Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos”&lt;/span&gt; (&lt;strong&gt;1 Pe 2.20,21&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, Pedro aprendeu com a prática. Juntamente com os outros discípulos, Jesus os enviou de dois em dois para pregar, expulsar demônios e anunciar a vinda do Reino. Aprenderam a viver pela fé, sem salários fixos ou promessas de sustento. Entenderam que a fé engloba plena confiança no Deus vivo que cumpre suas promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma igreja que tem mentores e discipuladores como Jesus terá cristãos aprendizes. Não se limitará a doutrinar cristãos que manterão a doutrina da igreja. Equipará pessoas que iniciam e lideram ministérios com sabedoria e gratidão. Aparecerão pessoas com dons concedidos pelo Espírito. Essa igreja deverá crescer, a não ser que haja divisão com politicagem e rivalidade. E concordo com C. Schwarz: &lt;span style="color:#330099;"&gt;o desenvolvimento de uma igreja deve ser tão natural como o crescimento de uma criancinha&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Russel Shedd&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-3441224878258227122?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3441224878258227122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3441224878258227122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/02/lideranca-capacitadora.html' title='Liderança capacitadora'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SY2jExdQ1zI/AAAAAAAAAXc/kcZ8u2GJT5U/s72-c/nova_p7.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-5383723045788299178</id><published>2009-01-24T16:39:00.000-08:00</published><updated>2009-01-24T16:54:08.621-08:00</updated><title type='text'>Pornografia Virtual</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295025247825265538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SXu1aJ1Zg4I/AAAAAAAAAXU/87CBRRTtdr0/s320/des_teclado.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O último lugar em que você esperaria ver um pornô seria na sala de estar de um pastor.&lt;br /&gt;Mas entre o retrato quebrado de Natal da minha família e uma impressora matricial ficava a tela de um computador. Mal eu podia saber que o lugar onde eu digitei relatórios de livros ou mandei mensagens instantâneas aos amigos também se tornaria a porta para uma quantidade interminável do fruto proibido - e uma quantidade sem fim de culpa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Crescendo como a filha de um pregador Batista, eu era o retrato de 16 anos de idade da ingenuidade. Minha família havia recém se mudado de uma pequena e isolada cidade no oeste do Texas para Dallas, e em questão de dias em minha nova residência, fui bombardeada pela prevalente cultura sexual de uma grande cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Clubes de strip e cartazes acompanham as rodovias. Havia um sex-shop gigante a poucos quilômetros de nossa casa. Hormônios adolescentes inflamados e à tentação de me deixar levar pela minha curiosidade revelou - se uma combinação perigosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Meus pais e meu irmão adormeceram rapidamente enquanto eu conectei à Internet uma noite. Eu busquei a palavra “&lt;span style="color:#006600;"&gt;sexo&lt;/span&gt;” e em segundos tive acesso a um mar de loiras prateadas bem dotadas fazendo coisas com rapazes (e mulheres) que eu nunca havia visto antes.&lt;br /&gt;Por morar em casa e o único computador estar na sala, não havia muitas oportunidades para fazer minha “&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;pesquisa de educação sexual&lt;/span&gt;”, mas sempre que eu estava sozinha, eu rapidamente satisfazia meu interesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu me formei cedo no ensino médio e logo me mudei para fora de casa quando tinha apenas 17 anos de idade. Eu tinha o meu próprio espaço com o meu próprio computador, e todo o tempo livre no mundo. Eu ia trabalhar (em uma livraria cristã do bairro), voltava para casa, e olhava pornografia quase todas as noites.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu frequentava chats eróticos, assistia a filmes e navegava através de centenas e centenas de fotos. Logo meu problema com a pornografia começou a afetar meu desempenho no trabalho e meus relacionamentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É claro que nunca mencionei minha luta para ninguém. Pornografia era algo típico, até esperado, de rapazes, mas uma menina? Uma menina que gosta de pornografia? Eu questionava frequentemente minha orientação sexual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por que eu gostaria de olhar mulheres nuas? Eu era homossexual? Bissexual? Pervertida? Eu odiava muito o que estava fazendo. Eu sabia que era errado, mas não conseguia parar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O ciclo continuou durante anos. Me sentindo culpada e jurando nunca fazê-lo novamente, e sucumbindo alguns dias mais tarde. Eu orava a Deus para levar embora os meus desejos. Foi quando eu percebi que era mais do que apenas olhar para as fotos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não podia deixar de pensar nisso, e eu tinha mais do que suficiente em imagens gravadas na minha memória para jogá-las novamente no pensamento, mesmo que eu conseguisse ficar fora do computador por um tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Então, por que as mulheres lutam com isso? Embora estereotipicamente não somos tão visualmente estimuladas quanto os nossos colegas masculinos, não somos cegas. Há algo sobre o corpo de uma mulher que é bonito e misterioso, até mesmo proibido, e que brinca com a nossa psique e nos tenta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos para mim, ver estas mulheres perfeitas alimentava uma enorme necessidade emocional. Eu era capaz de me colocar no papel do que eu estava vendo, e, ao fazer isso, me fazia sentir bonita e aceita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu me transformava num corpo perfeito, sexy, e eu era desejada e querida. Eu era capaz de escapar da minha aparência física imperfeita e ser transformada, em minha mente, nesta mulher perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Minhas atividades online também estragaram minha vida diúrna. Eu fui noiva por cerca de um ano e enganava meu noivo. Depois disso, eu “namorei” vários caras novos por mês, me envolvendo fisicamente com eles de alguma forma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De acordo com tudo que eu tinha visto, ser aceita e amada significava um relacionamento sexual, e que menina não precisa ser aceita e amada? Fiz meu corpo e meu coração em pedaços durante esses anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estava com 21, me envolvi em um grave acidente de carro que me levou a reavaliar a forma como eu estava vivendo minha vida. Naquela altura, eu estava fingindo que não havia Deus, exceto quando eu precisava do Seu perdão, e só então eu voltava correndo para Deus. Após o acidente, finalmente algo estalou, e eu percebi que amor não é igual a sexo.&lt;br /&gt;Foi nesse momento que eu decidi dar meia volta - mudar o meu pensamento - e então minhas ações eventualmente (e com esperança) mudar também. Tive de dizer adeus aos meus hábitos online, e aos offline também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Faz 10 anos desde o meu primeiro encontro com a pornografia online, e eu gostaria de admitir que eu fiz um caminho perfeito até a pureza. Gostaria de poder dizer que eu sempre me mantenho em pensamentos corretos ou desligo o computador quando a tentação começa a ser demais, mas a verdade não é esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;"Eu ainda sou uma menina que luta. Eu ainda sou uma menina que vive um dia de cada vez, dependendo de um Deus cuja concepção de sexo e amor é muito além do que eu poderia sequer imaginar. Assim, a cada dia e todos os dias, eu oro a Deus para primeiro dirigir e depois redirecionar meu pensamento como for necessário.&lt;br /&gt;E eu sou grata pois Ele é Fiel para me encontrar em algum lugar entre o mouse e a tela do computador."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;*Texto retirado e traduzido do site &lt;a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.relevantmagazine.com');" href="http://www.relevantmagazine.com/"&gt;Relevant Magazine&lt;/a&gt; e traduzido por Ale Seloti. O original está &lt;a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.relevantmagazine.com');" href="http://www.relevantmagazine.com/life_article.php?id=7209"&gt;aqui&lt;/a&gt; sob o nome de &lt;strong&gt;Dirty Girls: The new porn addicts&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-5383723045788299178?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5383723045788299178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5383723045788299178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/01/pornogrfia-virtual.html' title='Pornografia Virtual'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SXu1aJ1Zg4I/AAAAAAAAAXU/87CBRRTtdr0/s72-c/des_teclado.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-8534746648420727818</id><published>2009-01-18T08:12:00.000-08:00</published><updated>2009-01-18T08:31:35.908-08:00</updated><title type='text'>Milagres no YouTube</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SXNVM7SOonI/AAAAAAAAAV4/ei-mwD9CRyU/s1600-h/591aebe212b5f835278ab1508f91b999.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292667667651404402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SXNVM7SOonI/AAAAAAAAAV4/ei-mwD9CRyU/s320/591aebe212b5f835278ab1508f91b999.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A cena é bem usual numa igreja pentecostal. Um pastor ora por uma mulher, cercado de pessoas que intercedem por ela e dão glórias a Deus em voz alta. Mas aí começa a parte não usual: a cabeça da senhora parece se abrir e dela aparentemente saem dois pedaços de carne; tumores, segundo o pregador. A congregação fica eufórica. Depois, a ferida na testa da irmã some como por mágica. O episódio, supostamente o registro de um milagre, já causaria polêmica no ambiente evangélico. Só que tudo o que aqui foi descrito está acessível a qualquer pessoa, em qualquer lugar, do Japão à Groenlândia, desde que tenha um computador com acesso à internet e saiba digitar www.youtube.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o endereço do site You Tube, que vem revolucionando a forma de se exibir vídeos na web. Nele, é possível transmitir áudio e vídeo, sejam filmagens caseiras, propagandas, desenhos animados, trailers de filmes ou qualquer outro recurso audiovisual. Foi lá, por exemplo, que cenas tórridas da apresentadora e modelo Daniela Cicarelli, fazendo sexo com o namorado numa praia da Espanha, foram apresentadas para todos os continentes. E, agora, dezenas de vídeos com possíveis milagres também estão sendo exibidos para quem quiser ver. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para compreender a extensão do fenômeno, nada explica melhor do que os números. Criado em fevereiro de 2005, You Tube é um dos sites que mais cresceram na internet no último ano. Segundo a publicação sobre tecnologia IDG Now, os acessos mensais dispararam de 57 mil para 1,2 milhão num período de cinco meses no Brasil. Nos EUA, o aumento foi de 58 mil para 12,6 milhões em oito meses. Tanto que seus criadores venderam a empresa para o portal Google por 1,65 bilhão de dólares. Repita-se: bilhão. Atualmente, ela tem um acervo de cem milhões de vídeos. A cada 24 horas, são incluídos 65 mil novos arquivos, com duração média de 2 a 5 minutos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O segredo para fazer acontecer esse fenômeno de popularidade foi permitir que os donos de blogs (&lt;span style="color:#006600;"&gt;diários virtuais na internet&lt;/span&gt;) pusessem vídeos do You Tube em seus espaços pessoais. Com isso, o site ganhou distribuição em escala global. Oficialmente, não existe censura no You Tube, mas o usuário recebe um alerta em casos de vídeos com conteúdo violento ou pornográfico.&lt;br /&gt;Se todo o mundo descobriu esse espaço, os evangélicos não ficaram de fora, como aqueles que postaram a cena do suposto milagre, descrita na abertura desta reportagem. Para conferir, basta acessar o link www.youtube.com/watch?v=I2HEFf3ezKs. Mas essa, de longe, não é a única ocorrência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Absolutamente impressionante é a série de nove clipes chamada &lt;strong&gt;‘’Milagres na Nigéria’’&lt;/strong&gt;. Num dos vídeos (www.youtube.com/watch?v=m4bTmSpEf1Q), um homem de 27 anos, Folorunsho Ibikunle, é apresentado com um câncer nas nádegas capaz de chocar até os estômagos mais fortes. Deitado num local imundo, com vermes passeando pelo corpo, ele é levado à igreja Church of All Nations [&lt;span style="color:#990000;"&gt;Igreja de Todas as Nações&lt;/span&gt;], conhecida como The Synagogue [&lt;span style="color:#990000;"&gt;A Sinagoga&lt;/span&gt;], em Lagos, na Nigéria. Depois, é visto numa segunda etapa com a &lt;strong&gt;‘’cratera’’&lt;/strong&gt; que havia em seu corpo já cicatrizada. Por fim, aparece dando o testemunho, 100% sarado. Difícil duvidar do milagre, mesmo um não-crente que veja a gravação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Da mesma série, uma mulher com lepra (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ou câncer, não se sabe ao certo&lt;/span&gt;) nos lábios aparece antes e depois da cura, junto com o letreiro, em inglês, &lt;span style="color:#990000;"&gt;‘’a Deus seja a glória, pois por suas feridas somos sarados’’&lt;/span&gt;. No mesmo vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=bpx_DUKO1is&amp;amp;mode=related&amp;amp;search=), um homem nu, com o corpo totalmente consumido pela lepra, é mostrado doente e depois sarado. As imagens são tão fortes e as curas tão patentes que é difícil conter as lágrimas. O mesmo clipe ainda mostra mais duas pessoas sendo curadas, uma de mal de Parkinson. Instantaneamente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os vídeos foram postados pelo webmaster Junior Reichert, de 39 anos, membro da Assembléia de Deus – Ministério Madureira, com sede em Curitiba (PR). Ele já passou para o You Tube mais de 30 filmagens mostrando possíveis milagres. Para Reichert, o que o levou a tomar essa iniciativa foi&lt;strong&gt; ‘’a necessidade de mostrar ao mundo, mas principalmente ao povo que se diz cristão, que o nosso Deus não mudou’’&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E a repercussão tem sido imensa. Reichert assegura que todos os dias recebe e-mails comentando os milagres.&lt;strong&gt; ‘’Não só do Brasil, mas de pessoas que estão em outros países, como Alemanha, Argentina, Chile, Japão, Portugal, Suíça, Noruega etc.’’&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O webmaster acredita no poder evangelístico do You Tube. &lt;span style="color:#000099;"&gt;‘’Sem dúvida é um ponto muito forte para evangelização’’&lt;/span&gt;, diz. &lt;span style="color:#006600;"&gt;‘’Pessoas não-evangélicas estão vendo um pouco do que o Deus vivo pode fazer!’’&lt;/span&gt;. Ele conta que ainda não soube de casos de pessoas que tenham se convertido após assistir aos vídeos, mas que conhece muitos que têm sido renovados espiritualmente e voltado aos pés do Senhor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Outro usuário, identificado como Derli Dias, postou, em www.youtube.com/watch?v=IlOA-T-hPR0&amp;amp;mode=related&amp;amp;search=, o testemunho de mulheres que afirmam ter sido curadas de caroços e tumores nos seios. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;CURA DE TUMORES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Apresentar o testemunho de uma cura miraculosa também foi o objetivo de um internauta, identificado pelo apelido &lt;strong&gt;‘’Jesusumsodeus’’&lt;/strong&gt;, ao disponibilizar o caso de Maria de Fátima Farias. Segundo informação apresentada no site, ela tinha câncer e sangramento vaginal. Os médicos disseram que não tinha cura. Hoje, está curada. O depoimento está em www.youtube.com/watch?v=MDBg4vXJys8&amp;amp;mode=related&amp;amp;search=. Além da história de Maria, o responsável também postou pelo menos outros 15 testemunhos no You Tube.&lt;br /&gt;O vídeo ‘’irmãos cegos são curados’’ mostra algo que, se confirmado, é a concretização de algo que muito se fala mas pouco se vê nas igrejas: um casal de irmãos recebe a oração do apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, em São Paulo, e passa a enxergar. Acessíveis no link ww.youtube.com/watch?v=HxKcp8UlhAE, as imagens foram disponibilizadas pelo próprio Santiago. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Outro suposto milagre que qualquer pessoa pode ver é o link &lt;strong&gt;‘’hérnia sai pelo umbigo’’&lt;/strong&gt; (www.youtube.com/watch?v=Dub1GpUDnGo), em que um senhor recebe oração do pastor Makiã Santos. Após cinco minutos de oração, uma bolinha preta aparece no umbigo do irmão. Segundo o pregador, é uma hérnia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ver, exemplos não faltam. E a tendência é haver cada vez mais material do gênero no You Tube. Mas o fato de vídeos tão polêmicos serem expostos a todo o mundo sem uma explicação, uma referência ou uma orientação poderia causar escândalo em vez de disseminar positivamente o poder de Deus? &lt;strong&gt;‘’Escandalizar, não. Mas polemizar, com certeza’’&lt;/strong&gt;, reconhece Junior Reichert. Para evitar abusos e enganos, ele garante que toma o cuidado de analisar cada vídeo antes de postar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Isso não impede que haja reações negativas. O internauta Menegon 1986 deixou um comentário no espaço reservado às opiniões de cada usuário. Em uma palavra, resumiu seu sentimento diante dos testemunhos de cura. &lt;strong&gt;‘’Ridículo’’&lt;/strong&gt;, escreveu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Apesar das reações negativas, o pastor Marcelo Eliziário Vidal, da Igreja Presbiteriana do Caju, acredita que o You Tube pode se tornar uma ferramenta eficaz de evangelização. Usuário da Internet e do site, pastor Marcelo assistiu aos vídeos descritos nesta reportagem e ficou impressionado. &lt;strong&gt;‘’Acredito que a pessoa não-cristã que tenha a chance de ver essas imagens pode até enfrentar uma confusão momentânea, mas depois terá sua curiosidade aguçada e vai procurar se informar sobre aquilo. É possível até que daí venham conversões’’&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ORIENTAÇÃO NÃO GERA CONFUSÃO&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele concorda que o ideal seria postar cada clipe junto com informações bíblicas ou orientações teológicas, para facilitar o entendimento do internauta. Mas pastor Marcelo não vê impedimento algum em usar sites como o You Tube para levar para fora das paredes das igrejas imagens a que até agora o grande público não tinha acesso. &lt;span style="color:#000099;"&gt;‘’O grande problema é quem usa e como usa. O You Tube pode ser uma arma maléfica ou benéfica. Para mostrar milagres, o crescimento de igrejas e outras coisas que glorifiquem o nome de Jesus são extremamente benéficos’’&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O pastor Marcos José Filho, vice-presidente da Assembléia de Deus na Ilha do Governador (Adig), no Rio de Janeiro, compartilha dessa opinião. Ele se baseia em &lt;strong&gt;1 Co 9.22&lt;/strong&gt;, que diz: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;‘’Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns’’. ‘’Todos são todos. Todos os meios são válidos para alcançar vidas. Nesse sentido, o You Tube é muito importante, porque cada vez mais as pessoas se isolam em casa e a internet é um canal fundamental para chegar até elas’’&lt;/span&gt;, explica. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Marcos Filho é antenado com a tecnologia. Acessa regularmente a internet, tem comunidade no Orkut e já entrou muitas vezes no You Tube. Além disso, sua igreja transmite os principais cultos, ao vivo e sem cortes, pela web (&lt;em&gt;www.adig.com.br&lt;/em&gt;). Ele acredita que o ideal seria que cada vídeo viesse acompanhado de uma orientação, para não confundir o internauta. &lt;span style="color:#000099;"&gt;‘’Se um clipe é solto no ar sem um fechamento, sem amarrar a questão, a essência do que é mostrado pode se perder. Mas, mesmo sem nenhuma orientação, as imagens em si já são muito importantes, pois muita gente sabe reconhecer aquilo&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;’’&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Diretor do Instituto Bíblico da Adig (&lt;strong&gt;Ibadig&lt;/strong&gt;), Marcos Filho também ressalta que, além do enfoque evangelístico, os vídeos de milagres têm peso para a edificação espiritual. &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;‘’Nunca presenciei milagres tão impressionantes como os da Nigéria, a que assisti no You Tube. Ver aquilo nos leva a pensar por que esses fenômenos acontecem daquela forma naquele lugar e não na nossa igreja. Isso nos incentiva a buscar cada vez mais a Deus’’&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, conclui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Maurício Zagari&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - (Revista Enfoque Gospel).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-8534746648420727818?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/8534746648420727818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/8534746648420727818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/01/milagres-no-youtube.html' title='Milagres no YouTube'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SXNVM7SOonI/AAAAAAAAAV4/ei-mwD9CRyU/s72-c/591aebe212b5f835278ab1508f91b999.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-3891938692313066898</id><published>2009-01-02T10:14:00.001-08:00</published><updated>2009-01-02T10:31:12.973-08:00</updated><title type='text'>A submissão da mulher</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SV5Zz5nxN9I/AAAAAAAAAVw/t45lBXjZws0/s1600-h/0000087677.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286761760755365842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SV5Zz5nxN9I/AAAAAAAAAVw/t45lBXjZws0/s320/0000087677.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Como, por que e para quê ler &lt;strong&gt;Efésios 5.22-24&lt;/strong&gt;, que diz: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos”? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Penso que precisamos levar em conta alguns pressupostos, uns gerais e outros específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRESSUPOSTOS GERAIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; A Bíblia ainda é o livro que rege as nossas vidas. Ela nos fala de princípios, que são imutáveis, porque inspirados por Deus, que conhece o tempo e não muda com ele. Nosso pensamento deve estar em conformidade com a Bíblia; não com a nossa interpretação, mas com o texto. Precisamos nos expor a ele para que nos exponha o conselho de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Mesmo que o contexto histórico em que surgiu o conselho de Deus seja outro, este conselho continua sendo de Deus.O contexto, no entanto, é fundamental para entendermos o sentido do texto e para o aplicarmos ao nosso contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Precisamos saber que os padrões bíblicos se inscrevem numa ordem espiritual, não numa ordem natural; para ficarmos com os padrões naturais, não precisaríamos da Palavra de Deus. É a realidade que deve se conformar à Palavra de Deus, e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; O ensino paulino sobre a mulher está adiante do seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade romana, o casamento nada tinha a ver com amor. Era arranjado pelas famílias. Quando casada, uma mulher romana estava sob a jurisdição do seu marido ou do pai dela, dependendo do tipo de contrato celebrado. O propósito do casamento era garantir a sucessão familiar, para que os espíritos dos mortos fossem honrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão para o casamento não era o amor, mas a procriação. Por esta razão, o divórcio era natural quando a mulher não pudesse cumprir esta sua função. O homem geralmente era promíscuo. Algumas esposas também o eram, mas discretamente, porque seu gesto poderia ser considerado infidelidade. O do homem, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem geralmente se casava aos 30 anos, e uma mulher aos 18, ou antes. Cabia ao homem ensinar essa adolescente a viver na nova casa, uma casa onde havia escravos e era semipública. A expectativa média de vida da mulher na Roma antiga era, no máximo, de 30 anos. Eis o epitáfio de uma destas mulheres (Vetúria): casada aos 11, mãe de seis filhos e falecida aos 27.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mães precisavam ter muitos filhos, porque não sabiam quantos sobreviveriam. Os maridos da aristocracia esperavam que suas esposas estivessem permanentemente grávidas. Os pobres, não, por falta de recursos para sustentar os filhos. As mulheres não podiam escolher ter ou não ter filhos. Além da maternidade, as mães podiam participar da educação dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres não tinham qualquer possibilidade de escolha pessoal. Elas estavam sempre sob a supervisão dos seus pais, parentes masculinos e maridos, que geralmente as beijavam na boca... para sentir se tinham bebido vinho, algo proibido para mulheres, por estimular ao adultério.O mundo romano antigo era a cultura patriarcal, com os homens controlando todas as posições de poder. Mulheres e crianças não tinham qualquer poder. Uma mulher raramente acompanhava seu marido e filhos às refeições. E só podia comer quando acabasse a conversa à mesa, onde não podia se assentar, mas num banco ao fundo. Na família romana, portanto, a idéia de igualdade no lar simplesmente não existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#003300;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Embora venhamos a ter algumas dúvidas sobre como entender a recomendação paulina acerca da submissão da mulher, podemos ter certeza do que o texto não diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paulo não diz que a mulher não pode ocupar funções de liderança, inclusive de ser &lt;strong&gt;pastora&lt;/strong&gt;. Quem lê o livro de Atos dos Apóstolos e as cartas paulinas nota, com abundância, a consideração que tinha para com elas em seu ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paulo não aplica a submissão da esposa a todas as áreas da experiência humana. A instrução é específica ao contexto da vida de uma família cristã e não se aplica à política, aos negócios e nem mesmo à igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paulo não recomenda que a esposa deve obedecer ao seu marido como se não tivesse gosto ou vontade próprios. Filhos e servos devem obedecer. Esposas devem se submeter. Portanto, quando fala dos deveres dos filhos e dos servos, Paulo pede que obedeçam a seus pais e a seus senhores (&lt;span style="color:#006600;"&gt;hupakouete&lt;/span&gt;). Quando orienta as esposas, ele pede que se submetam (&lt;span style="color:#000099;"&gt;andrasin&lt;/span&gt;). Esta diferença não pode ser ignorada se quisermos entender o sentido da instrução paulina. A diferença não pode ser desconsiderada. A mulher não deve se esconder atrás desta submissão para se livrar de suas responsabilidades, como Eva tentou fazer. Safira foi tão culpada quanto Ananias, e morreu junto com o marido porque também pecou. A mulher tem o direito e o dever de discordar do seu marido, se for o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Paulo não autoriza o marido a tratar sua esposa como pessoa inferior, como se fosse ele um déspota que reinasse sobre sua mulher. Paulo não autoriza o marido a tratar sua esposa como uma criança a ser cuidada, porque incapaz. Paulo não admite que o marido possa desrespeitar sua esposa, humilhando-a (&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;porque ela não trabalha fora, por exemplo&lt;/span&gt;), vigiando-a (&lt;span style="color:#000099;"&gt;por causa do ciúme doentio&lt;/span&gt;), proibindo-a disto ou daquilo (&lt;span style="color:#993300;"&gt;estudar, trabalhar fora, participar de uma igreja&lt;/span&gt;), tratando-a como empregada ou prostituta particular, sufocando-a em suas necessidades. Paulo não sinaliza que o marido pode cometer violência, física ou psicológica, contra sua esposa, porque Deus não é cúmplice da covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A SUBMISSÃO DA MULHER AO MARIDO SEGUNDO A BÍBLIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Marido e mulher são seres diferentes.A submissão feminina é o reconhecimento das diferenças de gênero. Homem e mulher são diferentes, logo têm papéis diferentes, que devem ser valorizados. Ambos podem se destacar no mundo dos negócios, da política, da educação e da ciência, mas há papéis, biologicamente ou culturalmente dados, que cabem a cada um. No desenvolvimento destes papéis, homem e mulher, marido e esposa, são complementares.&lt;br /&gt;Tornou-se politicamente correto afirmar a igualdade absoluta entre masculino e feminino, mas esta assertiva é equivocada se não incluir a dimensão da diferença, sem superioridade, sem inferioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A submissão feminina é a afirmação que o relacionamento entre marido e mulher deve ser exclusivo, no sentido de ser um para o outro. O amor e o cuidado devem ser mútuos, com um servindo ao outro. Nem homem nem mulher é mais importante do que o outro aos olhos de Deus (&lt;strong&gt;Gálatas 3.28&lt;/strong&gt;), pois Deus os criou à sua imagem (&lt;strong&gt;Gênesis 1.27&lt;/strong&gt;) e os tornou co-herdeiros do dom da graça da vida manifestado em Cristo Jesus (&lt;strong&gt;1Pedro 3.7&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A submissão feminina quer dizer que uma família precisa de uma liderança. Nenhum organismo social vive sem uma liderança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marido e mulher podem inclusive se especializar na liderança.O casal pode combinar, por exemplo, que a gestão financeira poderá ficar sob a responsabilidade daquele que for mais capaz de gastar menos...Uma eventual especialização não altera o papel do homem na vida familiar. Muito do que há de pior nas famílias advém da omissão masculina. Portanto, numa situação ideal, em que o casal busca a plenitude do Espírito Santo, a liderança é masculina. No entanto, vivemos num mundo decaído, onde presenciamos o abandono, a infidelidade, a insanidade, a violência doméstica e a dependência química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma esposa abandonada não pode esperar que o marido ausente lidere a família; esta tarefa tem que ser assumida por ela, se não quiser que a fome campeie e a desagregação se estabeleça de modo definitivo. Uma esposa sabidamente traída precisa assumir sua dignidade, não esperando que um marido adúltero diga a ela e a seus filhos como devem agir. Um marido infiel está moralmente incapacitado para liderar a família.Uma esposa física ou emocionalmente agredida por seu marido está desobrigada em aceitar a violência como decorrência da liderança masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência de um homem contra sua esposa é uma demonstração de insanidade, que o desqualifica como líder. A mulher tem o dever de preservar sua saúde física e emocional, buscando uma delegacia, se for o caso, para denunciar seu cônjuge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma família em que o marido/pai ficou enfermo mentalmente não deve esperar que ele assuma seu papel de líder enquanto precisa de recuperação. Ele deve ser respeitado, amado, querido, mas não pode ter sobre si mais este peso, que o debilite ainda mais. A esposa precisa assumir a liderança da casa e até do tratamento do esposo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma família em que o marido/pai se tornou dependente de drogas, seja o álcool ou os tóxicos, não pode permitir que este homem lidere a casa, sob pena de sofrer um naufrágio coletivo, uma vez que a dependência devasta a saúde física, emocional e financeira de uma família. A esposa deve assumir a liderança e investir na recuperação do esposo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa família que procura viver sob o Espírito de Deus, o marido assume o seu papel, amando a sua esposa, amando os seus filhos, sem se impor com frases do tipo “aqui quem manda sou eu”, próprias dos fracos.Submissão é uma atitude do coração, não um ato. Um casamento triunfará se for entre iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um casamento entre iguais vai além de papéis e fórmulas. Só o casamento entre iguais permite a verdadeira intimidade. O casamento é o espaço da comunhão entre iguais.Se for baseado na autoridade, o casamento fracassará, mesmo que os dois continuem coabitando. O relacionamento no casamento não é de hierarquia, com o marido no trono e a mulher no chão, mas de parceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Israel Belo de Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-3891938692313066898?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3891938692313066898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3891938692313066898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2009/01/submisso-da-mulher.html' title='A submissão da mulher'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SV5Zz5nxN9I/AAAAAAAAAVw/t45lBXjZws0/s72-c/0000087677.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2902063361430266865</id><published>2008-12-19T08:16:00.001-08:00</published><updated>2008-12-19T08:28:41.032-08:00</updated><title type='text'>O universalismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUvI6WCIubI/AAAAAAAAAVI/ufAn_2DpITI/s1600-h/mundo.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281535892694546866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUvI6WCIubI/AAAAAAAAAVI/ufAn_2DpITI/s320/mundo.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O ensinamento que afirma que todos os homens serão salvos pela misericórdia de Deus se chama “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;universalismo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”. De modo crescente, o universalismo se insinua por declarações da &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Igreja Católica Romana&lt;/span&gt;, bem como alguns grupos e igrejas protestantes de linha mais liberal. Esta doutrina se mantém e se propaga pela força de dois tipos de argumentação. O primeiro, sendo teológico, apela para a razão e emoções humanas, enquanto o segundo se fundamenta em interpretações duvidosas de alguns trechos da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nacionalismo judaico que dominava na época de Jesus abriu uma brecha extremamente estreita para prosélitos que renunciavam suas origens gentílicas e ingressavam dentro do povo de Deus por meio de batismo, circuncisão, sacrifício e compromisso com a Lei. Assim alcançariam o supremo benefício de ingressar no povo de Deus chamado Israel, mas não a garantia da salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os profetas do Antigo Testamento previam um tempo futuro em que o Messias viria, não apenas para trazer a salvação ao povo escolhido (&lt;strong&gt;Is 42.6; 49.6&lt;/strong&gt;), mas também aos gentios. Não seria justamente a bênção que Deus deu a Abraão que se estenderia a todas as nações da terra por meio do seu descendente (&lt;strong&gt;Gn 12.3; Gl 3.16&lt;/strong&gt;)? A Nova Aliança efetuada pela pessoa e obra de Jesus na cruz criou uma “&lt;span style="color:#000099;"&gt;raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus&lt;/span&gt;”, composta de judeus e gentios convertidos (&lt;strong&gt;1Pe 2.9&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Novo Testamento, a salvação de qualquer pessoa, judeu ou gentio, dependia da confissão que Jesus é Senhor (&lt;span style="color:#006600;"&gt;normalmente no batismo que marcava a morte e ressurreição com Cristo&lt;/span&gt;) e crer na ressurreição de Jesus (&lt;strong&gt;Rm 10.9&lt;/strong&gt;). Todos que se arrependiam e criam eram incluídos nos salvos. A Grande Comissão que Jesus deu aos seus seguidores foi de fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando-os a obedecer tudo que Jesus ensinou (&lt;strong&gt;Mt 28.19,20&lt;/strong&gt;). Desta maneira, o universalismo dos profetas, no qual as nações subiriam ao monte do Senhor (&lt;strong&gt;Is 2.3&lt;/strong&gt;), se cumpria no convite do Evangelho universal a todos que foram comprados para Deus pelo sangue de Jesus, os que procedem de toda tribo, língua e nação (&lt;strong&gt;Ap 5.9&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina ortodoxa enraizada no Novo Testamento que oferece a garantia da salvação a todos que se arrependem e crêem no Senhor Jesus não é o universalismo que ensina que todos os seres humanos serão aceitos por Deus e gozarão do benefício da morte de Jesus. O universalismo neste sentido foi condenado no Concílio de Constantinopla como uma heresia em 543 d.C. Reapareceu entre os mais extremados anabatistas, alguns Morávios e outros poucos grupos não ortodoxos. Schleiermacher, conhecido pai do liberalismo, abraçou esta posição, seguido por teólogos mais radicais como John A.T. Robinson, Paul Tillich, Rudolph Bultmann. Até o mais destacado teólogo do século 20, Karl Barth, não se posicionou contra esta esperança, mesmo sem se declarar abertamente a seu favor. Os evangélicos, porém, se opõem contundentemente a essa doutrina. Eles reconhecem no universalismo uma forma moderna da mentira de Satanás no jardim: “&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Certamente, não morrerás&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#000099;"&gt;Atrairei todos a mim mesmo&lt;/span&gt;” (&lt;strong&gt;Jo 12.32&lt;/strong&gt;). “&lt;span style="color:#000099;"&gt;Por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida&lt;/span&gt;” (&lt;strong&gt;Rm 5.18&lt;/strong&gt;). João diz que “&lt;span style="color:#000099;"&gt;Jesus Cristo é a luz que ilumina a todo homem&lt;/span&gt;” (&lt;strong&gt;Jo 1.9&lt;/strong&gt;). Paulo afirma: “&lt;span style="color:#000099;"&gt;Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo&lt;/span&gt;” (&lt;strong&gt;1Co 15.22&lt;/strong&gt;). “&lt;span style="color:#000099;"&gt;A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens&lt;/span&gt;” (&lt;strong&gt;Tito 2.11&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que pareça convincente o argumento exegético, quem examinar mais profundamente encontrará boas razões para rejeitar a salvação universal. Considerar estes textos dentro do seu contexto mais amplo convencerá o intérprete não preconceituoso que os autores bíblicos não estão declarando a possibilidade de salvação sem fé no Senhor Jesus Cristo. Considere &lt;strong&gt;Hebreus 11.6&lt;/strong&gt; que diz que “&lt;span style="color:#000099;"&gt;sem fé é impossível agradar a Deus&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dualismo que divide toda a humanidade aparece em todo o Novo Testamento. O juiz tem sua pá na mão, limpará completamente a sua eira; “&lt;span style="color:#000099;"&gt;recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível&lt;/span&gt;” (&lt;strong&gt;Mt 3.11,12&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;"Sem nascer de novo não há esperança de ver o Reino de Deus. Achar que o amor de Deus é tão extenso que ninguém pode cair fora dele, é uma crença muito conveniente para os que rejeitam o teor de todo o ensino da Bíblia. Não convém se arriscar em tão fraca esperança."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Russell Shedd&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; é PhD em Teologia do Novo Testamento e doutor em Divindade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-2902063361430266865?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2902063361430266865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2902063361430266865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/12/o-universalismo.html' title='O universalismo'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUvI6WCIubI/AAAAAAAAAVI/ufAn_2DpITI/s72-c/mundo.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2327323765346284082</id><published>2008-11-28T08:53:00.001-08:00</published><updated>2008-12-16T09:33:40.411-08:00</updated><title type='text'>Uma mensagem para o coração brasileiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfmRz2xSTI/AAAAAAAAAUo/mZCUF1SCjk8/s1600-h/Ceu1800.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280442281767291186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfmRz2xSTI/AAAAAAAAAUo/mZCUF1SCjk8/s320/Ceu1800.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;“Quem não se comunica se trumbica”, &lt;/strong&gt;dizia o Chacrinha. Como pastor pentecostal, acostumei-me à comunicação oral e já ouvi excelentes comunicadores. Aliás, a maioria dos púlpitos brasileiros prioriza a retórica. Entretanto, a pergunta é: os tribunos evangélicos são bem-sucedidos na transmissão da sua mensagem? Sim, caso se considere o espetacular crescimento numérico dos crentes. Não, caso se avalie o recrudescimento dos preconceitos e uma ostensiva rejeição aos evangélicos entre os formadores de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço relatos de discriminação contra pastores quando precisam preencher um cadastro de crediário, quando alugam casas ou fazem o “check in” do hotel. O senso comum é que pastores são falastrões, sempre ávidos por dinheiro. Eugene Peterson conta a aflição de uma conversa com um passageiro que viajava ao seu lado pela Ásia. Em determinado momento, o homem indagou o que Peterson fazia. &lt;strong&gt;“Sou pastor”, &lt;/strong&gt;respondeu. O que se seguiu foi constrangedor: &lt;strong&gt;“Pastor, responda-me, por favor: por que, quando viajo perto de um monge budista, tenho a sensação de estar ao lado de um santo homem de Deus, mas junto de um pastor, fico com a impressão de que estou acompanhado de um homem de negócios?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para comunicar uma mensagem para o coração do brasileiro é preciso mais que retórica. O conteúdo da enorme maioria dos sermões restringe-se a chavões surrados, reciclados e esvaziados, por excessivo uso. Os versículos usados são restritos a cerca de uns cem, preferivelmente descrevendo a vitória na guerra e milagres excepcionais, como o mar que se abriu e o sol que parou. Os melhores evangelistas decoram esses poucos textos para citá-los feito metralhadora no meio do sermão. A arte da retórica funciona bem para os que já se acostumaram com a linguagem daquele ambiente, mas para quem precisa organizar os conceitos para melhor entendê-los não bastam as frases prontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comunicar uma mensagem para o coração brasileiro é preciso que o discurso se alicerce na credibilidade. Cansados de corrupção, de enganos e de ouvir contos-do-vigário, o povo precisa confiar que os pastores não participam da mesma cultura dos caudilhos, dos coronéis, das oligarquias, das elites que só se locupletaram com a miséria. Se os líderes religiosos passarem a idéia de serem espertalhões, as pessoas os procurarão apenas para “&lt;strong&gt;conseguir&lt;/strong&gt;” uma bênção, mas nunca organizarão a vida a partir de seus valores. Assim os pastores se condenam a meros feiticeiros, que sabem acessar o sobrenatural para alcançar milagre. A magia substitui o discipulado, e a técnica, o relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comunicar uma mensagem para o coração brasileiro é preciso que haja sintonia entre o sermão e a vida. Não adianta lidar com conceitos que fazem todo sentido numa torre de marfim, mas que não se conectam com a difícil realidade. Como o evangelho não doura a pílula existencial, os pastores não podem ter a pretensão de que, “em tese”, o crente literalmente anda sobre as águas, pega em serpentes sem ser picado e bebe veneno. Mesmo cristãos, mulheres e homens pegam ônibus lotados, esperam semanas por uma vaga em ambulatórios públicos e sobrevivem de subempregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comunicar uma mensagem para o coração brasileiro é preciso que se fale com poesia e com ternura. Em &lt;strong&gt;“Casa-Grande &amp;amp; Senzala”&lt;/strong&gt;, Gilberto Freyre atribui o jeito manhoso e delicado do brasileiro à influência das negras na educação do Brasil colonial. &lt;em&gt;“Dói dos grandes tornou-se o dodói dos meninos. Palavra muito mais dengosa. A alma negra fez muitas coisas com as palavras, o mesmo que com a comida: machucou-as, tirou-lhes as espinhas, os ossos, as durezas, só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil, principalmente, é uma das falas mais doces deste mundo”. &lt;/em&gt;A aspereza do mundo anglo-saxônico não combina com esse amolecimento da linguagem: “E não só a língua infantil se abrandou desse jeito, mas a linguagem em geral, a fala séria, solene, da gente grande, toda ela sofreu no Brasil, ao contato do senhor com o escravo, um amolecimento de resultados às vezes delicioso para o ouvido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comunicar uma mensagem para o coração brasileiro é preciso que se restaure a dimensão lúdica da fé. Por décadas os missionários tentaram mostrar que fé combinava bem com austeridade. Reverência virou sinônimo de rigidez. Mas brasileiro chega atrasado, não se sente bem de terno e gravata e detesta ambientes protocolares. Enquanto os cultos solenes exigiam becas, togas e hinos com música e métrica rebuscadas. O protestantismo manteve-se estrangeiro enquanto insistiu em liturgias suntuosas que não combinavam com a informalidade nacional. Os pentecostais conseguiram enorme penetração nos estratos mais populares porque contextualizaram os cânticos, improvisaram os sermões e bagunçaram a liturgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comunicar uma mensagem para o coração brasileiro é preciso que se faça teologia com tolerância. O fenômeno do duplo, e até triplo, pertencimento não é anomalia católica, mas um traço cultural. O brasileiro não se constrange de freqüentar e conviver com diversas influências espirituais. O protestantismo tupiniquim absorve, rapidamente, peculiaridades tanto do catolicismo popular quanto das religiões afro-brasileiras. Portanto, é preciso acabar com as intransigências que promovem ódios religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, para comunicar uma mensagem para o coração brasileiro é preciso que se fale aos sentimentos mais que à mente; que se transmitam os afetos divinos e não os áridos pressupostos da teologia; que se promova a solidariedade; que se busque a justiça; e que se produza uma geração de mulheres e homens bons, parecidos com Jesus de Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Soli Deo Gloria”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Ricardo Gondim é pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-2327323765346284082?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2327323765346284082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2327323765346284082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/11/uma-mensagem-para-o-corao-brasileiro.html' title='Uma mensagem para o coração brasileiro'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfmRz2xSTI/AAAAAAAAAUo/mZCUF1SCjk8/s72-c/Ceu1800.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2241338173661201076</id><published>2008-11-16T12:54:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T09:17:46.458-08:00</updated><title type='text'>Batalhar pela fé</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfike9r7eI/AAAAAAAAAUg/bwxINHjxcp0/s1600-h/5805_Kopia%2520BIELIKCK-(6).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280438204530159074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfike9r7eI/AAAAAAAAAUg/bwxINHjxcp0/s320/5805_Kopia%2520BIELIKCK-(6).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A fé cristã é uma completa certeza em Cristo, pela qual atingimos a perfeita comunhão com o Senhor. De acordo com a história, os cristãos sempre acreditaram que os eventos bíblicos, verdadeiramente aconteceram como descritos na Bíblia. Milagres como o nascimento virginal de Jesus, os prodígios que o próprio Senhor Jesus Cristo realizou, sua ressurreição corporal dentre os mortos, os milagres do Antigo e Novo Testamento, de modo geral, são todos considerados fatos.&lt;br /&gt;Em meio aos amplos embates teológicos que marcaram o século XVI, quando o estabelecimento dos axiomas reformados era o centro das preocupações para identificar o pensamento protestante, homens como Martinho Lutero e João Calvino dedicaram muito de seus esforços ao entendimento da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela fé entendemos a criação de todas as coisas (Hb 11:3); esta certeza é como estar vendo o invisível, não é uma concordância cega e desvairada, mas um sentimento baseado nos fatos da obediência a Jesus Cristo e a Sua Palavra. Esta confiança é apresentada como a única condição prévia, que o Senhor Deus requer do homem para a salvação; pelo Evangelho descobrimos a justiça de Deus que nos ensina a viver pela fé (Rm 1:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então entendemos que ela é nossa maior riqueza? Claro! Ela é como o ouro provado no fogo! Assim compreendemos que sua defesa é necessária, vejamos o que o Senhor nos diz: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” (Jd 1:3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A epístola de Judas não fica no centro de debates teológicos importantes, mas o tema que aborda é de importância basilar a veracidade cristã; seu escritor surge conclamando seus leitores a considerarem o que acontece quando pessoas que professam seguirem a Cristo negam a fé, agindo numa situação que poderiam ser chamadas de ímpias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas fala de pessoas que tentavam transformar em devassidão a graça de Deus, ensinos que, seja como for, Deus perdoaria aqueles que de contínuo entregavam-se às concupiscências carnais; ou então, que os que vivessem na obscenidade estariam para sempre seguros se, no passado, eles creram em Jesus Cristo. Pregavam a absolvição da iniqüidade, mas não na exigência da santidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade Judas queria dizer: &lt;strong&gt;Perigo! Falsos Mestres!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Recordo que certa vez quando lecionava na escola bíblica dominical, o caso de imoralidade sexual de um diácono da igreja, foi tema de um sério debate (pois a maioria da classe defendia o perdão de um homem que insistia em trair sua esposa, sem demonstrar menor temor ao Senhor). Fiquei atônito com o pensamento da classe (70%), pois tinham a fantasia de que amor divino suplantaria Seu propósito de justiça e integridade moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente esta contraversão de pensamentos vem se disseminando na igreja contemporânea, a carta de Judas fala no presente como falou a todas as eras precedentes. Essa moda de ser tolerante com qualquer coisa que se denomine “cristã”, é a causa principal para as divergências na igreja. Os crentes em Cristo autênticos, todavia, defenderam as predições de juízo, contra esta doutrina pagã que desde ao primeiro século de nossa igreja vem nos assombrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu convite a você cristão fiel, é batalhar na defesa da fé; é tomar uma posição firme contra aqueles que, em nossas igrejas distorcem a doutrina verdadeira de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Devemos dar um basta a esses que tentam “remodelar” o evangelho, tendo com interesse que ele venha a perder sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.” (Tt 1:9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais simples definição da fé cristã é uma confiança que nasce do coração, é dom de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Neves&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: O diácono citado neste texto se desviou do evangelho, e continua vivendo em toda impureza pecaminosa que permeia a sociedade corrupta e imoral. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-2241338173661201076?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2241338173661201076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2241338173661201076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/11/batalhar-pela-f.html' title='Batalhar pela fé'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfike9r7eI/AAAAAAAAAUg/bwxINHjxcp0/s72-c/5805_Kopia%2520BIELIKCK-(6).jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-9161596073608137760</id><published>2008-10-30T07:51:00.000-07:00</published><updated>2008-12-16T09:35:28.400-08:00</updated><title type='text'>Ele me ensinou o que é graça</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfmz3nwTGI/AAAAAAAAAUw/jZLW8bwzBcM/s1600-h/ceu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280442866893605986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfmz3nwTGI/AAAAAAAAAUw/jZLW8bwzBcM/s320/ceu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando meu avô estava há alguns metros da entrada de casa já era possível saber que estava chegando. Assoviar os hinos do Cantor Cristão era sua marca registrada. O som entrava pela casa de uma forma inconfundível. Amaro Barbosa de Oliveira, o homem mais falante e comunicativo que já conheci em toda a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje, quando fecho os olhos e penso nele, posso vê-lo caminhando. Um negro alto de 1,80m, com todos os traços faciais que a raça lhe permitia: nariz largo, lábios carnudos. Rosto fino e bigode bem aparado que, assim como os poucos cabelos que lhe restaram nas laterais da cabeça, começou a embranquecer. O chapéu — que sempre protegia do sol a cabeça calva — e a bengala eram acessórios inseparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse aonde fosse, a música sempre o acompanhava. Em casa, nos momentos familiares, pedia que cantássemos com ele os hinos do Cantor Cristão; era quando exibia seu belo tenor. Foi ele a primeira pessoa a me evangelizar, antes mesmo de minha mãe, filha dele. “Renata”, dizia, “você sabe o que é graça?”. Nas primeiras vezes, eu respondia não. Então, ele explicava: “É favor imerecido de Deus”. Após inúmeras repetições, aprendi e estava pronta para ouvir a Palavra de Deus de um modo mais consistente. Morávamos em cidades diferentes; ele na Baixada Fluminense e eu na região serrana do Rio de Janeiro. Por isso, quem colheu minha conversão foi outra pessoa; mas quem lançou a semente, com certeza, foi meu avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi levado a Cristo por minha avó, Antônia Maria. Os dois foram os primeiros de suas famílias a se converterem ao evangelho, em 1968. No início freqüentaram a Igreja Assembléia de Deus, mas logo depois se transferiram para uma Igreja Batista. Os seis filhos também foram evangelizados e criados segundo as Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faziam culto doméstico todos os dias. A principal razão era que minha avó não sabia ler, por isso meu avô se sentia no dever de, todos os dias, compartilhar com a família uma porção da Palavra de Deus. Foi assim que se tornou um grande conhecedor do texto sagrado. Apesar de nunca ter freqüentado uma escola — pois aprendera a ler e escrever com explicadoras — conhecia mais a Bíblia do que muitos pastores que encontrei por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu amor pela Bíblia era, sem dúvida, sua característica mais marcante. Meu avô fazia questão não só de estudar os textos, mas de decorá-los. Recitava capítulos inteiros para mim e para meus primos. Na época achávamos que gostava apenas de se exibir. No entanto, mais tarde vimos que havia um propósito em tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 70 anos meu avô começou a lutar contra um glaucoma que lhe tirou toda capacidade de visão por volta dos 80 anos. Mas isso não o impediu de pregar ou evangelizar, pois os textos estavam em sua mente. Às vezes, participava de um programa em uma rádio comunitária, onde tinha a oportunidade de falar sobre Jesus por quinze minutos. É bem verdade que havia momentos em que chorava por não poder mais ler a Bíblia e pedia que lêssemos para ele. Ao final, comentava: “Ô coisa boa, minha filha”. Isso me marcou tanto que aos 19 anos havia lido a Bíblia toda duas vezes. Hoje, aos 27, estou na quinta leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada de preconceitos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa importante que aprendi com meu avô foi sobre as diferenças doutrinárias. Fui criada em uma igreja tradicional e certa vez uma tia e seu filho mais velho passaram por uma experiência com dons espirituais. A família resistiu um pouco às mudanças e o pastor os excluiu da comunidade, o que os obrigou a ir para uma igreja pentecostal. Foi meu avô quem os apoiou, ensinando que Deus usa as pessoas do jeito que bem entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele leu conosco as cartas do Novo Testamento e nos mostrou como minha tia era uma crente fiel e por isso não poderia ser tratada como se tivesse sido levada por um “vento de doutrina”. Eu já era convertida e, como o resto da família, congregava em uma igreja muito tradicional. Não entrava em igrejas pentecostais, julgava seus membros fanáticos e gente sem instrução. Mas o exemplo do meu avô quebrou meus preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui passar as férias com minha tia e durante um mês freqüentei uma Assembléia de Deus com ela. Foi uma experiência que mudou minha vida; aprendi que no corpo de Cristo as diferenças somam, não subtraem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de um sábio conselheiro, meu avô era um grande evangelista. Quando minha avó faleceu, um jornal batista da região deu uma pequena nota, apontando os pontos de pregação e congregações que ela e meu avô haviam aberto. Eram dezenas. Apesar disso, o máximo que ele conseguiu ser na igreja foi zelador. Além de corista, é claro. Ele amava música. Meu avô morreu aos 86 anos, em 2001, sem nunca ter sido consagrado sequer a diácono. Mas levou centenas de pessoas a Cristo, em situações que eu mesma presenciei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô me ensinou que o tempo é sempre urgente em se tratando de vidas. Quando eu e meus primos éramos pequenos e íamos para a casa de nossos avós, eles nos colocavam para brincar de culto. Foi assim que aprendemos a dirigir reuniões, recitar versículos, cantar hinos, ensaiar pregações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exortação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua disciplina de vida poderia ruborizar qualquer pastor. Ele era firme nas mínimas coisas. Quando o médico disse que estava diabético, avisou que poderia ficar bom se cuidasse da saúde. Em menos de um ano estava com a glicose totalmente normalizada. “Acho que vocês não vão chegar à minha idade. Essa geração é muito descuidada”, dizia para seus netos. Meu avô exortava sem hesitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ficou cego e queria conversar na hora da novela, achávamos que podíamos enganá-lo, vendo televisão e fingindo que escutávamos o que dizia. Nada feito. “Você pensa que eu não sei que está prestando atenção nessa porcaria?” Odiava televisão, dizia-nos que aquilo acabaria com nossa vida espiritual. Ele nos dava conselhos de toda ordem, era impressionante como tinha sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última vez que encontrei com meu avô ele tinha passado mal e havia acabado de voltar do hospital. Disse que sua hora estava chegando e que estava muito feliz por saber que ia encontrar com o Senhor. Sentado no sofá, pediu que eu fizesse uma oração de ação de graças. Começou a glorificar o nome de Deus e a chorar. Minha tia veio da cozinha, temendo que o coração dele não agüentasse, mas ele foi firme até o final e orou: “Senhor, estou sentindo uma grande alegria espiritual. Ô coisa boa”. Foram as últimas palavras que ouvi de meu avô. Em seguida, foi dormir. Agora aguardo o dia em que nos reencontraremos e cantaremos juntos por toda a eternidade. Hoje, por causa dele, sei não apenas o que é graça, mas o que ela pode fazer em nossas vidas. Não há placas, coros ou ruas com o nome dele, mas sou testemunha viva de que sua pegada forte ajudou-me a caminhar junto com o meu Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*&lt;em&gt;Renata Cristina de Oliveira Tomaz &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-9161596073608137760?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/9161596073608137760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/9161596073608137760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/10/ele-me-ensinou-o-que-graa.html' title='Ele me ensinou o que é graça'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfmz3nwTGI/AAAAAAAAAUw/jZLW8bwzBcM/s72-c/ceu.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-1078739234165836843</id><published>2008-10-05T07:10:00.000-07:00</published><updated>2008-12-16T09:36:32.663-08:00</updated><title type='text'>Razão da esperança</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfnDTrSFcI/AAAAAAAAAU4/FHFRgLKFkGg/s1600-h/graca2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280443132122633666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfnDTrSFcI/AAAAAAAAAU4/FHFRgLKFkGg/s320/graca2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por toda parte, por todos os lados, ouvimos mensagens oferecendo a fórmula do sucesso. Consumo, viagens, prazeres, carreira e muitas outras coisas são oferecidas como passaportes para um projeto de vida agradável e boa. Todos somos incentivados a buscar o sucesso custe o que custar. Se no passado uma roupa valia alguma coisa quando colocada em meu corpo, hoje, se você não estiver com uma roupa de determinada marca, vai sentir-se nu, ainda que vestido. Se o seu carro não for aquele mostrado na glamourosa propaganda de TV, e mesmo se sua TV não for aquele modelo de plasma de 70 polegadas, sinto muito ao dizer isso, mas você não está sendo bem sucedido na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troca do valor do ser pelo valor de possuir, chamada ontologia, é uma das características desses nossos tempos. O ter é que empresta o valor ao ser, pois o ser já não vale muita coisa – na verdade, o sistema nos coloca como pouco mais que alguns números registrados em nossos documentos. Na crise de identidade que assola a sociedade hoje, procuramos nos apegar em algo concreto, de modo a ter garantia de que de fato existimos. Queremos, simplesmente, ser alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viktor Frank destacou que a vida não deve ser vivida sob a linha do sucesso-fracasso, mas na busca de um sentido, de uma razão. Ele foi confinado em campos de concentração na Segunda Guerra Mundial e sobreviveu a toda sorte de carências e maus-tratos. Ali, distante de tudo que costuma ser associado à felicidade – família, bens, liberdade –, buscava em Deus a sua razão de viver. Ele não procurava o imperativo da felicidade, mas simplesmente agarrava-se à esperança que lhe vinha do Alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo enfrentando problemas, sofrimentos e dramas, se colocarmos a razão de nossa esperança no Evangelho, poderemos experimentar na prática o que Jesus nos deixou como legado: “Deixo-vos a paz; a minha paz vos dou. Não a dou como o mundo a dá”. Paz, na Bíblia, não é sinônimo de ausência de perturbação, mas serenidade de espírito – ou, noutras palavras, o sentido de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo ainda nos ensinou que, tendo sustento e com que nos cobrir – ou seja, alimento e abrigo –, deveríamos ficar felizes. Esse é o mínimo que devemos esperar de Deus; o restante que temos é mais do que suficiente, é mais do que precisamos. Conte quantos pares de sapatos ou roupas você tem e verá que, provavelmente, possui mais coisas do que precisa. Aí, é só agradecer a Deus, em vez de ficar pedindo cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Lourenço Stelio Rega&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;é teologo, educador e escritor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-1078739234165836843?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1078739234165836843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1078739234165836843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/10/razo-da-esperana.html' title='Razão da esperança'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfnDTrSFcI/AAAAAAAAAU4/FHFRgLKFkGg/s72-c/graca2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-4119946652674752640</id><published>2008-09-15T17:10:00.000-07:00</published><updated>2008-12-16T09:38:10.409-08:00</updated><title type='text'>Discipulado de raiz</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfnahOrQYI/AAAAAAAAAVA/htWvo-_PV8g/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280443530897736066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfnahOrQYI/AAAAAAAAAVA/htWvo-_PV8g/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O primeiro título conferido por Jesus aos seus seguidores foi o de discípulos. Originalmente, eram doze os discípulos apóstolos. Depois, conforme o relato de Lucas 10, o número chegou a setenta e dois. No início da Igreja Primitiva, já eram 120, de acordo com Atos 1.15. Depois da descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, seu número cresceu para quase 3 mil discípulos, e logo chegariam a 5 mil. E a história do cristianismo estava apenas começando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que teria gerado tanto crescimento e avanço missionário há mais de 2 mil anos? Algumas respostas são claras e aplicáveis ainda hoje, em pleno século 21, para a prática de um discipulado eficiente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – O projeto original de discipulado foi muito bem implementado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao escolher seus seguidores, Jesus dependeu totalmente do Pai. A Bíblia nos informa que Ele passou muito tempo em oração na presença de Deus, buscando a sua direção. Até hoje, o processo de seleção é definidor do sucesso ou não do discipulado na igreja local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Jesus ficou à frente de seu projeto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo nunca confiou o comando da Grande Comissão a nenhum apóstolo, nem mesmo a Pedro, seu mais próximo colaborador. Ele implantou e permaneceu à frente da obra de discipulado enquanto viveu na Terra, por meio do Espírito Santo. Sem o Espírito Santo como encorajador e confirmador da vontade do Pai, tudo teria acabado no meio do primeiro século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Os discípulos de Jesus comprometeram-se com a obra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande mandamento aponta para o verdadeiro amor a Deus: de todo o coração, de todo o entendimento, de toda a alma e com todas as forças, conforme Marcos 12.30. A obra do Senhor aponta para a responsabilidade missionária individual e também coletiva, bem como para o cuidado com os novos na fé: “E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confia-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros” (II Timóteo 2.2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Os discípulos primitivos desejaram e buscaram enchimento do Espírito Santo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros seguidores de Jesus sabiam que, se não fossem cheios do Espírito Santo, deixariam brechas para Satanás. A orientação paulina fazia sentido para eles: “Não se embriaguem com vinho, que leva a libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito”. O testemunho narrado por Lucas em Atos 13.52 confirma a opção deles: “Os discípulos continuavam cheios de alegria e do Espírito Santo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maturidade cristã não acontece automaticamente. É preciso conversão, compromisso diário com Jesus, disciplina pessoal, coração suscetível ao ensino e genuína humildade para aprendermos uns com os outros. Este aprendizado relacional rumo ao progresso espiritual só é possível por meio de pequenos grupos, onde discipuladores e discipulandos se encontram a cada semana. Só experimenta o que Deus pode fazer quem se disponibiliza para tanto. E quando o varejo alcança qualidade, todo o atacado alcança maturidade. Nenhum fazendeiro cuida do seu cafezal no atacado; ele cuida bem de cada pé de café, e assim a sua safra fica garantida todos os anos. A Igreja do Senhor é semelhante a um rebanho. Cuidemos bem de cada ovelha e todo o rebanho de Jesus será saudável e multiplicador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Elmiro de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pastor, missionário de Servindo Pastores e Líderes (Sepal) e ministro de discipulado na Primeira Igreja Batista no Irajá, no Rio de Janeiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-4119946652674752640?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4119946652674752640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4119946652674752640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/09/discipulado-de-raiz.html' title='Discipulado de raiz'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SUfnahOrQYI/AAAAAAAAAVA/htWvo-_PV8g/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-7534942874479876330</id><published>2008-08-30T07:13:00.000-07:00</published><updated>2008-08-30T07:19:25.681-07:00</updated><title type='text'>Que avivamento é esse?</title><content type='html'>*************************************************************&lt;br /&gt;“Peça! Qualquer coisa que você quiser. Por exemplo, a sua casa própria. Mas não de qualquer jeito. Antes, pense como você a quer. Imagine-a como um sobrado no estilo casarão, pintada de branco, com janelas de madeira e um lindo jardim com rosas, margaridas e uma árvore frondosa, sob a qual é possível descansar deitado no verde gramado.” O pensamento pode não ter durado mais do que os 15 segundos que você levou para chegar até aqui. Mas certamente terá efeito duradouro. E quem garante isso não são os gurus do pensamento positivo. Na verdade, o que você acabou de ler acima é uma pregação que já pode ser ouvida nos púlpitos de muitas igrejas evangélicas brasileiras. Cada vez mais, ensinos e teorias tão diversificados quanto contrários à chamada ortodoxia – a teologia mais conservadora – mudam a cara do cristianismo brasileiro. Como a “visualização”, em que a pessoa projeta em sua mente aquilo que quer, essas doutrinas entram com extrema sutileza para satisfazer necessidades temporais. Em geral, estão intimamente ligadas a teorias contemporâneas, modernas e pós-modernas. O nome que recebem dentro das faculdades teológicas e templos, espelha bem a mistura: Teologia Narrativa, Teísmo Aberto, Teologia da Esperança, Ortodoxia Generosa, Teologia Quântica, Evangelho da Auto-ajuda. Enquanto seus defensores exaltam suas virtudes, afirmando tratar-se de uma renovação na Igreja, diversos especialistas alertam: realmente a religião, depois desses ensinos, não será mais a mesma. Mas isso, porque está se distanciando do cristianismo bíblico e rumando para a heresia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa caminhada, um dos casos mais emblemáticos é o do pensamento positivo. A fórmula simples - “pense, acredite, receba” -, apresentada no livro O Segredo pela australiana Rhonda Byrne, já conseguiu convencer multidões mundo afora de que é possível conseguir a cura de doenças, a realização de grandes paixões e adquirir jóias e fortuna como num passe de mágica. “No momento em que você deseja alguma coisa, e acredita, e sabe que já a tem no invisível, o Universo inteiro se move para deixá-la visível”, defende a própria Rhonda, que alega ter redescoberto essa “verdade” milenar junto a sábios, filósofos, cientistas e gente de sucesso. A febre causada pelo tal segredo é tamanha que mais de 2 milhões de cópias em DVD e outros 13 milhões de livros foram vendidos no mundo todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rhonda transformou-se no exemplo máximo da fórmula, sendo apontada como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time e amealhando uma fortuna estimada em US$ 50 milhões. Não é um caso isolado. Com roupagem científica e nome pomposo, a “lei da atração” hoje é divulgada por nomes como Esther Hicks, Michael Losier, Deepak Chopra em livros e filmes com nomes sugestivos do tipo Quem Somos Nós?. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tolice ou não, a questão é que, diante de tamanho sucesso, muitos cristãos se perguntam como algo assim não foi registrado nas páginas da Bíblia. E a surpresa maior vem ao encontrar teólogos que garantem que esse mistério divulgado por Rhonda Byrne e companhia não é tão antigo nem secreto. Pelo contrário, sempre esteve nas Escrituras. Só que agora ganhou nome: Teologia Quântica. “A visualização encontra paralelo na Bíblia quando Jesus manda pedirmos em seu nome e crermos que já o temos recebido. A grande diferença é que os proponentes do pensamento positivo afirmam que todos podem ter tudo que quiserem – felicidade, riqueza, saúde. Mas esquecem de algo essencial: se isso é da vontade de Deus”, explica o pastor Ed Gungor, em seu livro Muito Além do Segredo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez a diferença não seja tão grande como pareça. O recurso à tradição cristã é algo comum na auto-ajuda. Um dos “clássicos” do gênero, O Poder do Pensamento Positivo, de 1952, foi escrito por um pastor metodista, Norman Vincent Peale. No livro, Peale faz uma relação direta entre fé e prosperidade, com direito a outras tantas máximas da Bíblia como “se Deus é por nós, quem será contra nós?”, extraída da Carta aos Romanos. Já O Segredo é mais parcimonioso na citação das Escrituras, mas confunde-se com a Teologia Quântica quando tenta dar um verniz científico a suas proposições. Ambos são inspirados em teorias contemporâneas, como os estudos da Física Quântica. Segundo os cientistas, partículas subatômicas como os elétrons podem se apresentar tanto como ondas de energia como objetos muito pequenos. Depende do observador. Já seus movimentos são imprevisíveis: ele pode aparecer em um momento num lugar e no outro estar no lado oposto. Da mesma forma é o homem, que recebe de Deus o livre-arbítrio e a capacidade de mudar os projetos divinos pela oração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No afã de justificar suas posições, há até quem cite uma das mais famosas ilustrações da Teoria do Caos, segundo a qual uma borboleta que bate as asas no Japão pode causar, numa sucessão de eventos, um tornado no Brasil. Esse seria o efeito de uma oração feita com fé, ainda que pequena como um grão de mostarda. “Infelizmente, esse tipo de coisa é um grande erro cada vez mais enraizado nas igrejas. Os princípios são os mesmos do pensamento positivo, só muda o fornecedor que, em vez de ser o Universo, passa a ser Deus”, analisa Moisés Olímpio Ferreira, professor do Seminário Batista Nacional e do Instituto Betel de Ensino Superior (Ibes). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitas igrejas que já se adaptaram a preceitos da Teologia da Prosperidade e à confissão positiva – segundo os quais o fiel deve determinar ou “profetizar” sua benção –, esse tipo de ensino cai como uma luva. “Não dá para tratar como se fosse restrito a uma corrente doutrinária. Esse pensamento religioso espelha o mundo em que vivemos e, de maneira sutil, afeta denominações tradicionais, pentecostais e neopentecostais. Deus se tornou o cumpridor de nossos desejos e o púlpito um manual de auto-ajuda para ser feliz sem sofrimento”, observa Ferreira, antes de complementar: “Hoje, a preocupação da Igreja não deve ser tanto com a santidade, mas com a sanidade daquilo que está pregando e ensinando”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novas e velhas heresias &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Em mais de 20 séculos de história, a doutrina cristã sempre conviveu com as heresias, aqueles ensinos contrários a outros cujas origens remontariam ao próprio Jesus e seus apóstolos. Nos dois primeiros séculos, os gnósticos também tomavam a filosofia emprestada para ensinar que a matéria é má e negar a encarnação de Cristo, provocando muitas divisões entre os crentes. O sabelianismo surgido no século 3 é outra doutrina que causou confusão durante muito tempo ao afirmar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo eram apenas aspectos distintos de uma única pessoa. No século 4, foi a vez do arianismo dizer que Jesus era apenas uma criatura um pouco superior feita por Deus. Mais um tempo depois e o pelagianismo começou a propagar a tese de que o homem nasce neutro, sem justiça ou pecado, e que são seus esforços que determinarão para onde irá. A graça de Deus facilita a difícil tarefa da salvação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca, no entanto, houve tamanha profusão de ensinos heterodoxos de uma só vez, como na atualidade. Detalhe: a maioria divulgada de forma sutil, diluída em sensações e experiências. Velhas idéias como as gnósticas ressuscitaram devido à descoberta de textos antigos como O Evangelho de Judas e a romances pseudo-históricos como O Código Da Vinci. Somaram-se a outras como a do Teísmo Aberto, que ganhou nova roupagem. Apesar de ser um fenômeno com mais de três décadas, no Brasil alguns desses ensinos se tornaram mais populares depois do tsunami que devastou a Indonésia no final de 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, blogs de autores cristãos na Internet passaram a fomentar o debate: como um Deus amoroso permite a morte violenta de tanta gente? Para explicar a diferença entre esse atributo e o mundo real, a resposta encontrada foi que não é que Deus não queira salvar as pessoas, mas não pode. Apesar de ser todo-poderoso, ele criou o ser humano com liberdade. Para preservar isso, voluntariamente limita seu conhecimento do futuro, o que o impede de saber se alguns eventos vão acontecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em parte, ensinos desse tipo são uma reação ao determinismo e ao controle enfatizados ao extremo pelas grandes denominações protestantes. Surgido no final da década passada, o movimento conhecido como Igreja Emergente é talvez um dos mais representativos desse novo momento do cristianismo. Insatisfeitos com sua vida espiritual e cansados do controle, estrutura e tradição das denominações tradicionais, grupos passaram a se reunir em casas, restaurantes e cafés nos Estados Unidos buscando nessas comunidades novas formas de espiritualidade. Uma de suas principais peculiaridades é buscar a união em torno de ações e características apreciadas por todos nas diversas correntes, como pode ser visto em obras como Uma Ortodoxia Generosa, do pastor Brian McLaren. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que houve foi uma reação à direita cristã conservadora nos Estados Unidos. Porém, uma reação que vai contra a própria fé e não contra os abusos e erros cometidos. Como o Brasil tem tradição em assimilar rapidamente o que vem de fora, uma cultura da imitação, diversas lideranças têm incorporado às suas convicções o ideário da esquerda cristã dos EUA e de Europa”, explica o pastor e professor Paulo Romeiro, do Departamento de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Mackenzie, em São Paulo. São essas idéias que trazem a nova onda de liberalismo teológico. “Nem tudo é devido ao neopentecostalismo. O triunfalismo neopentecostal não consegue viver sem um Deus onipresente. Apresenta falhas de interpretação, mas não duvida da Bíblia”, completa ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Igreja brasileira, porém, não são apenas as novas teologias que ganham espaço. Os modismos, quase sempre carregados de ensinos estranhos, aparecem em profusão. Engana-se quem pensa em batalha espiritual ou no movimento G12 com suas variações da cura interior e a suspeitíssima regressão psicológica, como as últimas novidades teológicas por aqui. “A indústria do entretenimento é muito forte na Igreja. Algo bem típico é a invasão dos festejos juninos nesses últimos anos. Diversas igrejas já fazem o seu arraial de Jesus. A sociedade não comemora datas bíblicas, mas a Igreja comemora as datas da sociedade, inclusive as religiosas”, observa Romeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área musical é outra que enfrenta dificuldades com modismos. Se um bem ensaiado grupo de coreografia durante os momentos de adoração pode elevar a espiritualidade do público, sua repetição durante todo o culto causa distração e afasta a pessoa da mensagem. A invasão dos corinhos, que na maior parte das igrejas pentecostais e neopentecostais substituíram os hinos por canções com longas e pasteurizadas repetições, também é muito criticada. Sem falar no messianismo de algumas lideranças evangélicas, quase adoradas pelos fiéis, e na sempre problemática questão financeira. “Se houvesse algum modo de tirar o dinheiro da história, acredito que muitas igrejas simplesmente deixariam de existir”, diz Paulo Romeiro, acrescentando que falar sobre sofrimento, renúncia e mundanismo passou a incomodar os protestantes. “Sabemos reunir muita gente em eventos, mas não conseguimos reunir mais as pessoas ao redor da cruz. Costumo dizer que o problema do Brasil não é se curvar a Baal, mas a Mamon, o deus que simboliza as riquezas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crescimento qualitativo ou quantitativo? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nunca houve um crescimento tão expressivo dos evangélicos no Brasil como o que se observa no presente. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há pouco mais de 20 anos, quase 90% da população do país se dizia católica. Os protestantes eram inexpressivos. Na virada do século, o número de crentes já havia crescido consideravelmente e representava 16% dos brasileiros. Atualmente, segundo pesquisa do Instituto Datafolha, os evangélicos já chegam a 22% ou 40 milhões de pessoas. Desses, a grande maioria são pentecostais, com uma prática religiosa focada nos problemas do dia-a-dia e um forte proselitismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de evangélicos é ainda mais expressivo se consideradas apenas as periferias das grandes cidades, locais onde há mais pobreza e segregação racial. Nesses bolsões, 29% dos habitantes se declaram evangélicos, contra 55% que afirmam ser católicos. Se confirmados outros dados, dessa vez da fundação norte-americana Pew Forum, de que 45% dos pentecostais brasileiros se converteram a partir do catolicismo, a previsão é de que em menos de vinte anos, a maior parte do povo brasileiro seja evangélico. Por conta desses números, muita gente não duvida em afirmar que o Brasil passa por um grande avivamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será? “Estão distorcendo e banalizando o significado de avivamento. Na história, os avivamentos sempre trouxeram mudanças para a sociedade, como diminuição da violência e da corrupção. Não vemos isso no Brasil. Aqui, a influência evangélica na sociedade ainda é muito pequena. Temos um crescimento numérico, mas hoje vejo que o mundo tem influenciado mais algumas igrejas do que elas, o mundo”, aponta o pastor e jornalista assembleiano Silas Daniel, autor do livro A Sedução das Novas Teologias (Cpad), no qual critica os novos ensinos que estão entrando nas igrejas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que ainda não tenham chegado ao conhecimento do grande público, casos de igrejas e lideranças que adotam os modismos e novas teologias começam a preocupar os especialistas ouvidos por ECLÉSIA. “Há muitas aberrações doutrinárias e comportamentais que estão ocorrendo no meio evangélico. A qualidade da vida espiritual do brasileiro, em geral, não é boa. E onde está o problema? Basicamente na falta de ensino mais consistente da Palavra. Lideranças mal preparadas levam a rebanhos sem direção correta. Somos fortes para evangelizar, mas fracos para formar discípulos”, acredita Daniel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo, quando se falava em heresia, era quase automático se pensar em denominações que não seguiam a ortodoxia evangélica. Mórmons e Testemunhas de Jeová eram taxados como “seitas”. Doutrinas como a mariolatria – adoração a Maria -, a reencarnação e datas marcadas para a volta de Cristo eram automaticamente combatidas como grandes desvios. Os tempos mudaram. Com uma Igreja fraca em termos doutrinários e poderosa em marketing, está cada vez mais complicado dizer de onde vem o erro. “Existem desvios em toda parte, mesmo em denominações mais tradicionais há segmentos inteiros contaminados. Arrisco dizer que quase todas as igrejas estão infiltradas com doutrinas estranhas”, adverte Paulo Romeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Relativismo, pluralismo e hedonismo &lt;/em&gt;são formas de pensar da sociedade atual. Mas se o mundo realmente entrou na Igreja ao combater as verdades absolutas, impor o ecumenismo às custas da fé e incentivar a satisfação das necessidades pessoais, como a busca de enriquecimento sem sofrimentos, o que acontecerá com o cristianismo brasileiro? É difícil dizer, mas dificilmente acabará como acreditam os ateus. Porém, aquele levantado para salgar a Terra e iluminar o mundo também não será mais um grande movimento de massa. E, tomara, não se torne como em muitos países do mundo, que se dizem evangélicos, mas que precisam mesmo ser novamente evangelizados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Teologia Narrativa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ler e ainda interpretar a Bíblia são questões que dividem a humanidade há séculos. Além de ser uma obra literária com belas lições morais e um conjunto de histórias edificantes, ela também é normativa, ou seja, traz doutrinas imutáveis porque é a Palavra de Deus revelada? A questão pode parecer óbvia para muita gente, mas ultimamente vem sendo o motivo de acirrados debates. Em grande parte, por causa da polêmica Teologia Narrativa, que propõe que o livro sagrado não deve ser entendido como uma grande doutrina com sentido único, mas como uma narrativa devocional, que pode ser lida e interpretada sem maiores preocupações com regras hermenêuticas estabelecidas pelos mais conservadores. &lt;br /&gt;Inspirada na filosofia desconstrutivista surgida na França dos anos 1960, a Teologia Narrativa defende que a Escritura não é um código de consulta de verdades morais e eternas, mas a narrativa dinâmica de Deus. Seus principais defensores, o batista Hans Frei e o católico William Baush, evitam em suas obras conceitos que normalmente são usados para se referir à Bíblia, como autoridade, inerrância, infalibilidade, revelação, objetiva, literal e absoluta. Todas essas qualificações seriam extra-bíblicas, segundo eles. Isso porque não há uma forma única de interpretar cada texto. O sentido é dado a cada leitor pelo Espírito Santo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Teísmo Aberto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Teísmo Aberto ganhou força no Brasil depois do tsunami que destruiu a Indonésia no final de 2004. Com a mesma força com que a onda ceifou milhares de vidas, a indagação sobre como um Deus bom pode deixar que aconteçam coisas tão ruins assim deixou as salas de aula das faculdades teológicas e se disseminou em grupos de discussão e blogs na Internet. Apesar de seus postulantes dizerem que crêem na onipotência, na onipresença e na onisciência divinas, defendem que devido ao livre-arbítrio que concedeu ao homem, Deus limitaria esses atributos em nome do amor e da liberdade dados à sua criação. &lt;br /&gt;Com isso, também não conheceria todo o futuro, pois este dependeria das escolhas dos homens. Justifica essa crença com relatos bíblicos que afirmam que Deus se arrepende. Na realidade, nada disso é novidade. Desde que Pelágio ensinou que o homem pode ser santo por suas próprias forças nos primórdios da fé cristã, há defensores dessas crenças. A diferença é que agora o discurso está envernizado com tons piedosos. Afinal, não é que Deus não queria intervir para salvar os homens do tsunami. Ele não podia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Teologia Quântica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no dia-a-dia ciência e religião são como água e óleo, que não se misturam, não dá para negar a influência da Física Quântica nas reflexões teológicas nos últimos anos. Ao defender que a vida é mais do que o mundo material visível e que existem realidades que não estão presas às leis da Física Clássica, a Física Quântica atrai cada vez mais o interesse de grupos religiosos como budistas, espíritas e, agora, protestantes. Ao estudar as propriedades do átomo, os cientistas descobriram que partículas subatômicas como os elétrons podem se apresentar tanto como ondas de energia como objetos muito pequenos. Depende do observador. Já seus movimentos são imprevisíveis: ele pode aparecer em um momento num lugar e no outro estar no lado oposto. &lt;br /&gt;Influenciados por essas descobertas, os defensores da Teologia Quântica enfatiza bastante o livre-arbítrio humano. Por meio da fé e da oração, o homem pode influenciar Deus e fazê-lo mudar sua vontade. Como o pensamento positivo, a confissão positiva atrai bênçãos e vitórias, inclusive financeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Evangelho da Auto-ajuda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os evangelistas da auto-ajuda, a Bíblia é um aglomerado de histórias inspirativas e textos de auto-ajuda. Termos como pecado e arrependimento são normalmente evitados por seus pregadores que preferem enfatizar a prosperidade material e o decretar da benção. &lt;br /&gt;Um de seus principais representantes é Joel Osteen, pastor da Lakewood Church, na cidade de Houston, no Texas, Estados Unidos. Seu estilo sóbrio e pregação motivacional, principalmente na televisão, cativaram os norte-americanos e á começam a fazer seus primeiros adeptos em outros países. O sucesso é tanto que, em 2006, Osteen foi eleito o cristão mais influente das Américas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Escritores em xeque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há em comum entre , Brennan Manning e Brian McLaren? Além de todos serem autores de alguns dos mais festejados best-sellers cristãos da atualidade, todos são acusados de terem se enveredado pelo liberalismo teológico e mesmo de defenderem questões, digamos, pouco ortodoxas. De todos, o mais criticado tem sido McLaren, nome ainda pouco conhecido do grande públio no Brasil. O que não impede o autor de Ortodoxia Generosa, de influenciar várias lideranças e ser apontado com o principal nome de uma nova geração de teólogos. Justamente por defender uma união de esforços das diversas linhas teológicas cristãs para que a religião possa ser “sal” e “luz” no mundo, apontando virtudes que considera importantes em cada uma, McLaren começa a ser combatido como alguém que tenta relativizar os relatos das Escrituras. &lt;br /&gt;Apesar de serem grandes admiradores de McLaren e defenderem alguns pressupostos liberais, o problema com Yancey e Manning é outro. Yancey, autor de Maravilhosa Graça, O Jesus que Eu nunca Conheci e famoso por suas críticas ao cristianismo institucionalizado, tem sido criticado por apoiar os movimentos homossexuais. Manning enfrenta o mesmo problema. Elogiado por obras de impacto social como O Evangelho Maltrapilho e O Impostor que Vive em Mim, em que defende um estilo de vida simples como algo central para a fé cristã, chocou recentemente os norte-americanos mais conservadores ao afirmar que, na sua opinião, é possível conciliar a fé cristã e o homossexualismo. A resposta veio rápido: o escritor tem sido duramente criticado por falar em suas palestras da graça de Deus sem enfatizar a questão da mudança de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Marcos Stefano&lt;br /&gt;Jornalista da Eclésia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-7534942874479876330?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7534942874479876330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7534942874479876330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/08/que-avivamento-esse.html' title='Que avivamento é esse?'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-4818252053214190105</id><published>2008-08-18T09:21:00.001-07:00</published><updated>2008-08-18T09:30:18.654-07:00</updated><title type='text'>Eu jogo sal nas águas</title><content type='html'>*************************************************************&lt;br /&gt;Ocaso Isabella Nardoni foi um dos crimes de maior repercussão na história da crônica policial brasileira. O assassinato da garotinha de cinco anos, cujos maiores suspeitos são seu próprio pai e a madrasta, ainda não julgados, chocou o país e colocou na vitrine da opinião pública o trabalho da imprensa. Todos os jornais, revistas, emissoras de TV e de rádio, além de sites informativos, dedicaram grande parte de sua pauta à cobertura do crime do Edifício London, numa luta diária pela divulgação de informações em primeira mão. Em jogo, não apenas a obrigação de informar, mas também a tentativa, muitas vezes explícita, de envolver emocionalmente o público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os profissionais envolvidos no trabalho, o destaque foi para o jornalista Percival de Souza, da Rede Record de Televisão. Diariamente, por horas a fio, ele podia ser visto nos programas da emissora, informando e comentando os desdobramentos das investigações, com todos os detalhes do caso. Deu vários “furos” – o que, no jargão do jornalismo, é aquela notícia veiculada com exclusividade, o grande sonho de qualquer repórter. Na verdade, isso não é novidade na carreira de Percival, que já dura mais de quatro décadas e o consagrou como o principal repórter policial do país. Aos 64 anos, ele tornou-se referência em sua atividade não apenas pelas reportagens memoráveis que lhe valeram muitos prêmios, mas também pelos livros que escreveu. “Eu sei como é uma investigação, uma perícia. Então, graças a Deus, não preciso ficar prisioneiro da opinião de juiz, promotor, delegado ou advogado”, comenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menção ao nome de Deus não é mera retórica. Crente convicto desde a mocidade, Percival é daqueles que não abrem mão da fé, mesmo diante de confrontações. E, segundo ele, isso acontece o tempo todo no dia-a-dia de sua profissão. “Convivo de perto com o mundo cão, conheço bem a brutalidade humana. Esse envolvimento me estimula a conhecer cada vez mais a Bíblia e o Senhor.” Ligado à Igreja Metodista, da qual afastou-se recentemente, o jornalista freqüenta uma congregação presbiteriana e é muito requisitado para palestras em igrejas e congressos evangélicos. Nessas ocasiões, usa toda sua bagagem profissional e pessoal para estimular os cristãos a defender os direitos humanos e os valores éticos. Percival, que é colunista de ECLÉSIA há oito anos (ele assina uma coluna que leva seu nome), concedeu a seguinte entrevista à revista: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ECLÉSIA&lt;/strong&gt; – A morte brutal da menina Isabella Nardoni chocou o país. Como jornalista especializado na cobertura policial, o que você achou do trabalho da imprensa nesse caso? &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PERCIVAL DE SOUZA&lt;/strong&gt; – Na maioria dos veículos de comunicação, a cobertura foi feita sem merecer nenhum reparo – inclusive, pretendo me incluir nessa lista. Não há como confundir a abordagem de temas desagradáveis com uma certa assepsia da cobertura. Isso porque nós, jornalistas, entre outras coisas, somos seletivos. Esse caso foi particularmente chocante porque, além de a vítima ter apenas cinco anos, o próprio pai é o suspeito, junto com sua companheira. Você pode raciocinar de várias maneiras, inclusive algumas que não fazem parte do raciocínio da imprensa, e sim, do raciocínio cristão. Aliás, eu me senti ainda mais envolvido por ter uma neta com a mesma idade da menina morta. Durante a cobertura, eu sentia uma ira profunda das pessoas, principalmente quando o casal aparecia em algum lugar para depor ou era conduzido preso. Cheguei a comentar que tive a impressão de estar num novo coliseu, numa arena muito feroz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Seu trabalho se destacou bastante na cobertura do episódio. Com toda sua experiência, você teve dificuldades nas apurações?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Estou na área criminal há quatro décadas e esse crime exigiu a aplicação de todo meu know-how profissional. Se eu tive algum destaque nessa cobertura, quando era onipresente na televisão, foi fruto dessa experiência. Eu sei como é uma investigação, eu sei como é uma perícia – conheço necropsia, entendo como é a elaboração de um laudo... Então, graças a Deus, não preciso ficar prisioneiro da opinião de juiz, promotor, delegado ou advogado. Tive condições de interpretar, explicar e traduzir de forma didática o que estava acontecendo para um grande número de pessoas. Mas, em geral, existem dificuldades em se entender certos procedimentos, devido à pressa. A imprensa corre contra o relógio, pois quer apresentar uma grande novidade diariamente. Esse ritmo é exatamente o contrário da apuração, que exige calma, ausência de precipitação, equilíbrio, enfim, a busca de provas concretas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você se considera um jornalista à moda antiga?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Acho que sim, e vejo que profissionais desse tipo já são poucos, infelizmente. Para você ter uma idéia, no auge da investigação e antes da reconstituição do crime ser feita, eu consegui detalhadamente o conteúdo da apuração depois de um encontro com os policiais encarregados do caso. E consegui ouvi-los sem ser visto com eles, pois isso poderia ser interpretado como uma espécie de privilégio. Mesmo com toda a imprensa na porta do Distrito Policial, consegui entrar pela lateral, escondido, deitado no banco traseiro de uma viatura com vidros escuros. Fiquei lá duas horas e meia e saí do mesmo modo que entrei, sem ser visto. Estou contando isso, não para dizer que sou um super-jornalista – na realidade, procurei fazer o que um repórter teria que fazer num caso assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atuar na cobertura criminal o coloca, o tempo todo, em contato com o chamado “mundo cão” da brutalidade humana. Você já entrou em crise com Deus ou teve alguma dúvida em relação à sua fé?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Com relação a Deus eu nunca tive dúvidas – exceto na juventude, e por outras razões, quando o Brasil vivia um período de exceção na ditadura militar. Como eu tinha engajamento político, isso implicava em receber, de alguma maneira, doutrinação política, inclusive de tendências fortemente marxistas. Mas não abandonei a minha vida religiosa por causa disso; pelo contrário, aquele envolvimento me estimulou muito a conhecer melhor a Bíblia. Mas reconheço que, no cotidiano contemporâneo, é difícil você conviver com certos episódios. Se não fosse a formação religiosa que tenho, provavelmente não suportaria isso. Recentemente, estive com um delegado que está conduzindo uma investigação sobre uma rede gigantesca de pedofilia em São Paulo. Ele me mostrou algumas imagens em poder do pedófilo preso. Para resumir a coisa, há uma foto de violência sexual consumada contra um bebê de 27 dias. Isso é chocante! É difícil você olhar para alguém sob essa acusação e ficar impassível. O mundo em que eu vivo, profissionalmente falando, é exatamente isso que você citou na pergunta: um mundo cão. E olha que falo isso sem nenhuma depreciação à raça canina. Na verdade, eu acho que tenho uma armadura, como diria o apóstolo Paulo, para me proteger dessas coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual sua opinião acerca dos clamores da sociedade pelo endurecimento das penas previstas no Código Penal? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olha, eu sou um homem cristão, e vejo isso de uma maneira mais abrangente, mais profunda. A Bíblia diz que, onde está o nosso tesouro, aí estará o nosso coração. Dostoiéwski disse que a luta entre Deus e o diabo é permanente e acontece no palco do coração dos homens. Considero perfeita essa definição. As raízes do mal e suas expressões, como o crime e a violência, têm o seu nascedouro no coração humano. Nele palpitam sentimentos e emoções – de um lado, o bem, o amor, a caridade, a fraternidade, a esperança; sentimentos nobres, edificantes, cristãos. Em contrapartida, temos o ódio, a avareza, o ciúme, a ambição. Se você olhar a prática do crime, as origens são sempre as mesmas, porque são calcadas exatamente nesses sentimentos negativos. Nesse sentido, as leis humanas são extremamente frágeis. Sou contra a pena capital por várias razões. Se o marco zero de tudo isso foi o episódio envolvendo Caim, descrito no livro do Gênesis, fica claro que o próprio Deus é contra a pena de morte. Segundo o texto, o próprio Senhor fez um sinal na fronte de Caim, para que ninguém que o encontrasse o ferisse de morte por ele haver assassinado o próprio irmão. Também acho a prisão perpétua muito definitiva. A verdade é que há criminosos absolutamente irrecuperáveis, até por força de suas condições mentais – caso dos inimputáveis ou dos semi-imputáveis, por exemplo. Em resumo, não acredito na validade da antecipação da maioridade penal, faço reparos à previsão máxima de três anos para a internação de menores infratores, não admito a pena de morte e acho que existe, no mundo jurídico, outros mecanismos a serem aplicados em relação à prisão perpétua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É voz corrente que as prisões brasileiras são escolas de crime que não recuperam ninguém. O que você acha da atuação evangelística das igrejas no sistema penitenciário? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No mundo prisional, é preciso certa especialização em termos de trabalho religioso. Há que se conhecer aquele universo, quais são os personagens com quem se está conversando, ter noção do que essas pessoas fizeram, etc. Além de tudo, é proibido ser ingênuo dentro de uma prisão. De modo geral, essa presença religiosa é muito apreciada pelos detentos. É um conforto, um bálsamo, em um ambiente de desespero. Tratar o prisioneiro como ser humano exige muito esforço por parte de quem se propõe a fazer esse tipo de trabalho – mas é possível colher resultados surpreendentes. Eu entendo que hoje precisamos dessa consciência acerca da realidade prisional, e a partir disso, definir uma fórmula eficiente de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As igrejas têm atuado no combate à violência?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Acho essa atuação incipiente, porque isso exige, além de um conhecimento especializado, uma fé que se apresente de maneira muito sólida, muito convincente. Mas quando a Igreja consegue ter consciência dos seus limites e se aproxima de entidades e instituições que atuam bem, os resultados são ótimos. A Igreja de Cristo tem um papel que é exclusivamente dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reportagens investigativas costumam colocar o profissional em situações de risco. Você não teme pela sua vida quando se envolve em reportagens arriscadas?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Acho que Deus determinou um ofício, uma atividade para cada um de nós. Ele nos dá os dons e os talentos para serem cultivados e aprimorados. Algumas vezes, o trabalho exige sacrifícios. No caso do Tim Lopes, por exemplo [N.da Redação: Tim Lopes era jornalista da Rede Globo e foi assassinado por traficantes de uma favela no Rio de Janeiro em 2002, quando fazia uma reportagem sobre venda de tóxicos e prostituição infanto-juvenil. Ele foi torturado e teve o corpo queimado. Percival subiu o morro escondido na mala de um carro para apurar o crime, e parte dessa história é contada em seu livro Narcoditadura]. Confesso que fiz aquela apuração com muita raiva. Não sei se era a ira santa de que falam nas Escrituras. Eu tinha um relacionamento de amizade com o Tim e o que houve com ele foi muito brutal. Ele foi torturado, esquartejado, incinerado. Morreu devagar, e sofreu muito antes de morrer. Eu senti a necessidade de contar essa história e o faria de novo, se fosse necessário. Quando eu subi o morro, sinceramente falando, eu me senti protegido. Era como se Deus me falasse de uma maneira não convencional: “Vai que eu seguro”. Posso lhe garantir que eu senti isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então, a profissão é um ministério para você?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Não sei se posso dizer que é um ministério. Mas, de alguma maneira, é como amar o próximo como a si mesmo. É mais cômodo ficar em casa, fingindo que coisas assim não existem. Mas temos a nossa consciência, que eu defino como um lampejo divino. Também penso muito nas palavras de Lutero: “Não é bom para o cristão viver contra a sua consciência”. Então, acredito que esse trabalho possa ser uma forma de atividade ministerial, cumprindo tarefas que ajudem a salgar essa terra. Para mim, os indicativos bíblicos são claros. Por exemplo – o primeiro milagre de Eliseu, relatado nas Escrituras, foi salgar as águas do manancial que abastecia Jericó. Isso é muito forte, muito significativo, alentador e inspirador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você joga sal nas águas?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Procuro fazer isso. E haja sal! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual é o seu envolvimento com a Igreja? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante toda minha vida, eu tive um vínculo muito estreito com a Igreja Metodista. Ali, exerci todas as atividades que um leigo pode desempenhar numa igreja local, inclusive a superintendência da Escola Dominical e a direção da Faculdade de Teologia. Mas, por razões bem pessoais, eu resolvi fazer como Cristo fez – retirei-me um pouco para meditar, principalmente em torno de alguns fatos que aconteceram e que me aborreceram profundamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pode dar um exemplo?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Por exemplo: o órgão máximo decisório da Igreja Metodista decidiu estabelecer restrições ao relacionamento com os católicos. Não tenho dúvida nenhuma de que isso é absolutamente medieval. Certa vez, superintendendo a Escola Dominical, promovi uma aula magna tendo como convidado o Mário Sérgio Cortela, diretor do Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Segundo o Concílio Geral, não posso mais levar alguém como ele à minha igreja local. Isso é um absurdo, é inimaginável e inaceitável. Não é bíblico, pois a oração de Jesus foi para que todos sejamos um. Então eu pensei profundamente sobre esses fatos e achei que, pelo menos, aquele não era mais o meu lugar. Deus não tem endereço fixo, nem fica confinado num determinado local. Como não tenho absolutamente &lt;strong&gt;nada em termos de restrições aos católicos, me agrada também, de vez em quando, assistir à missa lá no Mosteiro de São Bento&lt;/strong&gt; e ouvir seu canto gregoriano. Esse período de meditação talvez até fosse necessário, porque eu passei a maior pare da minha vida em atividades docentes na minha igreja. Acho que chegou o momento de me dedicar a pensar, refletir, observar, ouvir. E tenho ouvido coisas muito interessantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale sobre sua formação religiosa.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Eu nasci em berço evangélico, num domingo, por volta das 20h. Portanto, minha mãe faltou a um culto para que eu nascesse [risos]. Tive formação religiosa dentro da igreja. Fui aluno de todas as classes de Escola Dominical. Então eu segui toda essa trajetória, exerci várias atividades, tive várias experiências, fiz muita coisa na igreja, pela igreja ou representando a igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E sua carreira? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro trabalho na área foi como repórter num jornal especializado em boxe, chamado Ringue, já extinto. Depois, fui para o jornal O Esporte que, como o nome diz, fazia cobertura esportiva. Mais tarde, atuei no jornal A Gazeta e dali, fui para a revista Quatro Rodas, cujo diretor era o jornalista Mino Carta. De lá passei para o Notícias Populares fazendo geral. Fiquei também um ano na revista Auto Esporte numa vaga aberta pela saída do Clóvis Rossi, que tinha ido para o Estadão. Por último, veio o trabalho no Jornal da Tarde. Além disso, fiz várias coisas em rádio, principalmente Eldorado, Gazeta e Capital. Em televisão, atuei na TV Cultura, na Globo – onde fiquei nove anos como comentarista – e, por último, na TV Record, onde estou há quase seis anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que você decidiu fazer cobertura policial? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Isso, na verdade, não foi uma coisa planejada por mim. Minha carreira está umbilicalmente ligada à história do Jornal da Tarde, de São Paulo. Eu sou da equipe que fundou o jornal, cujo diretor de redação era o Mino Carta. O grande Mino Carta! O Jornal da Tarde seria logo uma revolução na imprensa brasileira, assim como as revistas O Cruzeiro e Realidade, além do Jornal do Brasil. Resolvemos que todas as áreas iam ser cobertas de maneira diferente, inclusive a policial. E eu, que nunca tinha entrado numa delegacia, de repente recebo a missão do Mino de criar uma concepção, algo novo para essa editoria do jornal. Comecei muito timidamente, conhecendo aos poucos a organização policial. Devagar, fui desenvolvendo meu trabalho e buscando o aperfeiçoamento. Acabei me especializando em noticiário policial e – por que não dizer? – gostando disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é que você analisa o jornalismo evangélico que existe hoje no Brasil? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que, com as exceções que toda regra tem, esse jornalismo criou uma ficção: a aversão, em geral, aos meios de comunicação, pela religiosidade de alguns grupos – particularmente os evangélicos. A nossa tendência, de alguma maneira, é acobertar certas práticas. Nesse sentido, a ECLÉSIA é uma revista que, sem ser essa sua intenção, transformou-se numa espécie de oásis desse cenário, porque seu critério para a publicação de alguma matéria é jornalístico. Nós, jornalistas, temos o critério essencial de relatar fatos, de maneira que não haja dúvida nenhuma de que são fatos autênticos, de que o que relatamos não são peças de ficção – mesmo que esse fatos incomodem ou desagradem. Aliás, a imprensa não cria ou produz fatos; ela noticia os fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que leva as igrejas e suas lideranças a essa aversão pela imprensa?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;O fato de eu denunciar algo abominável envolvendo determinada pessoa ou determinado grupo não significa um ataque àquela pessoa, ou àquela organização religiosa. Estamos falando de fatos específicos. Muitas pessoas têm dificuldades em entender isso. Ora, se fulano de tal desviou dinheiro, se corrompeu, isso é um fato – claro, é preciso que haja a acusação, o processo criminal e, se for o caso, a prisão. E a imprensa precisa divulgar isso. Mas o corporativismo diz: “Ah, mas é fulano! É fulana! Onde já se viu falar isso? Não pode mexer com essa pessoa, ela é intocável”. Isso, para mim, é inaceitável. Nosso trabalho é secular, quanto mais numa atividade que mostra o desempenho de organismo religioso. Seria absolutamente inaceitável. Você não pode ter uma imprensa, inclusive religiosa, que seja omissa e covarde. Na maioria absoluta dos casos, quando se critica os meios de comunicação, eles estão corretos. O fato de você gostar ou não gostar do que aconteceu é uma outra coisa. Mas, se aconteceu, o que nós, jornalistas, vamos fazer? Brigar com os fatos? Brigar com a notícia? Por que sonegar isso? Pelo contrário. Eu acho que o pregador, o membro de ministério de igreja – o líder cristão, enfim –, deve ser muito consciente da responsabilidade e do compromisso que tem. Queira ou não, ele é vitrine. E essa vitrine não deve ser estilhaçada. Quando algo ruim acontece, é muito importante que o povo de Deus saiba disso.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Ornellas e Marcos Stefano&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REVISTA ECLÉSIA&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-4818252053214190105?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4818252053214190105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4818252053214190105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/08/eu-jogo-sal-nas-guas.html' title='Eu jogo sal nas águas'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2024579831759988042</id><published>2008-08-10T07:33:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T07:37:27.285-07:00</updated><title type='text'>Conhecer o hebraico é fundamental</title><content type='html'>***********************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É surpreendente observar como, nos dias de hoje, é comum ouvir tanta gente dizer tanta coisa com tanta certeza sem qualquer embasamento objetivo. Muitas vezes, grande parte do que é dito simplesmente não pode ser comprovado. Infelizmente, isso também é fato no contexto do ensino e pregação das Escrituras. Multiplicam-se os arautos de uma variada gama de mensagens, enquanto desaparecem os estudiosos da Bíblia. Um dos problemas mais surpreendentes é o desinteresse e o descaso pelo conhecimento do grego e do hebraico, línguas originais da Bíblia (sem falar do aramaico). É de conhecimento geral que a Palavra de Deus surgiu no contexto histórico do povo judeu. A verdade bem conhecida é que cerca de três quartos da Bíblia foram escritos na língua hebraica. E apesar de quase todo restante das Escrituras ter sido escrito em grego coinê, o raciocínio subjacente à ampla maioria dos documentos do Novo Testamento é nitidamente hebraico. Isso quer dizer que embora as palavras sejam gregas, o pensamento é semítico, hebraico. Portanto, sem dúvida alguma, se há uma língua e cultura importante para os estudos bíblicos conscientes e mais profundos, trata-se do hebraico. Podemos inclusive afirmar que, sem o conhecimento das línguas originais, não é possível construir uma boa teologia das Escrituras Sagradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa realidade indisfarçável, temos de reconhecer que existe motivo de sobra para que o cristão de hoje procure conhecer o hebraico bíblico. Nosso objetivo é relacionar nesse espaço pelo menos as razões mais importantes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Conhecer o hebraico é lidar com um tesouro lingüístico inestimável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento do hebraico bíblico nos permite, com bastante segurança, falar as mesmas palavras e frases que os antigos profetas e homens de Deus falaram nos tempos do Antigo Testamento. O hebraico é uma das línguas mais bem preservadas da história humana. Se Jeremias ou Isaías ressuscitassem hoje e fossem tomar um café em Jerusalém, certamente conseguiriam se comunicar. Estima-se que 70% do vocabulário do hebraico contemporâneo tem base etimológica na Bíblia. É um fenômeno lingüístico único. A língua possui uma sonoridade bonita, exótica e diferente. Embora o leitor não seja familiarizado com o hebraico, é possível sentir o som do primeiro versículo bíblico em Gênesis: Bereshit bará elohim et hashamaim veet haarets. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Conhecer o hebraico é uma viagem entusiasmada ao desconhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas têm receio de enfrentar um novo desafio. Todavia, a maioria de nós gosta de ver e experimentar novidades e tem curiosidade pelo que é bem diferente do cotidiano. O hebraico é um universo totalmente diferente. Aprender uma língua não é apenas trocar palavras de nosso vernáculo por outras com sons distintos. Uma língua é uma visão de mundo. Como dizia Hjelmslev, uma língua é um recorte no continuum amorfo da realidade. Ou seja, cada língua é uma interpretação da realidade. O hebraico é o exótico e o inusitado. Leva-nos a uma percepção de mundo muito distinta da tradição latina ocidental. As letras, por exemplo, são muito diferentes e parecem pequenas obras de arte. As consoantes são mais importantes do que as vogais, como se pode observar nas línguas semíticas. As vogais são pequenos pontos, que às vezes confundem o estudante de “primeira viagem”. Ao contrário da tradição ocidental, a língua hebraica é escrita da direita para a esquerda (sentido oposto ao do português). O vocabulário, as associações de idéias e a gramática são totalmente diferentes daquilo que conhecemos, por incrível que pareça há termos parecidos: a conjunção ou em hebraico é `o (ô). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Conhecer o hebraico significa conhecer uma cultura muito diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já mencionamos, as línguas humanas não possuem apenas palavras diferentes para as mesmas coisas. Na verdade, as palavras são uma expressão da cultura e do modo de ser peculiar de um povo. Algumas particularidades do enfoque semítico chamam a atenção. No hebraico, por exemplo, não existe gênero neutro como acontece no inglês. Tudo é dividido entre masculino e feminino; existe até mesmo o pronome você (masculino) e você (feminino). O verbo é conjugado de modo diferente se é um homem ou uma mulher que está falando. Se eu perguntar a um homem se ele fala hebraico, terei de dizer: atá medaber yvrit? Se a mesma pergunta for dirigida a uma mulher, deverá ser dito o seguinte: at medaberet yvrit? Idéias abstratas, comuns em línguas ocidentais como o alemão e o grego, são muito raras. O aspecto concreto prevalece no hebraico. A expressão bíblica “fazer uma aliança”, por exemplo, é literalmente “cortar uma aliança” em hebraico, fazendo referência à prática de cortar um animal ao meio quando se fazia um acordo ou aliança na antigüidade. É por isso que é impossível fazer uma tradução totalmente literal da Bíblia. Isso não faz o menor sentido! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Conhecer o hebraico é aprender a pensar de modo diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as tantas curiosidades da língua dos antigos patriarcas de Israel, vamos descobrir que o hebraico também é muito diferente do português e das demais línguas latinas por possuir um jeito e uma ordem de frase distintos. Geralmente a ordem é primeiro o verbo e depois o sujeito. Essa é a razão da inversão frasal presente nas traduções antigas da Bíblia em português. Outra característica interessante da língua hebraica é o seu aspecto conciso. A antiga língua dos hebreus usava poucas palavras para dizer muito. Os verbos de ligação são dispensados, os pronomes pessoais estão embutidos na maioria das formas verbais e algumas preposições e sufixos de posse aparecem anexadas aos substantivos. Diz-se muito com poucas palavras. Outra questão que merece atenção especial é o verbo do hebraico. Estamos muito acostumados com a idéia de tempo verbal em português. Dividimos tudo em presente, passado e futuro. Para muitos é surpreendente descobrir que o que caracteriza o verbo no hebraico não é principalmente o tempo do verbo, mas sim o modo da ação. O que mais importa é se a ação é acabada ou não. Em muitas passagens bíblicas somente o contexto determinará se o verbo deve ser traduzido no futuro, no presente ou no passado. Por isso, estranhamos traduções diferentes do tempo verbal da literatura poética do Antigo Testamento. Um exemplo dessa diferença pode ser visto no Salmo 15.2. Veja a tradução literal comparada com uma tradução contemporânea como a Nova Versão Internacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Conhecer o hebraico significa entender os termos teológicos da Bíblia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse conhecimento é muito importante para que não sejam ensinados conceitos mal elaborados e equivocados presentes até mesmo nas igrejas evangélicas. Os vocábulos hebraicos muitas vezes não possuem correspondentes adequados em português. O campo semântico das palavras é muito particular e até mesmo chega a parecer estranho para nós. Mais uma vez, deve-se destacar que uma tradução totalmente literal da Bíblia não teria sentido em português. Uma das palavras muito importantes do Antigo Testamento, por exemplo, é o termo Sheol, traduzido por Hades no grego do Novo Testamento. A tradução uniforme do termo não é adequada. Sheol refere-se de fato ao “mundo dos mortos” e, em muitos contextos do Antigo Testamento, o termo se refere concretamente à sepultura, já em outros textos a idéia é profundezas; há contextos poéticos onde o sentido é morte; mas em muitos textos a idéia de Sheol é mundo dos mortos (no NT Hades pode significar inferno em certos textos). Esse exemplo mostra como devemos ser criteriosos e cautelosos para concluir apressadamente muitas idéias sobre a Bíblia. É preciso ter base lingüística adequada. Quem poderia imaginar, sem o devido estudo, que a palavra Shalom, tão conhecida, significa muito mais do que paz. A verdade é que Shalom quer dizer também prosperidade, vida plena, segurança. Em cada contexto específico, a palavra pode ter uma nuança específica e deve ser traduzida de modo distinto. A idéia de paz subjetiva e psicológica não é o que predomina no hebraico. Em português essas associações não são claras. Quando um judeu cumprimenta o outro, ele pergunta: “Como vai a tua paz?” Paz, portanto, não é um termo simplesmente psicológico e emotivo, mas sim um termo concreto em relação à vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tais considerações, não há dúvida de que a Igreja Evangélica de hoje deve dar a devida atenção ao estudo das línguas originais da Bíblia, particularmente o hebraico. Especialmente em nossos dias quando muitos conceitos equivocados e mistificados são disseminados por quem conhece pouco do assunto, é mais do que necessário ampliar o conhecimento do povo de Deus no campo das línguas originais da Bíblia. Estude e conheça o hebraico bíblico. Segue uma boa bibliografia recomendada sobre o assunto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUSSO, Antônio Renato. Gramática Instrumental do Hebraico Bíblico. Vida Nova. &lt;br /&gt;AUVRAY, Paul. Iniciação ao Hebraico Bíblico. Gramática Elementar, Textos Comentados, Vocabulário. Vozes. &lt;br /&gt;BROWN, Driver &amp; Briggs. Hebrew-English Lexicon. Oxford. &lt;br /&gt;GENESIU, Kautzsch. Hebrew Grammar. Oxford Press. &lt;br /&gt;KELLEY, Page H. Hebraico Bíblico: Uma Gramática Introdutória. Sinodal. &lt;br /&gt;KIRST, Nelson. Dicionário Hebraico-Português e Aramaico-Português. Sinodal. &lt;br /&gt;KOEHLER,Baumgartner. Hebrew Lexicon. Brill, Netherlands. &lt;br /&gt;LAMBDIN, Thomas O. Gramática do Hebraico Bíblico. Paulus. &lt;br /&gt;MAYER, Rudolf. Gramática del Hebreo Bíblico. CLIE. &lt;br /&gt;MENDES, Paulo. Noções do Hebraico Bíblico. Vida Nova. &lt;br /&gt;MITCHEL, L. Estudos no Vocabulário do AT. Vida Nova. &lt;br /&gt;PINTO, C.O &amp; SAYÃO, Luiz. A Questão da Transliteração do Hebraico. Vox Scripturae IV, 1. &lt;br /&gt;SAYÃO, Luiz. Antigo Testamento Poliglota. Vida Nova-SBB. &lt;br /&gt;SCHÖKEL,L. A. Dicionário Bíblico Hebraico-Português. Paulus. &lt;br /&gt;SEOW, C. L. A Grammar for Biblical Hebrew. Abingdon Press. &lt;br /&gt;WALTKE, B. &amp; O’CONNOR, M. Introdução à Sintaxe do Hebraico Bíblico. Cultura Cristã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luiz Sayão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Teólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-2024579831759988042?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2024579831759988042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2024579831759988042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/08/conhecer-o-hebraico-fundamental.html' title='Conhecer o hebraico é fundamental'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2198760030650669107</id><published>2008-07-14T23:07:00.000-07:00</published><updated>2008-07-14T23:23:06.228-07:00</updated><title type='text'>"10 Ordenanças bíblicas que a igreja não cumpre!"</title><content type='html'>*************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1ª Orar.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;“... a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Is 56:7).&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça é o que menos se faz na igreja. Às vezes, se gasta mais tempo com anúncios e outras atividades que orando; a própria reunião de oração está comprometida. Além disso, durante o culto, algumas orações feitas são litúrgicas, o tipo de oração que Jesus chamaria de oração repetitiva, e nós de reza. Criticamos os católicos por causa da ladainha, mas nós mesmos estamos incorrendo no mesmo erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2ª ministrar às viúvas e aos órfãos.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1:27). “Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas” (I Tm 5:3).&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma ênfase divina com respeito às viúvas e os órfãos em toda a bíblia. Sim, Ele é o pai dos órfãos e marido das viúvas, mas a eles ministra através da igreja. Em I Tm 5:9, Paulo indica que havia um registro das viúvas. Para que seria esse registro? Apenas para constar na ficha de membro, ou para que a igreja assumisse a viúva e dela cuidasse (At 6:1)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3ª Fazer coletas para os santos necessitados.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;“Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam coletas quando eu chegar” (I Co 16:1, 2).&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia se tira oferta para tudo, principalmente para a importante reforma do templo. Eu não sou contra tirar ofertas para suprir uma necessidade, contanto que seja plausível, mas, existe um templo mais importante para se aplicar o dinheiro: os santos necessitados, que são os verdadeiros templos de Deus, tendo em vista, que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. São santos porque foram separados, e a santificação é para a habitação de Deus nos santificados. Enquanto os grandes projetos da igreja são levados a cabo, o projeto divino de suprir financeiramente os santos fica para trás. O que adianta ter uma igreja bonita e, paralelamente, estar cheia de membros necessitados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4ª Partilhar o pão&lt;/strong&lt;strong&gt;&gt;.”E a multidão o interrogava dizendo: que faremos pois? E, respondendo ele, disse-lhes: quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira” (Lc 3:10, 11). “E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister – necessidade” (At 2:44, 45).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Certa vez eu estava ministrando a Palavra e parafraseei o que João, o batista, disse em Lc 3:10, 11. Declarei: “Quem tiver dois carros, reparta com quem não tem; quem tiver vários imóveis, procure um irmão necessitado para doar...”. No final da Palavra (fiquei sabendo depois), uma pessoa bem sucedida financeiramente da minha igreja procurou um de meus pastores e disse: “O que o Arthur falou é um absurdo! Quando Deus toca no meu coração eu abençôo”. Olha, deixa eu te dizer uma coisa, se eu vir meu irmão necessitado e Deus ainda tiver que tocar no meu coração é porque eu estou ainda muito endurecido! “Quem, pois tiver bens no mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as entranhas, como estará nele o amor de Deus (I Jo 3:17)?&lt;br /&gt;     É bom lembrar que a distribuição era feita segundo a necessidade de cada um, e não apenas um quebra-galho; o problema era resolvido. A igreja primitiva não fazia uso de paliativos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5ª Não extinguir o Espírito (I Ts 5:19).&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O termo extinguir tem vários sentidos, entre eles, sufocar, apagar, limitar. Esse sufocamento tem dois níveis. O nível congregacional e o nível individual. O sufocamento em nível congregacional é promovido por aquele que dirige o culto. Existe uma herança litúrgica romana muito forte dentro da igreja de Cristo, a partir da fusão da Igreja com o Estado em 313 a.D. Os cultos na igreja primitiva eram espontâneos. Um tinha salmo, outro doutrina, outro revelação, profecia, cântico espiritual, etc. A partir da referida data, o culto passou de espontâneo a litúrgico. Uma metodologia engessada foi introduzida e os cultos foram se tornando frios até chegarem ao que hoje conhecemos por missa. O culto passou a ser fruto da mente e não algo gerado pelo Espírito de Deus. Quando o Espírito Santo consegue aquecer a igreja e esta começa a responder à Presença de Deus com adoração, línguas e orações espontâneas, o dirigente diz: “Amém; amém. Aleluia, amém”. Na verdade, o que ele está falando é: Espírito Santo fique quieto, afinal, está na hora da mensagem, que por sua vez, também costuma ser fruto do treinamento. A noiva é arrancada violentamente dos braços do Noivo em nome do programa a ser seguido. A prédica é perfeita! Os recursos homiléticos e hermenêuticos garantem a precisão exegética e expositiva da mensagem, só não conseguem produzir a unção necessária para satisfazer as almas famintas. Que pregação nossa pode substituir o que o Espírito Santo está fazendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      A extinção do Espírito nesse nível é um câncer tão severo que em 24 de Agosto de 1662, dois mil ministros puritanos foram excluídos dos seus púlpitos pelo Ato de Uniformidade, baixado pelo Parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como A Grande Ejeção. A religião oficial era a Igreja Anglicana, e forçava os puritanos a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Eles preferiram o silêncio à transigência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O sufocamento em nível individual é o fruto do sufocamento em nível coletivo. O novo crente não é ensinado a andar no Espírito. Ensinam a ele como a denominação funciona, e não como o reino de Deus funciona. Quando é tocado particularmente pelo Espírito no banco, ou no púlpito, se sente inibido, afinal, se eu levantar as mãos e começar a adorar a Deus fora do período de louvor ou se sentir vontade de me prostrar ao Senhor no corredor no meio da mensagem, o que as pessoas vão falar de mim? Se eu começar a dançar perante a Arca, Mical pode me reprovar (II Sm 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Alguém vai contra argumentar dizendo que o culto precisa ter ordem. Eu concordo. Nosso Deus é um Deus ordeiro, mas quando Paulo fala da ordem do culto em I Co 14, ele não está falando de liturgia. Ordem e liturgia são duas coisas diferentes. A liturgia está fora da ordem de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6ª Apascentar o rebanho de Deus.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;“Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constitui bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20:28).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Existe uma falta extraordinária de pastores. As ovelhas estão, literalmente, se virando, e como a ovelha é um animal desprovido de inteligência, come qualquer coisa, bebe em qualquer fonte, vai com qualquer um. Os pastores têm se tornado profissionais do púlpito e empregados da igreja. A agenda está sempre cheia, mas de compromissos secundários: administrativos e sociais. Enquanto isso, as ovelhas disputam um lugar na fila para terem uma conversa de 30 minutos com o seu pastor, pois só atende uma vez na semana e tem várias ovelhas para entrar em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Eu tenho um trauma que chamo de trauma de tempo. Já estou sendo curado, mas reconheço que ainda falta. Minha esposa é uma mulher incrível, não existe ninguém igual a ela, mas nós estávamos passando um momento muito difícil no casamento e estávamos sendo aconselhados por um casal de pastores. Numa segunda-feira, eu fui me aconselhar, e, subitamente, no meio do aconselhamento ele disse: “Tenho que preparar a mensagem para o culto amanhã“. Ainda era hoje, e ele não percebeu que tinha uma ovelha quebrada diante dele (Ez 34)? Isso sem falar que muitos pastores não cuidam nem da sua vida espiritual, como vão cuidar de outros? Ninguém pode dar o que não tem; ninguém leva ninguém aonde não tenha ido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A tarefa de cuidar um do outro não é só pastoral (I Co 2:25 b), mas o ofício pastoral tem a unção primeira, e o pastor é o responsável por espalhar essa unção sobre os outros membros do corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7ª Adorar a Deus com palmas e danças. “Batei palmas todos os povos, aclamai a Deus com vozes de triunfo” (Sl 47:1). “Então a virgem se alegrará na dança, como também os jovens e os velhos juntamente; e tornarei o seu pranto em alegria, e os consolarei, e lhes darei alegria em lugar de tristeza” (Jr 31:13).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;     O então do versículo 13, diz respeito ao resgate do versículo 11. Ora, não é motivo de alegrar-nos com palmas e danças pelo grande livramento que Ele nos deu? Eu não estou falando de dança do grupo de coreografia, estou falando da dança da noiva. Algumas igrejas parecem trocar a Palavra de Deus pelos seus próprios costumes, que são estranhos ao céu. Talvez, as bíblias usadas nessas congregações faltem esses versículos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8ª Viver uma comunhão genuína. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17:21).&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Alguns pastores não permitem que suas ovelhas se misturem com outras, esquecem-se que todas as ovelhas pertencem a Jesus; e há outros pastores de pastores, que não aprovam um relacionamento mais próximo com líderes de outras congregações, são os exclusivistas; os donos do céu! Isso é hipocrisia. Por que então participam dos Conselhos de Pastores? Só existe um rebanho, um Pastor, um corpo. Muitos membros na verdade, mas um só corpo. Todos fomos identificados com Cristo no batismo e comemos o mesmo pão e bebemos o mesmo cálice (com exceção de algumas Igrejas Batistas que só servem a ceia para seus membros, deixando assim de ser a mesa do Senhor para ser a mesa da Igreja Batista). Fomos batizados no mesmo Espírito e bebemos do mesmo Espírito. Jesus disse que é pela unidade que o mundo vai reconhecer o amor de Deus. Estamos dando lugar a Satanás. Quando isso vai acabar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9ª Reconhecer os ofícios outorgados por Cristo para a edificação do corpo. “E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outras para evangelistas, e outras para pastores e doutores” (Ef 4:11).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Algumas igrejas simplesmente ignoram este texto, eliminando alguns ofícios e, por incrível que pareça, instituindo outros. Algumas igrejas ignoram e atacam os apóstolos, pois entendem não há sucessão apostólica. Olha, deixa-me esclarecer uma coisa, a ordem apostólica que se encerrou foi a dos apóstolos de fundamentação, da qual Paulo foi o último, mas o Espírito Santo continua ungindo apóstolos. Você conhece Andrônico e Júnias, parentes de Paulo? Pois é, não faziam parte dos treze, mas eram notáveis entre os apóstolos (Rm 16:7). Os evangelistas também andam sumidos, os profetas então, nem se fala! Alguns chegam até a dizer que isso não existe mais. Na minha bíblia, pelo menos, encontro alguns exemplos neotestamentários como Ágabo, que inclusive profetiza à moda antiga, véterotestamentária (At 11:27, 28; 21:10, 11; Jr 13:1-9), e os líderes da igreja em Antioquia (At 13:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Quando os cinco ofícios não são reconhecidos pela igreja, o corpo sofre, pois são esses ofícios que garantem a unidade da fé e o amadurecimento do corpo. “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4:12, 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Mais uma coisa. Por que só pastores são remunerados pela igreja e têm o privilégio de servir ao Senhor em tempo integral? Parece-me que os mestres também deveriam gozar dessa benção divina (Gl 6:6). E os outros ofícios? Não diz a Escritura que não se deve ligar a boca do boi que debulha (I Tm 5:18)? Só os pastores debulham? Ou não diz a Escritura que aqueles que administram o que é sagrado comem do templo, e aqueles que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar (I Co 9:13)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10ª Tratar o pecado antes de adorar. “E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para a expiação do pecado e um carneiro para o holocausto” (Lv 16:5). &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O holocausto era o sacrifício de adoração, e nunca era oferecido antes do ofertante ser purificado pelo sacrifício de expiação. Pois adoração sem santidade não é aceita no céu. Nós começamos o culto pelo fim. Primeiro adoramos, depois, dependendo da mensagem, confessamos os nossos pecados a Cristo. A Palavra tanto é um espelho que revela as nossas mazelas como um lavatório onde podemos branquear nossas máculas. A pergunta é: Deus aceitou a adoração que foi oferecida antes de nós nos olharmos no espelho e visitarmos o lavatório? A adoração perfumada é a adoração arrependida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Se alguém cuida ser profeta ou espiritual,&lt;br /&gt;reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor,&lt;br /&gt;mas se alguém ignora isto, &lt;br /&gt;que ignore.”&lt;br /&gt;I Co 14:37,38&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arthur Alexandre Costa Pereira &lt;/strong&gt;- Bacharel em Teologia/ O Arthur foi meu prof. de Introdução Bíblica no seminário Ceforte em Petrópolis.Excelente caráter,como costumo a dizer:&lt;strong&gt; um servo inútil&lt;/strong&gt;!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-2198760030650669107?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2198760030650669107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2198760030650669107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/07/10-ordenanas-bblicas-que-igreja-no.html' title='&quot;10 Ordenanças bíblicas que a igreja não cumpre!&quot;'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-1161579375065028249</id><published>2008-07-08T15:59:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T16:04:07.599-07:00</updated><title type='text'>O Cargo de Pastor em Questão</title><content type='html'>*************************************************************&lt;br /&gt;Creio que a raiz da insatisfação com o modelo de igreja atual reside no seguinte fato: O modelo de igreja cristã estabelecido por Cristo e praticado por seus apóstolos e discípulos no primeiro século foi deturpado ao longo da história do cristianismo. Os reformadores conseguiram recuperar parte do que foi destruído, mas deixaram muito por fazer. O modelo eclesiástico adotado pelas igrejas protestantes hoje não é o modelo que foi estabelecido por Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das inúmeras “deturpações” católicas não reformada pelos protestantes quero continuar comentando sobre a figura do pastor remunerado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo de comunidade cristã estabelecido no primeiro século era orgânico e não organizacional, hierárquico e clerical. Isso significa que cada membro tinha ativa participação em ministérios relacionados com os seus dons e vocação. Embora os apóstolos que viajavam fundando igrejas pudessem vez ou outra receber alguma contribuição financeira, não havia o cargo de pastor local remunerado. Os crentes trabalhavam de forma voluntária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pastores protestantes são uma reminiscência da divisão clero/leigo estabelecida na igreja católica. Embora os reformadores tenham restaurado o conceito de “sacerdócio universal de todos os crentes” dentro de um aspecto soteriológico (um crente não necessita mais de intercessão de um sacerdote humano para ser salvo), os reformadores falharam em estabelecer este conceito num aspecto eclesiológico (a figura de um pastor local remunerado caracterizando o clero continua vigente no modelo eclesiástico dos protestantes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pagar um homem para ser o pastor da igreja acaba tendo consequências danosas não só para a igreja como para o pastor e sua família. Manter um pastor remunerado implica quase sempre num aumento da expectativa dos membros em relação a sua performance. Espera-se que o pastor seja proficiente no exercício de todos os ministérios (ensino, pregação, visitação, assistência social, aconselhamento familiar, estabelecimento de novas comunidades em locais não alcançados, etc...). Não há tal homem com tantos dons: Alguns tem dom de pregar, outros de estabelecer novas igrejas, outros de dar aconselhamento. Quando os membros percebem que o seu pastor não tem todos estes dons acabam vendo suas expectativas frustradas. O pastor percebe esta frustração e tenta absorver as críticas de maneira a proteger seu emocional, sua família e seu emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse não era o projeto original de Deus. Ele idealizou a igreja como uma entidade orgânica composta por vários membros no mesmo nível hierárquico e colocou Cristo como o cabeça da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor seria se o modelo eclesiástico do Novo Testamento fosse novamente adotado. Cada membro poderia exercitar melhor os seus dons, reconhecer sua responsabilidade no corpo eclesiástico e se estribar apenas na liderança de Jesus Cristo. Isso evitaria toda esta insatisfação com a casta pastoral que temos observado atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Ricardo Nicotra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-1161579375065028249?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1161579375065028249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1161579375065028249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/07/o-cargo-de-pastor-em-questo.html' title='O Cargo de Pastor em Questão'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-1869200342636513542</id><published>2008-07-01T21:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T21:35:18.910-07:00</updated><title type='text'>O QUE EU TENHO APRENDIDO COM A PRÁTICA?</title><content type='html'>Teoria e prática são duas coisas que embora sejam distintas, estão muito ligadas entre si. A prática é o objetivo da teoria, no ministério, a prática serve para confirmar ou destruir nossas teorias, serve para nos fazer aprender a cada dia mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática ministerial tenho aprendido que querer agradar as autoridades é na verdade uma grande bobagem e ilusão, o reconhecimento dos superiores passa a ser conseqüência de quando damos o nosso melhor a Deus e o buscamos servi-lo e agradá-lo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática tenho aprendido a enojar a postura de alguns que ao receberem um pouco de poder já se sentem superiores aos demais, tenho aprendido que a humildade é a melhor opção e que quando a praticamos é como se o Senhor derramasse constantemente de sua graça sobre nós e nos sentimos melhor com a gente mesmo, a arrogância é na verdade a camuflagem da incompetência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática tenho aprendido que o pastor tem que ter cheiro de ovelha, sua atenção e seu carinho precisam estar voltados a elas, pastor que tem cheiro de pastor precisa na verdade, ser pastoreado e não pastorear;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática tenho aprendido que as soluções mais eficazes são as mais simples, que muitas vezes as soluções fantásticas são formas de nos portarmos independentemente do que Deus quer buscá-lo é a solução;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática tenho aprendido que o poder de Deus é o diferencial, diferencial este que fez a Igreja Primitiva impactar o mundo de sua época sem estratégias magníficas, como os grandes shows, os mega-eventos, mas, sim com o discipulado bíblico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática tenho aprendido que o radicalismo extra-bíblico não leva a lugar nenhum, e que o contrario disso não significa negligencia quanto ao erro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática tenho aprendido que ficar a mercê dos números é vender o próprio ministério, que a saúde de alguns é mais valiosa que muitos doentes que abarrotam os bancos de nossas Igrejas sem encontrar adequado tratamento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática tenho aprendido a valorizar os fieis trabalhadores e os que têm zelo pela obra de Deus o suficiente para criticarem uma conduta errada em detrimento dos bajuladores de plantão, interessados neles mesmos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tenho aprendido muito mais com a prática que com a teoria e uma dessas coisas é que a hora de falar e a hora de calar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YEHOSHUA HAMASHIACH ADONAI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pr. Jansen Racco &lt;br /&gt;Pastor da Igreja Metodista Wesleyana no Castelo São Manoel (Petrópolis) e na cidade de Santana do Deserto (MG). Professor do CEFORTE - Petrópolis nas cadeiras de GEOGRAFIA BÍBLICA E HISTÓRIA ECLESIÁSTICA. BACHAREL em Teologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pr. Jansen foi meu professor de Geografia Bíblica, um excelente carácter!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-1869200342636513542?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1869200342636513542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1869200342636513542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/07/o-que-eu-tenho-aprendido-com-prtica.html' title='O QUE EU TENHO APRENDIDO COM A PRÁTICA?'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-8655264193553238121</id><published>2008-06-23T21:04:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T21:10:55.630-07:00</updated><title type='text'>Graça Preveniente – Uma Visão Wesleyana</title><content type='html'>*************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo comum sobre o qual nós como teólogos evangélicos opinamos é importante, e discutir na área de nossos acordos é de grande valor. Apesar de concordarmos que a Palavra de Deus é infalivelmente verdadeira, nossas mentes falhas muitas vezes viajam em caminhos divergentes na tentativa de alcançar a verdade. A comunhão cristã, então, é baseada mais no amor e no entendimento que na completa concordância em todas as doutrinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão ocasional de algumas de nossas diferenças também se revela útil visto que recebemos um melhor entendimento uns dos outros. Conhecer e apreciar a visão do outro, sempre quando um não concordar com o outro, constrói o amor cristão e a comunhão no Espírito Santo. Esta é a razão para este artigo sobre a graça preveniente ter sido preparado. É esperado que este esforço traga um maior entendimento das diferentes ênfases em círculos Wesleyanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A graça preveniente é a graça comum ou universal. John Wesley usou a palavra “preveniente” que em seus dias significava “vir anteriormente.” Esta graça que vem antes da salvação é dada a todo o homem. Wesley escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as bênçãos que Deus tem concedido ao homem são de Sua simples graça, doação ou favor; Seu favor gratuito imerecido; favor completamente imerecido; não tendo o homem direito à menor de Suas misericórdias. Esta é a graça gratuita que “formou o homem do pó da terra, e soprou nele uma alma vivente e imprimiu em sua alma a imagem de Deus, e pôs todas as coisas sob seus pés.” Esta mesma graça gratuita continua para nós nestes dias, vida, respiração e todas as coisas. Não existe nada que somos, tenhamos ou façamos que justifique a mínima coisa das mãos de Deus. “Todo nosso trabalho, Tu, ó Deus, tens feito em nós.” Estas, portanto, são tantos mais exemplos de gratuita misericórdia: qualquer integridade que possa ser achada no homem, isto também é dom de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A graça preveniente é revelada no providencial cuidado de Deus por todas as Suas criaturas. Paulo reconheceu isto quando disse: “porque nEle vivemos e nos movemos e temos existido” (At 17.28). O homem caído no pecado teria finalizado a graça providencial de Deus por ele se não existisse o gracioso plano de redenção. Agora, para o homem caído, aquela graça continua a fluir a fim de completar o divino propósito da redenção. Existe continuidade entre a graça providencial para todos e a graça que orienta para a salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Wesley, a própria existência da humanidade era dependente da graça de Deus. Tivesse o castigo pela queda de Adão no pecado acontecido sem misericórdia, Adão teria morrido e a humanidade perecido com ele. Assim, a vida física propriamente dita e todas as bênçãos resultantes dela são um direto resultado desta graça. A graça de Deus está em todo homem, não no sentido de haver nascido com ele, mas de ser “infundida” nele. Ao ímpio é dado na mesma medida um conhecimento de Deus e uma consciência que carrega a indicação do certo e do errado. Wesley escreveu que o “primeiro sinal real do bem vem do alto tanto quanto o poder que o conduz até o fim.” É Deus quem “infunde todo bom desejo” e ainda o acompanha e o segue. Assim, um homem pode ser de um compassivo e benevolente espírito, ser amável, gentil, ter classe, fazer boas ações e sempre atender a igreja. Tudo de bom resulta da graça preveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta graça contém todas as qualidades atribuídas à graça comum pelos Reformadores. O Dr. M. Eugene Osterhaven em seu excelente artigo sobre a “Graça Comum” descreve a obra geral da graça de uma maneira muito similar ao entendimento Wesleyano da graça preveniente. A graça comum, de acordo com o artigo, “restringe o pecado de forma que a ordem é mantida e a cultura e a integridade são promovidas.” Deus faz isto refreando o pecado na vida do indivíduo e da sociedade. “Deus por Sua providência reprime a teimosia de nossa natureza de manifestar-se em atos externos.” O Dr. Osterhaven vai mais além em salientar que a graça comum habilita o homem a fazer algo bom. Deus não tem desamparado completamente a humanidade, mas continua a lhe dar abundante evidência de Sua compaixão. O homem é habilitado a fazer certas coisas boas por causa da providência geral e benção de Deus em direção a todo homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os ensinamentos da graça comum e da graça preveniente tenham muito em comum, a diferença essencial é vista no ponto onde a graça comum e a graça especial são entendidas pelos Calvinistas como essencialmente diferentes. Os Wesleyanos ensinam que a graça preveniente leva à graça salvadora, prepara para ela, habilita a pessoa a adentrar nela. A diferença entre as duas para os Wesleyanos seria em grau e não em tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ela é ministrada através do Espírito Santo. Freqüentemente a graça é vista como um favor imerecido de Deus, o que de fato é. Mas esta graça é também vista ser um poder operativo de Deus na vida dos homens. Por esta razão, existe uma relação fechada entre a atuação do Espírito Santo e a graça de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um recente livro intitulado With the Holy Spirit and With Fire, de Samuel M. Shoemaker, enfatiza este aspecto da graça muito claramente. Dr. Shoemaker escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso nEle como o centro vagueante de toda a atividade de Deus no mundo. Ele é o Inspirador de toda a verdade – filosófica, científica, prática, tanto quanto a espiritual. Ele é o Criador de toda a beleza, seja ela canalizada através de instrumentos dignos ou não... Ele é o Autor de toda verdade em toda parte – é dEle o conhecer e o dispensar. Ele está em toda obra de misericórdia, em toda boa e gentil vida, em toda reconciliação entre pessoas ou grupos ofendidos, em toda elevação do espírito de pessoas postas à prova ou em sofrimento. Em tudo de bom que os homens parecem fazer, encontraremos uma mão invisível a agir em motivação a isto e dando graça para conduzir isto continuamente. No mais obscuro e pior dos homens, qualquer centelha de bondade subsistindo para ser tocada, ela é o Espírito Santo. Ele é mais penetrante que o éter. Ele é Deus em Sua total extensão, muito engenhoso e muito hábil nos mais vastos aspectos. Ele é Deus em Seu mais exato e íntimo aspecto. Em Sua própria gentil maneira, Ele está tomando a iniciativa conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se concordamos com o Sr. Shoemaker em toda a sua afirmação ou não, suas idéias são instrutivas. Antes que manter que o bem encontrado no homem à parte da salvação é uma bondade restante da queda do homem, o Arminianismo-Wesleyano sempre ensinou que Deus sobrenaturalmente restituiu a todos os homens uma porção do Seu Espírito Santo através da graça que flui do Calvário. O Dr. L. M. Starkey em seu estudo sobre a Teologia Wesleyana enfatiza o fato de que Wesley identificou a graça de Deus com o poder do Espírito Santo na vida humana. Qualquer bem achado no governo ou em qualquer pessoa seria um resultado da presença do Santo Espírito de Deus. Visto que Ele é o Espírito da verdade, então qualquer verdade que venha para a humanidade, até mesmo à parte do Cristianismo, é um resultado do Espírito Santo. De fato, algum conhecimento de Deus é infundido na mente dos homens pelo Espírito Santo. A própria existência da lei natural bem como sua aplicação, até mesmo pelos homens sem Deus, não pode ser separada da obra do Espírito Santo. Desta maneira, uma quantidade de graça é ministrada a todos os homens pelo Espírito Santo de Deus, tendo eles a Escritura ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Ela leva à salvação. Embora os Wesleyanos possam consentir que tudo o que é afirmado para a graça comum pode também ser afirmado para a graça preveniente, todavia eles defendem que o propósito primário da graça preveniente não é restringir o pecado e dar bons desejos e bênçãos ao homem; esta graça é dada a fim de levar os homens ao arrependimento e à salvação. O propósito primário de Deus em permitir a existência da raça humana é trazer os homens à salvação. Wesley escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por admitir que todas as almas dos homens estão mortas no pecado por natureza, isto não justifica ninguém, visto que não existe nenhum homem no estado de mera natureza; não existe nenhum homem, a não ser que tenha extinguido o Espírito, que esteja absolutamente vazio da graça de Deus. Nenhum homem vivo é inteiramente destituído do que é vulgarmente chamado de consciência natural. Mas isto não é natural: é mais apropriadamente chamado, graça preveniente. Todo homem tem uma maior ou menor quantidade desta, que não espera pelo convite do homem. Todos têm, cedo ou tarde, bons desejos; embora a maioria dos homens sufoque-os antes deles poderem enraizar-se ou produzir algum fruto considerável. Todos têm alguma quantidade dessa luz, algum fraco raio lampejante que, cedo ou tarde, mais ou menos, ilumina todo o homem que vem ao mundo. E todos, a não ser que ele seja um dos poucos cuja mente está cauterizada com ferro quente, sente mais ou menos incômodo quando age contrário à luz de sua própria consciência. De forma que ninguém peca porque não tem graça, mas porque não faz uso da graça que tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wesley não teve dificuldade em descrever a queda do homem em termos bem sombrios. A queda corrompeu a natureza humana e tornou o homem completamente destituído de qualquer glória moral com que foi criado. Por natureza, o homem está completamente caído. O pecado original envolveu o homem em culpa e o expôs à ira de Deus. A ira de Deus descansou sobre a raça humana por causa do pecado de Adão. Por natureza, todos são filhos da ira. Mas enquanto Wesley viu este lado negro e escuro do homem, ele também viu essa graça preveniente dada a todo homem, e lançando fora a pena pelo pecado herdado de Adão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa da graça de Deus, nenhum homem será punido pelo pecado de Adão. A todo homem é dado um novo começo através da graça. John Fletcher insistiu que, por este dom gratuito a todo homem, Deus tem garantido incondicional perdão para o pecado original. Eldon Fuhrman afirma que, por este entendimento da justificação de todo homem pela graça de Deus, Wesley admitia a excessiva pecaminosidade do pecado original com seu completo castigo de um lado e, do outro lado, exaltava a obra expiatória de Cristo. “Isto o absolveu da fraqueza dos Semi-Pelagianos, que negavam a completa força do castigo; e também o salvou das extremas conclusões para a qual a liderança federal de Adão tinha sido levada.” Surgindo deste benefício da graça preveniente, existe a doutrina de que todas as crianças que morrem na infância são redimidas através da graça gratuita de Deus e todas as outras pessoas que são incapazes de fazer escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A salvação inicia com a graça preveniente e continua até a glorificação final. Wesley escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A salvação começa com aquilo que é geralmente chamado (e muito apropriadamente) de graça preveniente: incluindo o primeiro desejo de agradar a Deus, a primeira aurora de luz relativa à Sua vontade, e a primeira efêmera convicção de ter pecado contra Deus. Tudo isto implica alguma tendência em direção à vida; algum grau de salvação; o início da libertação de um cego e insensível coração, completamente inconsciente de Deus e das coisas de Deus. A salvação continua pela graça convincente, geralmente chamada na Escritura de arrependimento: que traz uma maior quantidade de conhecimento próprio, e uma mais completa entrega do coração de pedra. Depois experimentamos a própria salvação cristã; segundo a qual “pela graça” “somos salvos por meio da fé;” consistindo das sublimes ramificações, a justificação e a santificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a salvação do homem é dependente da resposta do homem, pela graça preveniente, à graça salvadora de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ela proporciona responsabilidade pessoal. Apesar de algumas pessoas que dizem ser Wesleyanas mostrem-se Semi-Pelagianas, ninguém, com exatidão, pode acusar John Wesley de cair nesta categoria. Como já relatado, ele descreveu a queda do homem em termos muito negros. Por natureza, o homem não recebe nada que seja bom. De fato, ele é completamente inabilitado a fazer uma boa escolha de qualquer tipo através da natureza. Ele é livre, mas livre só para fazer o mal e a seguir no caminho do pecado. Da natureza ele não recebe nenhuma sugestão de bondade dentro de si mesmo. Não existe bom desejo que venha por meio do nascimento. Ele é totalmente depravado e totalmente inabilitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra esta negra figura, entretanto, Wesley então dá lugar à graça preveniente fluindo na vida de toda pessoa. É o poder do Espírito Santo de Deus erguendo esse indivíduo acima do que ele havia recebido por meio do nascimento e criando nele um início de vida que o guiará para a vida além, se ele responder a este. Neste sentido toda pessoa tem um grau de vida divina não herdada no nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, então, a verdadeira liberdade do homem vem pela graça. À parte da graça preveniente, o homem não poderia ter nenhuma liberdade, exceto liberdade para o mal. Não existiria nenhum poder nele mesmo para escolher o bem ou para até mesmo conhecer o bem. A graça preveniente providencia tanto o incentivo para seguir o bem, o conhecimento do bem e até mesmo o poder para escolher o bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por esta razão que se pode atribuir ao homem o poder para fazer sua própria escolha no que diz respeito à salvação. O próprio poder para fazer esta escolha vem da graça de Deus. Com o poder de escolher a salvação vem também a oferta da graça salvadora. Mas o homem ainda é capaz de rejeitar a salvação oferecida a ele. A graça que é providenciada não é irresistível. O homem pode reagir à graça favoravelmente, segui-la e ser salvo ou ele pode rejeitá-la, colocar-se longe dela, e achar-se mais e mais escolhendo o mal de sua própria natureza. Desta maneira, o homem propositadamente peca em rejeitar a graça dada a ele, ou ele pode viver obediente pela graça que lhe foi dada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wesley não atribuiu ao homem um poder natural para fazer boas escolhas, nem ensinou que a escolha de uma salvação individual dependia completamente de Deus. O homem tem uma inabilidade total que é somada à gratuita graça de Deus. Ele faz uma escolha correta pela graça que Deus tem dado a ele. A habilidade para escolher é uma habilidade graciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta graça dada a ele, o homem pode cooperar com Deus. Wesley fixa a verdade “sem mim, nada podereis fazer” ao lado das palavras “posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (Fp 2.12, 13). Então, ele proclama “Aqui a maldição é dissolvida! A luz penetra, e as trevas desaparecem.” Deus uniu estes dois, e não deixa que ninguém os separe. Wesley descreveu a reação do homem a esta graça como segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto nós podemos... concluir a absoluta necessidade desta reação da alma (ou como quer que se chame) a fim da continuação da vida divina nela. Pois claramente se percebe que Deus não continua a agir na alma a menos que a alma reaja a Ele. Deus nos guia, de fato, com as bênçãos da Sua bondade. Ele nos amou primeiro e manifestou-se a nós. Enquanto estamos, não obstante, muito distantes, Ele nos chama para si mesmo, e ilumina nossos corações. Mas se nós, então, não amarmos Aquele que nos amou primeiro; se não atendermos à Sua voz; se voltarmos nossos olhos para longe dEle e não atentarmos para a luz que Ele derramou em nós; Seu Espírito não lutará sempre: Ele gradualmente se retirará, e nos deixará às trevas de nossos próprios corações. Ele não continuará a soprar na nossa alma a menos que nossa alma respire em direção a Ele novamente; a menos que o nosso amor, e súplica, e graças voltem-se para Ele, como um sacrifício com o qual Ele se agrada bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está uma forma de sinergismo entendida no meio de um monergismo. Inicialmente Deus age e depois que sua ação começa, então é possível ao homem cooperar com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Ela preserva o sola gratia e o sola fide. O modo no qual o sola gratia é preservado pode agora ser visto. Visto que o homem nada podia fazer sobre sua própria salvação até mesmo no sentido de responder a ela, exceto através da graça que é inicialmente dada a ele por Deus, então, sua própria reação a essa graça é da graça. Embora a graça não seja a causa de sua correta reação, ela certamente é a razão pelo qual ele reage a Deus e se entrega à mais graça. Quando a salvação final é obtida, uma pessoa pode olhar para trás e dizer, “Foi a graça que me trouxe ao lar.” Tal graça dispensa toda idéia de algum mérito humano por qualquer ato que o homem tenha consumado, até mesmo sua ação de livre-escolha em crer para a salvação. Todo o mérito é através da graça de Deus, em Jesus Cristo, o nosso Senhor. Neste sentido é somente pela graça que o homem é salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a idéia do sola fide é preservada. A graça preveniente, na verdade, dá mais lugar ao sola fide do que pode ser encontrado nos decretos eternos. Wesley não pôde entender por que seus amigos Calvinistas acusaram-no de não ensinar o “pela fé somente.” Isto o incomodou consideravelmente até o dia que um súbito pensamento atravessou sua mente. Ele o expressou desta maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei perplexo quando um pensamento cruzou minha mente como um tiro, o qual resolveu a questão de uma vez. Esta é a chave: aqueles que afirmam “todos estão absolutamente predestinados para salvação ou para perdição” não vêem nenhum meio-termo entre a salvação por obras e a salvação por decretos absolutos. Segue que, qualquer que nega a salvação por decretos absolutos, fazendo assim (de acordo com suas percepções) afirma a salvação por obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nisto eu verdadeiramente acredito que eles estão certos. Tão adverso como uma vez estive ao pensamento, após mais consideração, eu admito que não há, não pode haver, nenhum meio-termo. A salvação é por decreto absoluto, ou é (num sentindo bíblico) por obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wesley declarou que nenhum dos dois pode ser por fé, pois o “Decreto incondicional exclui tanto a fé quanto as obras.” Se a salvação é pelo decreto de Deus, então ela não pode ser pela fé como uma condição para a salvação. Os Wesleyanos acreditam que a graça preveniente capacita a pessoa a se arrepender e crer, e visto que o homem pode rejeitar ou aceitar mais graça, sua salvação é dependente de sua fé em Cristo, não de um decreto eterno, e esta fé é uma atividade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, então, a graça preveniente não só restringe o pecado no homem, mas eleva todo homem ao ponto da salvação. Ele pode, por esta graça, escolher maior graça que o guiará para a salvação, ou ele pode rejeitar a graça. Assim, a salvação é “pela graça por meio da fé,” e todo o plano é dom de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-8655264193553238121?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/8655264193553238121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/8655264193553238121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/06/graa-preveniente-uma-viso-wesleyana.html' title='Graça Preveniente – Uma Visão Wesleyana'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-7702432626214425862</id><published>2008-06-10T20:44:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T20:55:22.904-07:00</updated><title type='text'>O SEGREDO NÃO CONFESSADO DE PAULO</title><content type='html'>* * * * * * * * * * * * *  * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *  * * * * * * * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espinho na carne e carne no Espinho! Que problemão! Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo disse que teve grandes visões e revelações espirituais—foi levado ao Paraíso e ouviu o que ninguém ouve e sabe contar—, e que por causa disso foi-lhe enviado da parte de Deus um mensageiro de Satanás para que o esbofeteasse, a fim de que o apóstolo não se ensoberbecesse com a grandeza das coisas que a ele estavam sendo reveladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pediu a Deus três vezes para ficar livre daquele “espinho na carne”. &lt;br /&gt;O Senhor, todavia, não o removeu, tendo apenas dito a Paulo “a minha Graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que espinho era esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente boa já fez considerações sobre o assunto. O espinho de Paulo já foi sua conjuntivite crônica, já foi a perseguição dos judaizantes, já foi o ter que trabalhar a fim de sustentar seu ministério, já foi o estilo calamitoso e desassossegado de vida que o acometeu, já foi a sua não aceitação pela Igreja de Jerusalém, já foi muita coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da década de setenta, nos Estados Unidos, e depois na década de oitenta, no Brasil, o espinho de Paulo ganhou outro “diagnóstico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li e ouvi pessoas tentando convencer o público do contrário. No auge da Teologia da Prosperidade, com seus líderes anunciando uma era na qual a fé rehma curava tudo e que quem não ficasse curado era porque não cria, o espinho de Paulo deixou de ser associado a qualquer forma de doença ou debilidade física ou financeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo não podia mais ficar doente e só passava privações por deliberação própria. Gostava! Virara o super-homem de Friedrich Nietzsche. Nem o próprio Nietzsche acreditaria que Paulo se tornou o super-homem dos cristãos, superior ao super-homem de Zaratustra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que Paulo, agora, não tinha mais permissão para adoecer. Seria falta de fé. Afinal, como poderia ele curar se estava doente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo onde o poder é do homem, somente seres absolutamente sãos podem transmitir saúde. Afinal, o dom não é da Graça, mas uma virtude desenvolvida pelo super-homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o espinho na carne de Paulo deixou de ser qualquer coisa anteriormente relacionada a ele, tornando-se, assim, qualquer coisa, menos uma doença física—psicológica ou afetiva, nem pensar!—, mas não foi identificado como nada objetivo. Apenas se sabia que Paulo tinha um “espinho na carne”, mas não devia ser tão “importante”, pois Deus não quis removê-lo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo a afirmação apostólica de que o espinho tinha finalidades terapêuticas não foi mais levada em consideração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo ensoberbecer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais!—bradam os santos mais santos que Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, vão desespinhando a Paulo por uma única razão: Para nós a Graça não basta e o poder não se aperfeiçoa na fraqueza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa “graça” só basta como confeito ao bolo de nossas próprias virtudes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa “nossa graça” não gera humildade e dependência ao Senhor, mas arrogância e autonomia em relação a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse “poder” só se aperfeiçoa como status atribuído ao sucesso das virtudes da “fé” obstinada e que chega onde quer porque assim determina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse “poder” gera seres malévolos e essa “fé” pode até colocar o individuo onde ele quer, mas não o põe onde Deus deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que se entenda o que aconteceu a Paulo não se tem que saber o que aconteceu com ele—mas em sua vida interior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para sabermos do que se trata, basta que olhemos para nós mesmos. Boa parte do tempo que se gasta tentando saber informações históricas sobre o “espinho histórico” de Paulo, rouba-nos o tempo da viagem para dentro de nós mesmos, onde o fenômeno se repete, ainda que exteriormente ele tenha outra cara, talvez diferente da de Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três princípios que precisam ser entendidos a fim de que se compreenda acerca do que o apóstolo está falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O princípio das polaridades: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À toda virtude humana—se assim pudermos definir o que não nasce em nós, mas vem de Deus—corresponde um pólo desvirtuoso. &lt;br /&gt;Assim, é a abundancia do pecado que faz superabundar a Graça. &lt;br /&gt;Ou seja: é porque a mulher da noite escura havia se dado em muitos falsos amores—na vivencia de sua própria carência—, que agora ela ouve o elogio do Senhor dizendo que ela “muito ama”. &lt;br /&gt;Tanto amor! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e o que havia dentro dela? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os produtos daquela mesma virtude já tinham tido cara de leviandade, promiscuidade e vagabundagem—para os expectadores, como o fariseu dono da casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, sempre que se vir grandes virtudes pode-se saber que existe o equivalente polar dentro do mesmo ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí grandes “revelações” se fazerem acompanhar de “mensageiros de Satanás” a fim de equilibrar o bem em nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há em nós equilíbrio nem para se viver o bem absoluto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada absoluto pode ser dado a um ser caído. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrompe-o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoece-o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O faz cair da Graça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único absoluto que não se corrompe num mundo caído é o Absoluto do amor de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, esse é o mundo caído. E nele muitas vezes é do abismo que somos catapultados aos céus mais elevados na Graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O principio da corruptibilidade de qualquer poder sem fraqueza: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo poder num mundo caído, corrompe—quanto mais todo-poder! &lt;br /&gt;Não apenas o poder político, econômico, intelectual e cultural corrompem e se tornam instrumentos de controle e soberania, mas até mesmo as virtudes do poder ético, da moral, da santidade e da própria sabedoria—quanto mais a revelação! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é que todos os homens que manifestaram o poder de Deus na Bíblia tiveram que viver em fraqueza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder de Deus sem fraqueza gera o diabo no ser. Transforma o “Querubim da Guarda” no “Acusador dos Irmãos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o bem da própria alma o ser tem que conhecer, sem poder realizar tudo o conhece; saber, sem atingir tudo o que discerniu; alcançar, sem poder dizer que chegou lá sozinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que tem que ser num mundo caído! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O princípio da Graça só opera como Graça produtiva na fraqueza: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem que a Graça se manifesta na fraqueza, não é e nem há Graça. Pois, nesse caso, a virtude humana e a gloria, é de quem pensa que conseguiu por conta própria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a Graça cresça em nós nunca pode haver dúvida acerca de pelo menos duas coisas: a primeira é que “não vem de nós”; e segunda é que “não vem de nós para que ninguém se glorie”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então alguém pergunta: Por que? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, digo eu: é que eu sou como eu sou e você é como você é! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você poderia se imaginar como um ser todo-poderoso e, ainda assim, essencialmente bom? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que algumas pequenas conquistas aparecem no horizonte mais banal—não importa se promoções ou se revelações—e o individuo já começa a mudar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega ao ponto em que a pessoa já fala de si mesma como se fosse uma “terceira pessoa”, um ente diferenciado dele—como se eu só me referisse aos meus gostos como “o pastor Caio gosta disso”—e que passa a ser tratado como o santo do próprio “santo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando eu sou o santo de mim mesmo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder nas mãos do homem tem que se fazer exercer com espinho na carne. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Graça na vida humana tem que ser experimentada em fraqueza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do contrário, o ser se converte em diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, aprende-se que é melhor ter revelações e ainda assim ter que se conviver com o mensageiro de Satanás que nos esbofeteia, que ter apenas cogitação de poder humano e de sabedoria humana, sem qualquer espinho na carne!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pior: sem também ter a satisfação de ouvir Jesus dizer: “A minha Graça te basta, pois o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Não se tem que achar o espinho, ele nos acha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se tem que procurar a fraqueza, ela existe em nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se tem nem que falar no assunto, ele tem voz própria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo é aceitar o fato e não deixar de buscar conhecer todos os andares dos céus dos céus, sabendo que não é a minha virtude que me leva tão alto, mas a Graça que usou a minha fraqueza para revelar tanto, a quem antes de tudo já sabe que não tem do que se gloriar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espinho na carne de Paulo interessa muito pouco saber qual era. Interessa mesmo é saber que ele tinha que estar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev.Caio Fabio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto extraído de http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-7702432626214425862?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7702432626214425862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7702432626214425862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/06/o-segredo-no-confessado-de-paulo.html' title='O SEGREDO NÃO CONFESSADO DE PAULO'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-654545547670773922</id><published>2008-05-31T16:55:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:38.795-08:00</updated><title type='text'>"Uma Viagem ao Caldeirão da Idolatria"</title><content type='html'> &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206706442599787058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SEHv7Fjl6jI/AAAAAAAAAK0/KDqBmyPi2H4/s400/caldeirao.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;"Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o SENHOR, vosso Deus" (Levítico 26.1).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Enquanto estacionávamos nosso carro ao lado do hotel, na cidade do Juazeiro do Norte, observávamos que apesar das fortes chuvas de janeiro que tinham caído nos últimos dias, o céu azul-anil com nuvens brancas não tardou em reaparecer no Cariri cearense. Após o check-in, subimos para o primeiro andar e, ainda no corredor, caminhando em direção ao nosso apartamento, pude avistá-la ao longe, branquinha, lá no topo da Serra do Horto: era a estátua do renomado padre cuja vida estudei nas últimas quarenta madrugadas. Esse homem foi o motivo de minha esposa e eu termos viajado 615 quilômetros, do Recife até o Juazeiro do Norte, onde passamos quatro dias pesquisando junto aos seus romeiros e investigando in loco um pouco mais sobre a vida desse "santo padre do Juazeiro".&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sacerdote católico era de baixa estatura, pele clara, olhos azuis, acompanhado sempre de seu cajado, usava uma batina preta e um chapéu redondo da mesma cor. "Foi detentor de um fortíssimo carisma, sobre as massas populares".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é esse homem-ídolo? Ninguém menos do que o padre Cícero Romão Batista (1844-1934), mais conhecido por estas paragens como o "Meu Padrinho Padre Cícero", carinhosamente chamado de Padim Ciço, uma das pessoas que mais marcaram a história e a vida do povo nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Juazeiro do Norte: Santuário da Idolatria ao Padre Cícero&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Viveu menino pobre às margens do rio salgadinho, cresceu na ribanceira o homem santo de Cristo. Seu nome percorre veredas no sertão pernambucano, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Bahia. O Ceará exalta o nome do seu filho mais querido. No altar dos santos divinos é um deus-menino jamais esquecido. E quem é ele? E quem é ele? É o padre Cícero Romão, do Juazeiro do Norte, meu padim, sua bênção&lt;/em&gt;!". (Trecho da canção "Deus Menino", Chico Silva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizada a cerca de 540 quilômetros ao sul de Fortaleza, Juazeiro do Norte é a segunda maior cidade do Ceará, com cerca de 250 mil habitantes. Sustenta-se do turismo religioso que atrai centenas de milhares de fiéis do "santificado" Padre Cícero. Durante algumas épocas festivas, a cidade chega a receber dois milhões de romeiros, vindos de todo o Brasil, e alguns do exterior, só para ver, fazer um pedido ou adorar esse mito nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na residência que foi do Padim Ciço, hoje transformada em Museu Padre Cícero, nossa guia turística contou-nos que o pároco costumava relatar para seus amigos mais íntimos que a cidade do Juazeiro do Norte era santa e enfeitiçada. Dizia que, caso houvesse uma guerra, um manto cobriria toda a cidade, deixando-a invisível aos olhos dos inimigos que nunca conseguiriam atacá-la. Pensei: Puxa, essa coisa de manto deixando objetos e pessoas invisíveis é típico da série Harry Potter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diariamente, igrejas, monumentos, praças, procissões, novenas, peregrinações e missas louvam, agradam e idolatram o "Meu Padim Padre Ciço."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As romarias ao Padre Cícero são vantajosas para todos. A Igreja Católica, os empresários, os políticos e todos os setores da sociedade juazeirense são beneficiados pelo grande fluxo de dinheiro trazido pelos consumidores desse sacerdote que literalmente abarrotam as ruas e praças dessa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem do Padim Ciço é reverenciada e está à venda em cada esquina, seja em suvenires, fotografias, chaveiros, chapéus, esteiras, chinelos, jarros, pôsteres, cerâmicas, talhas, bolsas, broches e muitas outras bugigangas. O artesanato é uma das principais atividades do Juazeiro e também gira em torno do Padre Cícero. Encontra-se imagens do padre em miniaturas e até em tamanho natural. Elas estão em pé ao lado das portas de entrada de centenas de residências e de muitas lojas, sem mencionar as de cera no Museu Vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os telefones públicos têm um formato de um cajado com um chapéu redondo preto(foto). Certa noite, durante o jantar, um dos gerentes do hotel nos revelou que naquele estabelecimento havia sessenta funcionários fixos e quase trinta porcento deles tinham como seu primeiro nome Cícero ou Cícera.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SEHxhVjl6kI/AAAAAAAAAK8/mLfHRi6a3k0/s1600-h/caldeirao02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206708199241411138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SEHxhVjl6kI/AAAAAAAAAK8/mLfHRi6a3k0/s320/caldeirao02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Padre Cícero está presente em cada recôndito desta cidade, semelhante a O Grande Irmão, do clássico 1984, de George Orwell, a observar todos os habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também vimos algumas estátuas do Padrinho Ciço espalhadas pela cidade: no alto da Serra do Horto há uma monumental, toda em concreto, de 25 metros de altura, sendo 17 metros de estátua e 8 metros de pedestal. Na então Praça Almirante Alexandrino de Alencar, hoje Praça Padre Cícero, na região central da cidade, há uma em bronze em tamanho natural (inaugurada pelo próprio Padre Cícero em 1925).[2] Na frente da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde o pároco está sepultado, há mais uma protegida por uma caixa de alvenaria com vidro na frente. No jardim diante do edifício Balcão SEBRAE há mais outra em tamanho natural...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quesito de quantidade de monumentos a uma só pessoa, Juazeiro do Norte é a Ashgabat* brasileira e o Padre Cícero Romão Batista é o Saparmurad Niazov do Cariri. E no quesito de devoção cega ao seu líder espiritual, Juazeiro do Norte é a Teerã nordestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo a cidade entregue à idolatria, pudemos sentir um pouquinho do incômodo que o apóstolo Paulo sentiu ao visitar Atenas (Atos 17.16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;As Romarias ao Juazeiro do Norte&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Do mundo inteiro vão pro Juazeiro milhares de romeiros fazer sua oração. Vão pulsar em fé e ajoelhar aos pés do Padre Cícero Romão. [...] Meu Padim Ciço, meu Padim Ciço, somos romeiros pedindo a sua bênção. Meu Padim Ciço, meu Padim Ciço, somos romeiros sofredores do sertão&lt;/em&gt;". (Trecho da canção "A Bênção do Padre Cícero", J. Farias e Banda e do poeta compositor João Caetano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São várias as romarias feitas a essa "Meca" nordestina durante o ano, porém o maior fluxo de romeiros concentra-se nos meses de fevereiro, setembro e novembro. A grande leva de romeiros chega a Juazeiro de ônibus ou de caminhão pau-de-arara. Os miseráveis vêm a pé mesmo, pelas estradas esburacadas, engolindo poeira e sendo escaldados pelo sol quente do sertão. Durante as romarias, os fiéis alugam "ranchos", que são pequenos quartos com banheiro em que cabem duas pequenas camas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quase totalidade dos romeiros e dos juazeirenses é composta de um povo pobre e economicamente sofrido, mas que acredita que dias melhores virão e, baseado nessa esperança, continua vivendo. Esperam um milagre do Padrinho. Muitos deixam tudo o que lhes resta aos pés do Padre Cícero. "A Casa dos Milagres", ao lado da Igreja do Perpétuo Socorro, e as "Salas das Promessas" no Museu Padre Cícero são alguns dos pontos turísticos da cidade. Lá observei vários objetos e centenas de retratos deixados pelos devotos como agradecimento por supostas bênçãos alcançadas através do Padre Cícero Romão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos foram ao Juazeiro e decidiram nunca mais retornar para suas casas. Vivem hoje amontoados em barracos nas periferias dessa cidade, mas felizes por estarem próximos do seu "santo padre". Muitos humildes retornam para seus lares famintos. Dentro de suas geladeiras quebradas encontram-se caçarolas vazias, sobre os fogões a lenha apenas panelas de feijão requentado, e seus filhos estão desnutridos. Mas no próximo semestre retornarão ao Juazeiro. São esses fiéis ingênuos que alimentam e enchem os bolsos daqueles que promovem a "indústria" de Padre Cícero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Romaria a Nossa Senhora das Candeias&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"&lt;em&gt;Bendita e louvada seja a luz que mais alumeia. Valei-me meu Padrinho Ciço e a Mãe de Deus das Candeias. [...] os romeiros vão chegando e é noite de lua cheia&lt;/em&gt;". (Trecho da canção "Bendita e Louvada Seja", Clemilda).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Estivemos em Juazeiro durante as festividades e a romaria de Nossa Senhora das Candeias (também conhecida como Nossa Senhora da Purificação).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SEHy7ljl6lI/AAAAAAAAALE/ENNKdHIIKu8/s1600-h/caldeirao06.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206709749724605010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SEHy7ljl6lI/AAAAAAAAALE/ENNKdHIIKu8/s320/caldeirao06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A tradição judaica ensina que o filho varão deveria ser levado ao templo quarenta dias após o seu nascimento. Já a mãe, por ser considerada impura após o parto, tinha de passar por uma cerimônia de purificação. Nas procissões católicas, o povo leva candeias ou luzeiros ou velas acesas para supostamente iluminar esse trajeto de Maria levando Jesus ao templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, essa história de candeias acompanhando a procissão tem sua origem na mitologia romana, mas foi incorporada à celebração da Purificação de Maria pelo Papa Gelásio I (que foi papa de 492 a 496).&lt;br /&gt;A mitologia romana relata que Proserpina, filha de Ceres, foi raptada por Plutão para ser sua companheira no império dos mortos (inferno). O povo romano da Antigüidade recordava essa cena levando luzeiros para supostamente acompanhar o sofrimento da Mãe Ceres até às portas do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia de Nossa Senhora das Candeias é apenas mais uma festividade pagã adotada pela Igreja Católica Romana. Outros chamados "dias santos" para os católicos também têm origens pagãs, a saber: "o dia de todos os santos" e o de "finados", entre outros. Mas isso é uma outra história. Voltemos ao Padre Cícero, do Juazeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando do Juazeiro do Norte, independente do santo ou da santa conduzidos no andor, o grande homenageado acaba sempre sendo o "Meu Padim Padre Ciço".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Aos Pés da Estátua no Alto do Horto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"&lt;em&gt;Olha lá, no Alto do Horto! Ele está vivo, Padim não está morto! Olha lá, no Alto do Horto! Ele está vivo, Padim não está morto! Viva meu Padim, Viva meu Padim, Ciço Romão&lt;/em&gt;". (Trecho da canção "Viva Meu Padim", Luiz Gonzaga).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto nos aproximávamos do início da ladeira do Horto, notamos que no cume da montanha pequenos raios surgiam com certa freqüência próximos à estátua mais famosa do Padre Cícero (no Brasil, apenas a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a do Frei Damião, em Guarabira, Paraíba, são mais altas do que ela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que coisa estranha! E nem está chovendo!", comentei com minha esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao estacionamento do topo, fomos rapidamente cercados por vendedores de fogos. Observamos que o que pensávamos ser raios, eram na verdade fogos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "O senhor tem de soltar seis fogos antes de fazer seu pedido ao santo e mais seis quando estiver indo embora", falou-me um entusiasmado vendedor enquanto nos mostrava alguns rojões de fogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Não obrigado", disse rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Se o senhor desejar ou se tiver medo, pode comprar e eu solto os fogos pelo senhor. No momento dos estouros dos fogos o senhor pensa nos seus pedidos", disse-me um outro solícito vendedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– "Não precisa. Não quero. Muito obrigado", repliquei enquanto subia a rampa de acesso à estátua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas trajavam batinas pretas semelhantes às do Padre Cícero. Perguntei a uma delas se fazia parte de algum movimento eclesiástico ou de alguma seita. Ela me olhou estranhamente e disse que estava apenas pagando promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas barracas vendendo vários suvenires estavam nos dois lados da rampa que ia lotando de romeiros à medida que progredíamos. Em muitas delas eram vendidos CDs e fitas cassetes piratas com músicas de romarias e benditos, além de blusas e artesanato. O som alto das músicas, os gritos dos vendedores, o cheiro forte de frituras e rapaduras permeavam a rampa e davam um toque bem regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos os degraus e nos posicionamos aos pés da estátua que estava lotada de romeiros. Pessoas demonstravam sua devoção: algumas senhoras se esfregavam com as costas na parte inferior da estátua pedindo que o Padim curasse suas dores lombares. Outras suspendiam seus bebês em direção à estátua e os forçavam para que a beijassem. Muitos escreviam seus nomes na estátua enquanto choravam. Alguns rezavam ou cantavam cânticos de louvores ao Padrinho. Entre o cajado e a batina do Padre há um espaço que dá para passar uma pessoa de cada vez. O romeiro emocionado dá três voltas em torno do cajado enquanto faz seu pedido (havia uma fila enorme esperando para realizar esse ritual).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginei Moisés retornando do Monte Sinai com as tábuas dos Dez Mandamentos e vendo o povo adorando um bezerro de ouro. Aquela multidão em Juazeiro e aquele povo de Israel no deserto estavam tão próximos de Deus e simultaneamente tão longe dEle. Tinham a Luz ao seu alcance, mas optaram por rituais das trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, aos pés da estátua não me contive e chorei discretamente para que ninguém percebesse. Enquanto isso, alguns metros adiante, havia um palanque armado onde um sacerdote católico com chapéu de palha (para se identificar melhor com os romeiros) fazia algumas colocações absurdas comparando o Padre Ciço com Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei a volta por trás do palanque e adentrei o Museu Vivo onde existem algumas imagens do Padim em cera, em tamanho natural, retratando cenas do seu cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sala dentro do Museu Vivo me chamou mais a atenção. Lá havia aproximadamente oito filtros de barro, com alturas que variavam de um metro a um metro e meio, e várias canecas de alumínio penduradas em um fio no teto. Muitos romeiros acreditam que a água é milagrosa e, sem qualquer receio de contrair alguma doença, pegam as canecas, enchem-nas com água do filtro, bebem e se banham com roupa e tudo. Alguns, mais criteriosos passam água nas regiões do corpo que necessitam de cura. Ao meu lado, um senhor idoso e de aparência bem humilde derramou um pouco d’água dentro da calça enquanto murmurava baixinho: "É minha próstata, Padim! É minha próstata, Padim!" Falei para ele que quando retornasse para sua cidade deveria se consultar com um bom urologista. Ele apenas me olhou abusado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esposa estava ficando bastante enauseada com tudo que viu, ouviu e cheirou. Por isso, resolvemos descer o morro e retornamos à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Padre Cícero e o Milagre do Juazeiro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Meu Padim Cícero, do Juazeiro, tão milagreiro, sou romeiro do sertão. Meu Padim Cícero, do Juazeiro, tão milagreiro, a minha grande devoção&lt;/em&gt;". (Trecho da canção "Canção de Fé", José Idelfino).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, qual foi o fato que transformou um simples pároco de um pequeno povoado do interior do Nordeste em uma celebridade internacional? O "milagre" que transformou esse padre, natural do Crato, em um dos brasileiros mais biografados e comentados, aconteceu quando o mesmo tinha 45 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma beata juazeirense, analfabeta e costureira de profissão, chamada Maria Madalena do Espírito Santo de Araújo, mas conhecida como Maria de Araújo. "Foi acometida de meningite infantil (espasmo), sofria de ataques de epilepsia, e levava uma vida de jejum, oração e trabalho humilde. Havendo bem cedo perdido os pais, foi morar ainda menina, na casa do Padre Cícero".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma manhã de março de 1889, quando o Padre Cícero Romão Batista pôs a hóstia na sua boca, Maria de Araújo teve um transe tão intenso que sangrou a língua e a hóstia ficou avermelhada de sangue. Esse fato se repetiu outras vezes no período de dois anos e a população local começou a espalhar a notícia de que se tratava do "derramamento do sangue de Jesus", portanto, de um milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Padre Cícero comentou acerca do que ocorreu naquele dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando dei à beata Maria de Araújo a Sagrada Forma, logo que a depositei na boca, imediatamente transformou-se em porção de sangue, que uma parte engoliu, servindo-lhe de comunhão, e outra correu pela toalha, caindo algum no chão; eu não esperava e, vexado para continuar com as confissões interrompidas que eram muitas ainda, não prestei atenção e por isso não apreendi o fato na ocasião em que se deu; porém, depois que depositei a âmbula no sacrário e vou descendo, ela vem entender-se comigo, cheia de aflição e vexame de morte, trazendo a toalha dobrada, para que não vissem, e levantava a mão esquerda, onde nas costas havia caído um pouco e corria um fio pelo braço, e ela com temor de tocar com a outra mão naquele sangue, como certa de que era a mesma hóstia, conservava um certo equilíbrio para não gotejar sangue no chão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a beata pode ter mordido consciente ou inconscientemente a língua ou a mucosa oral e provocado o sangramento. Ou, quem sabe, ter tido uma crise convulsiva (bem provável, uma vez que tinha epilepsia) e mordido a língua? Ou uma discreta hemorragia digestiva?&lt;br /&gt;É prudente deixar registrado que em outras cidades nordestinas, envolvendo personagens diferentes dos do Juazeiro, aconteceram fatos semelhantes onde a hóstia se transformou em sangue. Graças a Deus, esses outros padres não tornaram-se também milagreiros e nem objetos de adoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico meditando... todo o Novo Testamento insiste em afirmar que Jesus Cristo ofereceu o Seu corpo como sacrifício e derramou o Seu sangue remissor apenas uma vez e para sempre (veja Hebreus, capítulos 9 e 10). Essa história de "vários derramamentos do sangue de Jesus Cristo" através da beata Maria de Araújo está diametralmente oposta às Escrituras Sagradas. Ou os devotos do Padre Cícero estão enganados, ou a Bíblia está errada.&lt;br /&gt;Bem, o fato é que o reboliço foi tanto que o pequeno povoado transformou-se em lugar de romaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bispo cearense Dom Joaquim José Vieira e até o Papa Leão XIII, em Roma, tiveram de investigar o fenômeno do Juazeiro. O Padrinho chegou a ser recebido pelo papa no Vaticano. Outros padres foram enviados ao Juazeiro e entregaram a hóstia a Maria de Araújo e nada de anormal ocorreu. O bispo cearense e o papa não reconheceram o milagre e o Padre Cícero Romão foi punido com uma suspensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o Padim Ciço tornou-se um santo milagreiro. Apesar de proibido de celebrar missas, sua residência passou a ser freqüentada por romeiros e por várias autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando-se do seu prestígio, aliou-se aos grandes fazendeiros cearenses e, apoiado por eles, tornou-se prefeito do Juazeiro em 1911 e, posteriormente, vice-presidente do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;As Atuações Ambíguas do Padre Cícero Romão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi a ele que muitas vezes, Lampião se ajoelhou, aos seus pés contou histórias, pediu perdão e chorou. Bendito seja o romeiro que na fé e na oração, exalta o santo padroeiro no samba, no coco, no xote e no baião". (Trecho da canção "Deus Menino", Chico Silva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Amizade Com o Coronelismo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Padim Ciço realizou boas ações para a população menos favorecida. Organizou mutirões e conseguiu construir pequenos postos de saúde, escolas e orfanatos, além de reformar e construir algumas igrejas católicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, ele era amigo do peito de vários latifundiários da região, conhecidos como "os coronéis". Esses senhores ilustres eram opressores dos pobres, marginalizavam os sertanejos, excluindo-os do direito à saúde, aos alimentos e até à vida. Pasme, o Padim Ciço pertencia a essa espécie de liga de coronéis do Ceará e a defendia . O Padim chegou a estimular seus devotos a serem mão-de-obra barata na construção de açudes e na colheita de algodão nas terras da família Acioly, a mais poderosa do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "coronelismo" era a política exercida pelos latifundiários com prestígio político local, que tinham notável poder, mandavam na região e nos seus eleitores, que eram tratados como gado. Suas zonas eleitorais eram conhecidas como "currais eleitorais" e ai do eleitor que ousasse votar contra o candidato do "coronel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Hermes da Fonseca, então presidente da República, enviou interventores ao Ceará e depôs as oligarquias repressoras lideradas por esses coronéis, o Padre Cícero ficou irado.&lt;br /&gt;Rapidamente o clero católico promoveu e assinou o chamado "pacto dos coronéis" com dezessete dos principais chefes políticos da região do Cariri, objetivando assegurar a permanência da família Acioly no governo cearense. E mais: esses fazendeiros armaram centenas de sertanejos e os enviaram à capital, porém foram detidos pelas forças federais. Esse episódio ficou conhecido na história como a "Revolta do Juazeiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Padim Ciço só aquietou-se quando a velha oligarquia da família Acioly foi restabelecida ao poder. O Padre Cícero Romão foi, sem dúvida, um exemplo de fidelidade às oligarquias poderosas do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Negociata com Lampião&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o Padim Ciço destacava-se no Ceará com sua influência político-religiosa, o cangaceiro Lampião e seu bando amedrontavam os poderosos dos sertões nordestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sertanejo pernambucano Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), vulgo Lampião, era também um personagem controvertido. Para muitos, era visto como um bandido que incendiava vilarejos, torturava, estuprava e matava pessoas. Para outros, era um justiceiro que tirava dos ricos para doar aos flagelados da seca. Em 1931, o jornal The New York Times chegou a chamá-lo de Robin Hood do sertão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Rei do Cangaço" era devoto do Padre Cícero, do Juazeiro, e às vezes usava uma foto desse sacerdote no seu peito. A religiosidade de Lampião era alicerçada nas orações de corpo-fechado, nos santos da Igreja Católica e no Padre Cícero. No livro, Lampião, o Rei dos Cangaceiros, Chandler relata "que a vida da mulher de um policial de Jatobá, em Pernambuco, foi salva quando um velho pegou um retrato do padre do Juazeiro e o colocou entre a faca soerguida de Lampião e o seio da mulher. Lampião levava sempre consigo seus livrinhos de orações, guardava santinhos em sua carteira de dinheiro, e pregava retratos do Padre Cícero em sua roupa". Isso mostra o respeito e a devoção que Lampião nutria por esse padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em companhia do seu bando, Lampião costumava recitar algumas orações para, supostamente, fechar o corpo. O escritor Piragibe de Lucena, no seu livro Lampião, Lendas e Fatos, descreve algumas dessas orações. Leia um pequeno trecho de uma delas e analise a importância do Padre Cícero na vida desse cangaceiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Justo juiz de Nazaré, filho da Virgem Maria, que em Belém fostes nascido entre as idolatrias. Eu vos peço senhor, pelo vosso sexto dia, e pelo amor do meu padrinho Pe. Cícero que meu corpo não seja preso, nem ferido, nem morto, nem nas mãos da justiça em volta.&lt;br /&gt;Pax tecum, pax tecum, pax tecum. Cristo assim disse: aos seus inimigos, se vierem para prender-me terão olhos, não me verão, terão ouvidos, não me ouvirão. Com as armas de São Jorge, serei armado. Com a espada de Abraão, serei coberto. Com o leite da Virgem Maria, serei borrifado.&lt;br /&gt;Na arca de Noé, serei arrecadado. Com a chave de São Pedro serei fechado, onde não me possam vê, nem ferir, nem matar, nem sangue do meu corpo tirar&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1926, Padre Ciço já era mais político do que religioso, sendo anti-comunista de carteirinha. Aproveitando a fidelidade do bandoleiro à sua pessoa, o pároco juntou-se com seus amigos fazendeiros e doaram armas e munição para o cangaceiro e seu bando atacarem "o revoltoso" Luiz Carlos Prestes e sua famosa "Coluna". Padim Ciço também articulou para que o agrônomo Pedro de Albuquerque Uchôa, que era inspetor agrícola do Ministério da Agricultura, entregasse a Lampião a patente de Capitão das Forças Patrióticas. Lampião não atacou a "Coluna Prestes", preferiu manter suas erranças pela caatinga. Dizem que essa foi a única vez que Lampião desobedeceu ao "santo" Padre do Juazeiro. Uma coisa é certa: Lampião ostentou com muito orgulho o título de Capitão enquanto viveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que (dizem que a pedido do próprio Padim Ciço) Lampião nunca atacou os coiteiros ricos, os fazendeiros safados e os políticos corruptos do Ceará. Isso é que é amizade fiel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da amizade do Padim Ciço com o coronelismo cearense e suas negociatas com Lampião estarem registradas em vários livros, biografias, documentários, teses e filmes, existem alguns devotos do Padrinho que negam que isso tenha acontecido. Movidos mais pela emoção do que pela razão, declaram que essas atuações ambíguas do Padre Cícero não passam de calúnias.&lt;br /&gt;Convenhamos: sob o ponto de vista mundano, isso é que é saber viver! O Padim Ciço vivia de mãos dadas com Satanás e pretendia morrer nos braços de Jesus! Como se diz por estas bandas sertanejas: Eita Cabra esperto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Padim Padre Ciço: Um Ídolo do Lar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"[...] não vos desvieis de seguir o Senhor, mas servi ao Senhor de todo o vosso coração. Não vos desvieis; pois seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam e tampouco vos podem livrar, porque vaidade são" (1 Samuel 12.20-21).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser contra a idolatria é uma unanimidade não apenas entre as igrejas cristãs genuínas, mas também ao longo de toda a Bíblia Sagrada. Todas as denominações tradicionalmente evangélicas são contra a idolatria. O judaísmo também não suporta a idolatria. Já o catolicismo prega a não-adoração a ídolos e imagens, mas na prática o que se vê é um descompasso entre o que se faz e o que se fala. Infelizmente, não é preciso ir ao Juazeiro do Norte para se constatar que a igreja do papado é verdadeiramente idólatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206713907252947554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SEH2tljl6mI/AAAAAAAAALM/ZgSUG91VDVY/s320/caldeirao11.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Fiéis cantam e choram ao redor de uma das camas usadas pelo Padim Ciço&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;(foto acima).&lt;/p&gt;O Padim Ciço, do Juazeiro do Norte, é um ídolo nos lares de milhões de católicos. Em algumas casas, ele está presente no móvel da sala-de-estar, na penteadeira do quarto, na parede do corredor e em cima do refrigerador da cozinha. Para sermos mais honestos, o Padim Ciço, o "Santo Antônio", o "São Jorge", a "Ave Maria" e o Frei Damião são parte do imenso esquadrão de supostas divindades católicas presentes em milhões de residências brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Ídolos do lar" são coisas antigas e são mencionados logo no primeiro livro da Bíblia (Gênesis 31.19 e 30). Eles eram de vários tamanhos e alguns deles, quando colocados deitados na cama e cobertos por um manto, passavam por uma pessoa dormindo (1 Samuel 19.13). A esses ídolos, chamados em hebraico de terafins, confiava-se a guarda das casas e dos bens.&lt;/p&gt;Acreditar que um "ídolo do lar" possa proteger sua família é muita presunção. Veja a história do rei Saul:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Feitiçaria e idolatria foram as gotas d’água para que Deus rejeitasse o rei Saul. O profeta Samuel sentenciou ao monarca: &lt;strong&gt;"Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei" (1 Samuel 15.23).&lt;/strong&gt; Na Edição Revista e Corrigida, lê-se o nome "porfia", no lugar de "obstinação". Na Bíblia de Jerusalém (católica), "presunção" substitui "obstinação". Parafraseando esse texto, diria: a obstinação, a porfia, o orgulho, a presunção, a teima, a cabeça-dura é como a idolatria e o culto a ídolos do lar. A idolatria está incluída entre as obras da carne e não no fruto do Espírito (Gálatas 5.20).&lt;/p&gt;No Velho Testamento, o primeiro e o segundo mandamentos são um "não" à idolatria (Êxodo 20.3-6). E mais: o idólatra deveria ser morto (Deuteronômio 17.1-7). Já no Novo Testamento, a punição é a morte eterna: &lt;strong&gt;"Quanto, porém, [...] aos idólatras [...] a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte" (Apocalipse 21.8).&lt;/strong&gt; Entre aqueles que ficarão fora da Cidade Celestial estão os idólatras (Apocalipse 22.15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sem dúvida, ao nos despedirmos do Juazeiro do Norte, vendo a cidade se distanciando pelo retrovisor, pudemos entender que a idolatria é uma cegueira espiritual, mas sobretudo uma tentação bastante sedutora. A Bíblia nos alerta a resistir ao Diabo, mas também a fugir dessa tentação: &lt;strong&gt;"Portanto, meus amados, fugi da idolatria" (1 Coríntios 10.14).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SEH4k1jl6oI/AAAAAAAAALY/7oOabTI8l-o/s1600-h/caldeirao12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206715955952347778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SEH4k1jl6oI/AAAAAAAAALY/7oOabTI8l-o/s400/caldeirao12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Concluímos nossa visita ao Cariri cearense com os olhos marejados e uma mistura de sentimentos paradoxais: tristeza e alegria. A insatisfação é a imagem dos milhões de católicos que ainda precisam ser alcançados pela única Verdade, Jesus Cristo. A satisfação é que vimos templos de algumas denominações evangélicas nessa cidade. Esses irmãos em Cristo são como sal em uma terra espiritualmente insossa: levam a única Luz do mundo a um povo submerso nas trevas espirituais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Padre Cícero Romão Batista (1844-1934). Um dos ídolos dos lares católicos nordestinos.(foto)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Irmãos, assimilemos o mesmo consolo e a mesma recomendação contida no final da Primeira Epístola de João: "Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 João 5.20-21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;* &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ashgabat é a capital do Turcomenistão, uma ex-república soviética governada desde 1992 por um herdeiro direto do comunismo – o ditador Saparmurad Niazov. Para onde quer que olhem, os turcomenos deparam-se com uma imagem de Niazov: pode ser numa das estátuas, nos painéis ou nos rótulos de garrafas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;(&lt;a href="http://www.chamada.com.br/livraria/autores/?cod=SFMC"&gt;Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.chamada.com.br/"&gt;http://www.chamada.com.br/&lt;/a&gt;) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-654545547670773922?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/654545547670773922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/654545547670773922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/05/uma-viagem-ao-caldeiro-da-idolatria.html' title='&quot;Uma Viagem ao Caldeirão da Idolatria&quot;'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SEHv7Fjl6jI/AAAAAAAAAK0/KDqBmyPi2H4/s72-c/caldeirao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-45131340535866977</id><published>2008-05-28T22:28:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:38.963-08:00</updated><title type='text'>6º Congresso de Teologia!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SD4_W1jl6iI/AAAAAAAAAKs/NmE19wpbfgs/s1600-h/news2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205667880852908578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SD4_W1jl6iI/AAAAAAAAAKs/NmE19wpbfgs/s400/news2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Melhores informações: &lt;a href="http://www.vidanova.com.br/index1.html"&gt;http://www.vidanova.com.br/index1.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-45131340535866977?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/45131340535866977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/45131340535866977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/05/6-congresso-de-teologia.html' title='6º Congresso de Teologia!!!'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SD4_W1jl6iI/AAAAAAAAAKs/NmE19wpbfgs/s72-c/news2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-3481288426087972995</id><published>2008-05-22T21:49:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:39.121-08:00</updated><title type='text'>“A graça me comprou. A graça me ensinou. A graça me prendeu. Agora a graça me possuiu.”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SDZObFjl6VI/AAAAAAAAAIQ/Wqj2RI1mH-M/s1600-h/sonho-de-liberdade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203432646728083794" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SDZObFjl6VI/AAAAAAAAAIQ/Wqj2RI1mH-M/s320/sonho-de-liberdade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;"Graça Preveniente"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A salvação passa a existir quando o homem nasce espiritualmente, desperta para realidades não observadas anteriormente e acorda para sua iniqüidade e estado desamparado. Esta revelação interior é executada pelo Espírito Santo como uma dádiva divina para salvação de todos aqueles que crêem em Jesus como Senhor e Salvador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porém este convencimento do pecado não foi o início do trabalho do Espírito Santo em suas vidas. A doutrina que vamos estudar é chamada como graça preliminar ou preventiva de Deus, pois é aquela que o Espírito Santo providencia antes mesmo do arrependimento da pessoa, um intenso desejo por Deus e Sua justiça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este preceito bíblico que é um ensinamento iniciado pelo teólogo Tiago Armínio e depois aperfeiçoado por John Wesley, tem contribuído fortemente para visualização do agir de Deus em Seu povo. Podemos observar muitas mudanças na história de um pecador antes que ele receba a graça salvadora e o novo nascimento; transformações estas às vezes afetuosas, às vezes de forma vigorosa, segundo ele (pecador) seja capaz de percebê-la. O dicionário teológico (CPAD) define também graça preveniente como: “Doutrina sustentada por Armínio, segundo a qual, ainda que todos nós tenhamos degradado em conseqüência do pecado, Deus nos restaura a capacidade de crer nas verdades do evangelho”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nesta visão entende-se que o homem não tem totalmente sua personalidade depravada, e que o Espírito de Deus concede direito à liberdade de escolha ao pecador. O mover do Espírito Santo sobre o coração antes do novo nascimento é uma verdade confortante e encorajadora quando propriamente entendida; assim apreendemos que a prolongação da vida é tanto graça comum como preveniente, aumentando a possibilidade de salvação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;“Alguém pode sentir a presença de Deus; Deus pode dar um amanhecer de luz aos que estão na escuridão... e mostrar que Ele é um Deus que ouve orações. Tudo isso e, todavia não ter experimentado o novo nascimento”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Wesley's 52 Standard Sermons, p. 89).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Exemplos Bíblicos da Graça Preveniente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em Atos dos apóstolos encontramos vários exemplos vejam:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(At 8) o eunuco etíope foi movido pelo Espírito para ler Isaías e Filipe foi levado para se unir a ele no estudo da Bíblia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(At 9) Saulo é atingido pelo Espírito Santo (sem o apelo do altar), três dias antes de ser dito para levantar, ser batizado, lavar seus pecados e receber o Espírito Santo (assim tornando-se um cristão do Novo Testamento).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(At 10) vemos o Espírito Santo trabalhando com o devoto Cornélio e levando Pedro a ir até ele. Cornélio não era um cristão do Novo Testamento nesta época.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(At 13.48) vemos muitos gentios “ordenados” glorificando a Deus. Eles estavam sob a misericórdia da graça preveniente de Deus esperando pela Palavra da Verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WFXu-SXckmY/Ruyad6EH6EI/AAAAAAAAADE/QNvBoJVzlmo/s1600-h/liberdade-p.jpg"&gt;&lt;/a&gt;A graça sempre denota que Deus é quem toma a iniciativa. Essa é a razão de ser graça: não se inicia conosco, começa com Deus. Mas isso não isenta nossa responsabilidade de decidir e de crer. Porém nós O amamos. Só podemos amar ao Senhor porque Ele nos amou primeiro, previamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;“A essência da doutrina da graça é que Deus é por nós.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (T. H. L. Parker)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Concluímos que a graça preveniente começa antes da manifestação da graça salvadora. Porém, não podemos descansar e pensar que os pecadores serão salvos sem evangelização e missões, pois como crerão Naquele de quem nunca ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;“Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Rm 2.4&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eduardo Neves - Autor dos blogs "Entendes tu o que lês" (&lt;a href="http://eduneves.blogspot.com/"&gt;http://eduneves.blogspot.com&lt;/a&gt;) &amp;amp; "Alimento da fé" (&lt;a href="http://panoramateologico.blogspot.com/"&gt;http://panoramateologico.blogspot.com&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-3481288426087972995?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3481288426087972995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3481288426087972995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/05/graa-me-comprou-graa-me-ensinou-graa-me.html' title='“A graça me comprou. A graça me ensinou. A graça me prendeu. Agora a graça me possuiu.”'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SDZObFjl6VI/AAAAAAAAAIQ/Wqj2RI1mH-M/s72-c/sonho-de-liberdade.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-6558190403008308469</id><published>2008-05-13T21:30:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:39.376-08:00</updated><title type='text'>Um clássico indispensável!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SCprk4V5NTI/AAAAAAAAAH4/ifE5QGufR_8/s1600-h/PQN_574_capa_cristia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200087001096336690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SCprk4V5NTI/AAAAAAAAAH4/ifE5QGufR_8/s400/PQN_574_capa_cristia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta obra se consagrou como um clássico indispensável para todos que se interessam pelo estudo da história do cristianismo, por ser uma obra magistral. Porém, desde a sua primeira publicação, muitas coisas aconteceram. O mundo mudou e com isso surgiram novos desafios para o cristianismo nos dias de hoje. Por esse motivo, decidiu-se trazer às mãos do público brasileiro uma nova edição da obra, totalmente atualizada, revista e ampliada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;                                                                  ************&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nela, o leitor encontrará:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Temas novos e relevantes como o declínio das teologias liberal, neo-ortodoxa e radical; o surgimento do evangelicalismo, especialmente nos países do Terceiro Mundo; os desafios que as organizações paraeclesiásticas e as megaigrejas apresentam às denominações; o movimento pentecostal-carismático; o papel das mulheres na igreja atual, entre outros;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;•&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;Capítulos ampliados e reescritos;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;• &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Novos mapas, quadros e diagramas para ajudar a compreender os movimentos históricos;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;Bibliografia ampliada e atualizada para colocar à disposição do leitor as mais atuais e relevantes pesquisas na área de história do cristianismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;                                                                  ************&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Sobre o autor&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Earle E. Cairns&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é professor emérito do Wheaton College, onde atuou por trinta e cinco anos, como professor e chefe do departamento de história da igreja. Hoje é membro da Academia Americana de História da Igreja, da Associação Americana de História e da Conferência sobre Fé e História.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*Você encontra esta obra no site: &lt;a href="http://www.vidanova.com.br/index1.html"&gt;http://www.vidanova.com.br/index1.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-6558190403008308469?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6558190403008308469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6558190403008308469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/05/um-clssico-indispensvel.html' title='Um clássico indispensável!!!'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SCprk4V5NTI/AAAAAAAAAH4/ifE5QGufR_8/s72-c/PQN_574_capa_cristia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-6212993831562981073</id><published>2008-05-02T22:49:00.000-07:00</published><updated>2008-05-02T22:51:13.706-07:00</updated><title type='text'>Meditação</title><content type='html'>“Antes de seguir a qualquer homem, é necessário que procuremos pela unção em sua testa. Não temos obrigação espiritual de ajudar homem algum em atividade alguma que não possua as marcas da cruz.” (A.W. Tozer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ansiedade é o resultado natural de centralizarmos as nossas esperanças em qualquer coisa menor que Deus e sua vontade para nós.” (Billy Graham)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As promessas de Deus são como as estrelas; quanto mais escura a noite, mais intenso é o seu brilho.” (David Nicholas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilha, a harmonia e a organização do universo só pode ter se efetuado conforme um plano de um ser todo-poderoso e onisciente.” (Isaac Newton)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Crença é uma verdade aceita por sua mente. Fé é o fogo mantido em seu coração.” (Joseph Newton)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” (Louis Pasteur)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nunca oro suplicando cargas mais leves, mas ombros mais fortes.” (Phillips Brooks)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um grama de testemunho vale mais que uma tonelada de propaganda.” (William W. Ayer)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-6212993831562981073?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6212993831562981073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6212993831562981073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/05/meditao.html' title='Meditação'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-5055509467540804343</id><published>2008-04-28T17:37:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:39.477-08:00</updated><title type='text'>"Procurando o Deus desconhecido"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SBaMVT2KtBI/AAAAAAAAAHk/N-f5K29APvM/s1600-h/040405.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194493517951054866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SBaMVT2KtBI/AAAAAAAAAHk/N-f5K29APvM/s200/040405.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nietzsche foi o mais inteligente e contudente dos ateus, sendo considerado o mais herético dos intelectuais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre os alicerces do seu ateísmo, Nietzsche indaga com contundência: "Como? O homem é só um equívoco de Deus? Ou Deus é apenas um equívoco do homem?" (Nietzsche, 1888.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se esse arguto filósofo tivesse estudado os segredos fascinantes da oração do Pai-Nosso, entenderia que Deus e o ser humano são cúmplices um do outro, frutos do mais excelente equívoco, o equívoco do amor. Um amor nascido nas tramas sublimes da solidão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nietzsche era de fato um ateu? Queria destruir a idéia de Cristo do seu imaginário? Achava uma estupidez psicológica o ser humano procurar por Deus nessa curtíssima trajetória existencial? Considerava um desperdício ocupar a mente com as idéias sobre Deus? Não!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nietzsche procurava preparar os solos da sua psique para conhecer os mistérios que cercam a vida. Era alguém inconformado com o superficialismo. Nele havia um desespero intelectual em busca do Autor da existência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua anciosa procura foi um dos exemplos mais espetaculares da inquietação de um ser humano imerso nos pântanos da solidão. Para discutir esse assunto, quero transcrever e depois comentar uma "&lt;span style="color:#990000;"&gt;oração filosófica&lt;/span&gt;" feita pelo próprio Nietzsche, e que é muito pouco conhecida. Esta oração foi traduzida pelo ilustre &lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Leonardo Boff&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; diretamente do alemão (Boff,2000):&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Oração ao Deus desconhecido&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para frente, uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Sobre esses altares estão gravadas estas palavras:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;"Ao Deus desconhecido."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Teu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Teu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servir-Te.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Eu quero Te conhecer, desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer, quero servir só a Ti. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;(Friedrich Nietzsche)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nessa oração, os pensamentos de Nietzsche fluem como um rio que jorra do manacial das suas dúvidas. Esse rio flui não apenas na direção do Deus que está além dos limites do tempo e do espaço, mas do Deus que ele procura nos recônditos do próprio ser.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nietzsche se debate tentando fugir de Deus para seguir sua história e traçar seus próprios caminhos. Mas não consegue fugir de si mesmo. Os caminhos se cruzam. Só, num mergulho introspectivo e solidário, o filósofo se aproxima do Autor da existência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como terra árida que clama por chuva, qual sedento que sonha em refrigerar sua alma, ele tem a ousadia de dizer que ergue altares festivos para Ele. Na esperança de ouvir o inaudível, de perscrutar a Sua voz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesses altares estão escritas em fogo as palavras dirigidas ao mais comentado dos seres e menos conhecido da história: &lt;strong&gt;o Deus desconhecido&lt;/strong&gt;. Aquele que pertubou a mente de intelectuais e deixou em suspense a inteligência dos filósofos. Aquele que é especialista em se esconder, mas inscreve sutilmente sua assinatura através das gotas de orvalho, do sorriso de uma criança, da brisa que toca o rosto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nietzsche não sabe como defini-Lo, mas sabe que não pode deixar de pensar Nele. Embora tenha criticado a religiosidade com virulência ímpar e fosse contra a submissão cega, para nosso espanto declara "&lt;span style="color:#990000;"&gt;Teu, sou eu&lt;/span&gt;", apesar de que até aquele momento ter criticado as idéias ligadas a Deus. Quem pode explorar as vielas da mente desse filósofo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando todos pensavam que Nietzsche fosse o mais radical dos ateus, na realidade era um filósofo desesperado em busca de uma experiência radical com um Deus vivo, e não com o deus construído pelos seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nietzsche era um anti-religioso que, com uma coragem única, anunciou a morte de Deus. Mas não é a morte do Deus do Pai-Nosso, mas do deus criado pelo ser humano, o deus construído à imagem e semelhança do seu individualismo, arrogância e autoritarismo. O deus que é um joguete nas mãos humanas, que faz guerras, que subjuga e exclui.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em sua oração, o filósofo tenta separar o deus humano que o decepcionou, do Deus concreto que alicerça a existência. Tentou fugir de ambos, mas agora se sente compelido a procurar o Deus real. Não vê sentido se não encontrá-Lo. Inquieto com suas próprias conclusões, Nietzsche se lança como um raio em direção a explicações mais profundas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com uma humildade raramente vista entre os mais célebres pensadores, ele reconhece sua pequenez e clama em alta voz e sem medo: &lt;span style="color:#000066;"&gt;"&lt;em&gt;Eu quero Te conhecer, desconhecido!"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele clama de forma imperativa, como se tivesse em sintonia com o tempo verbal usado na oração do Pai-Nosso.Ele não está no alto da montanha, mas no cume dos questionamentos. Nesse cume, deixa-se refrescar pela brisa da serenidade. Não perdeu sua capacidade de aprender.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para mim, é como se Nietzsche estivesse recitando a oração do Pai-Nosso à sua maneira. Como se dissesse: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Deus desconhecido que estás nos céus, quero elogiar Teu nome, mas não sei quem Tu és. Sai do Teu reino e penetra no meu ser. Ansiosamente espero ouvir a Tua voz. Deixa-me conhecer Teu projeto e saber onde eu me insiro nele. Sulca os solos da minha alma. Não me deixes sucumbir nos áridos vales das dúvidas. A Ti pertenço. Teu sou, embora, até o presente, eu tenha Te negado. Dá-me o pão diário que nutre a inteligência. Eu quero Te conhecer, desconhecido."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ateus e não-ateus, independentemente de uma religião, sempre tiveram Deus como um tema central em suas inteligências. Disseram palavras que, embora nunca pronunciadas, expressaram estas idéias&lt;span style="color:#006600;"&gt;:"Deus quem és Tu? E quem sou eu? Penetra o meu pensamento. Invade meu orgulho, irriga meu radicalismo com o orvalho da humildade antes que se dissipe meu tempo e eu me torne uma terra seca e estéril. Ensina-me a ouvir no silêncio e a enxergar na ausência da luz. Eu quero Te conhecer."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma busca insaciável em todo ser humano. Parafraseando Jesus, o Mestre dos Mestres: "&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Bem-aventurados os que se esvaziam em seu espírito e se tornam garimpeiros em busca de suas origens, porque, ainda que se percam num mar de dúvidas, deles é o reino da sabedoria&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal, a grande conclusão do texto mais recitado e menos compreendido da história é:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Deus e o ser humano são dois seres solitários que vivem no teatro da existência procurando anciosamente um ao outro no pequeno parêntese do tempo...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;*Augusto Cury&lt;/span&gt;&lt;em&gt; em "Os segredos do Pai-Nosso"- Rio de Janeiro:Sexante,2006.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-5055509467540804343?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5055509467540804343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5055509467540804343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/04/orao-filosfica.html' title='&quot;Procurando o Deus desconhecido&quot;'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SBaMVT2KtBI/AAAAAAAAAHk/N-f5K29APvM/s72-c/040405.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2646619163077723000</id><published>2008-04-27T18:52:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:39.638-08:00</updated><title type='text'>Meditação</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SBUurD2KtAI/AAAAAAAAAHc/x7PooG18KUM/s1600-h/Julio%2520Sev.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194109062543488002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SBUurD2KtAI/AAAAAAAAAHc/x7PooG18KUM/s200/Julio%2520Sev.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;"Quer saber o resultado final de uma sociedade que é educada a desprezar a Bíblia e cultuar a teoria da evolução, destronando Deus e seus valores e entronizando Karl Marx, Hitler, Darwin ou outros homens e seus valores? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Olhe para o que aconteceu com a Alemanha nazista e a extinta União Soviética: quando os seres humanos param de respeitar a Deus e passam a crer que vieram do macaco, eles se tornam piores do que os animais selvagens."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Júlio Severo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-2646619163077723000?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2646619163077723000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2646619163077723000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/04/meditao.html' title='Meditação'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SBUurD2KtAI/AAAAAAAAAHc/x7PooG18KUM/s72-c/Julio%2520Sev.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-6434610572621085203</id><published>2008-04-18T10:38:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:40.042-08:00</updated><title type='text'>Congresso Brasileiro de Teologia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SAjdyCHKaAI/AAAAAAAAAHU/1h56qC5NO64/s1600-h/news_congresso2008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190642422174607362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SAjdyCHKaAI/AAAAAAAAAHU/1h56qC5NO64/s400/news_congresso2008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-6434610572621085203?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6434610572621085203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6434610572621085203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/04/congresso-brasileiro-de-teologia.html' title='Congresso Brasileiro de Teologia'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/SAjdyCHKaAI/AAAAAAAAAHU/1h56qC5NO64/s72-c/news_congresso2008.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-5151295854143202965</id><published>2008-03-30T11:50:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:40.227-08:00</updated><title type='text'>Religião verdadeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R-_hkgLLIeI/AAAAAAAAAG8/lSObVQGggCM/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183609713355071970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R-_hkgLLIeI/AAAAAAAAAG8/lSObVQGggCM/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A palavra “religião”, segundo a maioria, significa o que se faz para entrar em contato com Deus. Por intermédio de cerimônias e liturgia, os homens crêem conseguir uma ligação com o Criador e Mantenedor de tudo que existe. Mas, como acontece em todas as áreas e atividades humanas, há religião verdadeira e falsa. Sem a revelação bíblica seria impossível saber se as nossas atividades religiosas são de fato válidas ou espúrias aos olhos de Deus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tiago escreve em sua carta: “a religião que Deus, nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tg 1.27). Não parece estranho que Tiago defina a religião de maneira tão prática e “social”! Ele diz, em outras palavras: “para se ligar a Deus é necessário que se desligue do mundo e fique solidário com as pessoas menos favorecidas da comunidade”. Vulnerabilidade frente às dificuldades e carências que a vida impõe, abrem uma porta especial para os que desejam chegar até Deus. Como podemos entender melhor esta maneira incomum de pensar sobre religião verdadeira?.&lt;br /&gt;Jesus pintou no quadro do Juízo Final em Mateus 25 uma realidade semelhante a de Tiago. O critério da separação dos cabritos e ovelhas será fundamentado na “religião”. Os benditos do Pai receberão a herança do Reino preparada desde a criação do mundo. Jesus ficou de tal maneira identificado com os seus “menores irmãos” que todos os atos de misericórdia foram direcionados, em último lugar, ao próprio Filho de Deus. Dando comida a um destes necessitados se compartilha com Jesus! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os “malditos” não viram o Senhor invisível nos “pequeninos”. Não lhes deram de comer quando estavam famintos, nem roupas para vestir quando as necessitavam. Faltou o amor necessário para se sacrificar, fazendo visitas aos encarcerados ou oferecendo hospedagem aos estrangeiros. Nem os bodes e nem as ovelhas tiveram alguma noção acerca da solidariedade que existe entre Jesus Cristo e seus vulneráveis irmãos. Porém o amor das “ovelhas” para os irmãos de Jesus não deixou de se expressar, mesmo que elas não soubessem o que faziam. A religião verdadeira operava inconscientemente nos que, na verdade, estavam ligados a Deus. Os desligados ficaram igualmente ignorantes das implicações de uma conexão verdadeira com Deus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A preocupação de Paulo com os cristãos necessitados da Judéia, conforme notamos em Romanos 15.26-29, o forçou a pôr de lado seu trabalho de implantar igrejas para por em prática esta religião que Deus valoriza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os evangélicos do Brasil têm uma oportunidade dourada para demonstrar um compromisso com os mais necessitados. As riquezas materiais que os privilegiados da sociedade têm foram concedidas para estes compartilharem com os que nada têm. Foi a atitude dos macedônios que, “no meio da mais severa tribulação e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade” (2 Co 8.2). Sentiram prazer em contribuir, não de sua abundância, mas de sua gritante pobreza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;EVITAR A CORRUPÇÃO DO MUNDO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A segunda marca dos que são realmente religiosos torna-se patente na atitude deles perante o mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mundo corrupto pode ser identificado com a atitude dos que estão desligados de Deus. Tiago mostra em sua Carta que os egoístas cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Até suas orações são dominadas pelo egoísmo. Estes “adúlteros” não sabem que “a amizade com o mundo é inimizade com Deus” (Tg 4.4). A palavra de Jesus afirma que no Juízo Final os “malditos” irão para o castigo eterno (Mt 25.46).&lt;br /&gt;O amor de Deus não ocupa os corações dos que amam o mundo (1 Jo 2.15).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;CONCLUSÃO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ligar-se a Deus por uma fé genuína e transformadora em Cristo, não deixa de se evidenciar na prática. Jesus ensinou especificamente que toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. Impossível é para uma árvore boa produzir fruto ruim. A verdadeira religião deve ser interna e externa também. O Reino de Cristo é uma realidade que não se restringe às palavras apenas, mas a ações que têm uma única explicação razoável. Paulo explicou assim: “Cristo em vocês, esperança da glória”. Quando o amor de Deus é derramado nos corações dos seus servos, a evidência aparece em atos de misericórdia e de solidariedade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Russel Shedd&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-5151295854143202965?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5151295854143202965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5151295854143202965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/03/religio-verdadeira.html' title='Religião verdadeira'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R-_hkgLLIeI/AAAAAAAAAG8/lSObVQGggCM/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-5168924177607876948</id><published>2008-03-30T11:41:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:40.565-08:00</updated><title type='text'>O Evangelho sem vergonha</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R-_gbALLIdI/AAAAAAAAAG0/na8wAn1EPkQ/s1600-h/Lobo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183608450634686930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R-_gbALLIdI/AAAAAAAAAG0/na8wAn1EPkQ/s320/Lobo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Assustado com a falta de vergonha dos brasileiros, dos que estão no poder e do povo em geral, o psicanalista ítalo-brasileiro Contardo Calligaris escreveu uma série de artigos, que vale, sobretudo, pela preocupação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele lembra que a antropóloga norte-americana Ruth Benedict estudou o comportamento das pessoas em relação à moralidade. Ela mostrou que há sociedades reguladas pela vergonha e outras pela culpa. É comum no Japão uma pessoa, flagrada em corrupção, tirar sua própria vida. É a maneira que tem para preservar sua dignidade. “Nas sociedades em que predomina a vergonha, o sujeito escolhe agir, se abster ou impor limites à sua ação para não perder a face e para preservar ou resgatar sua honra e sua dignidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nas outras, o sujeito age para evitar a culpa ou para expiá-la”. (CALLIGARIS, Contardo. Culpa e vergonha. Moralidade 1. Folha de S. Paulo, 2.2.2006, ilustrada, p. 12.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os brasileiros dão um nó na Antropologia, em particular, e nas Ciências Sociais em geral. A vergonha é escassa. Seria de esperar, então, que houvesse culpa, mas o sentimento de culpa é abrandado pela impunidade. De impunidade em impunidade, a culpa e a vergonha vão cauterizando a mente (1Timóteo 4.2) para não sentir vergonha nem culpa por mais vergonhosa e culpada que seja a ação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Paulo experimentou a mesma realidade em função daquilo que Deus fez em sua vida. Ele era uma pessoa correta, seguidora dos mandamentos de Deus, mas não de Deus, porque em nome de Deus, odiava outras pessoas também tementes a Deus. O judeu Saulo de Tarso perseguia os cristãos. O poder de Deus o alcançou, derrubou-o de sua pretensão de fazer justiça com as próprias mãos e o agora cristão Paulo se tornou um pregador do Evangelho pelo qual foi salvo da ira de Deus. Só que este Evangelho era visto como loucura. Onde um só homem pode morrer por todos? Onde as culpas de todos podem ser apagadas pelo sacrifício de um só? Só pelo poder de Deus, mas quem o aceita? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;NÃO SE ENVERGONHA DO EVANGELHO QUEM CRÊ NO PODER DE DEUS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E por que alguns cristãos se envergonham do Evangelho? Uma razão é intelectual. A idéia de que há um Deus pessoal criador que intervém na História, sendo a sua maior intervenção o envio do seu Filho para resgatar a Humanidade do pecado para um relacionamento com Ele, não atende ao postulado da razão. A existência deste Deus não pode ser racionalmente provada. A idéia de que Deus tomou a forma humana, tendo morrido na cruz para expiar nossos pecados, é tomada como absurda. Já ao tempo do apóstolo Paulo, a idéia de uma cruz com efeito universal era considerada louca. Ele escreveu &lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;“Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus por meio da loucura da pregação”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (1Coríntios 2.4-5). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183608107037303234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R-_gHALLIcI/AAAAAAAAAGs/GW3DiGsmv94/s320/a5866b0c33a2237cfaf657e843b4101a.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo é visto, em muitos círculos intelectuais, como uma forma de superstição, a ser evitada. Nestes ambientes, um cristão é visto como alguém que abriu mão da razão, logo, perigoso para a ciência e para o pensamento. Ser visto assim é uma pressão muito grande. A tentação ao silêncio é forte. Por isto, é como se Paulo nos dissesse: “não se envergonhe do Evangelho porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”, seja ele bem ilustrado ou pouco letrado. Bem ilustrados e pouco letrados só conhecerão este poder de Deus se o Evangelho lhes for anunciado, mesmo que sob vaia (1Coríntios 1.18-21).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A outra razão é social. O cristianismo é uma religião de alta moralidade. Seus padrões são tão elevados que são considerados inalcançáveis, por aqueles que só conhecem a sua superfície. Para muitos em nossa sociedade, ser cristão é renunciar a vida e a liberdade. Abre-se, por exemplo, uma revista popular para adolescentes e ali não se encontra nenhuma moral, a não ser esta: cada um deve fazer com o seu corpo o que lhe der vontade ou cada um deve fazer com a sua vontade o que o corpo pede. Para muitos, ser cristão é abrir mão do enriquecimento ilícito, é não subir tendo o próximo como trampolim. Para muitos, o cristão ignora a natureza humana, só sobrevive quem for lobo do outro. A pressão é grande sobre o cristão. Para aquele que tem fé é grande a tentação de ficar anônimo neste ambiente hostil (1João 2.15-17). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;NÃO SE ENVERGONHA DO EVANGELHO QUEM NÃO ENVERGONHA O EVANGELHO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Envergonhar o Evangelho é uma possibilidade. Alguns o faziam. Paulo desejava que isto jamais acontecesse com ele. Envergonha o Evangelho quem envergonha a Cristo, negando a fé nEle, por atos e palavras. Neste sentido, o maior inimigo do cristão, para que o Evangelho avance, é o próprio cristão. Temos problemas com as palavras, mas nosso verdadeiro campo de vergonha é o gesto. É a ação, quando esta contradiz o que falamos. Envergonhar o Evangelho é dar um nó na Bíblia, porque nela estão todas as advertências quanto ao abismo. O Evangelho não pode ser uma coisa e o evangélico outra. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação. O evangélico deve viver sob este poder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem não se envergonha do Evangelho e não envergonha o Evangelho não é envergonhado por Jesus Cristo. Evangelho é vida. Quando queremos transformá-lo em outra coisa, nós o defraudamos. Um Evangelho defraudado não é Evangelho. Um Evangelho feito de palavras, na pregação e no louvor, não é Evangelho. Um cristão que defrauda o Evangelho não é cristão. Ele não passará pelo crivo de Cristo (Mateus 25.34-40). Um cristão que envergonha o Evangelho não é um cristão, porque não é um cristão aquele que aprendeu uma seqüência de palavras sobre o Evangelho (Lucas 9.26). Permaneçamos em Jesus (1João 2.28-29). Um cristão é aquele que recebe o poder de Deus para a salvação e o dom de Deus para a fidelidade. Não envergonhamos o Evangelho quando vivemos pelo poder de Deus (2Timóteo 1.7-10). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;*&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Israel Belo de Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-5168924177607876948?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5168924177607876948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5168924177607876948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/03/o-evangelho-sem-vergonha.html' title='O Evangelho sem vergonha'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R-_gbALLIdI/AAAAAAAAAG0/na8wAn1EPkQ/s72-c/Lobo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-4143093261922943631</id><published>2008-03-06T12:53:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T08:51:41.007-08:00</updated><title type='text'>A Redenção da Humanidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R9BbCQVGBlI/AAAAAAAAAGk/04PxO41cWrc/s1600-h/the_it_is_written_staff_will_pray_for_you.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174736066150008402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R9BbCQVGBlI/AAAAAAAAAGk/04PxO41cWrc/s320/the_it_is_written_staff_will_pray_for_you.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Deus está no processo de cumprir uma grande missão: a redenção da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele estabeleceu que, nessa tarefa, não só remirá os homens, mas fará uso deles para executar uma parte especial no processo, a fim de que possa mostrar seu poder e graça através da vida deles. Eles então trabalharam “junto com Deus” (2Co 6.1).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Compreender este conceito é a chave para entender a Deus. Ele nos chama para si mesmo e para a sua missão. Quem quer que tome o nome de Cristo, deve aceitar também a sua missão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todos os que reivindicam o céu como lar, também aceitam o evangelismo como um estilo de vida. Aqueles que prometem obediência a Deus, devem igualmente prometer obediência ao plano divino de alcançar os perdidos. Não existem opções nem exceções neste sentido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta responsabilidade cabe a todos os cristãos, de todas as épocas, em todos os lugares. Ela nada tem a ver com dons, necessidades, circunstâncias. Não existem homens “especiais” para Deus. O “dom do evangelho” não existe!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Devemos livrar-nos de idéias desse tipo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vamos enfrentar o fato de que todos nós podemos fazer alguma coisa pelos perdidos do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Você tem língua?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você sabe sorrir?&lt;br /&gt;Você tem um conhecido?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem então o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós não levamos realmente a sério a missão de Deus. Mais da metade da população do mundo pode ser classificada como não tendo sido alcançada pelo evangelho. São homens e mulheres que não tiveram ainda a oportunidade de responder com inteligência a uma apresentação compreensível das boas novas de que Cristo morreu pelos nossos pecados. Nesse número estão incluídos (segundo o jornal Moody Monthly) cerca de 903 milhões de chineses, 574 milhões de hindus, 704 milhões de muçulmanos e centenas de milhares de outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto esses milhões continuam famintos, nós, na maioria das vezes, nos tornamos obesos. Somos peritos em justificar nossa complacência e racionalizar nossa apatia. Se continuarmos nesse andar, não teremos futuro. Ponto final. Estamos nos afundando. Se não acelerarmos nossos esforços, cinco entre cada seis não-cristãos jamais ouvirão o evangelho. Como podemos pensar em sermos chamados “povo de Deus” se não participarmos da sua missão? Por quanto tempo mais ousaremos ignorar o mundo faminto enquanto nos sentamos à mesa do banquete?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A razão de estar escrevendo isto é que a igreja está começando a ignorar a Grande Comissão. Por quê? Sinceramente não sei. Sei que não podemos fazer isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No decorrer da história, a igreja morreu quando o mundo foi esquecido. A igreja prosperou quando o mundo foi lembrado.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R9BavgVGBkI/AAAAAAAAAGc/sd3XOiml8cg/s1600-h/max_lucado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174735744027461186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R9BavgVGBkI/AAAAAAAAAGc/sd3XOiml8cg/s200/max_lucado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;*Max Lucado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-4143093261922943631?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4143093261922943631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4143093261922943631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/03/redeno-da-humanidade.html' title='A Redenção da Humanidade'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R9BbCQVGBlI/AAAAAAAAAGk/04PxO41cWrc/s72-c/the_it_is_written_staff_will_pray_for_you.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-7818333689556601373</id><published>2008-02-29T13:20:00.001-08:00</published><updated>2008-12-09T08:51:41.158-08:00</updated><title type='text'>HORÁRIO ECLESIÁSTICO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R8h3XLAWXEI/AAAAAAAAAGU/n3_4W1toJkk/s1600-h/HOR%25C3%2581RIO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172515412009966658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R8h3XLAWXEI/AAAAAAAAAGU/n3_4W1toJkk/s400/HOR%25C3%2581RIO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                    *Um retrato fiel de um estilo de vida !!!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-7818333689556601373?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7818333689556601373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7818333689556601373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/02/horrio-eclesistico.html' title='HORÁRIO ECLESIÁSTICO'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R8h3XLAWXEI/AAAAAAAAAGU/n3_4W1toJkk/s72-c/HOR%25C3%2581RIO.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-1700092067100001149</id><published>2008-02-18T05:45:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T08:51:41.532-08:00</updated><title type='text'>OUTRA LITURGIA PARA OUTRA CULTURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R7mOqgR7z1I/AAAAAAAAAF8/Vve8XfO0Ld0/s1600-h/cruz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168318908255162194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R7mOqgR7z1I/AAAAAAAAAF8/Vve8XfO0Ld0/s200/cruz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Todas as sociedades primitivas possuíam cerimônias especiais conhecidas como ritos de iniciação ou de passagem. Mais do que uma transição individual, os ritos representavam a sua aceitação e participação na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreeder os ritos em sua essência, ajuda o ser humano a lidar bem com as mudanças da vida e a assumir novas responsabilidades. Ajuda também, a dar melhor historicidade e firmar valores pessoais.Os rituais costumavam pontuar desprendimento, fechando um ciclo existencial e dando inicio a outro. O indivíduo deixava para trás coisas velhas para assumir outras novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Declarava-se no rito uma mudança de atitude e até mesmo de alteração de um grupo de relacionamento pessoal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vez por outra, o indivíduo chegava a trocar de nome o que representava uma radical mudança, uma declaração de ser uma nova pessoa a partir daquele instante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apesar do esvaziamento do significado original, alguns ritos ainda subsistem. Hoje em dia, as comemorações de 15 anos representam muito mais um evento social, do que o marco de uma nova fase na vida da mulher.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O batismo cristão serve como exemplo, de como com o passar do tempo, os ritos podem perder a força de seu real sentido. Visto apenas como uma pró-forma da religião, percebe-se por parte de um bom número de indivíduos, uma certa indiferença quanto ao compromisso de realmente cumprir a promessa feita diante da comunidade da fé. De igual forma, o casamento, mesmo diante de diversas testemunhas e documentos assinados, não inibe a facilidade de sua dissolução. Nas sociedades primitivas, a mudança ou promessa de um rito, era além de desejável, inquestionável, sagrada e uma obrigação impossível de se quebrar. Romper colocava em risco a sobrevivência da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A prática de um mesmo rito difere de uma cultura para outra. Trote do vestibular, casamento, funeral e enterro, formatura, bodas, noivado, e diversos outros.Cada um tem seu fundamento e serve para ratificar valores de uma sociedade. Por isso sua prática, a liturgia, precisa comunicar bem o propósito de sua existência. Sua execução precisa adaptar-se ao seu contexto cultural, para não perder o seu mais profundo significado.&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Deveríamos como cristãos diante de nossa atual sociedade, nos perguntar se nossos rituais transmitem a mensagem de seu real símbolo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;A Ceia como exemplo:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para uma cultura festiva em que comer junto significava a celebração da fraternidade, da vida, a abertura do privado para o outro, a ceia transmitia bem a mensagem de “koinonia”. Palavra normalmente traduzida por comunhão, mas cujo significado envolve muito mais, pois ela contém os conceitos de serviço, solidariedade, justiça, igualdade, fraternidade e mutualidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em uma sociedade monárquica, com classes sociais distintamente extremadas entre nobres e plebe, não haveria melhor maneira de demostrar a maravilha do reino de amor e justiça, do que através de um ritual em que o soberano servisse o vassalo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Que significado teria a mesma ação em uma sociedade que se propõe igualitária?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se nesta sociedade se valoriza mais o indivíduo do que a vida comunitária, e se sua cultura alimenta o egocentrismo, e o cidadão/consumidor tem seus direitos inalienáveis, o governante tem a obrigação de servir e é direito do governado ser servido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Em nossa atual cultura o ritual da ceia transmite o significado de koinonia?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor para preservar sua essência precisa ser compartilhado ou deixa de ser amor. A ceia é um rito que simboliza o mais profundo amor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Que tipo de significado tem para nossa sociedade um rito de doação, cuja prática em si transmite uma mensagem de recebimento?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Numa sociedade que luta pelos direitos individuais, como se deveria realizar um rito de caráter comunitário que significa doação e compartilhamento?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De maneira geral no atual ritual da ceia, cada crente permanece sentado em seu próprio lugar. Sem praticamente nenhuma interação com o outro, toma dos elementos das mãos de um único. Fecha seus olhos e numa postura isolada se concentra numa espiritualidade individual. A mensagem oral de comunhão é contraditada pela mensagem transmitida na prática do rito. Cada um é levado a se comportar individualmente como expectador da celebração.Ela superestima a relação individual com Deus e subestima a relação comunitária com Deus. E uma não existe sem a outra. A ceia como parábola viva, deve revelar em seu ato, a verdade espiritual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Se retirasse as palavras da ceia o que a liturgia transmitiria?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Penso a mensagem mais significativa da ceia como Corpo e Aliança.Assim como Cristo se deu por nós devemos nos dar pelo outro, por isso a ceia transmite uma mensagem de um para com o outro: “este é o meu corpo dado a você” e de igual maneira “esta é a aliança que tenho com você”. Minha vida é sua e a sua é minha. Mensagem de pertencimento, pois há somente um pão e os que dele participam formam um só corpo. (1 Jo 3:16; 1 Cor 10:17)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se toda nossa liturgia levar as pessoas a um comportamento de platéia, público, auditório e expectadores e somado a isto, se os figurais como púlpito, pregação, ministro de louvor, a disposição das cadeiras e o programa transmitirem uma mensagem de que alguns servem (ministram) e outros assistem, o tipo de envolvimento conseguido dos membros desta comunidade será apenas de expectadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque o rito e o ambiente promovendo mais o programa do que a vida comunitária e do que as relações interpessoais, num contexto que não compreende o programa como um serviço ou obrigação a Deus, pode-se acabar ressaltando no desenvolvimento social desta comunidade, um individualismo e descompromissado para com o outro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A igreja precisa de um ambiente possível para que cada pessoa perceba que ela é única, mas não exclusiva.Que cada crente ao sair de sua igreja, após aquele tempo maravilhoso de culto, esteja consciente de que pertence a um corpo, tem co-responsabilidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Penso que a mensagem oral e litúrgica da igreja deva desafiar as pessoas para que se abram para a vida e para o outro. Torne-as gente que crê apesar de suas fragilidades, limitações, e da volúpia do mundo injusto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A graça é garantia suficiente do amor de Deus e se revela indiscutivelmente nas relações de fraternidade; de carinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como penso a igreja do futuro (?).&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Um espaço de oportunidades para todos se compartilharem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O mestre aquele que desperta a vida de Cristo no discípulo e menos preocupado em passar conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O apologeta aquele que defende prioritariamente a vida e o amor, e com habilidade em colocar a doutrina a serviço dos homens. Que considere heresia o desprezo pela vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Crente ou salvo aquele que torne em seu viver a realidade de Cristo e não aquele confessa um credo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O culto uma celebração da vida e contemplação de Cristo no outro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A confissão pública uma declaração de amor e comprometimento com Cristo e não um assentimento intelectual de uma declaração de fé.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O pastor hábil na arte de acolher, menos orador e mais ouvinte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ministro de louvor alguém com mais alma de poeta do que profissional da música.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enfim, enquanto não desfrutamos do novo céu e nova terra onde habita justiça, vivamos cada dia com graça e esperança, produzindo paz e gerando vida.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R7mO3gR7z2I/AAAAAAAAAGE/uGgDYY-qsB8/s1600-h/Eliel%2B3%2Bcolor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168319131593461602" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R7mO3gR7z2I/AAAAAAAAAGE/uGgDYY-qsB8/s200/Eliel%2B3%2Bcolor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                                                                    &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                                                                             *Eliel Batista   &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://particulasdagraca.blogspot.com/"&gt;                                                      http://particulasdagraca.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-1700092067100001149?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1700092067100001149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1700092067100001149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/02/outra-liturgia-para-outra-cultura.html' title='OUTRA LITURGIA PARA OUTRA CULTURA'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R7mOqgR7z1I/AAAAAAAAAF8/Vve8XfO0Ld0/s72-c/cruz.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-3916116956814204260</id><published>2008-02-05T13:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T08:51:42.768-08:00</updated><title type='text'>A nova morte de Deus</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R6jYtr1rlNI/AAAAAAAAAFo/kkIc_mnL6yM/s1600-h/ni.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163615252153865426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R6jYtr1rlNI/AAAAAAAAAFo/kkIc_mnL6yM/s200/ni.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A morte de Deus já foi preconizada por Nietzsche e até por muitos teólogos. Infelizmente, muitos que deviam viver em comunhão com o Senhor continuam matando-o. Há igrejas e crentes formalistas, que se dedicam ao lado institucional e organizacional do cristianismo em que o que vale é o trabalho da igreja. Uma pessoa se converte e logo é adestrada para se envolver intensamente com as atividades da congregação, transformando a igreja num fim em si mesma. Ali, trabalha-se tanto para a obra de Deus que se esqueceu do Deus da obra – ou seja, mataram o Senhor e, em seu lugar, foram colocados eventos e muita ação dos membros. É o evangelho pragmático e institucionalizado de muitas igrejas históricas.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há também igrejas que reagiram a esse ativismo mecanicista em busca de uma experiência espiritual, segregando as outras co-irmãs – a quem chamam de ativistas –, como se não tivessem o Espírito Santo. A busca do “poder” acaba satisfazendo a vida mais emocionante, valorizando mais a experiência carismática do que o próprio Deus que, afinal das contas, é quem a concede. No vácuo causado pela morte de Deus, criaram outro, que pudesse lhes dar poder de fazer milagres e curar com hora marcada. Neste caso, enquadram-se muitas igrejas pentecostais e carismáticas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há também aqueles que hoje são fortes em oferecer um Evangelho que mais parece mercadoria, disponibilizando bens simbólicos da religião para satisfazer as pessoas em seu projeto de vida boa. Mataram Deus, transformando-o em servo, em mercadoria barata, oferecida em troco de uma boa oferta, também chamada sacrifício. Temos aqui as igrejas neopentecostais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ultimamente, tem surgido um outro movimento que provisoriamente tenho chamado de “adoracionismo”, que segue de perto o profetismo místico descrito por Max Weber. São aqueles crentes que curtem um “transe” de meditação gospel – gostam de viver no “monte da transfiguração”, vivem da contemplação no meio de louvores que elevam sua alma ao sétimo céu, mas se desligam do cristianismo de uma vida real, comprometida com os valores éticos bíblicos. Vivem adorando a Deus, mas na realidade podem tê-lo matado para dar vazão ao seu próprio sentimento de bem estar interior. É como se fosse uma ioga evangélica, uma catarse de fim de semana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas Deus é vivo e real. Ele é Deus, soberano; devemos tê-lo como nosso Rei, reconhecendo nossa limitação, nossa finitude, nossa corrupção. Devemos nos render aos seus pés e viver para alegrá-lo, agindo com cristãos neste mundo que precisa de exemplos concretos de uma vida com significado além do mero antropocentrismo que deseja reduzir Deus ao tamanho de nossos desejos ou angústias. Cristianismo fora disso significa mesmo a morte de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Lourenço Stelio Regaé&lt;/em&gt; teólogo, educador e escritor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-3916116956814204260?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3916116956814204260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3916116956814204260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/02/nova-morte-de-deus.html' title='A nova morte de Deus'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R6jYtr1rlNI/AAAAAAAAAFo/kkIc_mnL6yM/s72-c/ni.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2587761010843524048</id><published>2008-01-29T11:30:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T08:51:43.006-08:00</updated><title type='text'>Já não se fazem pastores como antigamente</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R5-AFb1rlMI/AAAAAAAAAFg/-UvdgZFpCaY/s1600-h/1164303163_38018.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160984528850490562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R5-AFb1rlMI/AAAAAAAAAFg/-UvdgZFpCaY/s200/1164303163_38018.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Depois de 30 anos de ministério trabalhando em igrejas locais e numa grande denominação brasileira, mais 32 anos no exercício do magistério teológico, tenho refletido sobre o que dizem membros e líderes de muitas igrejas a respeito da atuação pastoral. E fico cada vez mais perplexo com o que presencio. Hoje, muitas ovelhas procuram ficar distantes de seu pastor por acreditarem que, ao se aproximarem do ministro, vão ouvir algum sermão ou receber uma tarefa. Aí, concluem que pastor só serve para dar bronca ou se aproveitar de mão de obra útil e barata disponível nas igrejas – e ainda pagam a conta no fim do mês, dando o seu dízimo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outras ovelhas demonstram estar cansadas de ver o narcisismo de seu pastor que, sempre cheio de si, faz elogiosas menções ao seu próprio nome sem qualquer vermelhidão na face. Mas há ainda casos em que o pastor, em vez de pastorear, cuidar do rebanho, acaba como que um verdadeiro gerente da congregação. Ele agenda eventos, determina prioridades e supervisiona todas as atividades do rebanho, como um verdadeiro executivo dos púlpitos. O controle é tão grande, e muitas vezes exercido com mão de ferro, que o que chamam “obra de Deus” passa a ser mais importante que o próprio Deus. Para estes, o cristianismo deixou de ser vida, para ser apenas trabalho maçante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É possível também observar que muitos acabam agindo como &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;despachantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do Senhor. Há pastores e líderes que acreditam piamente que apenas a sua oração é que tem acesso livre e desimpedido a Deus. Assim, tendem a transformar suas ovelhas em servos do ministério, em vez de levá-las a depender de Deus. E o que dizer dos pastores “showmen”, que tranformam o culto em espetáculo? Para estes, minúcias como a data de aniversário ou o problema familiar de um determinado fiel passam em brancas nuvens. Só se lembram da ovelha quando a vêem no culto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todavia, ser pastor é muito, muito mais do que isso. Pastorear é ter sede pela convivência; é cultivar relacionamentos; é interessar-se por saber como está cada ovelha – quais são seus dilemas, suas ansiedades, suas angústias e até mesmo suas falhas, para poder ajudá-la no aperfeiçoamento de vida. Ser pastor é acordar de madrugada para orar pelos membros da congregação, por suas famílias. Ser pastor é depender de Deus para conseguir levar a sobrecarga do ministério, é partilhar suas atividades com um grupo de discipuladores. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;É, já não se fazem pastores como antigamente...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Lourenço Stelio Regaé&lt;/span&gt; teologo, educador e escritor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-2587761010843524048?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2587761010843524048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2587761010843524048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/01/j-no-se-fazem-pastores-como-antigamente.html' title='Já não se fazem pastores como antigamente'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R5-AFb1rlMI/AAAAAAAAAFg/-UvdgZFpCaY/s72-c/1164303163_38018.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-5839831060875413987</id><published>2008-01-11T05:45:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T08:51:43.262-08:00</updated><title type='text'>Não quero ser o menor!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R4d4m7lvfsI/AAAAAAAAAFY/dbvahc__uA8/s1600-h/familia3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154220908775177922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R4d4m7lvfsI/AAAAAAAAAFY/dbvahc__uA8/s320/familia3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ontem decidi não obedecer minha agenda. Por conta disso, fiquei em casa com minha mulher e as crianças. Fiz de tudo um pouco. Dei expediente pastoral e paterno ao mesmo tempo, pois é aqui que percebo a energia do texto em que Deus é simbolizado por uma galinha, quando disse: “&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Debaixo das minhas asas estareis seguros&lt;/span&gt;”. Meus filhos se alegraram com a segurança oferecida. E, é claro, também tive tempo para deixar um pouco de lado o obreiro, o pai, o profissional, para ser somente o marido-amigo.Depois que foram todos dormir, permaneci por mais um tempo na sala. Vivi aqueles momentos em que nossa mente está liberada para o inusitado, o novo. Deitado no divã da minha própria consciência, me surepreendi pensando naquele momento em que Jesus declarou para seus discípulos: &lt;span style="color:#990000;"&gt;“Quem quiser ser o maior, seja o menor de todos”&lt;/span&gt; (Mateus 20.26).&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pode até parecer loucura, mas após um bom período de reflexão cheguei à conclusão de que não quero ser o menor. Tenho visto no meio evangélico um grupo muito grande de pessoas que, por conta da necessidade de serem “&lt;em&gt;o menor&lt;/em&gt;”, deixaram de sonhar com grandes projetos, de desejar melhores condições de vida e até mesmo de se preparar para assumir posições mais altas e de maior responsabilidade, seja na igreja ou na sociedade de um modo geral. Para muitos cristãos, ser “&lt;em&gt;o menor&lt;/em&gt;” acabou se tornado um enclausuramento, um estilo de vida quase essênico. Afastaram-se de tudo e de todos, sem se dar conta de que estamos num mundo em constantes e profundas mudanças, e que exige o mesmo de nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No afã de ser esse “&lt;em&gt;menor&lt;/em&gt;”, muitos se afastaram e outros criaram uma visão negativa em torno da busca do saber e da cultura. Afinal, dizem eles, “&lt;em&gt;a letra mata&lt;/em&gt;”. Em relação ao mercado de trabalho, por exemplo, temos muitos servos de Deus frustrados, e outro desempregados – infelizmente, nem sempre por falta de vagas, e sim, de capacitação profissional. De certa maneira, no meio evangélico, isso é gerado pelo misticismo em torno da tal busca, sem fundamento bíblico, por ser “&lt;em&gt;o menor&lt;/em&gt;”. Não! Definitivamente não quero ser esse menor. Quero ter o direito de desejar o melhor para minha vida, para minha família e também para o meu ministério. Espero ter a oportunidade de um aperfeiçoamento teológico e lingüístico em outro país, desenvolver uma visão cultural e espiritualmente relevante sobre a engrenagem que rege a vida humana. Um mestrado e doutorado, quem sabe.A percepção exata do que somos e do que podemos ser é o que realmente configura o foco da mensagem de Cristo naquele dia aos discípulos da Galiléia. Fomos chamados para servir alguma coisa a alguém. Esse é o chamado de Cristo. Fomos convocados para oferecer algo e não para vivermos no redemoinho da mediocridade. Deus sempre desejou o melhor para o homem, e por isso, não creio que Jesus estivesse convidando os discípulos a viver a “&lt;em&gt;teologia da hiena&lt;/em&gt;”, tão bem expressa num desenho animado de minha infância, no qual o personagem repetia constantemente: “&lt;em&gt;Oh, vida! Oh, céu! Oh, azar&lt;/em&gt;!” Esse parece ser o lema daqueles que buscam ser o “menor”, fora da interpretação correta das palavras do Mestre. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A proposta de Jesus era diferente desse evangelho oco, vazio e revestido de falsos sentimentos de humildade. Ser o menor, então, não é ver as coisas dando errado ou viver andando para trás. É na verdade o oposto disso. Ser o menor é dar-se a si mesmo em favor dos outros. Ser o menor é construir possibilidades de vida coletiva e não de afundamento social; é dar ao outro o que se tem alcançado no ser, e não privar-se de ser o que o outro, por situações adversas, não é.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser o menor é chegar o mais alto que conseguir, o mais longe que puder, sem contudo esquecer que, quando necessário, devemos descer e dar a mão ao que ficou embaixo, voltar atrás e levantar aquele que, por algum motivo, tenha caído, ou como disse o próprio Mestre: &lt;span style="color:#009900;"&gt;“Quem quiser ser servido, que sirva a todos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quero ser o menor ao estilo apóstolo Paulo que, mesmo diante dos desafios, soube ser grande e ser servo. Quero ser o menor sob a perspectiva paulina, onde o ontem que foi ruim só será proveitoso mediante os acertos promovidos hoje, tornando possíveis as realizações propostas para o amanhã. O desafio não é ficar por baixo remoendo os erros e os fracassos, e sim, tirar lições proveitosas deles. Dar a volta por cima, como se diz. Ou como diria o próprio Paulo: “&lt;span style="color:#000099;"&gt;Esquecendo-me das coisas que para trás ficam, prossigo para o alvo da soberana &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;vocação&lt;/span&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser o menor, em última análise, consiste então em saber que devemos servir a todos indiscriminadamente. Isso equivale a ter o que oferecer e a quem oferecer, pois, do contrário, será impossível ser o menor sem ter a quem – ou ao quê – servir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Roberto Santos&lt;/em&gt; é bacharel em teologia e pastor aspirante na Igreja Metodista Wesleyana .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-5839831060875413987?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5839831060875413987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5839831060875413987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2008/01/no-quero-ser-o-menor.html' title='Não quero ser o menor!'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R4d4m7lvfsI/AAAAAAAAAFY/dbvahc__uA8/s72-c/familia3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-5178584954613147944</id><published>2007-12-30T11:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T08:51:43.438-08:00</updated><title type='text'>O Caminho da Sensatez</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R3fxn8S2TQI/AAAAAAAAAFQ/0fv6SWRppaE/s1600-h/jesusmatt03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149850367423827202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R3fxn8S2TQI/AAAAAAAAAFQ/0fv6SWRppaE/s320/jesusmatt03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Como pastor, tenho observado que muitos cristãos vivem aprisionados e não gozam a liberdade em Cristo. São pessoas movidas por ansiedades, medos e inseguranças. Muitos carregam mágoas, culpas e ressentimentos. Por isso, não conseguem se relacionar livremente, nem com Deus, nem com o próximo. Jovens e adolescentes que são prisioneiros da aparência ou dominados pelas vontades e caprichos dos outros. Movem-se por impulsos sexuais e afetivos levianos e descomprometidos, ou são dependentes de drogas e bebidas.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Somos prisioneiros do passado por causa das nossas lembranças e memórias. E somos prisioneiros do futuro por causa das ansiedades. Em virtude disso, o presente torna-se vazio e cheio de tédio. A falta de significado intensifica a ansiedade e aumenta a vulnerabilidade a toda forma de manipulação emocional e religiosa, o que limita ainda mais a liberdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O apóstolo Paulo, grande mestre do ensino sobre a graça de Deus e da liberdade cristã, apresenta na sua carta aos gálatas, capítulo 3:1-5, cinco perguntas que descrevem seu coração perturbado diante do caminho absurdo que o povo de Deus havia tomado. Para ele, a ignorância daquilo que Cristo fez e a insensatez estavam levando muitos a viverem na mentira e na ilusão, ao invés de gozarem da vida abundante e liberta que Cristo lhes havia conquistado. As cinco perguntas de Paulo são um apelo à razão, ao bom senso e à lucidez para que, ao refletirem sobre elas, tais pessoas pudessem retornar ao caminho da liberdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A primeira pergunta nos coloca em contato com o evento mais importante da história da fé: “Ó gálatas insensatos! Quem os enfeitiçou? Não foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?” A cruz e a ressurreição são os eventos que garantem nossa liberdade. É o fato central em torno do qual todos os outros estão subordinados. A revelação do amor de Deus em Cristo Jesus, a forma como o pecado e a culpa foram resolvidos, a dádiva do “Espírito de adoção” que nos liberta do espírito da escravidão, tudo isto é central e fundamental para nos assegurar uma vida plena e verdadeira.A segunda pergunta aponta para a natureza da vida cristã: “Gostaria de saber apenas uma coisa: foi pela prática da lei que vocês receberam o Espírito, ou pela fé naquilo que ouviram?” O Espírito Santo é a presença de Deus em nós e entre nós, e também o que torna a vida cristã possível. Cristo não foi apenas um grande exemplo de vida que deve ser imitado; ele vive em nós pelo poder do Espírito Santo, numa união real que nos possibilita viver pelo poder da ressurreição. Cristãos sensatos permanecem atentos ao que Deus está fazendo em suas vidas e nas experiências que o Espírito proporciona. Por outro lado, crentes insensatos ignoram tudo isso, criam regras para a presença do Espírito Santo, insistem em que o cumprimento de tais normas é imprescindível para termos o Espírito de Deus. Acabam vivendo por espasmos espirituais ou ancorados na espiritualidade dos outros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A terceira questão que Paulo levanta nos conduz ao caminho da maturidade. “Será que vocês são tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio?” O apóstolo nos apresenta um caminho que se inicia com a revelação de Cristo e que continua com a presença e o poder do Espírito Santo que derrama sobre nós o amor de Deus, possibilitando-nos a viver a vida cristã. Quanto entramos neste caminho, iniciamos o processo de libertação. O problema é que começamos bem, crendo no amor de Deus e em sua graça maravilhosa; mas depois continuamos usando recursos próprios do legalismo ou moralismo, da manipulação religiosa e da chantagem. Iniciamos com o amor e continuamos com o cinismo e a desconfiança. Paulo está dizendo: “Usem a cabeça!” O bom senso nos preserva de abandonar o Evangelho da graça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A quarta pergunta conduz ao reconhecimento dos valores que nos asseguram a liberdade: “Será que foi inútil sofrerem tantas coisas?” O que Paulo está dizendo é queuma pessoa sensata tem valores e por isso sofre – mas isto não inibe, nem limita a liberdade, muito pelo contrário. Uma pessoa sensata sabe o que quer e o que é importante para ela, e assim persevera no caminho da liberdade. Por outro lado, aqueles que não têm valores acabam vivendo por impulsos, tornam-se prisioneiros das pressões dos outros. Como cristãos aprendemos que o amor, a paz, o domínio próprio, a misericórdia e a mansidão são valores fundamentais. Aprendemos que o corpo é o templo do Espírito Santo e que nossa mente não é nenhum depósito de lixo. Sabemos que o perdão é melhor que a vingança, e a justiça é o caminho para a santidade. Quando perdemos tais valores, ficamos reféns da propaganda e da ilusão. Perdemos a liberdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por fim, a última pergunta reafirma tudo o que ele tem dito. “Aquele que lhes dá o seu Espírito e opera milagres entre vocês realiza estas coisas pela prática da lei ou pela fé com a qual receberam a palavra?” Quanto mais fiéis formos para com o Evangelho que recebemos, mais livres e verdadeiros seremos. O Evangelho nos revela a obra extraordinária da redenção de Jesus Cristo, nos coloca em comunhão com Deus e nos oferece seu Espírito que realiza os milagres da vida em nós. Esta é a realidade que nos envolve. Trocar esta realidade por outra é viver na insensatez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O apelo de Paulo é simples e o que ele propõe é óbvio: Usem a cabeça! Pensem! Não sejam estúpidos! Vivam sensatamente! A ausência de liberdade para muitos cristãos hoje é fruto da ignorância para com as verdades redentoras e libertadoras em Cristo, da substituição da Palavra revelada por palavras vazias e sem propostas transformadoras. São milhares de irmãos e irmãs que perderam o juízo e se aventuraram por um caminho de manipulação, chantagem e ignorância espiritual e teológica. Desenvolveram uma espiritualidade tão adoecida quanto a teologia que abraçaram ou que lhes foi ensinada. Só que Paulo nos recomenda a volta para os fundamentos da fé cristã, pois são eles que nos oferecerão o caminho da sensatez e da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ricardo Barbosa de Souza&lt;/em&gt; é conferencista e pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto/Brasilia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-5178584954613147944?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5178584954613147944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5178584954613147944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/12/o-caminho-da-sensatez.html' title='O Caminho da Sensatez'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R3fxn8S2TQI/AAAAAAAAAFQ/0fv6SWRppaE/s72-c/jesusmatt03.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-6127665603366325777</id><published>2007-12-12T09:59:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T08:51:43.548-08:00</updated><title type='text'>A tirania da felicidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R2AiEH4dorI/AAAAAAAAAFI/5I6jWuSUp1M/s1600-h/1770223.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143148228687798962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R2AiEH4dorI/AAAAAAAAAFI/5I6jWuSUp1M/s320/1770223.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Vivemos hoje o que se poderia chamar “a tirania da felicidade”. Ser feliz virou uma obrigação. O consenso diz que a felicidade é o objetivo maior da humanidade. Pascal Bruckner, ensaísta francês, analisa que esse fenômeno ocorreu depois de 1968, “quando se fez uma revolução em nome do prazer”. Desde então, a felicidade, ainda segundo ele, é mais do que o dinheiro – “é a nova ostentação dos ricos. Eles estão na mídia e exibem seus carros de luxo, sua vida amorosa extraordinária, seu sucesso social, financeiro ou mesmo moral, quando colaboram com instituições beneficentes. A felicidade virou parte da comédia social.” Swami Adiswarananda, monge da Ordem Ramakrishna e dirigente do Ramakrishna-Vivekananda Center, de Nova Iorque, nos EUA, denuncia nossa sociedade dizendo que “as pessoas podem diferir em suas perspectivas políticas e religiosas, filosofias de vida, perfis psicológicos, cultura e raça, mas todos, sem exceção, querem ser felizes. A felicidade é a meta do pobre e do rico, do erudito e do ignorante, do santo e do pecador, do ateu e do crente, do ascético e do indulgente”. É por causa da felicidade que espirituais oram, trapaceiros trapaceiam, açambarcadores açambarcam, caridosos entregam-se à caridade, bêbados bebem, ladrões roubam e penitentes se arrependem. Almejando felicidade, uns se casam, outros se divorciam; alguns cometem suicídio e outros se tornam homicidas. E, no entanto, a perseguição à felicidade resulta numa tentativa caótica, absurda, infrutífera. Ninguém tem certeza de como alcançá-la. Nenhum ramo de estudo nos trouxe qualquer conhecimento a respeito do segredo da felicidade. A religião enfatiza a salvação e a filosofia, a busca da verdade. Os moralistas falam a respeito do dever e os psicólogos nos pedem que enfrentemos e convivamos com a infelicidade. Os cientistas pouco se importam com nossos sentimentos e os economistas dão valor tão-somente à riqueza. Nenhum deles se dedica ao problema da felicidade. Em busca da felicidade as pessoas freqüentemente se comportam de forma estranha. Alguns ficam felizes quando os outros estão felizes; alguns são felizes quando os outros são infelizes e existem até mesmo aqueles que são felizes quando eles próprios são infelizes. Uns têm esperança de comprar a felicidade; outros há que tentam usurpá-la do próximo. Há aqueles que buscam alcançar a felicidade através do domínio, pelo poder; outros, no apego às coisas. Desta forma, estamos todos, constantemente, perseguindo a felicidade ao invés de sermos felizes. Não admira, portanto, que nasçamos chorando, vivamos nos lamuriando e morramos frustrados. A sociedade contemporânea vive à luz de um único mandamento: “Serás feliz”, que traduzido é “buscarás estar satisfeito com tudo o tempo todo”. Este único mandamento se decompõe em três outros submandamentos. O primeiro é “eliminarás todo sofrimento”: negarás a dor; fugirás do desconforto; evitarás os fracassados; rejeitarás que não proporcionar prazer. O segundo submandamento é “satisfarás todos os teus desejos”: conquistarás o máximo; buscarás o prazer acima de tudo; não passarás vontade; correrás atrás de todos os teus sonhos; não te sacrificarás por nada nem ninguém. O último é “realizarás o pleno potencial”: serás sempre o melhor; viverás sempre apaixonado; terás filhos perfeitos; prosperarás sempre e andarás sobre as águas. Mas basta um pouco de bom senso para concluir que isto não é possível. Então o “mundo de Caras” propõe outro mandamento: “Construirás uma imagem de sucesso”. A felicidade conforme ostentada hoje nas revistas, novelas, talk-shows e programas de auditório é uma farsa. Colocando os pés no chão, encontramos o conceito judaico-cristão da bem-aventurança, a expressão bíblica que mais se aproxima do ideal contemporâneo de felicidade. As palavras usadas na Bíblia foram ashréi, no hebraico, e makarioi, em grego. Ashréi é a primeira palavra dos salmos 1 e 119, e também pronunciada por Jesus nas bem-aventuranças, que os lingüistas gostam de traduzir por “felizes”. André Chouraqui sugere outra compreensão. Explica que “ashréi repete-se 43 vezes na Bíblia hebraica. Esta exclamação (no plural), tem como radical ashar, que não evoca uma vaga felicidade de essência hedonista, mas implica uma retidão (yashar) do homem marchando na estrada sem obstáculos que leva em direção ao reino de Deus. Todos os dicionários etimológicos do hebraico bíblico dão como primeiro sentido ao radical ashar o de marchar; ser feliz é um sentido secundário e tardio. Will Ferguson, em seu romance Ser feliz, denuncia a insensatez de uma sociedade feliz, sem contradições e contrariedades. Conta a história de Edwin De Valu, que edita um best-seller de auto-ajuda e alastra uma praga devastadora pela humanidade: a felicidade. O romance é um primor, que desmascara a mitologia da realização pessoal e advoga a necessidade de aprendermos a conviver com a incompletude e as imperfeições inescapáveis à condição humana. Com um humor ímpar, Ferguson diz que “se, um dia, alguém escrevesse um livro de auto-ajuda que realmente funcionasse, que sanasse nossos infortúnios e eliminasse nossos maus hábitos, os resultados seriam catastróficos”. O primeiro passo na direção da felicidade é o desmascaramento dela mesma conforme proposta pela sociedade contemporânea. Nas palavras de Mário Quintana, a escolha de uma “felicidade realista”. Uma felicidade que não depende do lugar onde se chega, mas sim do jeito como se vai. Uma felicidade que seja capaz de conviver com a imperfeição, com a frustração, com castelos desmoronados, com desejos não satisfeitos. Uma felicidade mais simples e singela, e menos hollywoodiana. A felicidade da fraternidade, da solidariedade, do compromisso ético. A felicidade do romance, da vida em família, mesmo com todas as suas contradições. A felicidade dos amigos ao redor da mesa, do trabalho produtivo e do ócio criativo. A felicidade de aprender, crescer, mudar as coisas e mudar a si mesmo – deixar-se transformar. A felicidade de andar sempre, não desistir nunca, seguir a trilha que Jesus deixou e conduz ao Reino eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ed René Kivitzé&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; escritor conferencista e pastor da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-6127665603366325777?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6127665603366325777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6127665603366325777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/12/tirania-da-felicidade.html' title='A tirania da felicidade'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/R2AiEH4dorI/AAAAAAAAAFI/5I6jWuSUp1M/s72-c/1770223.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-668482488396078017</id><published>2007-11-29T16:40:00.000-08:00</published><updated>2007-11-29T16:51:42.211-08:00</updated><title type='text'>Mil dias que abalaram o mundo!</title><content type='html'>Há cem anos, durante os anos de 1906 a 1908, começou um movimento que mudaria a cara da fé cristã contemporânea. Em um antigo prédio da Rua Azusa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, um grupo de crentes passou a ter experiências espirituais semelhantes àquelas narradas no livro de Atos dos Apóstolos. "Gritos estranhos e palavras que nenhum mortal em seu juízo normal pudesse entender.&lt;br /&gt;Foi dessa forma que teve início, em Los Angeles, a mais recente seita religiosa. As reuniões acontecem em um prédio decadente da Rua Azusa, e os devotos de doutrinas estranhas praticam os ritos mais fanáticos, pregam as mais extravagantes teorias e se colocam em um estado de louca euforia quando se entregam ao fervor pessoal." Foi dessa forma que a edição de 18 de abril de 1906 do jornal Los Angeles Times apresentou aqueles acontecimentos. Mas nem mesmo toda a publicidade negativa seria capaz de impedir multidões de comparecerem ali. Durante cerca de mil dias, aquele antigo prédio de dois andares, construído para ser igreja, mas usado antes como estábulo, foi lugar de milagres, curas e operação de dons sobrenaturais, especialmente a glossolalia, o falar em outras línguas, as &lt;em&gt;"línguas estranhas".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nascia ali o moderno pentecostalismo, um sinal da iminente volta de Cristo, segundo seus participantes. Mas era apenas o começo. Em pouco tempo, logo se espalharia pelo mundo todo, "como fogo na seara" – para usar uma expressão tipicamente pentecostal. Um século depois, esse mover continua tão fascinante quanto foi no princípio.&lt;br /&gt;Porém, ainda fica a pergunta: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;será que o movimento do século 21 ainda guarda a essência de seus primeiros tempos?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mesmo após ter se espalhado pelos cinco continentes e mostrado suas virtudes, ainda há quem insista em desqualificar os pentecostais. Para muitos, inclusive o papa Bento XVI, assim como seu antecessor, João Paulo II, eles não passam de "seitas", que preocupam o Vaticano devido ao contínuo fluxo de fiéis católicos em sua direção. Pesquisadores e boa parte da intelligentzia preferem enxergar no movimento uma expressão fanática de gente pobre, que busca em suas manifestações um alívio ante as agruras da vida. Mas como explicar tamanho crescimento, inclusive nas classes sociais mais altas? E que outro movimento expressa melhor os ideais de alegria e dinamismo que Jesus prometeu aos seus seguidores? Mais de 600 milhões de pessoas em todo mundo crêem nisso, 24 milhões apenas no Brasil, segundo números do relatório World Christian Database, uma base de dados compilada a partir de uma pesquisa da organização Pew Fórum on Religion and Public Life, instituição norte-americana especializada em assuntos religiosos, mas que não tem ligação com qualquer igreja. Números que também colocam o Brasil como o maior país pentecostal do mundo e se tornam muito maiores se forem contados também os carismáticos, elevando a porcentagem daqueles que crêem na operação dos dons do Espírito Santo nos dias atuais para 34% da população ou 62 milhões de pessoas. Como nos dias de Azusa, essas pessoas continuam gostando da animação dos cultos em que há mais liberdade e a liturgia é menos formal. Mas engana-se quem pensa que pentecostalismo é apenas barulho e emoção. Em geral, os pentecostais professam o mesmo credo dos outros evangélicos, também chamados tradicionais. A diferença está na ênfase que dão à operação do Espírito Santo. Para essa gente, a verdadeira adoração deve ser dirigida pelo Espírito e levar a uma relação íntima com Deus.&lt;br /&gt; O fiel deve viver uma renovação cotidiana de sua comunhão pessoal com Deus, experimentando o fervor evangelístico e poder sobrenatural para testemunhar. Todos os ingredientes que também foram experimentados pelos discípulos, quando receberam o primeiro derramamento do Espírito há 2 mil anos em Jerusalém, cinqüenta dias após a Páscoa, durante a Festa de Pentecostes – daí o nome do movimento atual. Chuva serôdia – O que aconteceu nos Estados Unidos no começo do século 20 foi uma experiência incrível, mas não única. Desde os primórdios do Cristianismo, tem acontecido o derramar do poder divino (veja o quadro ao longo desta reportagem). Essa busca se intensificou ao longo do século 19, quando europeus e norte-americanos já vinham buscando uma renovação semelhante, de olho na "chuva serôdia" que, segundo as Escrituras, ocorreria antes da volta de Cristo. "Era uma época de profundas transformações sociais, crescimento urbano, pobreza e materialismo. Tudo isso criava muita sede por Deus.&lt;br /&gt; Reavivalistas como Charles Finney e Dwight Moody prepararam o caminho, trazendo o povo de volta às igrejas", explica Leonildo Silveira Campos, professor de Sociologia da Religião na Universidade Metodista de São Paulo e organizador de um fórum sobre os 100 anos do Avivamento da Rua Azusa no Brasil. "A busca da ‘segunda benção’ ou experiência de santificação que, segundo pregavam grupos holiness e metodistas, devia acontecer após o batismo em águas, foi fundamental para gerar o compromisso de buscar a Deus e preparar o caminho para uma ‘terceira benção’: o batismo no Espírito." Na época, surgiram inúmeros relatos de experiências sobrenaturais, com manifestações do falar em línguas. Mas a experiência só foi sistematizada em 1901.&lt;br /&gt;Em outubro do ano anterior, Charles Fox Parham, um pregador metodista da linha da santidade, e sua esposa resolveram descobrir qual era o segredo da "fé apostólica", acompanhada por milagres, curas e sinais, coisas que já não eram tão comuns em seu tempo. Para tanto, abriu uma escola bíblica em Topeka, interior do estado norte-americano do Kansas. Parham alugou barato uma mansão com um magnífico pavimento térreo e um segundo andar feito com materiais de segunda linha. A construção era objeto de pilhéria na cidade e apelidada de "A tolice de Stone", em alusão a seu proprietário original, que não teve dinheiro para terminá-la. Diretor e aluno, ele decidiu que a Bíblia seria o único texto usado e o Espírito Santo, o único professor. Matricularam-se 40 alunos. "Em dezembro, Parham saiu em viagem por três dias, mas orientou os estudantes a lerem Atos dos Apóstolos em busca de algum fator constante sempre que ocorriam os batismos no Espírito Santo.&lt;br /&gt;Quando voltou, encontrou o grupo eufórico: falar em línguas era o denominador comum nas experiências bíblicas", conta o jornalista John L. Sherrill em seu livro Eles falam em outras línguas (Arte Editorial). Durante alguns dias oraram para ter a mesma experiência, mas só quando impuseram as mãos sobre Agnes N. Ozman, na noite do ano novo, tiveram êxito. "Um halo parecia estar sobre sua cabeça e ela começou a falar em um idioma que não compreendíamos, mas achamos que fosse chinês. Ela não foi capaz de falar em inglês por três dias", escreveu mais tarde Parham.&lt;br /&gt;Um mês depois, a maioria dos alunos já havia tido experiência similar. "A novidade era que agora, pela primeira vez, desde os dias da Igreja Primitiva, segundo os pentecostais, o batismo no Espírito foi buscado, e o falar em línguas, esperado como sua evidência inicial", completa Sherrill. Depois de altos e baixos na tentativa de divulgar essas experiências, Parham abriu, em 1905, sua escola em Houston, Texas. Um de seus alunos mais promissores era William Joseph Seymour, um ministro negro, de origem social humilde e cego de um olho. "Por causa das leis de segregação racial daquele tempo, Seymour só tinha autorização para sentar no corredor, ao lado da porta da sala de aula, e ouvir o que Parham e outros lecionavam por uma fresta. Não tinha permissão nem mesmo para orar junto com outros pelo batismo no Espírito. Apesar disso, recordava palavra por palavra tudo que os professores falavam", diz Leonildo Silveira Campos. Em 1906, mesmo sem ter recebido o derramamento do Espírito, Seymour foi convidado a pregar em uma igreja de Los Angeles.&lt;br /&gt;Porém, no dia seguinte após ensinar o batismo e o falar em línguas ali, encontrou o templo trancado com um imenso cadeado na porta. Um casal da igreja não concordou com a grosseria e o convidou para continuar os estudos bíblicos em sua casa, na Rua Bonnie Brae, 214. Ali, durante três dias, ele ensinou sua posição e conduziu orações. No dia 9 de abril, enquanto pregava, as pessoas repentinamente começaram a falar em línguas, rir, clamar e cantar. Seymour teve a mesma experiência somente alguns dias depois, após passar quase uma noite inteira em oração. A notícia correu e logo a casa ficou cheia de interessados e curiosos. Porém, com tanta espontaneidade – brados de "Aleluias", cânticos exaltados, palmas e batidas com os pés –, a residência começou a estremecer. Depois de um "Glória a Deus" mais alto, o assoalho desabou. Ninguém ficou ferido, mas estava claro que precisavam de outro lugar para os cultos. Encontraram o espaço ideal no número 312 da Rua Azusa e rapidamente retomaram as reuniões. “Primícias” – Os fatos que se desenrolaram ao longo dos três anos seguintes foram notáveis, mas também causaram muita controvérsia. Agora conhecida como Missão da Fé Apostólica, a nova igreja não demorou para se tornar a maior da cidade, com cerca de 1,3 mil pessoas freqüentando seus cultos, realizados de forma espontânea na parte térrea do galpão três vezes por dia e sem intervalos.&lt;br /&gt;No andar de cima, juntavam-se na "Sala de espera" aqueles que queriam orar e buscar o poder divino. Na falta de bancos, barris e tábuas serviam como assentos. Postado em uma das extremidades do grande salão térreo, Seymour era o líder, mas raramente pregava. Preferia orar. Os sinais eram freqüentes: pessoas caíam sob o poder de Deus, outras riam sem parar, tinham visões ou cantavam inspiradas pelo Espírito. Embora sem confirmação, um relato mostra a espiritualidade da atmosfera local. Conta-se que Jennie Evans Moore, que se tornaria a esposa de Seymour, chegou a cantar e tocar piano, mesmo sem nunca ter aprendido música, após receber o batismo no Espírito.&lt;br /&gt;Também havia curas e libertações. Dúzias de bengalas, ataduras, muletas e velhos cachimbos eram abandonados junto às paredes do galpão, como testemunho do que se passava ali. "Várias barreiras foram quebradas em Azusa. Ricos e pobres, brancos e negros, gente educada e analfabetos vinham ali para saber o que estava acontecendo. Também apareciam repórteres de todo país. Alguns eram favoráveis, mas muitos não poupavam críticas, chamando tudo aquilo de uma ‘babel de línguas’. Outros se escandalizavam com a mistura de raças, diziam que havia barulho dia e noite, e os freqüentadores pareciam estar loucos, pois ficavam rolando no chão. O fato é que, positivas ou negativas, essas histórias só atraíam mais gente, inclusive, de outros países.&lt;br /&gt;E quem ia para lá tentava levar para sua casa o que encontrava", conta o pastor norte-americano Fredy Berry, organizador das comemorações oficiais do centenário da missão de Azusa. Outro efeito do nascente pentecostalismo foi o ardor evangelístico e missionário. Como rapidamente surgiu um grande número de novos líderes, que disputavam espaço uns com os outros e reuniam seus seguidores, outras igrejas começaram a ser abertas, sempre fugindo da organização controladora e das então perseguidoras denominações tradicionais. É por isso que, desde seus primórdios, o Movimento Pentecostal adquiriu uma característica que até hoje nele predomina: a abundância de pequenos grupos e correntes independentes entre si. Foi a partir de uma delas, a Missão da Avenida Norte, em Chicago, liderada pelo pastor William Durham, que o pentecostalismo finalmente chegaria em terras brasileiras no ano de 1910. Em março daquele ano, chegaria o primeiro missionário pentecostal, o italiano Luigi Francescon. Depois de fundar igrejas para imigrantes como ele na Pensilvânia e Califórnia, Francescon esteve primeiro em Buenos Aires, na Argentina, e de lá veio para São Paulo. Após dois meses de trabalho e quase nenhum resultado, partiu para Santo Antônio da Platina (PR). Nessa pequena cidade, 11 pessoas aceitaram a fé avivada e receberam o batismo no Espírito. "Eram as primícias da obra de Deus no Brasil", como descreveu o próprio Francescon mais tarde. Confiante, ele voltou para São Paulo um mês mais tarde e começou um trabalho entre presbiterianos, batistas, metodistas e católicos. Dessa vez, 20 pessoas aceitaram a mensagem, receberam curas e tiveram a experiência pentecostal. Nascia a primeira igreja pentecostal brasileira, a Congregação Cristã no Brasil, denominação que atualmente conta com 2 milhões de adeptos, segundo suas contas. Despojamento – No mesmo ano e também vindos de Chicago, chegariam outros dois missionários que plantariam de vez a semente do pentecostalismo no país. Os suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg haviam emigrado da Escandinávia para os EUA fugindo das difíceis condições de vida em seu país. Lá, além da experiência pentecostal, tiveram uma revelação divina. Em uma reunião de oração, um obreiro disse a eles que o Senhor lhe mostrara que deveriam anunciar a mensagem em um lugar chamado Pará, do qual nunca tinham ouvido falar. A dupla debruçou-se sobre mapas e descobriu que o lugar ficava no norte do Brasil. Convencidos de que a ordem viera de Deus, Berg e Vingren venderam o que tinham, receberam ofertas e compraram uma passagem de terceira classe num navio de cabotagem. Em novembro de 1910, desembarcaram em Belém do Pará, com a cara, a coragem e muita fé. Conversando com marinheiros americanos, descobriram uma Igreja Batista que poderia lhes abrigar e foram morar no porão do templo. Logo, começaram a realizar cultos. Tudo parecia transcorrer bem, até que, em 1911, as reuniões se transformaram em um foco pentecostal, com manifestações ruidosas da presença divina. Os dois acabaram expulsos e, com outras 17 pessoas, iniciaram a Missão da Fé Apostólica. Em 1917, a organização passou a se chamar oficialmente Assembléia de Deus. Hoje, 96 anos depois, é a maior igreja protestante do país, com quase 9 milhões de membros. Com celebrações mais despojadas e maior valorização do carisma do que do saber teológico, todas as pessoas tinham vez no pentecostalismo, independente do sexo. "Infelizmente, a história oficial costuma se esquecer das grandes heroínas do início do movimento. Aliás, essa foi uma de suas características mais marcantes: nele, as mulheres tinham mais liberdade e desempenharam papéis importantíssimos na liderança dos trabalhos", destaca o sociólogo Gedeon de Alencar, membro da Assembléia de Deus Betesda e diretor do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos (Icec). A esposa do próprio Seymour foi um exemplo. Jennie Evans Moore formava com o marido uma autêntica equipe ministerial, pregando com freqüência nas reuniões. Também coube a ela pastorear a missão por nove anos, após a morte de Seymour. Além de Jennie, muitas outras experimentaram o batismo no Espírito e se dispuseram a fazer, mesmo sozinhas, a obra. Aimee Semple McPherson começou poucos anos depois a Igreja do Evangelho Quadrangular. Kathryn Kuhlman se tornaria, um pouco mais tarde, uma das mais bem-sucedidas evangelistas do século. "A mesma coisa podemos observar com Frida, a esposa de Gunnar Vingren. Como ele mesmo admitiu, ela sustentava a igreja junto com os obreiros, tomando a frente de vários trabalhos evangelísticos, como cultos ao ar livre e na publicação do jornal Boa Semente. Na foto oficial da Convenção de 1930, ela aparece sozinha no meio de dez homens", cita Alencar. Avivamento em ondas – Apesar de ser o grande marco do moderno movimento pentecostal, o avivamento da Rua Azusa não foi o único. Nos últimos 100 anos, diversos outros acontecimentos ou "ondas", como preferem os estudiosos do tema, deram novos impulsos à obra do Espírito. Impulsos que tornaram a influência do pentecostalismo cada vez mais ampla na cristandade. "Alguns falam em três ondas, mas eu prefiro cinco. Depois da primeira, a do começo do pentecostalismo, houve uma renovação no pós-Guerra, por volta de 1948, dentro de igrejas pentecostais como Assembléias de Deus e Quadrangular. Considero esse mover como a segunda onda", explica o missionário e escritor John Walker, autor de A Igreja do século 20: a história que não foi contada (Editora Worship). A terceira onda, segundo Walker, seria quase paralela à segunda. "Foi a da cura divina. Em diversas nações dos anos 50, surgiram pregadores que enfatizavam os milagres em seus ministérios. Nessa época, surgiram nomes como William Branham, Oral Roberts, T. L. Osborn e Paul Cain." Foi também neste período que surgiram no Brasil as grandes denominações avivadas, que igualmente davam muita ênfase aos milagres e reuniam multidões em templos improvisados, algumas vezes até em tendas de circo. Uma delas era a Cruzada Nacional de Evangelização, que se tornou a Igreja do Evangelho Quadrangular, iniciada por missionários norte-americanos. Ainda apareceram as primeiras igrejas pentecostais implantadas por brasileiros: a Deus é Amor, liderada pelo missionário David Miranda, e O Brasil para Cristo, do pastor Manoel de Mello. Ambas, diga-se de passagem, com forte penetração nas classes populares, o que acabou estigmatizando o pentecostalismo como fé dos pobres, preconceito que só começaria a ruir décadas depois, com a adesão das classes média e alta. A quarta onda, ou como preferem outros estudiosos, segunda, foi o movimento carismático dos anos 60 e 70. Depois de uma aversão quase que total aos pentecostais do começo do século, agora diversas igrejas chamadas de históricas recebem a mensagem do avivamento. Denominações episcopais, metodistas, presbiterianas e batistas absorvem a mensagem, adaptando-a a seu contexto, teologia e liturgia. "A grande diferença foi que as pessoas que aceitavam essa mensagem já não saíam de suas igrejas. Permaneciam nelas e ajudavam em sua renovação. Ou eram expulsas e continuavam movimentos paralelos a elas, com viés carismático", diz o pastor batista Enéas Tognini. Ele mesmo se viu no meio de uma situação dessas. Um dos introdutores da mensagem do batismo no Espírito e dos dons espirituais entre os batistas brasileiros, presenciou a expulsão de 32 igrejas da Convenção Batista Brasileira (CBB) em 1965. Junto com outros pastores, Tognini fundou, na época, a Convenção Batista Nacional (CBN). Também nesse período, outras igrejas desdobraram-se em novos grupos, como a Presbiteriana Renovada, a Metodista Wesleyana e a Aliança da Igreja Congregacional. O avivamento atingiu até a Igreja Católica, que viu surgir em uma universidade norte-americana nos anos 60 a Renovação Católica Carismática, movimento que encontrou seu mais forte eco no Brasil, a maior nação católica do globo. A superação do ranço e do preconceito contra os pentecostais permitiu que, a partir dos anos 80, surgisse a última onda avivalista no meio do evangelicalismo norte-americano, ou seja, os protestantes mais tradicionais. Enfatizando menos o batismo no Espírito e mais os dons, igrejas como o Movimento Vineyard fizeram ressurgir termos que andavam meio fora de moda como a busca por sinais e maravilhas e o evangelismo de poder. Ao mesmo tempo, no Brasil e em países do Terceiro Mundo, outro fenômeno ganhava força: o neopentecostalismo. Inspirado na teologia da prosperidade – aquela que assegura ao crente toda sorte de bênçãos nesta vida, ao contrário do pentecostalismo clássico, que prefere valorizar o desprendimento dos bens materiais e tem a fé focada na vida porvir –, causou forte impacto social. Na linha de frente, denominações como a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Internacional da Graça de Deus e a Igreja Renascer em Cristo mudaram comportamentos e atraíram multidões de seguidores e de críticos. Volta às origens - É ainda difícil precisar a grande influência do pentecostalismo em todo o mundo. A começar pelo seu tamanho hoje. O Pew Fórum, por exemplo, cuja pesquisa foi citada no começo desta reportagem, ouviu fiéis em países como Brasil, Estados Unidos, Chile, Nigéria, África do Sul, Índia, Filipinas e Coréia do Sul. Por mais que a quantidade de crentes já seja impressionante, ainda pode estar bem aquém da realidade. Os dados brasileiros, para se entender melhor, foram tabulados com projeção no último senso do IBGE em 2000. Atualizados, ultrapassariam os 28 milhões. Outro caso é o dos Estados Unidos, maior país protestante do mundo, onde cerca de 5,8 milhões de pessoas seriam pentecostais. Por lá, no entanto, fala-se no dobro, 12 milhões – ou 5% dos norte-americanos. A mesma coisa acontece na Coréia do Sul, país em que está a maior igreja evangélica do planeta, a Igreja do Evangelho Pleno de Seul, liderada pelo pastor David Yonggi Cho, que também é pentecostal. Só ela tem 750 mil membros, quase os 1 milhão de coreanos que a pesquisa classificou como pentecostais. Ao que parece, o instituto desconsiderou no país as tantas denominações clássicas que se pentecostalizaram e não mudaram de nome. Por outro lado, o levantamento não conta com a China, nação onde se acredita que os evangélicos já sejam 100 milhões – 75% dos quais, pentecostais. Mesmo que grandiosos, esses números são insuficientes para dar o real tamanho do movimento pentecostal. "A questão é que o pentecostalismo é um movimento de vanguarda e representou uma renovação constante do Cristianismo no último século. Foi nesse mover que se despertou o compromisso com a evangelização e com missões, estabeleceu-se a fé como algo palpável e não teórico ou abstrato, e buscou-se com expectativa o operar de Deus. Jesus tornou-se real no dia-a-dia da pessoa, houve renovação da adoração e uma nova comunhão entre os fiéis. Sem falar na confirmação da autoridade da Bíblia, como um livro literal", citam os teólogos William e Robert Menzies em seu livro &lt;em&gt;No poder do Espírito&lt;/em&gt; (Editora Vida). Até mesmo a imprensa evangélica ganhou novo fôlego, com o surgimento desde o início do movimento de publicações como o jornal The Apostolic Faith, publicado pela Missão da Rua Azusa, e que, em seus tempos áureos promoveu unidade com seus 50 mil exemplares distribuídos em todo mundo. "Os pentecostais pregam uma fé antimodernista, pois reconhecem que os mais importantes poderes disponibilizados sobre nossas vidas repousam não em nossas mãos, mas nas de Deus. E isso, por si só, já traz o reavivamento. Mas também têm espontaneidade, liberdade em sua adoração e o sacerdócio de todos os crentes, coisas que precisamos novamente adquirir", escreveu o professor Chris Armstrong em artigo para a revista Christianity Today, em setembro do ano passado.&lt;br /&gt;Todos os méritos históricos, por mais visíveis que sejam, entretanto, não podem encobrir os erros e, claro muitas distorções que surgiram nesses anos na mensagem pentecostal. Ou então, o movimento corre sério risco de se tornar só emoção, sem frutos, como aconteceu no passado com o próprio avivamento da Rua Azusa, que perdeu força depois que William Seymour começou novamente a sofrer com o racismo e houve sérias divisões por questões menores. "Todas as pesquisas mostram um crescimento espantoso dos pentecostais. Mas o que vemos hoje é muito joio no meio do trigo. Isso, porque se enfatizam muito os grandes milagres, as grandes maravilhas, o grande número de conversões, as grandes bênçãos e o grande poder. Mas se esquecem as grandes lutas, a grande santidade e o grande compromisso com Deus e sua justiça que o crente precisa ter. Afinal, não é justamente para trazer todas essas coisas que o Espírito Santo foi derramado?", questiona o escritor e teólogo assembleiano Antônio Gilberto. Para ele, um dos mais respeitados educadores evangélicos do Brasil, é necessário que tanto pentecostais quanto carismáticos se voltem imediatamente para a mensagem pregada naqueles mil dias do avivamento da Rua Azusa. Lá, onde ficava o velho galpão, existe agora apenas uma placa comemorativa do evento. Porém, sua mensagem não poderia ser mais atual, como diz o seguinte trecho: "(...) o reavivamento da Rua Azusa prega uma mensagem de salvação, santidade e poder (...) e muitos foram comissionados para levar essa mensagem do Pentecostes ao mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como rogavam Seymour e seus colegas, é o caso de os pentecostais do século 21 dizerem novamente: &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;"Faça-o novamente, Senhor. Como fizeste no tempo dos apóstolos, faça hoje de novo!".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; (Colaboraram Jussara Teixeira, Mariana de Salve e Moisés Filho). Quadro: Apesar do movimento pentecostal do começo do século 20 ter redescoberto os dons espirituais, incentivando os cristãos a buscarem o batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em línguas e trazendo novo fervor evangelístico, a verdade é que manifestações pentecostais ocorreram durante toda a história da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Às vezes, surgidas ao acaso; em outras, como parte de avivamentos. Confira os principais momentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33 d. C. – Em um cenáculo na cidade de Jerusalém, os apóstolos e outros discípulos, em um total de 120 pessoas, recebem o derramamento do Espírito Santo, acompanhado de fenômenos que lembravam o vento e o fogo, além da manifestação de línguas. Após explicação e pregação de Pedro, 3 mil se convertem. Como aconteceu durante a Festa das Colheitas, cinqüenta dias depois da Páscoa, o evento recebe o nome de Pentecostes.&lt;br /&gt;156 – Preocupados com a decadência espiritual da Igreja, Montano e as profetisas Prisca e Maximilla lideram um movimento pela restauração da manifestação do Espírito Santo, que se espalha pelo norte da África, Ásia Menor e partes da Europa. Mesmo com o apoio de Tertuliano e Irineu, os montanistas acabam declarados heréticos.&lt;br /&gt;387 – Agostinho, bispo de Hipona, no norte da África, e um dos mais notáveis pensadores de sua época, escreve: "Fazemos ainda como os apóstolos, que impuseram as mãos sobre os samaritanos e pediram o batismo no Espírito Santo. Esperamos que os convertidos falem novas línguas”.&lt;br /&gt;1173 – Na Europa medieval, o mercador Pedro Valdo e seus seguidores ensinam o sacerdócio de todos os cristãos e rejeitam as relíquias e tradições, pregando a Bíblia às pessoas em suas próprias línguas. Há relatos de manifestações de glossolalia e atos sobrenaturais entre eles.&lt;br /&gt;1530 – Enquanto a Reforma causa rebuliço em solo europeu, os huguenotes reconhecem a necessidade dos dons espirituais. "Nas montanhas de Cevènes, homens e mulheres caíam em êxtase, ocasião em que falavam em francês sobre a Bíblia, apesar de só conhecerem seu próprio dialeto", relatou o escritor E. H. Broadbenat.&lt;br /&gt;1630 – George Fox cria a Sociedade dos Amigos e defende o relacionamento pessoal com Deus e a direção do Espírito Santo na vida do crente. Ridicularizados com o nome quakers ou "tremedores" pelos anglicanos, eles relatam que recebiam com freqüência o derramamento do Espírito e falavam em línguas.&lt;br /&gt;1735 – Choro compulsivo, tremores, quedas e arrependimento de multidões marcam as reuniões de homens como Jonathan Edwards, John Wesley e George Whitefield. Wesley lidera um avivamento que dá origem ao metodismo.&lt;br /&gt;1830 – O evangelista Charles G. Finney começa a promover reuniões que produzem avivamentos notáveis em diversas cidades do interior dos Estados Unidos. O segredo para um trabalho bem sucedido, segundo ele, era o poder que havia recebido no batismo com o Espírito Santo.&lt;br /&gt;1834 – Na Inglaterra, um jovem e elegante ministro presbiteriano chamado Edward Irving ensina o batismo com o Espírito Santo e a prática de dons, como a glossolalia.&lt;br /&gt;1855 – Dentro da Rússia czarista, manifestações pentecostais são noticiadas na Igreja Ortodoxa Grega.&lt;br /&gt;1864 – Pioneira das cruzadas de salvação e cura divina, a norte-americana Mary Woodworth Etter declara que também fora batizada com o Espírito Santo. Em suas reuniões, pessoas entravam em êxtase ou caíam no chão, relatando depois que experimentaram "profunda transformação".&lt;br /&gt;1873 – Seguindo a tradição avivalista, Dwight L. Moody afirma que foi batizado com o Espírito Santo. Em suas campanhas na Inglaterra, surgem manifestações pentecostais. "Quando cheguei às salas da Associação Cristã de Moços, em Sunderland", escreveu Robert Boyd, "encontrei a reunião em fogo. Jovens falavam em línguas e profetizavam depois que Moody pregou naquela tarde".&lt;br /&gt;1890 – Demos Shakarian, fundador da Full Gospel Business Man Fellowship (entidade presente em diversos países, inclusive o Brasil, e que reúne profissionais liberais e empresários evangélicos), relata uma série de experiências espirituais, especialmente profecias, entre camponeses na Armênia. Sua própria família, ao imigrar para os Estados Unidos, é exortada profeticamente a fixar residência na costa oeste.&lt;br /&gt;1891 – Movimentos de santidade incentivam seus membros a buscarem uma "segunda experiência com Deus". Daniel Awrey e sua esposa descobrem uma terceira e falam em línguas.&lt;br /&gt;1901 – Tem início o pentecostalismo moderno, quando na vigília da noite de ano novo, a estudante Agnes N. Ozman recebe oração com imposição de mãos de Charles Parham e alunos da Escola Bíblica Betel, em Topeka, Kansas, EUA.&lt;br /&gt;1904 – Uma série de avivamentos acontecem em várias partes da Europa, especialmente no País de Gales. Naquela nação, Evan Roberts, um ex-mineiro, proclama um despertamento do Espírito marcado por manifestações do poder de Deus.&lt;br /&gt;1906 –  Em um galpão, no número 312 da Rua Azusa, em Los Angeles, EUA, o pentecostalismo explode e se espalha por todo o mundo.&lt;br /&gt;1910 – O operário italiano Luigi Francescon, que havia saído de Chicago, nos EUA, no ano anterior, chega ao Brasil em março e começa a pregar a mensagem pentecostal em São Paulo e Santo Antônio da Platina. Seis meses depois, chegam a Belém os suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que criam a Assembléia de Deus. O movimento pentecostal começa no país.&lt;br /&gt;1950 – O advento de pregadores de curas e milagres provocam uma nova onda pentecostal no Brasil. Surgem em São Paulo as igrejas Quadrangular, O Brasil Para Cristo e Deus é Amor.&lt;br /&gt;1960 – Vários membros de igrejas episcopais, presbiterianas, metodistas e luteranas nos EUA recebem a experiência do batismo com o Espírito Santo. Diferente de outros tempos, em vez de deixar a denominação, permanecem: surge a Renovação Carismática. Em 1966, o pentecostalismo chega também ao catolicismo.&lt;br /&gt;1965 – No Brasil, 32 igrejas batistas são excluídas da Convenção Batista Brasileira por aceitarem o batismo e os dons carismáticos do Espírito Santo. Sob a liderança de Enéas Tognini, é criada a Convenção Batista Nacional.&lt;br /&gt;1980 – A Teologia da Prosperidade começa a ganhar força no Brasil com o crescimento de igrejas como a Universal do Reino de Deus.&lt;br /&gt;1985 – O estudioso norte-americano Peter Wagner consagra o termo "Terceira Onda", em referência à aceitação de um trabalhar do Espírito entre evangélicos tradicionais. A ênfase, porém, não é mais no batismo com o Espírito, mas no evangelismo de poder e no uso de dons nas celebrações.&lt;br /&gt;2007 – Pentecostais e carismáticos já são mais de meio bilhão em todo mundo. O Brasil é apontado como o maior país pentecostal do mundo, com 24 milhões de crentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Stefano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-668482488396078017?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/668482488396078017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/668482488396078017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/11/mil-dias-que-abalaram-o-mundo.html' title='Mil dias que abalaram o mundo!'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-376623679408872265</id><published>2007-11-04T11:27:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T08:51:43.822-08:00</updated><title type='text'>O filho do monstro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ry4eN-7i7eI/AAAAAAAAAFA/Vp2c6-UMRq8/s1600-h/percival_site.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129070251201457634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ry4eN-7i7eI/AAAAAAAAAFA/Vp2c6-UMRq8/s320/percival_site.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Criança é página em branco a ser escrita.“Há momentos em que silenciar é mentir”, pensou o filósofo e escritor espanhol Miguel de Unamuno. Vejo a criança. Não posso silenciar. É um menino de seis anos, arguto e de olhos brilhantes, filho do temível matador de taxistas, que escolheu vítimas em Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo – um recorde brasileiro de casos de latrocínio, ato de matar para roubar. Em companhia da mãe, o garoto veio à redação onde trabalho. A mulher ia dar uma entrevista no estúdio da TV. O menino ficou esperando. “Quem é você?”, quis saber uma colega. A resposta, rápida e fulminante: “Ué, você não sabe? Sou filho do Anestor, o serial killer, matador de taxistas”. Mais perguntas, mais respostas: “Não moro em lugar certo, porque meu pai quer matar a minha mãe e a gente vive fugindo”.Segundo a mãe, é difícil mantê-lo em alguma escola. “Quando ficam sabendo quem é o pai, logo fazem protesto dizendo que não querem seus filhos perto de um menino assim”. Surge, assim, uma figura penal nova em Direito: extensão da punibilidade. As restrições a um indesejável na sociedade seriam extensivas a seus familiares e descendentes, mesmo inocentes, como esse menino, que já viveu a realidade brutal de um adulto infeliz.A questão, insofismável, é que o menino tem como pouco patrimônio a ingenuidade, que perde precocemente. Anestor, o pai, foi repetidamente definido como “monstro”, porque, fria e implacavelmente, matou indefesos motoristas de táxi com certeiros tiros na nuca. O menino, filho do monstro, como exige entender nossa consciência – lampejos divinos –, nada tem a ver com isso. Quem não concordar, que vire a primeira caçamba de pedras.Crianças assim eu vejo todas as sextas-feiras. Elas entram em vários ônibus que partirão em direção aos presídios do Estado de São Paulo. Vejo as mulheres, muitas crianças, mistura de olhares ansiosos, todos ansiosamente esperados no dia de visita, como presente, como tudo. E até como uma tristeza. Muitos evitam esse encontro. Dizem que o pai morreu. E o menino, ou menina, consegue descobrir, anos depois, a verdade oculta. Partem desesperados para a localização, um grande momento feliz da vida. Criança fazendo visita no presídio tende a ver os pais como modelo, enquanto os outros, que os trancafiaram e os mantêm ali, é que “não prestam”. A teóloga Maria Clara Bingemer, inspirada em parte do Salmo 104, encontrou luz: apenas o sopro do Espírito de Deus “tem força e poder para transformar o deserto em jardim, os ossos secos em militante exército, fazer a virgem e a estéril conceberem e transformar as infidelidades de um povo idólatra e pecador em matéria-prima para a salvação de todos os povos”.Mas o filho do “monstro” é irmão de todas as crianças do mundo, com seus movimentos e fantasias. Ou um inocente, mas culpado, sem ter feito nada, condenado ao que saberemos somente no futuro?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;Percival de Souza&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; é escritor, jornalista e membro do Conselho Diretor da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-376623679408872265?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/376623679408872265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/376623679408872265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/11/o-filho-do-monstro.html' title='O filho do monstro'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ry4eN-7i7eI/AAAAAAAAAFA/Vp2c6-UMRq8/s72-c/percival_site.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-3935327546887388031</id><published>2007-10-29T17:56:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:44.035-08:00</updated><title type='text'>O longo caminho da maturidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RyaCU-7i7dI/AAAAAAAAAE4/Zmpt14myxhE/s1600-h/caminho%2520para%2520o%2520%2520infinito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126928522809634258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RyaCU-7i7dI/AAAAAAAAAE4/Zmpt14myxhE/s320/caminho%2520para%2520o%2520%2520infinito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Tenho me perguntado com relativa freqüência: por que as pessoas são tão resistentes ao amadurecimento? Por que tem se tornado tão raro ver homens e mulheres crescendo emocionalmente e espiritualmente? Convivo com pessoas que, apesar de todas as experiências já vividas, depois de terem lido bons livros, conversado com pessoas maduras e inteligentes, de terem passado por escolas e universidades, ouvirem boas palestras e saberem quase tudo o que a Bíblia ensina, permanecem imaturas. Pessoas assim resistem com todas as forças a qualquer mudança; repetem os mesmos erros, as mesmas dúvidas, os mesmos sentimentos de rejeição; implicam com as mesmas coisas, oram pelos mesmos assuntos, brigam as velhas brigas. Dão a impressão de que não avançaram um milímetro no caminho do amadurecimento, não subiram nenhum degrau na escada do crescimento, não deram nenhum passo em direção a uma vida mais verdadeira. Alguns dão a impressão de que, na verdade, andaram para trás, retrocederam, tornaram-se piores do que já foram.Basta olhar à volta e ver como as pessoas estão envelhecendo. É raro encontrar hoje um idoso maduro, sábio, bem humorado, destes que já viveram o bastante e souberam aproveitar cada experiência, que não vivem por aí resmungando e reclamando da vida, lamentando a idade e as oportunidades perdidas. Têm sempre uma boa palavra, um bom conselho; sabem envelhecer e não ficam procurando, pateticamente, viver como um adolescente, achando que o bonito está em retroceder e que a velhice é um estágio da vida que precisa ser deletado. Penso que a resistência ao amadurecimento tem alguma relação com a resistência ao envelhecimento. Certamente, há muitas razões para a letargia emocional e espiritual em que nos encontramos hoje. Na verdade, ao olharmos para as virtudes cristãs, vamos perceber que, uma a uma, vêm sendo desprezadas e desconsideradas em nossa gloriosa civilização moderna e tecnológica. Humildade, simplicidade, castidade, generosidade, amor, bondade, paciência, coragem, lealdade, fidelidade, perseverança e gratidão vêm sendo substituídos por orgulho, vaidade, ambição, egoísmo, pressa, luxúria, inveja, traição, inconstância e ciúme. Somos, hoje, uma geração que não sabe mais amar, mas fazer sexo; que transformou o velho pecado da ambição na virtude da competência e da competitividade; que fez da vaidade a porta de acesso às banalidades sociais e do egoísmo uma arma de sobrevivência.A paciência há muito deixou de ser uma virtude e, em seu lugar, cresceu o espírito da urgência e da pressa que, com seu pragmatismo funcional, atropelou o longo caminho da construção da dignidade e da honra. O sentimento de gratidão vem sendo substituído pela luta pelo direito e não há mais em nós aquele sentimento de dívida, que, no passado, moldou o caráter das pessoas que contribuíram com seu sacrifício para com a humanidade, porque reconheciam, com profunda gratidão, que tudo o que tinham lhes havia sido doado. O amor e a castidade perderam sua nobreza, transformando o corpo num artigo barato, usando a sensualidade como moeda para adquirir alguns momentos de euforia sexual.Há um tempo atrás escrevi um artigo alertando contra o perigo dos atalhos. Minha preocupação era a mesma de hoje. A nobreza humana é fruto do longo caminho percorrido por aqueles que, com paciência e perseverança, gratidão e respeito, amor e bondade, fidelidade e lealdade, vão escrevendo sua história rumo à maturidade. São pessoas que sabem aproveitar cada experiência vivida, que não fogem do sofrimento e da dor, que reconhecem que tudo o que tem valor encontra-se nas profundezas da alma e precisam ser garimpados com paciência e perseverança.Há uma metáfora do apóstolo Paulo que nos ajuda a entender isso. Ele compara a vida a uma corrida, na qual, para ganhar o prêmio, o corredor precisa de duas coisas: manter diante de si o alvo e ter disciplina. Para ele, a vida deveria ser olhada assim. Ele afirma que corria como quem sabe aonde quer chegar e, como todo atleta, impunha sobre si a disciplina necessária para ter a certeza de que não correu em vão. A imaturidade é o resultado de uma história vivida sem consciência de destino e sem disciplina.A sensação de vazio, o tédio e falta de significado é o que move as novas gerações. Não se vê mais um sentido de missão ou consciência vocacional; não se sabe para onde caminham e nem os valores que abraçam. Os apelos da propaganda, as inúmeras ofertas e possibilidades, a agitação das festas e bares, os convites para as mais variadas atividades, levam a uma falsa sensação de preenchimento e significado. Contudo, quando as luzes se apagam, o barulho cessa, a multidão desaparece e a ressaca acaba, não sobra nada a não ser um vazio que insiste em dizer, silenciosamente, que o caminho não é este, que o alvo se perdeu, que as forças estão se esvaindo – e o tédio começa a bater mais fortemente na porta.A maturidade tornou-se um artigo raro na sociedade pós-moderna. Alguns dias atrás, uma senhora me procurou para falar dos planos de casamento de sua filha. No meio da conversa, sua preocupação com a maturidade do casal, particularmente de sua filha, ficou evidente. Ela tinha certeza de que não estavam preparados para celebrar uma aliança tão importante e vital para suas vidas. No fim da conversa, ela disse num tom irônico: “Mulheres como eu, capazes de enfrentar as lutas que enfrentei, trabalhar, criar os filhos, amar o marido mesmo nos momentos mais difíceis, honrar a aliança que fizemos, superar as diferenças e chegar a esta altura da vida mais plena e mais verdadeira, apesar de todas as cicatrizes que ficaram, é coisa rara, pastor, muito rara”. Ela estava certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Autor:&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Ricardo Barbosa de Souza&lt;/span&gt; é&lt;/em&gt; conferencista e pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasilia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-3935327546887388031?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3935327546887388031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/3935327546887388031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/10/o-longo-caminho-da-maturidade.html' title='O longo caminho da maturidade'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RyaCU-7i7dI/AAAAAAAAAE4/Zmpt14myxhE/s72-c/caminho%2520para%2520o%2520%2520infinito.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-740759257136408834</id><published>2007-10-18T11:24:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:44.352-08:00</updated><title type='text'>A vida é quântica (parte 2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RxeliOJ4cxI/AAAAAAAAAEg/XhkpspZT1bU/s1600-h/edrenekivitz_large.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122745108490908434" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RxeliOJ4cxI/AAAAAAAAAEg/XhkpspZT1bU/s320/edrenekivitz_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A maioria das pessoas que conheço trata a vida de acordo com os parâmetros da física newtoniana: os fenômenos são previsíveis, explicados na relação inexorável de causa e efeito, numa lógica matemática e divinamente determinada. Em outras palavras, tudo o que acontece é da vontade de Deus. De minha parte, prefiro acreditar que a vida é quântica – convivemos com certa dimensão de aleatoriedade e liberdade; nem tudo o que acontece estava pré-determinado; aliás, a maior parte das coisas acontece porque os atores envolvidos na cena assim o pretenderam, e Deus, mesmo sem abrir mão de sua soberania, apenas permitiu, e não necessariamente causou ou determinou. Isso faz muita diferença.Prometi continuar falando a respeito desta diferença na edição passada. Entre os dois axiomas – “Deus é a causa de tudo que acontece” e “Deus não tem nada a ver com o que acontece” –, há uma alternativa. A maneira como o Senhor interfere no curso da vida pode ser entendida, em primeiro lugar, a partir do fato de que Deus entregou o universo às suas forças e leis, mas o ato de rebeldia da criatura em relação ao Criador desestruturou tudo que foi criado. A criatura passou a sofrer as conseqüências desta desarmonia cósmica.Mesmo em desequilíbrio, o universo guarda uma ordem, de modo que podemos viver à luz de determinadas regras imutáveis. Em se tratando do universo físico, vale a física quântica e seus derivados como a teoria do caos e a teoria da incerteza: o universo é uma ordem caótica, e a ordem é um caos ordenado. Mas quando falamos do universo social, e de como as criaturas afetam o universo físico, falamos de um desequilíbrio onde somos todos, igualmente, vítimas das imprevisibilidades da criação desequilibrada – notadamente, das criaturas desequilibradas que atuam neste universo. Isso significa que vivemos a era do “já e ainda não”, pois o advento de Jesus Cristo inaugurou o Reino de Deus, isto é, em Cristo Deus começou a restaurar a plena harmonia cósmica. Nesse caso, estamos sujeitos às fatalidades e inexorabilidades do universo que ainda não está totalmente redimido, mas também estamos sujeitos aos atos de misericórdia e graça de Deus e todas as suas possibilidades – visto que o universo já começou a ser redimido. Estamos vivendo o Reino de Deus inaugurado, mas não consumado (vale a pena ler Marcos 1.14, 5 e I João 3.2-8). Podemos, portanto, contar com as interferências de Deus no universo e na vida das pessoas. E temos boas razões para acreditar no Deus que intervém. O Senhor tem um propósito de redenção para a totalidade de sua criação e suas interferências na História equivalem ao exercício de sua vontade soberana, tendo em vista a consecução deste supremo propósito.Enquanto vivemos sujeitos às forças e leis do universo físico, social e espiritual, podemos contar com a ação de Deus em nossas circunstâncias, o que acontece de maneira eventual e imprevisível (às vezes ele faz, e às vezes não faz, e não sabemos explicar esse mistério). Podemos e devemos também contar com a ação do Senhor em nós, o que acontece sempre, pois é sua promessa que “em todas as coisas coopera com aqueles que o amam para trazer à existência aquilo que é bom”, isto é, formar o caráter de Cristo em nós. Na possibilidade da ação de Deus em nosso favor, quer seja em nossas circunstâncias, quer seja em nós, reside nossa segurança e se sustenta nossa fé.O segredo de tudo está na expressão de Paulo aos romanos. Conhecemos bem o famoso “tudo coopera para o bem”. E geralmente o interpretamos com um ditado popular, do tipo “Deus escreve certo por linhas tortas”, ou consolos como “se isso não deu certo é porque Deus tem algo melhor para você”. Tal interpretação, entretanto, é um reducionismo e um equívoco. Prefiro a tradução de rodapé da Nova Versão Internacional: “Sabemos que em todas as coisas Deus coopera juntamente com aqueles que o amam, para trazer à existência o que é bom”. Isso é extraordinário. Deus não é necessariamente a causa de todas as coisas. E também não é o mágico que faz com que tudo de mal que eventualmente nos sobrevenha seja transformado em bem. Mas é necessariamente aquele com quem nos relacionamos no intuito de encontrarmos forças, sabedoria, discernimento e provisão de toda sorte para enfrentarmos e atravessarmos todas as situações de modo a colhermos o que é bom. E o que é o bem, ou bom, deste texto? Está em Romanos 8.29: “Ser transformado à imagem de Jesus, o primogênito dentre muitos irmãos”.Em síntese, Deus não é um manipulador de situações nem um solucionador de problemas. Deus é um parceiro na vida e um solucionador de pessoas. Você caminha por esse mundo sujeito às aleatoriedades que sobrevêm sobre todos os mortais – mas diante da certeza de que Deus está agindo no universo para realizar seu plano eterno de redenção para toda a sua criação, e a sua redenção em particular, pois qualquer que seja a situação que enfrente, o Senhor estará lá, com você, em você. O Espírito Santo, com gemidos inexprimíveis, intercede por você, ajudando-o nas suas fraquezas e moldando você à imagem de Jesus.A vida é quântica. Ninguém pode precisar o dia de amanhã. Deus não o predeterminou. Tudo é possível: chuva ou sol; paz ou guerra. Encontros e despedidas. Boa parte do curso da vida, especialmente no que diz respeito à dimensão física do universo, é previsível e passível de controle e providências de nossa parte. Mas a vida não é assim. Os fatos que estão por vir dependem de nossas decisões e escolhas. Por esta razão, devemos ser responsáveis, passo a passo. A única coisa certa é que os propósitos eternos de Deus não podem ser frustrados. E que a boa mão do Senhor estará sobre nós, zelando para que o propósito eterno que estabeleceu para cada um seja consumado. Por esta razão dormimos em paz: nenhum fio de cabelo de nossa cabeça cairá sem que ele o permita. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-740759257136408834?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/740759257136408834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/740759257136408834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/10/vida-quntica-parte-2.html' title='A vida é quântica (parte 2)'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RxeliOJ4cxI/AAAAAAAAAEg/XhkpspZT1bU/s72-c/edrenekivitz_large.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-7519627231100364961</id><published>2007-10-10T12:12:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:44.585-08:00</updated><title type='text'>A vida é quântica</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Rw0lBeJ4cwI/AAAAAAAAAEY/n0lHP4cbnCs/s1600-h/edrenekivitz_large.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119789058594730754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Rw0lBeJ4cwI/AAAAAAAAAEY/n0lHP4cbnCs/s320/edrenekivitz_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A maior parte das coisas acontece porque os envolvidos na cena assim o pretenderam, e Deus, embora soberano, apenas permitiu atribuir tudo o que é bom a Deus e tudo o que é mau a Deus ou aos deuses é um raciocínio, no mínimo, primitivo. Leucipo (450 a.C.), o primeiro atomista, disse que “nada acontece aleatoriamente; tudo acontece por alguma razão e necessidade”.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Demócrito (460 – 370 a.C.), seu sucessor, acreditava que o acaso significava ignorância da causa determinante, isto é, todos os fatos têm uma causa, ainda que oculta ou desconhecida. A coisa começou a mudar com Epicuro (341 – 270 a.C.) e Lucrécio (96 – 55 a.C.), que começaram a considerar que existe no universo uma dimensão de indeterminismo.A tradição cristã sempre defendeu o determinismo. O filósofo inglês Thomas Hobbes (1588 – 1679) assegurava que todos os eventos eram predeterminados por Deus. No seu universo não havia espaço para o acaso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada, entretanto, contribuiu mais para a concepção determinista do universo do que a física newtoniana. A noção de que todo o universo poderia ser explicado e conhecido pela matemática foi a base da revolução científica do fim do século 17. Havendo um projeto matemático, necessariamente haveria um grande projetista, e, portanto, não haveria espaço para o acaso e a aleatoriedade. A ciência, nos termos de Newton e seus sucessores, trouxe à luz a falsa idéia de que “tudo se encontrava nos limites da capacidade humana de medir, contar e controlar”.A maneira como concebemos o universo e o curso da vida humana vem mudando ao longo do tempo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na chamada Idade Média, por exemplo, quando a religião tinha primazia sobre a ciência, acreditava-se que a Terra era plana, que índios, negros e mulheres não tinham alma e que o sol é que girava em torno de nosso planeta. Na Idade Moderna, surgem nomes como Nicolai Copérnico, Johan Kepler e Galileu Galilei, que confrontam e quebram a hegemonia da Igreja, promovem uma revolução no pensamento científico e protagonizam a grande quebra de paradigmas em termos das leis da física que regem o universo. Mais adiante, Isaac Newton descreve em linguagem matemática o que seus antecessores não conseguiram explicar.A partir de então, o universo passa a ser visto como um relógio, e Deus, como o relojoeiro. Isto é, o materialismo determinista afirma que Deus (se é que existe ou é necessário) criou o universo com suas forças e leis fixas, deu corda, colocou a coisa toda para funcionar e depois cruzou os braços, deixando-o seguir seu curso previsível à luz das regras estabelecidas. Os demais eventos, pois, seriam desdobramentos previsíveis.Já o que podemos chamar de idade neo-moderna é a era Albert Einstein (1879-1955). Ele queria se livrar do jugo da religião e, para isso, pretendeu não apenas descrever, mas também compreender e explicar o universo através do código científico, em detrimento dos axiomas religiosos. Suas principais contribuições foram a descrição do átomo como partícula da matéria; a noção de que a luz constitui-se por partículas, os fótons; a idéia da curvatura do espaço; e a Teoria da Relatividade. Einstein provou que havia outros níveis e dimensões da realidade física – o microcosmo, que nada explicava, nem as leis físicas enunciadas por Newton.Daí, chegamos à idade pós-moderna e à física quântica, quando se discute a matéria em níveis ainda menores do que o átomo. Esta mudança de paradigma é ainda mais extraordinária, pois introduz o conceito de consciência pessoal, consciência cósmica e espiritualidade na discussão científica. Por exemplo – de acordo com Bruce Gregory, quando uma árvore cai na floresta, ela faz barulho mesmo que ninguém esteja lá para ouvir, isto é, a realidade existe independentemente de qualquer interferência humana ou de uma consciência pessoal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas, na dimensão quântica (a da matéria sub-atômica), a realidade não existe independentemente de um observador – é o ato de observar que produz a realidade. Assim, quando um físico mede alguma coisa na dimensão quântica, ele altera o valor daquilo que é medido pelo simples fato de estar fazendo a medição – logo, a realidade é parcialmente criada por quem está olhando.Nesse sentido, a ciência deixa claro que existem duas realidades convivendo: a realidade previsível da física newtoniana – a do universo determinado – e a realidade imprevisível da física quântica, que justifica o universo livre. Podemos, por exemplo, medir a distância entre os planetas, o movimento das marés, as fases da lua e os ciclos climáticos com certa exatidão. Mas não podemos afirmar ao certo a posição de um elétron num determinado momento, nem mesmo saber quando uma partícula sub-atômica vai saltar de uma órbita para outra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que a física quântica diz é mais ou menos que “o elétron se move como bem entende”. Abre-se, portanto, uma brecha para uma visão não determinista do universo – isto é, um universo afetado pela consciência, onde a realidade é criada por quem a está vivendo.A maioria das pessoas que conheço trata a vida de acordo com os parâmetros da física newtoniana. Vivem fenômenos previsíveis, explicados na relação inexorável de causa e efeito, numa lógica matemática e divinamente determinada. Em outras palavras – tudo o que acontece é da vontade de Deus e pronto. De minha parte, prefiro acreditar que a vida é quântica. Convivemos com certa dimensão de aleatoriedade e liberdade, e nem tudo o que acontece estava pré-determinado. Aliás, a maior parte das coisas acontece porque os atores envolvidos na cena assim o pretenderam, e Deus, mesmo sem abrir mão de sua soberania, apenas permitiu, e não necessariamente causou ou determinou. Isso faz muita diferença. Sobre esta diferença, falaremos na próxima edição – se Deus quiser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Ed René Kivitz&lt;/span&gt; é escritor conferencista e pastor da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-7519627231100364961?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7519627231100364961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/7519627231100364961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/10/vida-quntica.html' title='A vida é quântica'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Rw0lBeJ4cwI/AAAAAAAAAEY/n0lHP4cbnCs/s72-c/edrenekivitz_large.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-1776698508717553972</id><published>2007-10-02T13:01:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:44.823-08:00</updated><title type='text'>IGREJA CATÓLICA, A ÚNICA. E NÓS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RwKkZeJ4csI/AAAAAAAAAD4/Z99SuoMdlrw/s1600-h/papa-Bento-XVI.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116832884144501442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RwKkZeJ4csI/AAAAAAAAAD4/Z99SuoMdlrw/s320/papa-Bento-XVI.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O papa Joseph Ratzinger homologou algumas formulações preparadas, em 29.6.2007. pela Congregação para a Doutrina da Fé, da qual ele mesmo foi prefeito (presidente) um dia.O texto intitulado "&lt;a href="http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20070629_responsa-quaestiones_po.html"&gt;Respostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a igreja&lt;/a&gt;" está integralmente no site do Vaticano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Destaco algumas frases e, depois, ofereço alguns comentários:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1. "Cristo `constituiu sobre a terra' uma única Igreja e instituiu-a como `grupo visível e comunidade espiritual', que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. `Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica. (...) Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele'. Na Igreja católica, (...) concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2. "Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3. "Como (...) a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4. As comunidades não-católicas romanas "não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico, não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Comento, indignado, confesso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1. Para se legitimar, a Igreja Católica Romana tornou o apóstolo Pedro como o primeiro papa. Há dois problemas: não há prova histórica de que Pedro tenha sido um bispo, em Roma ou em outra cidade, no sentido que a Igreja Romana dá ao episcopado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2. Para se legitimar, a Igreja Católica Romana toma a Ceia do Senhor (ou Eucaristia, uma linda palavra, que quer dizer "agradecimento") como o fundamento de sua fé, fundamento tal central que a cruz vai para segundo plano. Como só o padre celebrada a Eucaristia na missa, ela se torna, não mais um memorial de esperança sobre a morte e a volta de Jesus Cristo num instrumento de controle. Os elementos têm que se transbustancializar se não perdem sua força coercitiva. Como as outras igrejas não celebram a Eucaristia transbustancializada, logo não são igrejas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3. Embora não estejam no mesmo nível da Igreja Católica Romana, as outras igrejas, especialmente as Ortodoxas, têm um lampejo de Cristianismo, mas só como pedagogo, só valendo para levar os ainda não-católicos para a Igreja Romana, onde "finalmente" serão salvos...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4. Uma igreja "lacunosa" não é plenamente uma igreja.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5. Não está explícito, mas implícito no documento, que as igrejas protestantes, ditas "históricas", "pentecostais" ou "ultrapentecostais", não são igrejas. Quando esteve no Brasil, o papa Bento 16 colocou todo mundo no mesmo saco de "seitas". Alguns dos líderes destas "seitas" foram em bloco "conversar" em ele em São Paulo. O diálogo que não houve durou longos 15 minutos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6. O texto, intitulado, tem 20 notas de rodapé, citando outros papas. Não há um só versículo bíblico. Não por acaso o "herege" Martin Lutero gritou que só se deixaria convencer pela Bíblia, tornada um dos pilares da teologia e prática protestante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;7. Como uma comunidade pode se afirmar como "a única igreja de Cristo", se ela propõe que seu líder (o papa) fala de modo infalível quando fala como papa, prerrogativa que nem Pedro, o suposto primeiro deles, resistido na cara por Paulo, pretendeu tal autoridade, pretensão próxima dos imperadores romanos que ostentavam status de divindades?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;8. Não é "lacunosa" a igreja que mantém e justifica todo o vergonhoso e rentável sistema mariolátrico no mundo e, junto, toda a inverossímil e antibíblica doutrina da intercessão dos santos? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;9. O protestante que se afirma detentor da verdade bíblica fala igualzinho a Joseph Ratzinger.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Autoria: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Pr. Israel Belo de Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-1776698508717553972?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1776698508717553972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/1776698508717553972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/10/igreja-catlica-nica-e-ns.html' title='IGREJA CATÓLICA, A ÚNICA. E NÓS?'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RwKkZeJ4csI/AAAAAAAAAD4/Z99SuoMdlrw/s72-c/papa-Bento-XVI.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2297544272717008922</id><published>2007-09-26T14:00:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:44.980-08:00</updated><title type='text'>Os tambores de Nietzsche</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RvrLGV9GusI/AAAAAAAAADg/FwAw_XELr7k/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114623636665711298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RvrLGV9GusI/AAAAAAAAADg/FwAw_XELr7k/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recentemente, através do Youtube, deparei-me com uma cena, no mínimo, inusitada: uma famosa cantora gospel brasileira, em um show (que insistem em chamar de “ministração”) começou a afirmar que, ao som dos tambores que seriam tocados pelos seus músicos, as potestades do mal seriam destronadas em nosso país, Satanás e seus asseclas seriam eternamente envergonhados, e o nome do Senhor seria exaltado. Infelizmente, não sei se isso ocorreu antes do recrudescimento da violência no Rio pré-PAN ou antes da avalanche de escândalos morais no Congresso Nacional. Porém, vi que, ao serem tocados os tambores, houve um frenesi, tanto na platéia como no palco: a cantora, sem muita intimidade com instrumentos de percussão, começou a “surrar” um gongo chinês, atravessando todo o ritmo, repetindo a todo tempo os mantras “o Brasil é de Jesus” e “diabo, você está derrotado”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sinto-me meio sem rumo. Em minha conversão, há 19 anos, nunca esperaria ver um ritual de macumba gospel palatável à burguesia divulgado pela internet. Ao formar-me no seminário e assumir uma igreja como pastor, há dez anos, não pensava em concordar tão prontamente com a banda de hip hop “Apocalipse 16”, na música “Meus inimigos estão no poder”, uma citação da composição “Ideologia”, de Cazuza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É triste pensar no cristianismo evangélico atual no Brasil. Tornamo-nos pastiche de uma religiosidade irrelevante — e, o que é pior, tornou-se prato cheio para uma mídia com má vontade e sedenta de escândalos. Afinal, em dois dos mais recentes escândalos no país, evangélicos estão envolvidos de forma negativa: a recente acusação contra um deputado federal, líder de uma denominação, que pagou para um pistoleiro matar outro deputado, também pertencente à sua denominação; e, no caso do senador Renan Calheiros, Mônica Veloso, a repórter que não sabe fazer planejamento familiar e engravidou de um poderoso senador meio sem querer, afirmou ser, de acordo com entrevista à “Folha de S. Paulo”, “evangélica, batista, do Vale do Amanhecer”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Friedrich Nietzche é um nome que causa arrepios entre nós, nem tanto por sua colaboração filosófica vital ao nazismo, mas mais por sua virulência contra o cristianismo protestante, atacando sem dó nem piedade a moral e os valores cristãos. Para ele, a figura de Jesus é o retrato mais bem acabado do fracasso e da derrota. Esta moral deveria ser suplantada por uma outra. Para tanto, ele propunha a nova moral, a nova ética, a partir do super-homem. Mas, para que tal intento tivesse sucesso, era necessário ter a consciência de que Deus, a fonte da moralidade cristã, morreu. Ele mesmo escreveu, em um de seus textos: “Deus morreu e nós o matamos! Sinta o cheiro da putrefação divina!” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Será que Nietzche está, afinal, certo? Será que Deus realmente morreu? Afinal, qual a relevância de Deus para o movimento evangélico de hoje? Qual a relevância dos valores do Evangelho do Reino, reduzidos a um mero exorcismo com tambores em um “show gospel” mal tocado? Aquilo que aprendemos nos domingos, em nossas comunidades, é praticado no dia-a-dia? Aquilo que aprendemos é mesmo aquilo que está na sua Palavra? Deus é relevante, ou se torna figura de retórica, pedra de toque, fetiche religioso para manipulação mágica do mundo espiritual, como o temos reduzido ultimamente? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se não retornarmos (ou melhor, nos convertermos) ao Evangelho do Reino, abandonando o falso evangelho da macumba gospel, infelizmente, seremos obrigados a imaginar Nietzche, com aquele bigodão de vassoura, dando folgadas gargalhadas no inferno e gritando em alemão: “Eu venci!”. Que sejamos sal em um mundo apodrecido e luz no meio das trevas religiosas. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Autoria:&lt;em&gt;Rodrigo de Lima Ferreira.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-2297544272717008922?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2297544272717008922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2297544272717008922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/09/os-tambores-de-nietzsche.html' title='Os tambores de Nietzsche'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RvrLGV9GusI/AAAAAAAAADg/FwAw_XELr7k/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-4628002374667115578</id><published>2007-09-25T16:24:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:45.181-08:00</updated><title type='text'>Fundamentalismo e sacerdócio no século XXI</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RvmZCl9GurI/AAAAAAAAADY/fXVW_fK0kJo/s1600-h/breno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114287121683102386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RvmZCl9GurI/AAAAAAAAADY/fXVW_fK0kJo/s400/breno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-4628002374667115578?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4628002374667115578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4628002374667115578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/09/fundamentalismo-e-sacerdcio-no-sculo.html' title='Fundamentalismo e sacerdócio no século XXI'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RvmZCl9GurI/AAAAAAAAADY/fXVW_fK0kJo/s72-c/breno.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2180391139836760350</id><published>2007-09-19T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:45.542-08:00</updated><title type='text'>A sedução da teocracia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RvEc9vIf0lI/AAAAAAAAADQ/7XWjLI0YElk/s1600-h/philip_yancey.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111898898991927890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RvEc9vIf0lI/AAAAAAAAADQ/7XWjLI0YElk/s200/philip_yancey.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recentemente participei de um encontro chamado “Sounds of Hope” (Sons de Esperança), que reuniu líderes cristãos de países predominantemente muçulmanos, como Egito, Líbano e Jordânia. Ouvindo seus relatos de vida como minorias sitiadas numa região turbulenta, vi-me pensando sobre a relação entre o cristianismo e o islamismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há alguns anos, um muçulmano me disse: “Não encontro orientação no Corão sobre como os muçulmanos devem viver como minoria numa sociedade e não encontro orientação no Novo Testamento sobre como os cristãos devem viver como maioria”. Ele pôs o dedo na principal diferença entre as duas religiões. Um, nascido no Pentecostes, tende a florescer transculturalmente e mesmo contraculturalmente, em geral coexistindo com governos opressores. O outro, geograficamente ancorado em Meca, foi fundado, ao mesmo tempo, como religião e Estado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em conseqüência, nos países claramente muçulmanos, religião, cultura e política são unificadas. Enquanto nos Estados Unidos as direções das escolas debatem a legalidade de orações não sectárias de um minuto nos jogos de futebol, nos países muçulmanos o comércio e o transporte param tudo para orações cinco vezes por dia. Muitos muçulmanos querem que a lei do Shari’ah seja retirada de escritos sagrados similares ao abrangente código do Pentateuco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Animado pelo zelo teocrático, o islamismo conquistou três quartos de todo o território cristão durante a Idade Média. Em resposta, os cristãos, que tinham pouca tradição em guerra santa, desencadearam as Cruzadas. Depois, o Ocidente cristão separou Igreja e Estado e promoveu a liberdade religiosa. Ultimamente, a Europa ficou identificada como uma cultura “pós-cristã”. Sem dúvida, não há sociedades “pós-muçulmanas” nas regiões em que o islamismo foi expulso pela força.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A cultura teocrática potencializa a coerção moral, como os cristãos sabem por sua própria história. Na Argélia, islamitas radicais cortam lábios e narizes de muçulmanos que fumam e bebem álcool. Em alguns países muçulmanos, a polícia moral bate publicamente em mulheres que ousam tomar um táxi desacompanhadas de seus maridos ou dirigir sozinhas seus carros. O adultério ou a conversão ao cristianismo pode redundar em pena de morte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os cristãos no Oriente Médio não se opõem a todos os rigores morais do islamismo. Um egípcio me disse que um homem não se hospeda num hotel com a mulher enquanto não provar que é sua esposa – uma prática que ele apóia –, e o mesmo pensa sua esposa. Muitos cristãos com quem conversei prefeririam criar seus filhos numa sociedade islâmica bem guardada do que nos Estados Unidos, onde a liberdade geralmente leva à decadência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O sentimento de uma cultura unificada pervade todos os níveis da sociedade islâmica, a começar pela família. Um bom muçulmano coloca o grupo acima do indivíduo. Compreender isto – diz um americano que vive no Egito – pode ajudar a explicar o ultraje e a violência que eclodiram por causa das charges dinamarquesas sobre o profeta Maomé.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O fundamento da sociedade árabe não é o indivíduo, mas a comunidade; primeiro, a família, depois a família ampliada ou o clã, depois a comunidade religiosa e, de vez em quando, a nação.&lt;br /&gt;Segundo essa visão, se os chargistas da Dinamarca (a “comunidade dinamarquesa”) insultaram o Islã e seu profeta e se os líderes não repudiaram a atitude, então os muçulmanos interpretam que o líder e os dinamarqueses apóiam os cartões e os insultos. Embora o primeiro-ministro dinamarquês tenha publicamente manifestado sua desaprovação às charges, também lembrou que isto não era ilegal na Dinamarca por se tratar de liberdade de expressão e imprensa para os indivíduos. Ironicamente, esta declaração foi interpretada pela comunidade islâmica como uma defesa e um apoio às charges.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As duas cosmovisões culturais não conseguem uma compreensão mútua. Ouvir sobre a cultura islâmica em primeira mão aumentou minha compreensão, mas, ao mesmo tempo, me deixou preocupado com minha própria sociedade. Será que teremos que criar nossa própria versão de fundamentalismo severo a exemplo do islamismo contemporâneo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Autoria:&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Philip Yancey &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(&lt;/span&gt;Tradução de &lt;em&gt;Israel Belo de Azevedo&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-2180391139836760350?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2180391139836760350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/2180391139836760350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/09/seduo-da-teocracia.html' title='A sedução da teocracia'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RvEc9vIf0lI/AAAAAAAAADQ/7XWjLI0YElk/s72-c/philip_yancey.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-4876214012622119411</id><published>2007-09-18T08:12:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:45.712-08:00</updated><title type='text'>A Bíblia contra “idéia dos crentes”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru_rpxjxyGI/AAAAAAAAADE/Cc3tjyrecAo/s1600-h/2d715a1c327b7900f6fdbfe4a06e35a7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111563204999366754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru_rpxjxyGI/AAAAAAAAADE/Cc3tjyrecAo/s200/2d715a1c327b7900f6fdbfe4a06e35a7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um dos grandes identificadores dos evangélicos, ou do “povo crente”, como dizem alguns, é a sua apreciação pela Bíblia. Houve até mesmo época quando os conhecidos crentes eram chamados de “bíblias”. No entanto, apesar da tradição que vincula os evangélicos à Bíblia, será que essa realidade é verificável? Surpreendentemente, parece que grande parte da tradição evangélica nada tem a ver com o estudo sério das Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muitas idéias e práticas sagradas e supostamente bíblicas têm outras origens: a cultura norte-americana, brasileira, européia, africana etc. Certa ocasião, fiquei atônito quando tentei compartilhar o Evangelho com um homem numa viagem de ônibus. Ele, ao perceber minha linha de pensamento, perguntou: “Você é crente?”. E prosseguiu: “Mas é crente mesmo?”. Confuso, respondi: “Sim”. E, mais do que depressa, ele disse, com firmeza: “Você bebe café?”. Sem entender, respondi afirmativamente, e, então, esboçando largo sorriso, o homem reverberou: “Então não é! Porque o crente que é crente mesmo, nem café bebe!” Perplexo, fiquei a pensar que tipo de Evangelho se divulga em nossos dias! O cristianismo de alguém é avaliado pelo café ingerido?!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Durante muito tempo envolvido com a área da literatura, principalmente a teológica e acadêmica, posso atestar que o tipo de livro menos procurado pelo mercado evangélico chama-se “comentário bíblico”. Apesar de termos cerca de meio milhão de pastores e líderes no Brasil, parece que a maioria deles não entende que o estudo aprofundado da Bíblia é tarefa urgente e indispensável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse distanciamento das Escrituras, presente no meio evangélico, tem facilitado o surgimento de outras tradições, marcadas por idéias e costumes que levam a comunidade para uma outra direção, para longe de uma teologia fundamentada na Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Infelizmente – é verdade –, há muita “idéia de crente” que é contra a Palavra de Deus. Não faz tanto tempo assim, numa comunidade cristã ouvi uma multidão aplaudir a seguinte frase enfatizada por um de seus líderes: “Deus precisa de você”. O discurso prosseguiu sugerindo que Deus nada poderia fazer sem a atuação humana. Que tipo de Deus é esse? Pode ser de algum grupo evangélico! Mas não é bíblico! Afinal, como lemos em Atos 10.25 e 26, Deus, por definição, não precisa de nada: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor dos céus e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em muitos cultos evangélicos é comum ouvir o povo agradecer a Deus por estar reunido na “casa do Senhor”. A idéia particular dos crentes até existe nas Escrituras, só que não no cristianismo do Novo Testamento. Havia um tabernáculo e um templo no Antigo Testamento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas Jesus mudou o enfoque, afirmando que Deus não está restrito a templos. A verdade é que Deus não habita no prédio da igreja! Em João 4, a mulher samaritana queria saber se Deus dava prioridade a Jerusalém ou a Samaria como “casa de Deus”. Jesus deixa claro que a adoração deve ser em espírito e em verdade (Jo 4.23). O Novo Testamento, ao contrário dos crentes, ensina que a casa de Deus somos nós, onde o Espírito Santo habita. Em 1 Pedro 2.5 descobrimos que somos “as pedras vivas” e “a casa espiritual”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outra tradição evangélica, que assusta até descrentes, é que para Deus “não há pecadinho nem pecadão”. Todos os pecados são iguais para Deus! É possível imaginar que um canibal e um pedófilo assassino sejam equiparados a quem não ora sem cessar (1Ts 5.17)? É absurdo! É provável que a má interpretação tenha surgido de Tiago 2.10, que afirma que “quem tropeça num só ponto da lei é culpado de todos”. Na verdade, o texto apenas nos mostra que apenas um pecado é suficiente para nos deixar numa condição de pecadores perante Deus. Como Deus é santo, um simples pecado nos classifica como condenáveis. No entanto, isso não quer dizer que todos os pecados são iguais. Em João 19.11, Jesus diz a Pilatos que aquele que o havia entregado a Pilatos tinha “maior pecado”. O texto é explícito! A própria Bíblia faz diferença entre pecado e abominação (algo detestável, repugnante), como vemos em Levítico 18.22. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;ERROS “INOFENSIVOS”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No quadro de avisos de alguns templos evangélicos não é difícil encontrar a seguinte frase: “Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder”. Apesar do impacto do refrão, devemos perguntar: “Onde vemos isso na Bíblia”? Poderíamos fazer um gráfico estatístico e matemático da oração e estabelecer sua performance? É irônico. Jonas, o profeta que foi usado para trazer o despertamento de Nínive, aparentemente não fez nenhuma oração! Deus é soberano! Ele faz como quer. Certamente, muitos irão dizer que nosso padrão deve ser Elias. Jonas é exceção! Voltemos à Bíblia. Desde quando as orações de Elias funcionaram pela quantidade? Jesus criticou a repetição de orações (Mt 6.7), e em Tiago 5, onde Elias é mencionado, sua oração não é “muita”, mas fervorosa (v. 17). O texto enfatiza que a oração que funciona é a de um “justo” (v. 16), e isso não tem a ver com “quantidade”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estes são apenas alguns exemplos de tradições evangélicas não fundamentadas nas Escrituras. O problema é que esses erros “inofensivos” acabam nos afastando do que importa e nos levando a perder tempo com coisas desnecessárias e secundárias. Temos a doutrina do sábado, da gravata, do paletó, da unção etc. Corremos o risco de criarmos tradições humanas que tomam o lugar da Palavra de Deus (Mc 7.9). Hoje, quando se fala em cristão evangélico, imaginamos que se trata de uma pessoa sem vícios, que não bebe, não fuma, não dança, não joga etc. Ora, ninguém precisa ser cristão para viver assim. Há ateus que não fumam nem bebem. Isso não é questão de espiritualidade, mas sim de inteligência! Estamos criando uma caricatura do Evangelho. Ao contrário, Deus deseja pessoas salvas por Cristo, misericordiosas, justas, incorruptíveis, dispostas a perdoar e capazes de amar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parece que os profetas enfrentaram algo semelhante em sua época. Ainda hoje, as santas palavras de Miquéias ecoam bem alto: “Com que eu poderia comparecer diante do Senhor e curvar-me perante o Deus exaltado? Deveria oferecer holocaustos de bezerros de um ano? Ficaria o Senhor satisfeito com milhares de carneiros, com dez mil ribeiros de azeite? Devo oferecer o meu filho mais velho por causa da minha transgressão, o fruto do meu corpo por causa do pecado que eu cometi? Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (Mq 6.6-8–NVI).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Autoria:&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Luiz Sayão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-4876214012622119411?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4876214012622119411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/4876214012622119411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/09/bblia-contra-idia-dos-crentes.html' title='A Bíblia contra “idéia dos crentes”'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru_rpxjxyGI/AAAAAAAAADE/Cc3tjyrecAo/s72-c/2d715a1c327b7900f6fdbfe4a06e35a7.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-5133660540269213243</id><published>2007-09-17T12:43:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:46.301-08:00</updated><title type='text'>Atletas de Cristo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru7coxjxyEI/AAAAAAAAAC0/yYm2A1SvRa0/s1600-h/logotigo_f8n6l.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111265220168370242" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru7coxjxyEI/AAAAAAAAAC0/yYm2A1SvRa0/s320/logotigo_f8n6l.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Atletas de Cristo existe oficialmente desde 04 de Fevereiro de 1984, e é uma entidade sem fins lucrativos que subsiste através de doações voluntárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sua &lt;span style="color:#009900;"&gt;VISÃO&lt;/span&gt; é que o mundo todo pode ser alcançado para Cristo através da linguagem universal do esporte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sua &lt;span style="color:#009900;"&gt;MISSÃO&lt;/span&gt; é levar o atleta a Jesus Cristo a fim de levar o Evangelho ao mundo através do atleta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seu &lt;span style="color:#009900;"&gt;OBJETIVO &lt;/span&gt;é fazer isto nesta geração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Suas &lt;span style="color:#009900;"&gt;ESTRATÉGIAS&lt;/span&gt;:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1. Promover por todos os meios, a proclamação do Evangelho através do esporte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2. Equipar líderes e obreiros para a evangelização e o discipulado dos atletas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3. Desafiar a igreja a se engajar neste projeto, fazendo uma tabelinha com os atletas no cumprimento da Grande Comissão.::::: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;QUEM MANTÉM ESTE TRABALHO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atletas de Cristo é uma entidade sem fins lucrativos e subsiste através de ofertas voluntárias. O lucro das vendas dos produtos com a marca "&lt;em&gt;Atletas de Cristo&lt;/em&gt;" também reverte em benefício do seu trabalho. No caso dos Grupos Locais de Atletas de Cristo, este lucro é divido com o grupo, na forma de descontos especiais, gerando recursos para os trabalhos locais.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru7cuBjxyFI/AAAAAAAAAC8/R8r-lxYk538/s1600-h/0,,11242282,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111265310362683474" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru7cuBjxyFI/AAAAAAAAAC8/R8r-lxYk538/s320/0,,11242282,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se você compreende a importância desse trabalho e deseja mante-los atuantes nos campos, nas quadras e nas pistas do mundo, utilize uma das formas abaixo para fazer a sua doação:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;# Depósito em Conta Corrente &lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Banco Bradesco&lt;/span&gt; Ag. 0107-4Conta Nro. 242.077 - 5 &lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Banco Itaú&lt;/span&gt; Ag. 0866Conta Nro. 06540-2#&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;#Cheque NominalEnvie cheque cruzado e nominal a &lt;em&gt;ATLETAS DE CRISTO NO BRASIL&lt;/em&gt;, para o seguinte endereço:Caixa Postal 55011 - S. Paulo - SP - CEP 04733-970# &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;#Vale PostalEnvie um vale postal em nome de ATLETAS DE CRISTO NO BRASIL, para a Caixa Postal 55011 - S. Paulo - SP - CEP 04733-970# &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;#Carnê de ContribuiçãoSolicite um carnê de contribuição personalizado, por email - atletas@attglobal.net - por telefone (11) 5545-4415 ou por fax (11) 5686-6629 ou envie seu pedido por carta para Caixa Postal 55011 - S. Paulo - SP 04733-970, informando nome e endereço completo.#&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.atletasdecristo.org/"&gt;http://www.atletasdecristo.org/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-5133660540269213243?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5133660540269213243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/5133660540269213243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/09/atletas-de-cristo.html' title='Atletas de Cristo'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru7coxjxyEI/AAAAAAAAAC0/yYm2A1SvRa0/s72-c/logotigo_f8n6l.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-6263654111260184826</id><published>2007-09-16T10:34:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:46.511-08:00</updated><title type='text'>Psicologia e fé cristã</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru1qRxjxyDI/AAAAAAAAACs/isYQpGiEl6Q/s1600-h/russellshedd.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110858005729101874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru1qRxjxyDI/AAAAAAAAACs/isYQpGiEl6Q/s320/russellshedd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ataques ferrenhos contra o cristianismo bíblico têm sido lançados de múltiplas direções. Dos campos psicológico, filosófico, biológico, para não mencionar o religioso, aparecem razões para descrer do Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Karl Marx tentou derrubar a fé cristã pelo determinismo materialista. Charles Darwin lançou sua teoria evolucionista há quase 150 anos, mas ela continua fazendo vítimas em nossas escolas e universidades. Para Darwin, as incríveis maravilhas da Criação nada mais são do que um processo natural que age por acaso durante bilhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sigmund Freud dirigiu seu ataque contra a própria existência de Deus. Postulou que o conceito de Deus é uma projeção da mente que cria um pai substituto, necessário para a estabilidade emocional de pessoas fracas e medrosas. Os historiadores atacam as raízes do cristianismo questionando a veracidade dos eventos centrais da fé. A mídia acrescenta seu apoio, publicando artigos e passando documentários que lançam dúvidas sobre fatos centrais, como o nascimento virginal de Jesus, sua ressurreição e ascensão. O que resta para a fé agarrar não passa de cascas e folhas. A substância é anulada e desacreditada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dr. C.G. Jung, um dos mais venerados psicólogos da última geração, escreveu um livro intitulado Modern Man in Search of a Soul(O Homem Moderno em Busca da Alma). A tese do seu livro é que um analista precisa fornecer para seu paciente, enfermo emocionalmente, uma fé que o ajude a vencer o temor da escuridão. Tem que ajudá-lo a vencer o desespero e a desilusão no mundo que domina sua vida. Precisa de alguma percepção (insight) que o permita alcançar saúde emocional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para este reconhecido psicólogo, todo ser humano, sem nenhuma exceção, precisa de, pelo menos, quatro coisas: 1) Amor; 2) Fé; 3) Esperança; 4) Compreensão. Jung confessa que o pensamento humano é incapaz de dar ao paciente o que ele necessita: fé, amor, esperança e percepção (Vernon Grounds, Psychology and the Gospel, Seminary Study Series, Denver, CO, s/d). Unicamente o Evangelho fornece estes elementos essenciais ao bem-estar do homem.O &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;EVANGELHO SUPRE O QUE O HOMEM PRECISA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Evangelho mantém suas mais profundas raízes no amor de Deus pelo mundo que se autodestrói pelo seu egoísmo, inveja e orgulho. O Evangelho não somente exige fé em Deus, bem como no Senhor Jesus que, “embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo” (Fp 2.6,7). Ofereceu-se em sacrifício para expiar os pecados do mundo. A salvação do pecado e da culpa tem na cruz de Cristo um evento ímpar, pelo qual podemos confiar que nossos pecados foram pagos definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nas verdades centrais da Bíblia encontramos esperança da vida eterna. A morte seria aterrorizante se não fosse a esperança que abre a porta que conduz ao paraíso. A percepção é mais um presente valioso que os regenerados possuem. Pelo autoconhecimento que a Bíblia providencia, podemos tomar dois passos gigantes em direção à saúde emocional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Primeiro, alcançamos a verdade segura do porquê de nossa existência. Nascemos para glorificar a Deus e alegrar-nos nEle para sempre. Segundo, uma vez sondados e examinados pelo Espírito de Deus (compare João 16.8,9), percebemos nossa pecaminosidade. Infectados com a doença mortal do pecado, não estamos em condições de comparecer diante do Deus que é absolutamente santo sem sermos condenados. Somente esta percepção nos levará a um arrependimento genuíno. Somente arrependimento real nos permite abraçar a fé que perdoa e salva. Experimentamos a graça libertadora e transformadora do Evangelho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não imagine, por um minuto sequer, caro leitor, que o cristianismo não tem nenhuma defesa eficaz contra os múltiplos ataques lançados pelos intelectuais secularizados. Convincentes argumentos, devidamente fundamentados na verdade histórica do Evangelho, respondem coerentemente aos desafios do passado e do presente. Saúde emocional e paz são as recompensas recebidas pelos que crêem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Autoria:&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Russel Shedd&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3047529378973729380-6263654111260184826?l=panoramateologico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6263654111260184826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3047529378973729380/posts/default/6263654111260184826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panoramateologico.blogspot.com/2007/09/psicologia-e-f-crist.html' title='Psicologia e fé cristã'/><author><name>Edu Neves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11711883315032577375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_vFHLU7Tk88Y/SBagKD2KtDI/AAAAAAAAAHw/Jv3egJFcLNU/S220/C%C3%B3pia+de+S6300255.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/Ru1qRxjxyDI/AAAAAAAAACs/isYQpGiEl6Q/s72-c/russellshedd.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3047529378973729380.post-2783083329134268662</id><published>2007-09-15T11:10:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T08:51:46.923-08:00</updated><title type='text'>Cristo, as riquezas e os cristãos ocidentais</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RuwhkxjxyCI/AAAAAAAAACk/2g5foIjh7ms/s1600-h/ks107101.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110496592821078050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFHLU7Tk88Y/RuwhkxjxyCI/AAAAAAAAACk/2g5foIjh7ms/s320/ks107101.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Acho que precisamos levar os ensinos de Jesus mais a sério. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele afirmou que ninguém deve pedir nada a Deus com a angústia dos idólatras, porém a maioria dos crentes sente que precisa rastejar quando faz suas orações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele afirmou que ninguém deve pedir coisas materiais - sequer comida e vestido - pois Deus sabe das necessidades de seus filhos, porém as igrejas ensinam a “bombardear” o céu para conseguir uma ou outra bênção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele afirmou que nenhum dos seus amigos pode acumular riquezas aqui onde a ferrugem corrói e o ladrão rouba, porém as pessoas se angustiam querendo armazenar o máximo que lhes garanta o futuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele afirmou que seus seguidores devem buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, mas os cristãos pós-modernos se ocupam em galgar as apertadas malhas sociais, por isso o culto fica espremido num tempinho que sobra nos fins de semana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele afirmou que todos os que amam sua vida a perdem e que os dispostos a perderem sua vida por amor a Deus a ganham. Como os cristãos não gostam desse texto, ele jaz numa prateleira, esperando alguma interpretação mais amena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele afirmou que as pessoas devem vender suas posses e dar es
